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Ciclo Enantato + primabolan + oxandrolona

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Bom dia Marombas.

Willys, 29 anos, 1,71, 84kg, malho desde 2006 (13 anos)

Vamos lá, estou vindo de uma parada de treinos e dietas a 2 anos.

Estou a 1 mes em dieta e baixei o BF para 13%

Pensando em competir estreantes ano que vem se tudo ocorrer bem até abril. (Secar e corrigir os pontos fracos)

Anexo, os exames laboratoriais.

Fechei com um atleta e treinador  pra ver se em 6 meses monto a armadura, rs! Segue o protocolo passado por ele:

Enantato 250mg 2x semana 

Primabolan 100mg 3x semana

Oxandrolona 10mg 2x ao dia 

Anastrozol 1mg todo dia ( Estradiol deu elevado 57 pg/ml)

Estarei deixando o treino e dieta em anexo.

5200259_65347.76066.234723.36392248.pdf

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Ciclo PROPOSTO com Aes (Marca) dose e tempo:

Divisão de treino e horario do mesmo:

Dieta com quantidade de proteina/carboidrato/gordura por dia:

Fotos: Poste fotos com roupas de banho (sunga/biquini) ou que preferir (cueca/calcinha/sutiã) (sem mostrar o rosto com padrões frontal, lateral e Posterior).Enriquece, e é determinante para analise de cada caso.  As vezes podem ser abordadas outras indicações de treino/dieta/ciclo para seu caso.

Aguardamos TODAS as respostas para poder começar a te ajudar com alguma direção........


Abaixo modelo de como tirar as fotos.

 

elisfitness.jpg

  • 6 anos depois...

Willys, o seu tópico parou na formatação e ninguém chegou a comentar o protocolo. Vou comentar, porque tem um item ali que merece atenção antes de qualquer outra coisa, e ele não é o que a maioria olharia.

É o anastrozol. Está escrito um miligrama todo dia, com a justificativa de que o estradiol deu elevado em cinquenta e sete picogramas por mililitro. Há três problemas encadeados aí.

O primeiro é o próprio número. Cinquenta e sete não é um valor claramente alto para um homem. Dependendo do laboratório e do método, o limite superior de referência masculino costuma ficar entre quarenta e sessenta, então o seu resultado está no topo da faixa ou pouco acima dela, e não em terreno preocupante. E há um detalhe técnico que quase nunca se menciona: a maior parte dos laboratórios dosa estradiol por imunoensaio, um método desenhado para as concentrações femininas, que é reconhecidamente impreciso e tende a superestimar nas concentrações baixas dos homens. Quando o valor importa para uma decisão, o exame correto é o estradiol por espectrometria de massa, chamado de ultrassensível. Ou seja, é bem possível que o seu cinquenta e sete não seja nem cinquenta e sete.

O segundo é a dose. Um miligrama de anastrozol por dia é a dose oncológica plena, aquela usada no tratamento de câncer de mama em mulheres na pós menopausa, e ela foi desenhada exatamente para levar o estrogênio ao chão. Aplicada continuamente em um homem, ela derruba o estradiol muito abaixo do que ele deveria estar. E estradiol baixo em homem não é um resultado neutro, é um problema com nome e sintomas: dor articular, articulação que range e estala, perda de libido, dificuldade de ereção, cansaço, humor deprimido, piora do perfil de colesterol e perda de densidade óssea ao longo do tempo. A armadilha é que esses sintomas são quase idênticos aos de estradiol alto, então quem se guia pela sensação costuma aumentar o inibidor justamente quando deveria reduzir, e afunda mais.

O terceiro é o momento. O exame que motivou o anastrozol foi feito antes de começar, com você natural. Ainda não havia testosterona externa nenhuma para aromatizar. Colocar inibidor de aromatase desde o primeiro dia, em dose cheia e fixa, é tratar um problema que ainda não existe, e o único desfecho previsível é o estradiol despencar nas primeiras semanas. Se em algum momento inibidor fizer sentido, ele entra depois, guiado por dosagem repetida e não por horário fixo, e a preferência costuma ser pela menor quantidade que resolva.

Faço um comentário sobre a origem do protocolo, sem querer desqualificar ninguém pessoalmente. Você escreveu que fechou com um atleta e treinador. Um treinador pode ser excelente em treino e em preparação de palco e ainda assim não ter formação para interpretar um estradiol nem para prescrever anastrozol, que é medicamento controlado com indicação oncológica. E a própria leitura que aparece no seu post, chamando cinquenta e sete de elevado e respondendo com dose plena diária, mostra que a interpretação não veio de alguém habituado a ler esse exame. Isso não é detalhe: quem prepara você para o palco e quem cuida do seu sangue não precisam ser a mesma pessoa, e no seu caso é melhor que não sejam.

Sobre o restante do desenho, três observações. A primeira é sobre o primobolan. É o composto mais falsificado que existe, justamente por ser caro, e a proporção de frascos rotulados como primobolan que contêm outra coisa é altíssima. Se ele for mesmo o que diz ser, é um dos mais brandos. Se não for, você não faz ideia do que está entrando, e o resultado disso aparece primeiro nos efeitos indesejados e não nos exames que você não vai repetir. A segunda é sobre a oxandrolona somada aos outros dois. Ela é alquilada em dezessete alfa, ou seja, cobra do fígado, e é conhecida por derrubar o HDL com força. Em cima de quinhentos de testosterona e trezentos de primobolan, a contribuição dela para o resultado é pequena e o custo hepático e lipídico é inteiro. Se algo saísse da lista, seria ela. A terceira é que, com um plano desses e uma preparação de meses pela frente, hematócrito, perfil lipídico completo, enzimas hepáticas e pressão arterial precisam ser acompanhados durante, e não só antes. E vale registrar que os seus exames vieram como anexo e ninguém aqui chegou a vê los.

Por fim, uma observação sobre o cronograma, e essa é a que eu mais gostaria que você levasse. Você treina desde dois mil e seis, ficou dois anos parado, voltou há um mês e quer subir no palco em abril. Recuperar massa já conquistada é a coisa mais fácil que existe no treinamento, porque o corpo tem memória para isso, e ela volta muito rápido mesmo sem ajuda nenhuma. Ou seja, boa parte do que você vai ganhar nos próximos meses viria de qualquer jeito. Se você faz esse retorno já sob protocolo, você perde a chance de saber onde estava o seu limite natural depois de treze anos de treino, e passa a atribuir à farmácia um ganho que era só o seu corpo voltando para casa. Além disso, treze por cento em um mês de dieta e cinco meses até o palco é um calendário apertado para uma primeira preparação, e apertar prazo é exatamente o que leva alguém a aceitar protocolo de dose fixa sem exame no meio do caminho.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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