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TREINO FST-7: alguém já fez? Quais foram os resultados?

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Fabricio, sua pergunta foi honesta e ficou sem resposta: três pessoas disseram que o treino parecia interessante e que iam colocar na próxima mudança, e nenhuma voltou para contar no que deu. Isso, por si só, já diz alguma coisa sobre o assunto. Então vou responder o que dá para responder com alguma segurança.

Começando pela ideia por trás do método. O FST-7 nasceu com a explicação de que as sete séries finais, com pouco descanso, alongam a fáscia que envolve o músculo e abrem espaço para ele crescer. Essa parte não se sustenta. A fáscia realmente se adapta ao que acontece embaixo dela, mas não existe demonstração de que o inchaço de uma série de quinze repetições afrouxe esse tecido de forma permanente e que isso produza mais músculo depois. É uma explicação bonita construída em cima de um resultado real, e a explicação estar errada não significa que o treino não funcione.

Porque ele funciona, só que por outro motivo. Sete séries de doze a quinze repetições com trinta a quarenta segundos de descanso, no fim do treino de um músculo, é um bloco de volume alto com muita fadiga acumulada. Repetição alta levada perto da falha constrói músculo, isso está bem estabelecido, e com tão pouco descanso é impossível não chegar perto da falha nas últimas séries. Ou seja, o FST-7 é um bom finalizador. O que ele não é, é mágica: comparado a um volume equivalente feito de outra maneira, a vantagem some.

E vale ter em mente de onde vem a fama do método. Os atletas que aparecem associados a ele são profissionais de altíssimo nível, com genética selecionada e apoio farmacológico pesado, o que muda completamente a capacidade de recuperar de um volume desse tamanho. Copiar o treino sem ter o resto não copia o resultado. Isso vale para qualquer método assinado por preparador de profissional.

Agora, a sua ideia específica, e aqui eu vou te dar razão: usar só no bíceps é justamente o melhor cenário possível para esse método. Bíceps é músculo pequeno, recupera rápido, tolera bem repetição alta e descanso curto, e o risco de você se enterrar em fadiga é baixo. Se fosse para experimentar em algum lugar, seria exatamente aí. Faça uma vez por semana, num exercício só, no fim do treino de braço, mantendo antes o trabalho pesado de seis a dez repetições. O erro comum é trocar o pesado pelas sete séries, e aí a pessoa perde a base e ganha só o inchaço do dia.

Mas eu ficaria com a consciência ruim se parasse aqui, porque bíceps que não cresce quase nunca é problema de método. Vale checar quatro coisas antes.

A primeira é o dia de costas. Puxada, remada e barra fixa carregam o bíceps com muito mais peso do que qualquer rosca, e é comum a pessoa ter bíceps cansado permanentemente sem contar esse trabalho na conta. Se o seu dia de braço vem logo depois do de costas, aí está uma explicação possível.

A segunda é a variedade de ângulo. O bíceps cruza o ombro, então ele trabalha diferente com o braço atrás do corpo, ao lado e à frente. Rosca inclinada no banco, rosca em pé e rosca Scott não são o mesmo exercício repetido, são posições diferentes do mesmo músculo. Quem faz tudo em pé deixa uma parte de fora.

A terceira é o braquial, que fica embaixo do bíceps e empurra ele para cima quando cresce. Ele responde à rosca martelo e à rosca inversa, e muita diferença de braço grosso vem dele.

A quarta, e a mais chata: braço acompanha o corpo. Se o seu peso está parado, o bíceps vai ficar parado também, por mais série que você faça. Sete séries não substituem comida.

Uma última coisa, e é um pedido. Se você fizer, volte aqui em oito ou dez semanas e conte, com medida de braço e com a impressão sincera, inclusive se não der em nada. Relato de gente comum vale mais do que o nome do método, e é justamente o que faltou neste tópico.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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