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Dieta e treino: tendência a acumular gordura na barriga

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A dieta é 80% ou mesmo 90% dos resultados. Quando se começa pela primeira vez uma dieta para perda de gordura (pelo menos o que eu utilizo, mas cada caso e um caso) subo bastante as calorias limpas como intuito de aumentar o metabolismo ao máximo. E este e o grande segredo de uma dieta resultar, e conseguir com a alimentação aumentar o metabolismo. Depois disso ja podemos a pouco e pouco descer as calorias para que o defice calorico não seja repentino e o corpo continue a queimar gordura. Quando descemos as calorias de imediato existe sim uma perda de peso mas muitas vezes nao e gordura. E um corpo sem calorias suficientes fica sem energia e sem energia entra numa especie de "modo sobrevivência" ou seja reserva gordura.

 

  • 6 anos depois...
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Vivi, sua pergunta sobre a oxandrolona ficou sem resposta, e a de como fazer as pernas crescerem também. Vou nas duas, mas a segunda resolve a primeira.

Você tem quarenta e seis quilos, um metro e cinquenta e quatro, e vem de meses de dieta restrita. Esse é o dado central do seu post e ele explica quase tudo o resto.

Músculo é tecido novo. Ele precisa de material para ser construído, e material é comida. Não existe forma de fazer perna crescer mantendo quarenta e seis quilos na balança: se a perna aumentar, o peso sobe, e não tem como um acontecer sem o outro. Ou seja, o primeiro passo do que você quer não é treino nem comprimido, é aceitar o número da balança subir de propósito, devagar, por vários meses. Algo em torno de duzentos a trezentos gramas por mês já é uma velocidade boa para uma mulher com um ano de treino, e nessa velocidade a maior parte vira músculo, não gordura na barriga.

Aqui, aliás, está o ponto do que o Blitzzz falou. A conclusão dele serve para você, mas o mecanismo que ele descreveu não é bem assim. Corpo em déficit não entra em modo de reservar gordura, e comer mais não acelera o metabolismo como se fosse um botão. O que existe de real é mais simples: depois de meses comendo pouco, o corpo gasta um pouco menos, e a pessoa fica com fome, cansada e sem rendimento no treino. Para quem está nessa situação, a conduta certa é justamente subir as calorias de forma gradual até a manutenção e além, o que ele chamou de aumentar o metabolismo. É a mesma recomendação, com uma razão diferente. E, no seu caso, esse é o passo que faltava.

Sobre a tendência a acumular na barriga: isso é distribuição, e é determinada em boa parte por genética e por hormônio. Não dá para escolher onde a gordura entra ou sai, e é por isso que os muitos abdominais que aparecem no seu treino não vão mudar essa região. Eles fortalecem o abdômen, e é só. O que muda a barriga é o percentual total do corpo, e ele sobe pouco se o ganho de peso for lento.

Agora sobre o treino, e aqui está o que eu acho que mais te trava.

O seu treino é quase todo feito de isolador, série longa, falha, drop set, repetição curtinha e isometria de dois ou três segundos. Isso cansa muito e estimula pouco. Falta a coisa que faz músculo crescer, que é carga aumentando ao longo dos meses em movimentos grandes. Agachamento livre, levantamento terra, terra romeno, leg press e afundo, na faixa de seis a doze repetições, com peso que sobe de semana em semana e uma ou duas repetições sobrando no tanque na maioria das séries. Levar tudo à falha o tempo todo atrapalha, porque a recuperação não acompanha e a carga acaba nunca subindo.

E existe um detalhe simples que provavelmente vale mais que qualquer outra coisa deste post: anote a carga e as repetições de cada exercício, toda sessão. Se daqui a oito semanas os números forem os mesmos, não é genética nem falta de oxandrolona, é falta de progressão. Se os números subirem e a perna não mudar, aí é comida. Sem anotar, não dá para saber qual dos dois é, e a pessoa fica anos mudando de método sem nunca descobrir.

O Locemar e o Odin também apontaram algo importante e vale reforçar. Perna às segundas, quartas e sextas é uma frequência ótima, mas com o volume que você faz em cada sessão e tudo indo à falha, o descanso não fecha. Menos exercícios por treino, mais peso em cada um, rende mais e cansa menos. E treinar superiores de verdade não vai te deixar larga, vai te deixar com um corpo proporcional, além de melhorar a própria execução dos exercícios de perna.

Voltando à oxandrolona, agora dá para responder direito. Você tem um ano de treino, vem de restrição, come pouco e faz um treino sem progressão de carga. Uma pessoa nessa situação tem tanto espaço para crescer naturalmente que colocar um esteroide agora seria pagar caro por algo que a comida e a progressão entregam de graça. E o custo não é pequeno: mesmo em dose de mulher, oxandrolona derruba o HDL de forma acentuada e traz risco de sinais que não voltam atrás, principalmente engrossamento da voz e alteração do clitóris. Acne, pelo e menstruação irregular voltam ao normal, esses dois não.

O caminho que eu seguiria no seu lugar é este: subir as calorias devagar com a sua nutricionista até parar de perder peso e começar a ganhar de leve, enxugar o treino para menos exercícios e mais carga, anotar tudo, e reavaliar daqui a seis meses. Aos trinta anos, com um ano de treino, esse é o período em que se colhe mais resultado por esforço na vida inteira, e é uma pena gastá-lo perseguindo o comprimido.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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