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Treinamento FST-7

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  • Belo post Locemar! Achei interessante, vou testar esse método como variável pra ver se consigo novos ganhos. Abraços.

  • Muito bom o post! vale a pena parar alguns minutinhos e ler. só fiquei com uma duvida. isso só pode ser realizado em treinos com um grupo muscular por dia? já que tem essas 7 séries, poderia faz

Esse treino é muito bom, acredito ser uma das poucas formas que atletas intermediarios possam usar divisão de treino de um musculo por dia, garantindo a intensidade necessaria.

Além do que a propria divisao do autor fst-7 indica algo voltado pra crescimento de braços e panturrilhas, criando assim um shape mais harmonico.

  • Autor
  • Moderador

Segunda Quarta Sexta e Sabado Perna

Os Exercicios... errei na hora de montar adiciono Triceps Frances?

Elevação Lateral foi isso q eu achei... obrigado por me ajudar

Para posterior de coxa ... tav meeio grandim mesmo.. Flexa de Pernas e + QUal?

Pelo q vi no video ele nao faz mesmo... maas eu vi em um rotina entao tirei ele

Respondidas?

Sim.

Mantenha 3 pra biceps e 3 pra triceps, deixe 1 de elevação lateral, pra posterior pode fazer mesa flexora e flexora em pé unilateral, e FST-7 pra posterior vc ja tirou, entao ta beleza.

  • 2 semanas depois...

cara nao necessariamete deste jeito....

a intensidade que essse metodo trabalha por isso ele pode ter alguns efeitos catabolizantes.....

minha humilde opnião vc durmindo de 6 a 8 Hrs por dia se alimentando bem e mandando whey malto no pos nao vai ter problemas...

mas se vc esta começando a treinar faz pouco tempo.... é melhor usar outro metodo

  • 10 meses depois...
  • 8 anos depois...
  • 6 anos depois...

O texto tem mérito e envelheceu bem em uma parte e mal em outra, e vale separar as duas, porque o tópico continua sendo consultado por quem quer testar o método.

A parte que envelheceu bem é a observação de abertura, de que métodos revolucionários costumam ser recombinações de coisas conhecidas há décadas. Isso vale integralmente para o FST sete, que é, na prática, um bloco final de sete séries de um exercício isolado com pausa muito curta.

A parte que não se sustenta é justamente a premissa que dá nome ao método, ou seja, alongar a fáscia por meio do pump para dar espaço ao músculo crescer. A fáscia é um tecido conjuntivo bastante resistente, e a pressão gerada pelo acúmulo de sangue e água durante uma série está muito abaixo do necessário para deformá la de forma permanente. Não existe demonstração de que o inchaço temporário do treino alongue a fáscia nem de que a fáscia esteja limitando o crescimento de quem treina. Ou seja, o mecanismo anunciado é o ponto fraco.

Isso não significa que o método não funcione, e é aqui que vale ser justo. Ele funciona pelo que tem de trivial, ou seja, ele acrescenta volume de trabalho ao final da sessão para um músculo específico. Volume é uma das variáveis mais associadas à hipertrofia, então acrescentar sete séries dirigidas a um ponto fraco produz efeito. Existe ainda a hipótese do inchaço celular, que é a ideia de que a entrada de água na fibra funcione como sinal anabólico, e ela é plausível, mas continua sendo hipótese e não explica sozinha resultado nenhum.

E existe um custo que o texto não menciona. O intervalo de trinta a quarenta e cinco segundos entre as séries é curto demais para manter carga. Quando se compara diretamente intervalo curto e intervalo longo em treino de hipertrofia, o intervalo maior produz mais ganho de massa e de força, porque o volume de carga levantada se mantém. Ou seja, o bloco de sete séries entrega estímulo, mas entrega um estímulo de baixa carga, e por isso ele faz sentido como complemento no fim da sessão, depois do trabalho pesado, e não como substituto dele.

Respondendo à dúvida do @lelooo, que não foi respondida por completo. Não precisa ser um grupo muscular por dia. A resposta do @Locemar está certa quanto à mecânica, ou seja, faz se o bloco final de cada grupo treinado. Vale só acrescentar dois cuidados. Aplicar o método em dois ou três grupos na mesma sessão gera fadiga acumulada alta e sessão muito longa, então o uso mais inteligente é escolher um ponto fraco por sessão. E o bloco deve vir depois dos exercícios de carga, nunca antes, sob pena de comprometer o que realmente sustenta o crescimento.

Duas observações de segurança que faltaram. Sete séries com pausa curta em exercícios com articulação exposta, como crucifixo com amplitude máxima, extensão de tríceps acima da cabeça e cadeira extensora, é volume articular alto, e é onde aparece dor de cotovelo e de ombro em quem adota o método por meses seguidos. Escolher máquinas e cabos para o bloco final reduz esse risco.

E vale um comentário sobre uma previsão do texto, porque ela é útil como lição. Em dois mil e oito se dizia que em poucos anos teríamos SARMs com todos os benefícios e nenhum efeito colateral. Quase duas décadas depois, nenhum SARM foi aprovado para uso humano em lugar nenhum, e o que se acumulou foi relato de toxicidade hepática, alteração de colesterol e supressão do eixo hormonal, além de análises mostrando que boa parte dos produtos vendidos com esse nome não contém o que promete. Ou seja, a promessa de anabolismo sem consequência continua sendo promessa, e vale lembrar disso sempre que ela reaparecer com nome novo.

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