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RELATO DO TOXI (CUT: Testo, trembo, diana e masteron)

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  • Miguel... assim como o ovo, tem muitos mitos que já foram por agua abaixo, só pesquisar... Uso proteína de soja isolada a um bom tempo, e o ideal é a maioria ter receio mesmo e não comprar, senão

  • Obrigado pela visita, amigo. Estou procrastinando pra passar no seu relato ainda, mas juro que apareço lá. hehe Vamos as perguntas: Já pensou em usar melatonina e outros fitoterápicos?

  • Não me recordo de nenhum estudo agora, mas o que me lembro é que a proteína de soja é a única vegetal que possui todos os aminoácidos essenciais. A questão do tipo da proteína, como já falei, na verda

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57 minutos atrás, frangodesantoandre disse:

@Toxi aonde você comprou a Cardarina? Foi de 10mg em cápsulas?

qual o relato? Da um gás mesmo???

Então mano, ganhei da Androgen Pharma pra testar, só por isso que tô usando. Acho burrice pagar pra usar SERMs e ficar só nisso. O preço é o mesmo que de uma oxandrolona ou bujão de testo. Não tem nem comparar o resultado. Todo mundo pensa que é isento de colaterais, mas se falando em esteroides o negócio é proporcional: colateral e resultado. Os dois sempre tão juntos, não tem como ter resultados sem colaterais. Se quiser, dá uma olhada no outro protocolo.

 

  • 3 semanas depois...
Em 17/03/2018 em 06:56, frangodesantoandre disse:

@Toxiuhnnnn interessante.... vlw! Eu tô atras desse cardarina pois acabei de ciclar oxan e como faço atletismo tô atras de algo que ajude...  mas vlw mano.. 

Tem resultados bem satisfatórios mas nada de anormal.

  • 8 anos depois...

@Toxi, este é um dos relatos mais bem escritos do fórum, e você tem repertório suficiente para eu poder ser direto sem parecer sermão. Vou dividir em três partes. Uma coisa que eu trataria hoje e não no fim do ciclo, três disputas do tópico que dá para fechar com literatura, e alguns reparos.

Começo pela que não pode esperar.

Você escreveu, na terceira semana, que fez leve compressão numa mama e houve precipitação de lactação, e usou isso para confirmar a suspeita de prolactina alta e ajustar o protocolo.

Isso tem nome, é galactorreia, e em homem ela é sempre motivo de dosar prolactina no momento em que aparece. Não porque a sua hipótese esteja errada, e provavelmente ela está certa, já que trembolona é derivada de dezenove nor e tem atividade progestogênica marcada, que é exatamente o mecanismo que eleva prolactina.

O motivo é outro. Galactorreia é um dos poucos sinais que abre diagnóstico diferencial com uma coisa que não tem relação nenhuma com ciclo, que é adenoma hipofisário produtor de prolactina. E a única forma de separar as duas hipóteses é o número. Prolactina discretamente elevada por efeito progestogênico e prolactina muito elevada por prolactinoma são ordens de grandeza diferentes, e quem tem a segunda descobre por acaso, num exame pedido por outro motivo.

Você respondeu ao @Miguel V que faria exames, mas provavelmente ao fim do ciclo. Esse é o ponto em que eu discordo mais do relato. Exame no fim serve para saber o que aconteceu. Exame no momento do sinal serve para decidir o que fazer, e é o único dos dois que muda conduta. E, no caso da prolactina, o resultado ainda é o que valida ou derruba a sua própria explicação, então ele te interessava tecnicamente também.

Sobre a selegilina e o T3 usados para controlar isso.

A parte do T3 tem base real, e vale registrar porque quase ninguém sabe. O TRH, que é o hormônio liberador de tireotrofina, é também um estimulador da liberação de prolactina, e é por isso que hipotireoidismo cursa com prolactina alta. Então a lógica de reduzir TRH para reduzir prolactina existe de fato.

Só que ela é a explicação de por que se corrige o hipotireoidismo quando ele é a causa. Em pessoa com tireoide normal, o TRH já não é o que está elevando a prolactina, e o que sobra é o efeito do T3 sem o benefício pretendido. E a selegilina é um inibidor da monoaminoxidase B, com interações relevantes com serotoninérgicos e com estimulantes. Para prolactina alta, o que a literatura estabelece são agonistas dopaminérgicos, com a cabergolina à frente, e não a selegilina. Se a prolactina vier alta, é essa conversa que precisa acontecer, e com o número na mão.

Agora as três disputas do tópico.

A primeira, e você estava certo. O @Gamma sugeriu duas vezes trocar por hexa hidrobenzilcarbonato de trembolona para evitar os efeitos psicológicos, e você respondeu que é a mesma coisa. É a mesma coisa mesmo. O éster muda a cinética de liberação, ou seja, com que velocidade e por quanto tempo o composto entra na circulação. Ele não muda a molécula que chega ao receptor, e portanto não muda o perfil de efeitos. É a mesma trembolona, mais lenta.

A segunda, e você também estava certo, e essa importa para quem lê. O @Luismc escreveu que coceira na garganta é normal com trembolona de boa qualidade e que não havia com que se preocupar, que ia ficar assim o ciclo todo. Você rejeitou isso e listou o que tinha, que era febre, amígdalas inflamadas e vermelhas, dor que não cedia a anti inflamatório, e resolução em dois dias com amoxicilina. Isso é amigdalite bacteriana, e não efeito de anabolizante.

Vale explicar a confusão de origem, porque ela é real. Existe um fenômeno agudo bem descrito com trembolona, que é o acesso de tosse durante ou logo após a aplicação, de segundos a poucos minutos. Isso não tem nada a ver com dor de garganta persistente com febre. Tratar um quadro infeccioso como efeito esperado de um produto é o tipo de conselho que atrasa antibiótico, e num caso de amigdalite isso tem consequência.

Sobre a sua hipótese de imunossupressão pela trembolona, ela é plausível mas ainda não é o que eu olharia primeiro. Duas infecções em um mês, em quem nunca teve problema de imunidade, com dieta em déficit, T3 e T4 em dose alta, treino em jejum, sono ruim por sudorese noturna e pesadelo, e fins de semana com mil a mil e quinhentas calorias. Esse conjunto explica queda de imunidade sem precisar de nenhum efeito direto da substância. É o cenário clássico.

A terceira disputa é a da soja, e aqui você acertou a conclusão e errou uma palavra, o que vale corrigir porque o tópico virou referência.

Você escreveu fitoesteróis. O que existe na soja e gera essa discussão são fitoestrógenos, especificamente isoflavonas como genisteína e daidzeína. Fitoesteróis são outra classe, ligados ao colesterol, e não têm essa atividade. O mecanismo que você descreveu está correto, com afinidade muito menor que o estradiol e ocupação do receptor podendo até funcionar de forma competitiva.

E hoje isso está resolvido com dado, o que é melhor que mecanismo. Existe uma meta análise publicada na Reproductive Toxicology, do grupo do Reed, com quarenta e um estudos, testosterona total avaliada em mais de mil e setecentos homens, que não encontrou efeito de proteína de soja nem de isoflavona sobre testosterona total, testosterona livre, estradiol, estrona ou SHBG. Nem em análise por dose, nem por duração. Ou seja, você e o @Batata... estavam certos, e o receio do Miguel V não se confirma.

O único reparo é a frase de que a soja é a única proteína vegetal com todos os aminoácidos essenciais. Não é a única. Quinoa, amaranto, trigo sarraceno e proteína isolada de batata também têm perfil completo. A soja é a mais barata e a mais estudada, o que na prática mantém a sua recomendação de pé.

Agora os reparos, em ordem de importância.

O T3 e o T4. Cinquenta microgramas de T3 somados a cem de T4, em quem tem tireoide normal, é bastante, e o custo não é só rebote. Você mesmo identificou o rebote, e identificou bem, ao escrever que quanto mais rápida a termogênese mais difícil manter depois.

O que falta na conta é o resto. Primeiro, T3 é catabólico de forma indiscriminada, ou seja, ele acelera a perda de massa magra junto com a de gordura, o que trabalha contra o objetivo de um cut. Segundo, dose que suprime o TSH tem efeito cardíaco e ósseo próprio. Há coorte populacional dinamarquesa, com mais de quinhentos mil indivíduos, mostrando aumento em torno de trinta por cento no risco de fibrilação atrial no hipertireoidismo subclínico, e há perda de densidade óssea associada a supressão mantida de TSH. E, em terceiro, isso soma com trembolona, que você mesmo relatou piorar o rendimento cardiovascular, e com cafeína.

O mínimo aqui é TSH, T4 livre e T3 total dosados durante o uso, e não só no fim, mais frequência cardíaca de repouso registrada.

A proteína. Você abriu o relato defendendo, com razão, que acima de dois gramas por quilo o valor biológico da fonte perde importância. Mas no dia treze de setembro a sua própria dieta estava em um vírgula cinco grama por quilo, e em déficit calórico com T3. Essa é justamente a situação em que a necessidade de proteína sobe, não desce, porque ela é o que protege a massa magra. E o seu argumento sobre fonte deixa de valer nessa faixa, então ele passou a apoiar uma dieta que ele não descreve mais.

Os fins de semana. Mil a mil e quinhentas calorias por dia, junto com T3 em dose alta e aeróbio em jejum, é onde estão a queda de imunidade e provavelmente boa parte da perda de peso que apareceu na balança.

As vitaminas, e aqui um crédito. A sua resposta sobre antioxidantes é melhor do que a média do que se lê sobre o assunto, e tem respaldo. Doses altas de vitamina C e E realmente atenuam parte da adaptação ao treino, que é justamente o efeito que a suplementação pretendia melhorar, e isso está descrito. Só divergiria em um ponto prático. Vitamina D no Brasil tem prevalência alta de insuficiência apesar do sol, principalmente em quem treina em ambiente fechado, e a decisão aí é barata e objetiva. Dosa se a vitamina D e decide se pelo número, em vez de decidir por princípio nos dois sentidos.

A lombar. Não conseguir agachar nem fazer stiff por dor lombar merece avaliação presencial antes de ser atribuído a encurtamento. A sua conduta de fortalecer o core e alongar posterior é razoável e não faz mal, mas dor lombar que impede padrão de movimento em alguém de vinte e três anos é para um fisioterapeuta olhar, e não para autodiagnóstico. E vale considerar que você estava com T3 alto e déficit calórico agressivo, que é um contexto em que tendão e conjuntivo se recuperam pior.

Por último, a cardarina, que aparece no fim do tópico e que é o item que mais me preocupa daqui para frente.

Primeiro uma correção de classificação, porque o Gamma perguntou se era SARM e ficou registrado que sim. Não é. GW quinhentos e um mil quinhentos e dezesseis é um agonista de PPAR delta, ou seja, atua numa via metabólica e não no receptor androgênico. São classes diferentes.

E o motivo pelo qual ela nunca chegou ao mercado é o que precisa estar neste tópico. Ela foi desenvolvida pela GlaxoSmithKline em parceria com a Ligand para dislipidemia, e o desenvolvimento clínico foi abandonado em dois mil e seis depois que os estudos de carcinogenicidade de longo prazo mostraram indução de tumores em múltiplos órgãos em roedores, de forma dependente de dose. Não foi falta de eficácia. Os dados iniciais em humanos sobre HDL e triglicerídeos eram favoráveis, e mesmo assim o programa foi encerrado.

Isso muda a natureza do risco. Quase tudo o que se discute aqui tem efeito adverso que aparece, que se mede e que se reverte parando. Esse não avisa e não tem exame de acompanhamento que sirva de rede.

E você tocou no ponto exato, sem perceber, quando escreveu que todo mundo pensa que é isento de colaterais. Você estava certo na frase, e ela vale ainda mais do que você imaginava.

@frangodesantoandre, isso te atinge de forma direta. Você disse que faz atletismo e que estava atrás disso para render. Além do que está acima, a cardarina está na lista proibida da Agência Mundial Antidopagem, na categoria de moduladores metabólicos, e é detectável. Ou seja, no seu caso o risco não é só de saúde.

Por fim, uma observação sobre o alcance disso, e é o motivo de eu ter escrito tão longo. Você atende clientes e diz isso no próprio relato. Quem faz isso é lido como referência, e quando escreve que vai dosar prolactina só no fim do ciclo, ou que uma vitamina é desnecessária por princípio, essa frase viaja. Você tem repertório para ser uma das melhores fontes daqui, e a única coisa que falta no relato inteiro é exame em tempo real, que é justamente o que separa protocolo de aposta.

Registro ainda que, desde abril de dois mil e vinte e três, a Resolução do Conselho Federal de Medicina número dois mil trezentos e trinta e três veda a prescrição de anabolizantes com finalidade estética, de ganho de massa muscular ou de desempenho esportivo.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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