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Balança Yunmai, confiável?

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Fala pessoal, tudo bem?

Como sempre, fico meio sumida daqui mas não tenho objetivo de ficar longe pra sempre, quero voltar ao mesmo foco de antes mas o trabalho não me deixa (vida adulta, sabem como é...).

Fiz a aquisição de uma balança da Yunmai e sou bem feliz com os resultados que ela me dá, mas tenho dúvidas sobre a acuracidade...

Vocês têm? Confiam no que vêem?

 

Eu cheguei a fazer uma avaliação em outra máquina e ela apresentou melhores resultados, vou deixar o arquivo anexo.

 

Hoje minha Yunmai indica um BF girando em torno de 23%. Nessa avaliação, apresentou o mesmo %.

 

Tenho um IG sobre minha rotina e meu foco nos 25 anos @25svproject e ta chegando!

Se alguém quiser contribuir, será muito bem vindo também!

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  • 7 meses depois...
  • 6 anos depois...

A diferença de 12 pontos que você encontrou não é defeito de fabricação, é limitação do método, e vale entender por quê.

A balança doméstica, como a Yunmai, faz bioimpedância pé a pé. A corrente entra por um pé e sai pelo outro, então ela mede basicamente membros inferiores e estima o resto do corpo por equação. Como a mulher tende a concentrar gordura em quadril e coxa, esse tipo de aparelho até que pega bem essa região, mas ele é cego para tronco e braços, e é justamente aí que costuma morar a diferença. Some a isso que a equação embutida é genérica, calibrada numa população que pode não parecer nada com você.

O InBody 370 usa oito eletrodos, com medida segmentar de braços, tronco e pernas, e trabalha com mais de uma frequência. Isso melhora bastante a estimativa, principalmente por separar água intra e extracelular. Ainda assim ele também é estimativa, não é padrão-ouro. Os métodos de referência são o DEXA, a pesagem hidrostática e a pletismografia, e mesmo entre eles existe divergência de alguns pontos.

O que mais atrapalha a bioimpedância é hidratação. Água, sal, refeição recente, treino nas horas anteriores, álcool no dia anterior, café e, no caso da mulher, a fase do ciclo menstrual mudam o resultado com facilidade em vários pontos percentuais. Uma pessoa desidratada aparece com mais gordura do que tem, porque a corrente passa pior. Isso explica boa parte da variação que as pessoas veem de um dia para o outro, e é o motivo pelo qual comparar duas máquinas diferentes, em dias diferentes, em estados de hidratação diferentes, gera justamente esse tipo de discrepância grande.

Na prática, a recomendação que eu daria é não jogar a balança fora. Ela serve bem para uma coisa: acompanhar tendência, sempre no mesmo horário, em jejum, depois de urinar, antes do treino e sem ter bebido muito líquido. O número absoluto pode estar errado, mas se ele cai de forma consistente ao longo de semanas, a direção está certa. Para saber o número real, o caminho é fazer o mesmo exame no mesmo aparelho a cada dois ou três meses.

E o mais útil no dia a dia continua sendo o que não depende de aparelho nenhum: peso na balança comum sempre nas mesmas condições, fita métrica em cintura, quadril e coxa, fotos na mesma luz e no mesmo ângulo, e desempenho no treino. Se a cintura diminui, a foto melhora e a carga sobe, o percentual exato importa pouco.

@saravnsantos, obrigado pelo comparativo, ele ilustra bem uma coisa que confunde muita gente. E o @Apollo Galeno tinha razão no espírito da resposta dele, o espelho e a fita continuam sendo instrumentos difíceis de bater.

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