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Cláudio Chamini

Colaborador
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Tudo que Cláudio Chamini postou

  1. A Importância da vitamina D para quem pratica musculação e treinos de força A vitamina D é conhecida por seu papel crucial na saúde óssea, mas você sabia que ela também desempenha um papel essencial na musculação e em treinos de força? O médico Paulo Muzy explicou detalhadamente como essa vitamina influencia o desempenho muscular, a recuperação pós-treino e muito mais. Confira tudo que você precisa saber sobre a vitamina D e sua relevância para quem treina. Por que a vitamina D é essencial? A vitamina D controla o metabolismo do cálcio no corpo, um mineral indispensável para a contração e recuperação muscular. Embora normalmente associemos o cálcio à saúde dos ossos, ele é igualmente importante para o funcionamento muscular. Sem níveis adequados de vitamina D, o metabolismo muscular não funciona de forma ideal, prejudicando não apenas a contração durante o exercício, mas também a recuperação após os treinos. Como avaliar os níveis de vitamina D? Ao investigar os níveis de vitamina D no organismo, o exame recomendado é o de 25-hidroxivitamina D, que mede os estoques da vitamina no corpo. Por que não medir diretamente a vitamina D? A dosagem direta da vitamina D no sangue é volátil e não reflete adequadamente os níveis corporais. Para manter um bom equilíbrio, é essencial monitorar os níveis de 25-hidroxivitamina D com exames regulares. A prescrição correta: vitamina D3 A suplementação de vitamina D deve ser feita com a forma D3, pois ela é mais eficiente na recuperação dos estoques corporais. Cuidados com o excesso (hormônio esteroide): Apesar do nome "vitamina", a vitamina D é um hormônio esteroide com capacidade de depósito no organismo, sua suplementação em excesso pode levar à intoxicação, causando até insuficiência renal aguda. Portanto, o consumo de vitamina D deve ser sempre orientado por um profissional, baseado em exames laboratoriais. Quais são as dosagens recomendadas? A dosagem de vitamina D pode variar de acordo com a idade, o estilo de vida e os objetivos individuais. Confira as recomendações gerais: Jovens (até 30-40 anos): 2.000 UI por dia. Pessoas acima de 50-60 anos: 4.000 UI por dia. Níveis ideais no sangue: Geral: em torno de 30 ng/mL. Esporte e treino de força: entre 40 e 60 ng/mL. Vale lembrar que sociedades médicas, como a Sociedade Brasileira de Nutrologia e a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, podem apresentar pequenas variações nesses valores. A vitamina D no esporte: estudos e benefícios Além de seu papel geral na saúde, estudos específicos destacam benefícios da vitamina D para atletas: Treino de força: Níveis mais altos de vitamina D (40-60 ng/mL) podem melhorar a performance. Lutas e competições: Pesquisas realizadas com lutadores (2015-2016) mostraram que altas doses de vitamina D, administradas dois ou três dias antes da luta, trazem vantagens na recuperação e no desempenho. Atenção: não suplemente sem orientação Embora a vitamina D traga inúmeros benefícios, sua suplementação descontrolada pode causar problemas graves, como: Intoxicação por vitamina D. Insuficiência renal aguda. Por isso, sempre consulte um profissional para avaliar sua necessidade e acompanhar os níveis de vitamina D no organismo. Conclusão: avalie e suplemente com cautela Para quem pratica musculação ou treinos de força, a vitamina D é um aliado indispensável. Além de melhorar a contração e recuperação muscular, níveis adequados de vitamina D contribuem para a saúde geral e a performance esportiva. Portanto, se você deseja otimizar seus treinos, comece avaliando seus níveis de 25-hidroxivitamina D e, se necessário, suplemente com a dosagem recomendada para seu perfil. Fontes de consulta 1. MUZY, Paulo. Suplementar Vitamina D pode TURBINAR seus Ganhos Musculares! *entenda*. Disponível em: <https://youtu.be/YLIzktLjV-A>. Acesso em: 22 dez. 2024. Você suplementa com vitamina D? Compartilhe sua experiência nos comentários.
  2. Dorian Yates aos 62 Anos: um legado vivo no Bodybuilding e uma Inspiração para a longevidade Dorian Yates, um dos maiores fisiculturistas de todos os tempos, continua sendo um exemplo de dedicação e adaptação, mesmo aos 62 anos. Conhecido por sua determinação e método revolucionário de treino, Dorian mantém um estilo de vida saudável e ativo que inspira fãs ao redor do mundo. A rotina atual de treino de Dorian Yates Aos 62 anos, Dorian mantém uma rotina de treinos que prioriza a longevidade e a saúde. Ele treina de duas a três vezes por semana, alternando sessões para a parte superior e inferior do corpo. Cada treino dura no máximo uma hora, demonstrando que a qualidade e a eficiência podem substituir a quantidade. Dorian opta por pesos mais leves, permitindo melhor controle dos movimentos e minimizando o risco de lesões, mas ainda treina até a falha muscular para garantir intensidade e eficácia. Essa abordagem reflete sua transição de um fisiculturista competitivo para um atleta preocupado com a saúde a longo prazo. Um histórico de excelência no bodybuilding Durante sua carreira, Dorian Yates redefiniu o que significava ser um fisiculturista de elite. Ele venceu o prestigiado Mr. Olympia seis vezes consecutivas, de 1992 a 1997, solidificando seu nome entre os maiores da história. Sua capacidade de atingir uma condição física impecável em competições, com o menor percentual de gordura possível, e seu formato corporal em "V" foram marcantes. Dorian foi um verdadeiro "monstro" na offseason, alcançando um peso impressionante de 315 libras (cerca de 143 kg). Ele também era conhecido por seu treinamento de alta intensidade, adaptado do método de Mike Mentzer, que priorizava menos volume e mais brutalidade. Seu foco em períodos de recuperação mais longos, aliados a treinos extremamente intensos, destacou sua abordagem inovadora e eficiente. Foco em saúde e longevidade Atualmente, Dorian prioriza o isolamento de grupos musculares em seus treinos, visando uma melhor contração muscular e a prevenção de lesões. Ele também modificou seu treinamento, abandonando os pesos extremos que marcaram sua carreira competitiva. Agora, seu foco está em um estilo de vida que promova longevidade e bem-estar. Dorian complementa sua rotina com uma dieta equilibrada e saudável. Um de seus smoothies favoritos inclui proteína vegana, pó de moringa, nozes e mel, refletindo sua atenção à nutrição para sustentar sua saúde. Desafios e adaptação Com o passar dos anos, Dorian enfrentou os desafios físicos que acompanham uma carreira de alta intensidade no fisiculturismo. Este ano, ele passou por uma cirurgia de substituição de quadril, resultado dos danos acumulados por décadas de treinos intensos. Apesar disso, sua resiliência e compromisso com a saúde continuam a inspirar. O legado de Dorian Yates O que torna Dorian Yates uma lenda não é apenas sua coleção de títulos ou seus impressionantes feitos físicos, mas também sua capacidade de se reinventar. Sua dedicação ao esporte e sua motivação para ser o melhor continuam a inspirar gerações de fisiculturistas e fãs. Hoje, Dorian é procurado para treinar outros atletas e compartilhar seus conselhos sobre treino, nutrição e longevidade. Ele prova que é possível equilibrar uma vida saudável e ativa mesmo após uma carreira marcada por extremo esforço físico. Uma inspiração duradoura Enquanto desfruta do sol e do estilo de vida saudável, Dorian Yates permanece uma inspiração para aqueles que buscam longevidade e equilíbrio em suas vidas. Seu compromisso com a saúde, aliado ao seu legado no fisiculturismo, é um lembrete de que a verdadeira grandeza vai além dos troféus e dos músculos. Siga @thedorianyates no Instagram. Fontes de consulta 1. BODYBUILDING FOR LIFE. 62 years old Dorian Yates motivation - age is nothing but a number. Disponível em: <https://youtu.be/EkD_pKVVa00>. Acesso em: 22 dez. 2024. Gostou desta história? Deixe nos comentários se você acompanhou a jornada de Dorian no fisiculturismo.
  3. Treino abdominal do Tenente Breno Freire e Mestre Johann Quando o assunto é treino abdominal, a dúvida de muitos é como desenvolver o famoso "tanquinho" de forma eficiente e segura. Para responder a essa demanda, o fisiculturista Tenente Breno Freire trouxe ninguém menos que o Mestre Johann, referência no treinamento físico, para compartilhar dicas valiosas em um vídeo que já está dando o que falar. A seguir, reunimos os principais pontos abordados por eles para você otimizar seu treino. Por que evitar o treino de oblíquos laterais em excesso? Um dos pontos mais importantes trazidos pelo Mestre Johann é evitar exercícios que trabalham os oblíquos laterais, como rotações e flexões de lado. Esses movimentos podem aumentar o volume dos músculos dessa região, ampliando visualmente a cintura. Embora esses músculos sejam importantes para a estabilização do core, seu excesso de desenvolvimento pode prejudicar a estética desejada no fisiculturismo. Dica do Mestre: foque nos exercícios básicos e eficientes que fortalecem o core sem exageros, como o supra (reto abdominal) e prancha. Os melhores exercícios para abdômen A dupla destacou dois exercícios principais para trabalhar o abdômen de maneira eficiente: 1. Crunch com Corda Como fazer: Fique de joelhos e use uma corda presa em um ponto alto. Com as mãos segurando a corda, mantenha a postura ereta e concentre-se em contrair o abdômen durante a descida. Solte o ar ao contrair e mantenha o movimento controlado. Dicas: Adicione carga ao exercício para estimular a hipertrofia. Execute em 3 a 4 séries de 12 a 15 repetições. 2. Elevação de Pernas (Infra) Como fazer: Pode ser realizado no banco, na máquina ou suspenso. Eleve as pernas com controle, focando na contração do abdômen. Cuidado: Evite impulsos excessivos com as pernas, pois isso ativa mais o reto femoral (coxa) do que o abdômen. Use movimentos controlados e mantenha o foco na contração abdominal. 3. Prancha Objetivo: Fortalecer o core, contribuindo para estabilidade corporal. Duração: Faça o máximo de tempo que conseguir com postura correta, aumentando gradativamente. Treine inteligentemente: menos é mais Uma das grandes lições do Mestre Johann é que não é necessário fazer centenas de repetições de abdominais para obter resultados. O abdômen é um músculo como qualquer outro e precisa ser treinado com carga, séries controladas e descanso. Recomendações gerais: Frequência: treine o abdômen duas vezes por semana, pois ele já é ativado em outros exercícios, como agachamentos e puxadas. Séries e repetições: realize 3 a 4 séries de 12 a 15 repetições com carga para hipertrofia. Descanso: assim como qualquer outro músculo, o abdômen precisa de recuperação para se desenvolver. Percentual de gordura: o segredo para gomos visíveis é um percentual de gordura corporal baixo. Se o seu objetivo é deixar os "gomos" abdominais à mostra, é fundamental baixar o percentual de gordura corporal. Segundo Breno e Johann, treinar corretamente é essencial, mas os resultados só aparecerão se você alinhar o treino a uma alimentação balanceada e estratégias para reduzir a gordura. Lembre-se: fazer 1.000 abdominais por dia não fará os gomos aparecerem se o percentual de gordura estiver alto. O papel do core no treino e na postura Além do visual, o core desempenha um papel fundamental na estabilização corporal durante exercícios compostos, como agachamentos e levantamentos terra. Por isso, manter essa região forte é crucial não apenas para a estética, mas também para a segurança e eficiência no treino. Por que alguns atletas treinam menos o abdômen? Uma curiosidade é que muitos atletas avançados não treinam tanto o abdômen diretamente, não fazem exercícios específicos para a região abdominal. Isso ocorre porque essa musculatura já é bem desenvolvida indiretamente em outros exercícios. No entanto, para iniciantes ou para quem busca maior volume muscular abdominal, treinos localizados são recomendados. Conclusão: simplicidade e consistência para resultados duradouros O segredo para um abdômen definido, segundo Tenente Breno e Mestre Johann, é a combinação de treino eficaz, alimentação adequada e paciência. Evite excessos, mantenha o foco nos exercícios básicos e lembre-se de que resultados visíveis dependem de um percentual de gordura baixo. Se você quer transformar seu corpo, inspire-se nas dicas desses especialistas e dê o primeiro passo. Como disse o Tenente Breno: "Treine e coma de verdade. Com dedicação, você pode se tornar um verdadeiro soldado da sua própria transformação." Fontes de consulta 1. FREIRE, Breno. Treino rápido para definir o abdômen | 2x por semana! Disponível em: <https://youtu.be/iogl9Wwfs3w>. Acesso em: 21 dez. 2024. Compartilhe nos comentários suas dúvidas ou experiências com treino abdominal!
  4. Ashwagandha: benefícios, efeitos e uso do fitoterápico na saúde hormonal e mental A Ashwagandha, também conhecida pelo nome científico Withania somnifera, é um fitoterápico adaptógeno com uma longa história de uso na medicina tradicional. Atualmente, este composto vem ganhando destaque por seus benefícios amplamente estudados no controle do estresse, na modulação hormonal e na melhoria da saúde geral. Neste artigo, exploramos em detalhes os efeitos, as indicações e as contraindicações dessa planta, com base em informações apresentadas pelo médico Jorge Yamamoto. O que é Ashwagandha? A Ashwagandha é uma planta medicinal cuja raiz é utilizada em forma de suplemento fitoterápico. Ela é classificada como adaptógena, ou seja, ajuda o corpo a lidar com o estresse físico e mental, promovendo equilíbrio hormonal e metabólico. Entre seus principais usos, destacam-se: Redução do estresse e ansiedade. Melhora do sono. Modulação do cortisol (hormônio do estresse). Aumento da testosterona e da fertilidade. Apoio à função tireoidiana. Disponível em farmácias de manipulação, a Ashwagandha é amplamente procurada por aqueles que buscam uma alternativa natural para melhorar a qualidade de vida. Como funciona a Ashwagandha? 1. Modulação do cortisol A Ashwagandha atua diretamente no eixo HPA (hipotálamo, hipófise e adrenal), regulando a produção de cortisol. Em situações de estresse, o hipotálamo libera CRH (hormônio liberador de corticotropina), que estimula a hipófise a produzir ACTH (hormônio adrenocorticotrópico), resultando no aumento do cortisol pelas glândulas adrenais. A Ashwagandha inibe esse ciclo, reduzindo os níveis de cortisol de forma natural. Estudos indicam que o uso regular de Ashwagandha pode reduzir os níveis de cortisol em até 23% em 8 semanas, com benefícios como: Redução do estresse físico e mental. Melhora do humor. Aumento da disposição. 2. Ação gabaérgica Outro mecanismo importante da Ashwagandha é sua capacidade de mimetizar o neurotransmissor GABA (ácido gama-aminobutírico), ligando-se aos receptores GABA-A. Isso promove: Redução da ansiedade. Melhora da qualidade do sono. Relaxamento sem causar sonolência excessiva. 3. Apoio à função tireoidiana A Ashwagandha também beneficia o eixo HPT (hipotálamo, hipófise e tireoide), aumentando a captação de iodo pela glândula tireoide. Esse processo estimula a produção dos hormônios T3 e T4, importantes para o metabolismo e a energia. É particularmente útil em casos de: Hipotireoidismo subclínico: pode ajudar a reduzir os níveis de TSH e equilibrar os hormônios tireoidianos. 4. Aumento da testosterona e fertilidade A redução do cortisol também impacta positivamente a produção de testosterona. Quando o corpo está sob estresse crônico, a testosterona tende a diminuir. Ao regular os níveis de cortisol, a Ashwagandha pode: Melhorar os níveis de testosterona de forma indireta. Promover a fertilidade, especialmente em homens. Dosagem ideal de Ashwagandha A dosagem de Ashwagandha depende de vários fatores, como o objetivo do tratamento e a padronização do suplemento. As recomendações gerais incluem: Estudos científicos: 300 a 600 mg diários. Uso prático: 500 a 1000 mg diários, divididos em 2 ou 3 doses. É essencial garantir que o suplemento seja padronizado com 5% de withanolides, um dos compostos ativos da planta. A dose noturna é especialmente eficaz para melhorar o sono e reduzir o estresse. Contraindicações e cuidados Embora seja um produto natural, a Ashwagandha possui contraindicações importantes: Alergias: pessoas sensíveis a algum componente do fitoterápico devem evitar o uso. Gestantes e lactantes: há poucos estudos sobre segurança nesses casos, então o uso não é recomendado. Pacientes com hipertireoidismo: pode agravar os sintomas ao aumentar a produção de T3 e T4. Sonolência excessiva: pessoas com fadiga constante devem investigar outras causas antes de iniciar o uso. Experiência pessoal e profissional O médico Jorge Yamamoto compartilhou uma experiência relatada por seu colega Leandro Twin. Ele destacou uma significativa redução nos níveis de cortisol (de 25 para 9) após dois meses de uso de 1000 mg diários de Ashwagandha. Os benefícios incluíram: Redução de enjoo. Melhora do sono. Aumento da disposição geral. Além disso, Jorge destacou a importância de uma abordagem ética e técnica no uso de suplementos e tratamentos hormonais. Conclusão A Ashwagandha é um fitoterápico promissor para aqueles que buscam aliviar o estresse, melhorar a qualidade do sono e otimizar a saúde hormonal de forma natural. Com benefícios comprovados em estudos científicos, ela se destaca como uma opção segura e eficaz quando utilizada corretamente. Nota: sempre consulte um médico antes de iniciar o uso de qualquer suplemento ou fitoterápico, especialmente se você possui condições pré-existentes ou utiliza outros medicamentos. Fontes de consulta: 1. YAMAMOTO, Jorge. Ashwagandha: reduza o cortisol e o estresse naturalmente! Disponível em: <https://youtu.be/j3cbC018goc>. Acesso em: 21 dez. 2024. Você já usou Ashwagandha? Compartilhe a sua experiência nos comentários.
  5. Cardápio de 2000 calorias por Renato Cariani: dieta para emagrecer e definir músculos Se você busca uma dieta prática, eficiente e saudável para atingir seus objetivos de emagrecimento ou definição muscular, esta sugestão de cardápio elaborada por Renato Cariani pode ser exatamente o que você precisa. A proposta é um plano alimentar de 2000 calorias, perfeito para quem quer reduzir a gordura corporal sem passar fome e manter o foco nos treinos. Por que 2000 calorias? Renato explica que 2000 calorias representam uma leve restrição calórica para a maioria das pessoas, sendo ideal para emagrecer ou definir músculos quando associadas ao treino e ao cardio. É uma quantidade suficiente para garantir uma alimentação equilibrada, com alimentos limpos e saudáveis, evitando a fome excessiva. Como dividir as refeições? O cardápio é dividido em 6 refeições ao longo do dia, com calorias cuidadosamente distribuídas para evitar picos de fome e fornecer energia nos momentos mais importantes, como o treino. Confira as sugestões: 1. Café da manhã (400 calorias – 20% do total diário) Comece o dia com energia e nutrientes: Alimentos sugeridos: frutas, cereais como aveia, pães integrais e ovos. Destaque para alimentos com baixo índice glicêmico e ricos em fibras, como aveia e frutas consumidas inteiras (não em sucos). Sugestões de bebida: café, chá ou suco natural em porção moderada. Por que evitar sucos? Segundo Renato, ao consumir a fruta in natura, você preserva as fibras, que ajudam no processo digestivo e melhoram a absorção de nutrientes. 2. Lanche da manhã (100 calorias – Snack leve) Uma pequena porção para enganar a fome antes do almoço: Sugestão: uma fruta de baixo índice glicêmico (maçã, pera ou kiwi) acompanhada de castanhas, como amêndoas ou nozes. As castanhas fornecem gorduras saudáveis, que ajudam na saciedade. 3. Almoço (600 calorias – 30% do total diário) Uma das refeições mais importantes do dia, com foco em fibras e nutrientes. Como montar o prato ideal: Metade do prato deve ser composta por saladas e vegetais coloridos (ricos em fibras, vitaminas e minerais). ¼ do prato: carboidrato (ex.: arroz integral). ¼ do prato: proteína magra (ex.: filé de frango ou peixe). Vegetais são essenciais para aumentar o volume da refeição sem adicionar muitas calorias, promovendo saciedade. 4. Lanche da tarde (300 calorias – Pré-treino) Este é o momento de garantir energia para o treino: Sugestão: Whey protein, iogurte e aveia. Por que 300 calorias? O lanche da tarde serve como pré-treino e deve fornecer glicemia estável para garantir desempenho físico. Alternativa prática: oleaginosas (castanhas) ou frutas secas, que podem ser levadas para o trabalho. 5. Jantar (500 calorias – 25% do total diário) Uma refeição leve e nutritiva, perfeita para o período da noite. Sugestão de prato: Proteína de fácil digestão: frango ou peixe. Fonte de gordura: azeite ou oleaginosas. Carboidrato leve: purê de mandioquinha ou arroz integral. Vegetais como acompanhamento (espinafre, brócolis, cenoura, etc.). Renato também alerta para o consumo de bebidas zero-calorias. Apesar de não possuírem calorias, podem conter conservantes que prejudicam a saúde. Moderação é a chave. 6. Ceia (100 calorias – última refeição) Para finalizar o dia sem ataques à geladeira: Opção salgada: omelete de claras com espinafre, cebola e salsinha. Opção doce: mousse de gelatina diet e iogurte desnatado, adoçado com sucralose. Ambas as sugestões são leves, nutritivas e ajudam a controlar a vontade de comer doces após o jantar. Tabela resumida com as refeições: Refeição Calorias Alimentos Sugeridos Café da Manhã 400 Frutas, aveia, pão integral, ovos, café, chá ou suco natural (preferencialmente frutas inteiras). Lanche da Manhã 100 Castanhas e uma fruta com baixo índice glicêmico (maçã, pera ou kiwi). Almoço 600 Saladas (metade do prato), arroz integral, filé de frango, vegetais variados. Lanche da Tarde 300 Whey protein, iogurte, aveia (misturados). Jantar 500 Frango ou peixe, vegetais, gordura saudável e um pouco de carboidrato (mandioquinha ou arroz integral). Ceia 100 Omelete de claras com espinafre ou iogurte natural desnatado com gelatina diet. Estratégias Nutricionais 1. Como Dividir os Macronutrientes? Renato sugere uma divisão simples e eficaz para quem está começando: 33% de carboidratos (667 calorias). 33% de proteínas (667 calorias). 33% de gorduras (667 calorias). Calorias por grama de macronutriente: 1g de carboidrato = 4 kcal. 1g de proteína = 4 kcal. 1g de gordura = 9 kcal. Isso significa que a quantidade de gordura no cardápio será menor em volume, mas fornecerá o mesmo aporte calórico. Tabela com a divisão dos macronutrientes: Macronutriente Calorias (kcal) Calorias por grama (kcal/g) Percentual por Calorias (%) Total em Gramas (g) Carboidratos 667 4 33% 167 Proteínas 667 4 33% 167 Gorduras 667 9 33% 74 2. Use a Tabela TACO Para calcular os valores nutricionais dos alimentos, Renato recomenda a Tabela TACO, desenvolvida pela UNESP. Nela, você encontra informações detalhadas sobre calorias e macronutrientes de alimentos crus e cozidos. Dicas finais para sucesso na dieta Planeje suas refeições: preparar marmitas pode ajudar a evitar deslizes e consumo de alimentos industrializados. Evite pular refeições: isso reduz a compulsão por alimentos calóricos. Inclua fibras e vegetais: eles aumentam a saciedade e melhoram o funcionamento intestinal. Hidrate-se: consuma água ao longo do dia. Conclusão Essa sugestão de cardápio de 2000 calorias é prática, equilibrada e versátil. Com uma divisão estratégica de macronutrientes e alimentos ricos em nutrientes, você pode emagrecer, definir músculos e, mais importante, manter sua saúde em dia. Lembre-se, esta é a apenas uma sugestão para lhe orientar nos princípios básicos para uma dieta equilibrada. O ideal é sempre consultar um nutricionista para uma dieta mais adequada para seus objetivos e condições de saúde. Fontes de consulta 1. CARIANI, Renato. Aprenda a montar sua dieta - passo a passo! Disponível em: <https://youtu.be/wJBof_K85YY>. Acesso em: 20 dez. 2024. Você monta a sua dieta ou tem acompanhamento por nutricionista? Deixe nos comentários.
  6. A ascensão e queda trágica de Dallas McCarver: uma história do fisiculturismo moderno Em 2017, o mundo do fisiculturismo foi abalado com a notícia do falecimento de Dallas McCarver, um talento promissor que nos deixou com apenas 26 anos de idade. Considerado um prodígio da indústria, Dallas era visto como o próximo grande "monstro das massas" a emergir dos Estados Unidos, mas seu futuro brilhante foi tragicamente interrompido. Esta é sua história. Os primeiros anos e o início nas competições Desde jovem, Dallas McCarver já demonstrava seu potencial extraordinário. Sua estrutura imponente e musculatura impressionante o destacavam mesmo durante seus anos como jogador do time de futebol americano da escola. No entanto, foi apenas quando começou a treinar com pesos que verdadeiramente encontrou sua paixão. Após o ensino médio, Dallas decidiu canalizar sua força e dedicação para o fisiculturismo. Sua ascensão no esporte foi meteórica: conquistou duas competições e garantiu seu cartão profissional com apenas 21 anos de idade. Com ambições grandiosas, passou a competir em algumas das maiores competições de fisiculturismo do mundo. Em seus primeiros anos como profissional, Dallas provou ser um verdadeiro campeão, vencendo três das cinco competições IFBB em que participou durante o início dos seus 20 anos. Seus títulos incluíram: NPC Battle at the River Championships (2011). IFBB North American Championships (2012). IFBB California State Pro (2015). Mas Dallas não se contentava apenas com essas vitórias. Ele almejava competir contra os melhores do mundo, e foi exatamente isso que fez. No IFBB Olympia Weekend de 2015, mesmo enfrentando veteranos experientes, conseguiu um respeitável 13º lugar. No ano seguinte, superou as expectativas ao conquistar a 8ª posição no prestigioso Mr. Olympia, um feito notável para alguém tão jovem. Presença nas mídias sociais e empreendimentos Dallas McCarver não era apenas um atleta talentoso, mas também um influenciador digital e empresário bem-sucedido. Sua presença nas redes sociais era massiva: No Instagram, mantinha meio milhão de seguidores atualizados com vídeos de treinos, fotos de sua evolução física e divulgação de produtos. Sua página no Facebook contava com 75 mil seguidores. Mesmo com uma presença menor no Twitter (atual X), mantinha atualizações semanais regulares. Como empreendedor, Dallas desenvolveu seu próprio website onde comercializava roupas e sua linha de suplementos, a Redcon1. Um de seus produtos mais impressionantes era o MRE (meal replacement), que fornecia mais de 500 calorias e 50 gramas de proteína por porção, formulado com ingredientes diferenciados como aveia, inhame, batata-doce, pera, blend proteico e frutas. O colapso e a controvérsia Em março de 2017, um incidente alarmante ocorreu durante o Arnold Classic na Austrália: Dallas sofreu um colapso enquanto realizava suas poses. O evento chocou a comunidade do fitness e levantou sérias preocupações sobre sua saúde. Inicialmente, Dallas atribuiu o incidente a uma infecção respiratória e bronquite, combinadas com hidratação e nutrição inadequadas. Envergonhado pelo ocorrido, pediu desculpas aos fãs. No entanto, a situação ganhou novos contornos quando Boston Lloyd publicou um vídeo acusando Dallas de mentir sobre sua condição. Lloyd alegava que o real motivo do colapso era o uso excessivo de diuréticos e estimulantes. Mark Lobliner também se manifestou sobre o incidente, responsabilizando os diuréticos e expressando surpresa por incidentes similares não serem mais frequentes, considerando o uso de drogas, estimulantes, insulina e o estresse geral que os fisiculturistas impõem a seus corpos. Treino e nutrição A abordagem de Dallas aos treinos e nutrição era peculiar e intensiva. Sua rotina incluía: Dois treinos diários focados em grupos musculares específicos. Predileção por barras fixas com pegada aberta, que considerava fundamentais para desenvolver suas costas impressionantes. Variação constante nas pegadas durante exercícios de puxada para trabalhar diferentes áreas das costas. McCarver tinha uma visão particular sobre desenvolvimento físico. Para ele, manter uma cintura fina (86 cm) era tão importante quanto desenvolver coxas e peitoral volumosos. Seu sucesso era medido não pelo ganho geral de massa, mas pela capacidade de manter essa proporção específica. Quanto à nutrição, Dallas seguia princípios próprios: Acreditava que o corpo tinha um limite de absorção proteica. Abandonou o hábito de comer até passar mal. Adotou uma dieta limpa baseada em: Peixe. Ovos. Frango. Batata-doce. Arroz. Vegetais verdes. O trágico fim Em agosto de 2017, Dallas McCarver foi encontrado inconsciente em sua residência, cercado por alimentos espalhados, o que inicialmente levou a suspeitas de asfixia. Contudo, a autópsia revelou uma verdade ainda mais devastadora: ele sofria de cardiomegalia severa, uma condição caracterizada pelo aumento anormal do coração, comumente associada ao uso de esteroides anabolizantes e hormônio do crescimento. Os resultados da autópsia foram alarmantes: Seu coração pesava 833 gramas, quase três vezes o peso de um coração humano saudável. Para comparação, Rich Piana, 20 anos mais velho que Dallas, tinha um coração de 670 gramas. Apresentava hipertrofia nos rins e fígado. A causa oficial da morte foi registrada como um evento cardíaco agudo não testemunhado, precipitado por fatores predisponentes de hipertrofia ventricular esquerda concêntrica severa. O relatório explicitamente vinculou o aumento do coração ao uso crônico de esteroides exógenos e hormônios não esteroides. O controverso ciclo de esteroides Após sua morte, vieram à tona informações sobre o extensivo uso de substâncias para melhoramento de performance. Relatos sugerem que Dallas utilizava uma combinação complexa de drogas, incluindo: 22 UI de HGH diárias. Insulina de ação rápida várias vezes ao dia. Insulina de ação longa pela manhã. Altas doses de IGF-1. Diversos esteroides anabolizantes: Anadrol. EPO. Halotestin. Masteron. T3. Nandrolona. NPP. Primobolan. Winstrol. Diversos compostos de testosterona (Test-D, suspensão de testosterona e Sustanon). O custo estimado desse ciclo era astronômico: aproximadamente 70 mil dólares mensais, com o IGF-1 representando uma parcela significativa desse valor. Embora existam dúvidas sobre a precisão exata desse ciclo, é inequívoco que Dallas estava assumindo riscos extraordinários com sua saúde. Legado A história de Dallas McCarver serve como um alerta contundente sobre os perigos do uso excessivo de substâncias para melhoramento de performance no fisiculturismo profissional. Seu falecimento prematuro destaca a necessidade urgente de discussões mais sérias sobre saúde e segurança no esporte, especialmente considerando a pressão crescente por físicos cada vez mais extremos. Aos 26 anos, Dallas estava apenas começando sua jornada no fisiculturismo profissional, com muitos especialistas prevendo que ele poderia se tornar um forte candidato ao título de Mr. Olympia nos anos seguintes. Sua morte prematura não apenas encerrou uma carreira promissora, mas também deixou uma marca indelével na história do esporte, servindo como um lembrete sombrio dos riscos associados à busca pela perfeição física a qualquer custo. Fontes de consulta 1. BODYBUILDING LEGENDS. Dallas McCarver's Insane Steroid Cycle! (SHOCKING). Disponível em: <https://youtu.be/vGF3YUHjDdc>. Acesso em: 20 dez. 2024. Você conhecia a história chocante de Dallas McCarver e seu ciclo monstruoso? Deixe nos comentários.
  7. Como fazer bulking natural de forma eficiente: dicas do nutricionista Rodrigo Goés Se você deseja ganhar massa muscular de forma natural, sem recorrer a substâncias hormonais, este guia é para você. O nutricionista Rodrigo Goés compartilhou, em um vídeo recente, dicas completas para realizar um bulking eficiente e saudável, intercalando com períodos estratégicos de mini-cutting. Confira todas as informações detalhadas que ele apresentou para você alcançar seus objetivos no fisiculturismo natural ou no aprimoramento físico. O que é bulking? O bulking é o processo de aumento de massa muscular, geralmente acompanhado por algum ganho de gordura corporal. A meta é maximizar o crescimento muscular enquanto se controla o acúmulo de gordura. O bulking ocorre, normalmente, durante a fase de off-season, quando o foco é treinar com intensidade e comer em um excedente calórico. Quem está pronto para fazer bulking? Antes de iniciar o bulking, é essencial avaliar o percentual de gordura. Seguindo as recomendações de Rodrigo: Mulheres: Não iniciar bulking se estiver acima de 25% de gordura corporal. Ideal estar entre 18% e 20% para começar. Homens: Não iniciar bulking se estiver acima de 18% de gordura corporal. Ideal estar entre 11% e 15% para começar (até 18% pode ser aceitável). Se você está acima desses limites, o ideal é realizar um período de cutting (perda de gordura) antes de começar o bulking. Estratégias nutricionais para bulking Rodrigo compartilhou cálculos práticos para definir sua dieta no bulking: Calorias Multiplicar seu peso corporal (em kg) por 35 para calcular o total calórico diário. Distribuição de Macronutrientes: Carboidratos: 5g por kg de peso corporal. Proteínas: 1.5g por kg de peso corporal. Gorduras: 1g por kg de peso corporal. Exemplo para um homem de 80 kg com 12% de gordura corporal: Calorias: 80 × 35 = 2800 calorias/dia. Carboidratos: 80 × 5 = 400g/dia. Proteínas: 80 × 1.5 = 120g/dia. Gorduras: 80 × 1 = 80g/dia. Duração Seguir este protocolo por 8 semanas antes de iniciar um mini-cutting para controlar o ganho de gordura. Mini-cutting: controlando o ganho de gordura Após 8 semanas de bulking, Rodrigo recomenda intercalar um período de mini-cutting de 3 a 4 semanas. Este é o momento de reduzir o percentual de gordura acumulado durante o bulking, garantindo que você mantenha um físico equilibrado. Cálculo de mini-cutting Calorias Multiplicar seu peso corporal atual (após o bulking) por 25 para calcular o total calórico diário. Distribuição de macronutrientes Carboidratos: 2g por kg de peso corporal. Proteínas: 2.2g por kg de peso corporal. Gorduras: 1g por kg de peso corporal. Exemplo para o mesmo homem de 80 kg: Calorias: 80 × 25 = 2000 calorias/dia. Carboidratos: 80 × 2 = 160g/dia. Proteínas: 80 × 2.2 = 176g/dia. Gorduras: 80 × 1 = 80g/dia. Duração Realizar o mini-cutting por 3 a 4 semanas e, em seguida, retomar o bulking. Erros comuns no bulking natural Rodrigo compartilhou alguns erros que ele mesmo cometeu no passado. 1. Ganhar peso excessivo: Rodrigo relatou que, em 2013, ganhou 25 kg em dois anos de bulking. Embora tenha conseguido 5 kg de músculo, precisou perder 18-20 kg de gordura, tornando o processo muito desgastante. 2. Falta de planejamento: A ausência de estratégias como intercalar bulking e mini-cutting dificultou a manutenção de um físico equilibrado. Por que gorduras são essenciais para naturais? Atletas naturais dependem da produção natural de hormônios, como a testosterona, que necessita de gorduras para sua metabolização. Dietas muito baixas em gordura podem causar desequilíbrios hormonais, queda de energia e dificuldades na recuperação muscular. Dicas adicionais de Rodrigo 1. Use aplicativos para monitoramento calórico (Yazio®) Rodrigo recomenda o aplicativo Yazio® para acompanhar as calorias e macronutrientes. Ele destaca a facilidade de uso e funcionalidades avançadas, como escaneamento de códigos de barras e acesso a mais de 2000 receitas. 2. Evite competir anualmente Para atletas naturais, competir a cada dois anos permite maior evolução física, corrigindo pontos fracos e melhorando poses. 3. Treino adaptado A adaptação do treino entre as fases de bulking e cutting é fundamental para alcançar os objetivos desejados em cada etapa. Durante o bulking, o foco deve ser em treinos de hipertrofia com progressão de carga, priorizando exercícios de força para estimular o ganho de massa muscular. Na fase de cutting, o objetivo é preservar a massa muscular enquanto se reduz o percentual de gordura. Para isso, deve-se manter os treinos de força, incorporando exercícios cardiovasculares com moderação para auxiliar na queima de gordura. Conclusão: bulking natural com ciência e estratégia Realizar um bulking natural de forma eficiente exige planejamento, disciplina e conhecimento. Com as orientações de Rodrigo Goés, resumidas nesta matéria, você pode se inspirar para estudar mais e evitar os erros comuns, otimizar seu desempenho e alcançar seus objetivos com saúde e equilíbrio. Fontes de consulta: 1. GOÉS, Rodrigo. Como crescer natural? (Bulking). Disponível em: <https://youtu.be/E_S_NDvjE4s>. Acesso em: 12 dez. 2024. Se você gostou deste conteúdo, compartilhe com seus amigos. Deixe suas dúvidas nos comentários e comece hoje mesmo sua jornada para um físico massivo!
  8. Beterraba: o superalimento para a saúde vascular e muito mais Descubra como a beterraba, com seus compostos bioativos e nitratos naturais, pode ser a solução para problemas circulatórios e outros benefícios à saúde. Neste artigo, baseado nas informações compartilhadas pelo Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato, exploramos tudo o que você precisa saber sobre os benefícios da beterraba e como aproveitá-la ao máximo. Benefícios da beterraba para a saúde vascular 1. Antioxidantes poderosos A beterraba é rica em compostos antioxidantes que combatem radicais livres e promovem a saúde cardiovascular. Além disso, seus antioxidantes auxiliam na regulação da circulação, contribuindo para a prevenção de doenças como aterosclerose. 2. Folato e homocisteína O folato presente na beterraba desempenha um papel crucial na regulação da homocisteína, um composto ligado a problemas cardiovasculares, incluindo o acúmulo de placas nas artérias. 3. Nitratos naturais e óxido nítrico A beterraba é uma fonte rica de nitratos naturais, que, após serem convertidos em óxido nítrico pelo corpo, funcionam como potentes vasodilatadores. Isso melhora a circulação, regula a pressão arterial e protege o endotélio vascular. Benefícios adicionais para a saúde 1. Melhora do desempenho físico O óxido nítrico produzido pela beterraba aumenta o calibre dos vasos sanguíneos, permitindo maior fluxo de sangue e transporte de oxigênio para os músculos. Atletas de alta performance adoram a beterraba por sua capacidade de melhorar os resultados em até 5%, além de retardar a fadiga muscular. Consuma 2 a 3 horas antes do exercício para maximizar os efeitos. 2. Função cognitiva e memória Os antioxidantes da beterraba também beneficiam o cérebro, melhorando a cognição, a memória e a capacidade de aprendizado. 3. Saúde da pele A beterraba é rica em beta-alanina, que reduz inflamações (interleucina 6) e estimula a produção de citocinas anti-inflamatórias (interleucina 10). Também ajuda a combater radicais livres que causam envelhecimento precoce, promovendo uma pele mais saudável e bonita. 4. Redução da pressão arterial Estudos mostram que o consumo de duas beterrabas por dia pode diminuir significativamente a pressão arterial, protegendo contra eventos cardiovasculares. 5. Prevenção de doenças oftalmológicas A beterraba também é eficaz na prevenção de degeneração macular e outros problemas de visão. Como consumir beterraba de forma correta 1. Quantidade ideal Consuma de 2 a 3 beterrabas por dia ou o equivalente em suco para obter benefícios à saúde vascular. 2. Preparação adequada Evite beterrabas pré-cozidas, que perdem a maior parte dos nutrientes e nitratos. Prefira consumir beterrabas assadas ou cruas para preservar os antioxidantes e nutrientes. Se cozida, aproveite a água vermelha, rica em nitratos e antioxidantes. 3. Substituição alimentar Por ser rica em carboidratos e calorias, a beterraba deve substituir outros alimentos em vez de ser adicionada indiscriminadamente à dieta. 4. Uso como pré-treino A beterraba pode ser usada como suplemento natural para melhorar a performance física e a resistência. Conclusão A beterraba é um verdadeiro superalimento, com uma ampla gama de benefícios para a saúde vascular, desempenho físico, pele, cérebro e muito mais. Com sua combinação única de compostos bioativos e antioxidantes, ela pode ser uma aliada poderosa na sua rotina alimentar. Se você deseja melhorar sua qualidade de vida e proteger sua saúde cardiovascular, considere incorporar a beterraba à sua dieta. Fontes de consulta 1. AMATO, Alexandre. Beterraba: A solução natural para a má circulação sanguínea. Disponível em: <https://youtu.be/J-qFJac3MR0>. Acesso em: 19 dez. 2024. Você já usa a beterraba como pré-treino? Já está ela na sua dieta? Deixe nos comentários.
  9. Classificação dos melhores e piores exercícios de musculação Que tal uma classificação completa sobre os melhores e piores exercícios de musculação de 1 a 5 estrelas? Foi esse o trabalho feito pelo renomado fisiculturista e treinador Laércio Refundini. Introdução Você já se perguntou se está realmente fazendo os exercícios mais eficazes para seus objetivos? A verdade é que nem todos os exercícios são criados iguais. Alguns podem ser excelentes para certos indivíduos e objetivos, enquanto outros podem ser menos eficazes ou até mesmo prejudiciais. Nesta matéria, vamos mergulhar fundo no mundo da musculação, analisando a biomecânica, o risco de lesões e a eficácia de uma ampla gama de exercícios. A escala de 1 a 5 estrelas Para facilitar a compreensão, Laércio classificou cada exercício em uma escala de 1 a 5 estrelas, onde: 1 estrela: exercício a ser evitado, com alto risco de lesão e/ou baixa eficácia. 2 estrelas: exercício com desvantagens significativas, que pode ser utilizado em situações específicas e com cautela. 3 estrelas: exercício mediano, que pode ser útil dependendo do contexto, mas que possui limitações. 4 estrelas: exercício bom e eficaz, que pode ser incorporado na maioria dos treinos. 5 estrelas: exercício excelente, com alta eficácia e baixo risco de lesões quando executado corretamente. Tabela classificatória resumida dos exercícios Para quem gosta de respostas rápidas, já fica logo apresentada uma tabela com todos os exercícios por estrelas, dos melhores para os piores, divididos por grupo muscular. Para quem gosta de saber os motivos da classificação, basta seguir na leitura. Grupo Muscular 5 Estrelas ou Mais 4 Estrelas 3 Estrelas 2 Estrelas 1 Estrela Peito Crucifixo na Máquina, Supino com Halteres, Crossover (convencional) Crossover (convencional), Desenvolvimento com Halteres (se a proposta for peitoral superior) Supino Inclinado, Crucifixo Inclinado, Crossover (corpo ereto, pegada baixa), Desenvolvimento (para peito superior) Supino Reto Costas Puxada Frontal, Rosca do Lalá, Puxada na Polia com Pegada Supinada Remada Curvada, Puxada na Polia Alta com Pegada Aberta, Remada Baixa, Puxada na Polia com Triângulo Remada Old-School Ombros Desenvolvimento com Halteres (para ombro), Crucifixo Inverso na Máquina, Face Pull (para fisiculturistas) Desenvolvimento (se proposta for peitoral superior), Elevação Lateral com Halteres, Elevação Frontal com Halteres Elevação de Ombros com Halteres Crucifixo Inverso (livre), Face Pull (público geral) Tríceps Rosca Francesa Unilateral e Bilateral, Tríceps Francês na Polia Tríceps Testa com Barra Tríceps Testa Tríceps Coice, Tríceps Banco Bíceps Rosca Scott na Máquina, Rosca Direta Alternada, Rosca Direta Alternada no Banco Inclinado, Rosca Direta Rosca Scott (com peso livre) Pernas e Glúteos Stiff, Cadeira Flexora, Elevação de Quadril Leg Press, Agachamento Hack, Mesa Flexora, Cadeira Extensora, Cadeira Abdutora (convencional) Cadeira Abdutora (tronco inclinado) Panturrilha Gêmeos (todas as variações) Antebraço Rosca Punho (se necessário) Abdômen Abdominais Tradicionais Análise detalhada de cada um dos exercícios de musculação Vamos agora analisar cada exercício, divididos por grupo muscular, com base nas informações fornecidas por Laércio Refundini. Aqui, incluirei todos os detalhes e argumentos usados por ele para justificar cada classificação: Peito Supino Inclinado (2 estrelas) Laércio classifica este exercício com 2 estrelas porque, embora seja popular para trabalhar a parte superior do peito, a inclinação de 45 graus comumente encontrada nos bancos não é a ideal. Estudos mostram que 30 graus é mais eficaz para ativar essa região. Além disso, a inclinação de 45 graus tende a recrutar mais os músculos dos ombros (deltoides anteriores) do que o peitoral superior, e muitas pessoas sentem desconforto nos ombros ao realizá-lo. Supino Reto (2 estrelas) Ganha 2 estrelas, pois, apesar de ser um exercício clássico e popular, capaz de gerar hipertrofia do peitoral, possui uma amplitude de movimento limitada. Isso significa que o peitoral não é alongado nem encurtado ao máximo durante o exercício, o que pode ser desvantajoso para o desenvolvimento muscular. Além disso, muitas pessoas sentem dores nos ombros ao executá-lo, e a técnica correta é bastante complexa, envolvendo a contração simultânea de músculos com funções opostas. Crucifixo Inclinado (3 estrelas) Laércio dá 3 estrelas para este exercício, pois, apesar de trabalhar a parte superior do peito, a mecânica do movimento não é considerada a melhor para essa região. Existem exercícios mais eficazes, mas o crucifixo inclinado ainda pode ser útil se usado corretamente, especialmente considerando a limitação de opções para o peitoral superior. Supino com Halteres (5 estrelas) Classificado com 5 estrelas, é considerado uma excelente alternativa ao supino reto, pois oferece os mesmos benefícios para o desenvolvimento do peitoral, mas sem as desvantagens relacionadas à limitação da amplitude de movimento e ao risco de dores nos ombros. Crucifixo na Máquina (5 estrelas) Considerado por Laércio o melhor exercício para peitoral, recebe 5 estrelas. Ao contrário do supino reto, ele permite um alongamento e encurtamento completo do peitoral, maximizando o trabalho muscular. Além disso, a máquina oferece uma alavanca constante, o que significa que a tensão no músculo é mantida durante todo o movimento, otimizando a hipertrofia. Crossover (3 ou 5 estrelas) A avaliação varia de acordo com a execução. A versão convencional, com o corpo inclinado para frente e puxando os cabos em direção ao centro do corpo, é considerada excelente e recebe 5 estrelas. Ela é similar ao crucifixo na máquina em termos de trabalho muscular e amplitude de movimento. A variação com o corpo ereto e a pegada mais baixa recebe 3 estrelas, pois não oferece o melhor ângulo para trabalhar o peitoral. Costas Puxada Frontal (5 estrelas) Laércio classifica este exercício com 5 estrelas, pois é considerado excelente para trabalhar as costas, especialmente a porção lateral (grande dorsal). Ele contribui para a expansão das costas e melhora a postura. Remada Curvada (4 estrelas) Um exercício clássico que recebe 4 estrelas. É eficaz para trabalhar os músculos das costas, mas, para isso, é necessário ter uma boa consciência corporal para evitar que os braços (bíceps) sejam recrutados em excesso, o que é uma queixa comum entre os praticantes. Remada do Lalá (5 estrelas) Uma variação da remada curvada desenvolvida pelo próprio Laércio, que recebe 5 estrelas. Ele explica que criou essa técnica para solucionar o problema do recrutamento excessivo dos braços, tornando o exercício mais eficaz para as costas. Remada Old-School (1 estrela) Laércio dá apenas 1 estrela para esta variação, pois a considera perigosa, com alto potencial de lesão. O movimento envolve muita oscilação e "roubo", recrutando músculos que não deveriam ser trabalhados no exercício, como os glúteos, e sobrecarregando a coluna. Puxada na Polia Alta com Pegada Aberta (4 estrelas) Similar à puxada frontal, mas a pegada aberta, segundo Laércio, reduz a performance no exercício, pois diminui a capacidade de puxar carga. Por isso, recebe 4 estrelas. Remada Baixa (4 estrelas) Um bom exercício para a parte inferior das costas, recebendo 4 estrelas. No entanto, Laércio considera que existem opções melhores, como a puxada na polia, para trabalhar essa região. Puxada na Polia com Triângulo (4 estrelas) Laércio classifica este exercício com 4 estrelas, pois, embora seja muito bom para as costas, a execução convencional tende a fadigar os músculos do antebraço (braquiorradial) antes dos músculos das costas (dorsais). Isso limita o trabalho das costas, pois a falha ocorre antes que esses músculos sejam levados à exaustão. Puxada na Polia com Pegada Supinada (5 estrelas) Semelhante à puxada com triângulo, mas a pegada supinada (palmas das mãos voltadas para cima) alonga mais as dorsais. Isso faz com que o exercício receba 5 estrelas, sendo considerado por Dorian Yates, um renomado fisiculturista, como o melhor exercício para as costas. Ombros Desenvolvimento com Halteres (5 estrelas - se a proposta for ombro) Laércio dá 5 estrelas para esse exercício quando o objetivo é trabalhar os ombros (deltoides). É excelente para a porção frontal do ombro e também recruta o peitoral superior. Ele sugere inclinar o banco a menos de 90 graus (aproximadamente 75-80 graus) para maior conforto e eficácia. Se a proposta do exercício for peitoral superior, ele classifica como 3 estrelas, devido à angulação que enfatiza os ombros. Elevação de Ombros com Halteres (3 estrelas) Este exercício é focado no trapézio e recebe 3 estrelas. Embora trabalhe bem o músculo (5 estrelas para o trabalho muscular isolado), Laércio o considera dispensável para a maioria das pessoas, pois o trapézio já é recrutado em diversos outros exercícios. Ele só o recomenda para quem deseja dar ênfase ao desenvolvimento desse músculo. Crucifixo Inverso (1 estrela) Apesar de estar na moda, Laércio classifica este exercício com apenas 1 estrela. Ele argumenta que a mecânica do movimento não é adequada para trabalhar o trapézio transverso e o deltoide posterior, que são os músculos alvo. Existem opções muito melhores, como o crucifixo inverso na máquina. Ele também desaconselha o exercício para o manguito rotador, recomendando exercícios específicos para essa região. Desenvolvimento (4 estrelas) Quando realizado em um banco com inclinação próxima a 90 graus, o que é comum, o exercício recebe 4 estrelas de Laércio. Ele explica que essa inclinação pode causar desconforto na região lombar, e é difícil encontrar pessoas que não sintam esse desconforto. Elevação Lateral com Halteres (4 estrelas) Um exercício clássico para os deltoides laterais, que recebe 4 estrelas. Laércio explica que o exercício é bom, mas possui uma desvantagem: a alavanca variável. Isso significa que a tensão no músculo é maior no início do movimento e diminui à medida que o braço se eleva. Ele sugere fazer a elevação lateral na máquina ou com cabos para obter uma alavanca constante. Crucifixo Inverso na Máquina (5 estrelas) Considerado um exercício nota 10 por Laércio, recebe 5 estrelas. É excelente para trabalhar o deltoide posterior e a porção média das costas, contribuindo para a estética e a postura. Além disso, a máquina oferece uma alavanca constante, otimizando o trabalho muscular. Elevação Frontal com Halteres (4 estrelas) Boa para a parte frontal do ombro, mas, assim como a elevação lateral, possui o problema da alavanca variável. Por isso, recebe 4 estrelas. Laércio sugere fazer a elevação frontal com cabo, passando-o por trás do corpo, para obter uma alavanca constante (5 estrelas para essa variação). Face Pull (1 estrela ou 5 estrelas) Laércio classifica como 1 estrela para o público geral, pois considera um exercício ruim, que não oferece uma boa posição para trabalhar os músculos alvo (trapézio transverso e deltoide posterior). Porém, para fisiculturistas, ele dá 5 estrelas, pois auxilia na execução da pose "duplo bíceps de costas". Tríceps Tríceps Coice (1 estrela) Considerado por Laércio um exercício péssimo, com 1 estrela. Ele argumenta que o exercício é desconfortável, possui uma tensão muscular inadequada (a tensão é perdida no início do movimento) e trabalha o tríceps no mesmo ângulo que o tríceps na polia, não oferecendo vantagens. Rosca Francesa Unilateral e Bilateral (5 estrelas) Ambas as variações recebem 5 estrelas. São exercícios excelentes para o tríceps, pois promovem um bom alongamento do músculo, o que, de acordo com estudos recentes, favorece a hipertrofia. A versão unilateral exige mais estabilização, enquanto a bilateral permite o uso de mais carga. Tríceps Banco (1 estrela) Laércio dá 1 estrela para este exercício, pois considera que ele sobrecarrega a articulação do ombro, gerando desconforto e não oferecendo um trabalho tão eficaz para o tríceps. Tríceps Testa (2 estrelas) Um exercício popular, mas que recebe apenas 2 estrelas. Laércio explica que o exercício é "matador de cotovelo", ou seja, exige muito dessa articulação, podendo causar dores e lesões. Ele recomenda fazer o exercício com moderação, pouco peso e pouca frequência para evitar problemas. Tríceps Francês na Polia (5 estrelas) Considerado um exercício nota 10 por Laércio, recebe 5 estrelas. Ele proporciona uma ótima ativação do tríceps, com baixo risco de lesões. Tríceps Testa com Barra (3 estrelas) Um pouco pior que a versão com halteres, pois a barra limita a amplitude de movimento, impedindo que o tríceps seja alongado ao máximo. Pode ser feito, mas recebe 3 estrelas. Bíceps Rosca Scott (3 estrelas com peso livre; 5 estrelas na máquina) A versão com peso livre recebe 3 estrelas devido à alavanca variável. Quando o peso está próximo ao corpo, no início do movimento, a tensão no bíceps é menor. À medida que o peso se afasta, a tensão aumenta. Na máquina, a alavanca é constante, mantendo a tensão no músculo durante todo o movimento, o que faz com que essa versão receba 5 estrelas. Rosca Direta Alternada (5 estrelas) Um exercício clássico para bíceps, que recebe 5 estrelas. Permite a manipulação de cargas elevadas e um bom trabalho muscular. Laércio apenas recomenda cuidado para não criar compensações ("roubar") durante a execução. Rosca Direta Alternada no Banco Inclinado (5 estrelas) Recebe 5 estrelas. Um estudo recente comparou a rosca Scott com a rosca inclinada a 45 graus e encontrou resultados superiores para a rosca inclinada em termos de hipertrofia do bíceps. Laércio especula que isso se deve ao maior alongamento do bíceps proporcionado pela inclinação do corpo. Rosca Direta (5 estrelas) Outro exercício clássico que recebe 5 estrelas. Permite o uso de cargas ainda mais elevadas do que a rosca alternada, pois a barra oferece mais estabilidade. Pernas e Glúteos Stiff (5 estrelas) Considerado um exercício nota 10 por Laércio, recebe 5 estrelas. É um dos únicos exercícios que trabalha os isquiotibiais (posteriores da coxa) mantendo o joelho estendido e estável, o que é uma vantagem. Além disso, trabalha os glúteos de forma eficaz. Pode ser usado tanto em treinos de glúteos quanto de isquiotibiais. Leg Press (4 estrelas) Um exercício popular que recebe 4 estrelas. Trabalha quadríceps e glúteos, mas requer cuidado na execução para evitar o valgo dinâmico (joelhos se projetando para dentro), que é uma compensação comum e prejudicial às articulações do joelho. Também é importante não descer demais a ponto de perder o contato da lombar com o encosto, para proteger a coluna. Cadeira Abdutora (3, 4 ou 5 estrelas) A avaliação varia de acordo com a inclinação do tronco. Com o tronco inclinado para frente, recebe 3 estrelas, pois essa posição não é ideal para trabalhar o glúteo máximo. Com o tronco reto, recebe 4 estrelas, sendo uma boa opção para trabalhar o glúteo médio. A melhor ativação do glúteo médio (5 estrelas) ocorre com o corpo mais elevado, em uma inclinação de aproximadamente 30 graus. Mesa Flexora (4 estrelas) Um bom exercício para os isquiotibiais, mas que recebe 4 estrelas. Laércio aponta que é fácil compensar com o quadril durante a execução, o que pode reduzir a eficácia do exercício. Além disso, trabalha o músculo em uma posição mais encurtada, o que pode ser desvantajoso em comparação com exercícios que alongam mais os isquiotibiais. Cadeira Flexora (5 estrelas) Considerada melhor que a mesa flexora por Laércio, recebe 5 estrelas. Ele explica que a cadeira flexora permite trabalhar os isquiotibiais em uma posição mais alongada, o que, de acordo com estudos recentes, pode favorecer a hipertrofia. Cadeira Extensora (4 estrelas) Considerada um dos únicos exercícios que trabalha o quadríceps de forma completa, incluindo o reto femoral (que não é tão ativado em agachamentos e leg press). Por isso, recebe 4 estrelas. No entanto, Laércio alerta que o exercício demanda muito da articulação do joelho, sendo o que mais gera compressão patelofemoral. Portanto, deve ser feito com cuidado, especialmente por pessoas que têm dores nos joelhos. Agachamento Hack (4 estrelas) Laércio dá 4 estrelas para este exercício. Embora trabalhe bem o quadríceps, ele enfatiza mais os glúteos devido à grande flexão do quadril. Não é considerado um exercício indispensável, mas é uma boa opção. Elevação de Quadril (mais de 5 estrelas) Considerado um exercício excelente para os glúteos, recebe mais de 5 estrelas. É o único exercício que proporciona o maior torque (força) para os glúteos no ângulo final do movimento, quando o quadril está estendido (posição de "encaixe"). Isso o torna um ótimo complemento para exercícios como agachamento e leg press, que trabalham os glúteos em outros ângulos. Panturrilha Gêmeos (todas as variações) (5 estrelas) Todas as variações (sentado com joelho flexionado, em pé com joelho estendido, no leg press) recebem 5 estrelas. São excelentes para trabalhar a panturrilha, especialmente o sóleo, que é um músculo importante para o volume e a definição dessa região. Antebraço Rosca Punho (5 estrelas ou dispensável) O exercício em si recebe 5 estrelas, pois é eficaz para fortalecer os músculos do antebraço e melhorar a força de preensão. No entanto, Laércio o considera dispensável para a maioria das pessoas, pois esses músculos já são trabalhados em diversos outros exercícios. Ele só o recomenda para quem tem uma necessidade específica de melhorar a força de preensão ou para quem deseja aumentar o volume dos antebraços. Também é útil para pessoas com epicondilite medial (dor na parte interna do cotovelo). Abdômen Abdominais Tradicionais (4 estrelas) Laércio dá 4 estrelas para os abdominais tradicionais. Ele os considera bons para aumentar a consciência da contração abdominal, mas não são a melhor ferramenta para desenvolver a musculatura dessa região. Conclusão Esta classificação fornece uma visão abrangente sobre a eficácia e os riscos de uma variedade de exercícios de musculação, com base nas informações detalhadas e nos argumentos apresentados por Laércio Refundini. Pode facilitar a sua escolha dos exercícios. Lembre-se de que a escolha dos exercícios deve ser individualizada, levando em consideração seus objetivos, experiência, limitações e preferências. O conceito de "Treino Inteligente", como defendido por Laércio Refundini, envolve a seleção criteriosa de exercícios com base em evidências científicas e na biomecânica do corpo humano. Não se trata apenas de levantar pesos, mas sim de otimizar o estímulo muscular minimizando o risco de lesões. Incentivo você a aplicar esses conhecimentos em seus treinos e a buscar a orientação de um profissional qualificado para montar um plano de treinamento personalizado e seguro. Fontes de consulta 1. REFUNDINI, Laércio. Ranking dos melhores e piores exercícios para construir músculos. Disponível em: <https://youtu.be/FEOQVRfcuA8>. Acesso em 19 dez. 2024. Espero que essa classificação tenha sido útil para você! Agora quero saber: quais são os melhores exercícios na sua opinião? E por quê? Deixe nos comentários.
  10. Os perigos dos alimentos ultraprocessados para a saúde humana: o que todo atleta precisa saber No mundo da nutrição esportiva, manter uma alimentação equilibrada é essencial para otimizar o desempenho e promover a saúde geral. Contudo, a presença crescente de alimentos ultraprocessados na dieta moderna levanta preocupações significativas. Um estudo recente oferece uma visão abrangente dos impactos negativos que esses alimentos podem ter na saúde, trazendo à tona evidências importantes para atletas e profissionais da área. O que são alimentos ultraprocessados? Os alimentos ultraprocessados, conforme classificados pelo sistema NOVA, são formulações industriais contendo cinco ou mais ingredientes, como conservantes, aromatizantes e adoçantes artificiais, além de níveis elevados de sal, açúcar e gorduras. Exemplos incluem refrigerantes, salgadinhos, bolachas recheadas e pratos prontos. Embora convenientes, esses produtos frequentemente possuem baixo valor nutricional e podem fazer com que muitas pessoas substituam alimentos minimamente processados, como frutas, verduras e fontes naturais de proteína. Os impactos na saúde De acordo com uma revisão sistemática de meta-análises publicada recentemente, o consumo de alimentos ultraprocessados está associado a diversos problemas de saúde: Mortalidade geral: a cada 50g adicionais de alimentos ultraprocessados consumidos diariamente, o risco de mortalidade aumenta em 2%. Doenças cardiovasculares: o consumo regular desses alimentos está associado ao aumento de 5% no risco de mortalidade por doenças cardiovasculares e 4% na incidência dessas doenças. Diabetes tipo 2: um aumento de 10% no consumo de calorias provenientes de ultraprocessados eleva o risco de diabetes tipo 2 em 12%. Câncer colorretal: o risco também cresce em 4% para cada 10% de aumento na ingestão desses alimentos. Por que os ultraprocessados são prejudiciais? Os efeitos adversos desses alimentos podem ser explicados por diversos mecanismos: Composição nutricional desequilibrada: além de pobres em fibras e nutrientes essenciais, esses alimentos contêm altos níveis de substâncias prejudiciais, como gorduras saturadas e trans. Impactos na microbiota intestinal: a presença de aditivos artificiais e a baixa qualidade nutricional podem prejudicar o equilíbrio da microbiota, fundamental para a saúde metabólica. Alterações no comportamento alimentar: alimentos ultraprocessados são altamente palatáveis (muito gostosos) e promovem um consumo excessivo devido à textura macia e alta densidade calórica (picos de insulina), dificultando a saciedade. Implicações para atletas Para atletas, os efeitos desses alimentos podem ser ainda mais significativos. Uma dieta rica em ultraprocessados pode comprometer: Recuperação muscular: a falta de nutrientes essenciais, como vitaminas e minerais, pode atrasar a recuperação após o treino. Desempenho esportivo: o excesso de açúcares simples e gorduras ruins pode levar a oscilações energéticas e reduzir a eficiência metabólica. Saúde geral: problemas crônicos, como inflamação e disfunções metabólicas, podem surgir com o tempo. Estratégias para reduzir o consumo Escolha alimentos minimamente processados: priorize fontes naturais e integrais, como frutas, legumes, cereais integrais e carnes magras. Planeje suas refeições: preparar comida em casa ajuda a controlar os ingredientes e evitar aditivos desnecessários. Desenvolva o prazer de cozinhar em casa e de testar receitas saudáveis. Leia os rótulos: identifique produtos com menos aditivos e menor quantidade de açúcar, gordura e sal. Conclusão A revisão deixa claro que, para manter a saúde e o desempenho esportivo, é essencial minimizar o consumo de alimentos ultraprocessados. Além de melhorar a qualidade da dieta, adotar hábitos alimentares saudáveis pode prevenir uma série de doenças crônicas. Lista de consulta 1. BARBARESKO, Janett et al. Ultra-processed food consumption and human health: an umbrella review of systematic reviews with meta-analyses. Critical Reviews in Food Science and Nutrition, 2024. DOI: 10.1080/10408398.2024.2317877. Disponível em: <https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38363072/>. Acesso em: 19 dez. 2024. Você consome alimentos processados com regularidade? Por qual motivo? Deixe nos comentários.
  11. Nunca é tarde para começar a cuidar do seu corpo e da sua saúde, e a história do Rogério, conhecido como Vovô Bodybuilder, é uma prova viva disso. Ele começou a treinar aos 42 anos, uma idade que muitos consideram tarde para iniciar uma jornada no mundo da musculação, mas provou que a dedicação e o foco podem superar qualquer obstáculo. Seu exemplo nos mostra que não importa a fase da vida, o mais importante é dar o primeiro passo e se comprometer com a sua evolução. Desde jovem, Rogério sonhava em treinar, inspirado por figuras icônicas como Rocky Balboa e outros personagens que representavam força e determinação. Mesmo sem ter a oportunidade de começar cedo, ele nunca deixou esse desejo morrer dentro dele. E quando finalmente iniciou sua jornada, fez disso um estilo de vida que o trouxe não apenas saúde física, mas também realização pessoal. Para aqueles que têm dúvidas ou arrependimentos por não terem começado antes, Rogério ensina uma lição valiosa: tudo acontece no seu devido tempo. Ele não se lamenta pelo passado, mas celebra o presente e os resultados que conquistou com sua dedicação. Essa mentalidade positiva é essencial para quem deseja transformar sua vida, independentemente da idade ou das circunstâncias. Se você é jovem e está apenas começando, o conselho do Vovô Bodybuilder é claro: treine com vontade, com paixão e com constância. Mesmo nos dias difíceis, persista. O esforço de hoje será recompensado no futuro, e você será grato a si mesmo por não ter desistido. Inspire-se na história do Rogério e lembre-se de que o tempo é seu aliado, desde que você esteja disposto a agir. Então, não perca mais tempo. Comece agora, dê o seu melhor e colha os frutos de uma vida mais saudável e plena. rogerao-vovo-bodybuilder.mp4 Siga o @vovobodybuilder no Instagram. Ficou inspirando com a história do Rogerão, deixe nos comentários. Compartilhe com seus amigos que ficam inventando desculpas para não treinar.
  12. Sódio e hipertrofia muscular: benefícios, riscos e contexto prático O uso de sal como suplemento pré-treino tem ganhado popularidade entre praticantes de musculação e atletas. Mas até que ponto isso faz sentido? Vamos explorar o que está por trás dessa prática e como ela se relaciona com os objetivos de hipertrofia e aumento de força muscular. A relação entre sódio, contração muscular e desempenho A contração muscular é um processo altamente dependente de impulsos elétricos, transmitidos pelos motoneurônios às fibras musculares. Esse processo, conhecido como potencial de ação, ativa estruturas como actina e miosina, que são responsáveis pela geração de força e movimento. O sódio desempenha um papel crucial aqui, pois regula a transmissão elétrica através das bombas de sódio e potássio presentes nas membranas celulares. Durante o exercício, especialmente em atividades intensas, há perda significativa de sódio pelo suor. Isso pode comprometer a eficiência da transmissão elétrica muscular, reduzindo a capacidade de produção de força, o volume de treino e, consequentemente, o potencial de hipertrofia ao longo do tempo. Suplementação com sal: quando faz sentido? Fabio Ceschini, fisiologista, explica que suplementar com sal pré-treino pode beneficiar atletas de alto rendimento, que demandam o máximo de desempenho elétrico e contrátil. Essa prática pode: Aumentar a disponibilidade de sódio para transmissão elétrica nas fibras musculares; Melhorar a produção de força e repetições; Proteger contra desidratação e perda de desempenho durante treinos extenuantes. Por outro lado, para praticantes comuns de musculação, que treinam em academias climatizadas e possuem uma dieta equilibrada, o consumo de sal extra geralmente é desnecessário. A quantidade de sódio presente em alimentos do dia a dia é suficiente para sustentar as funções musculares durante o treino. Os riscos do excesso de sal Embora o sal seja essencial para o funcionamento do organismo, seu excesso pode trazer riscos significativos, principalmente em indivíduos não adaptados a grandes volumes de treino ou com hábitos alimentares que já fornecem muito sódio. Os principais problemas incluem: Aumento da pressão arterial em repouso; Maior risco de doenças cardiovasculares; Sobrecarga renal e retenção de líquidos. Em contextos comuns, como academias, é mais benéfico focar na hidratação com água. As águas minerais já contêm eletrólitos como sódio e potássio, suficientes para repor perdas normais durante os treinos. O contexto do atleta x praticante de academia Atletas de alto rendimento dependem de estratégias como a suplementação de sal para otimizar seus resultados, pois pequenos ganhos podem fazer grande diferença em competições. Para eles, a suplementação é uma ferramenta que ajuda a maximizar desempenho dentro dos limites da legalidade. Por outro lado, o praticante comum de musculação busca ganhos estéticos e melhorias na saúde. Fabio Ceschini alerta que muitos tentam replicar as práticas de atletas sem considerar que suas demandas físicas e dietéticas são diferentes. Em vez de recorrer a atalhos como o uso de sal sublingual, os praticantes devem focar em: Treinar de forma consistente; Manter uma alimentação equilibrada e rica em nutrientes; Garantir uma boa hidratação antes, durante e após o treino; Priorizar o descanso e a recuperação muscular. Conclusão: o que realmente importa Para a maioria das pessoas, a hipertrofia e o aumento de força não dependem de estratégias radicais como a suplementação com sal. Esses objetivos podem ser alcançados com treinos bem estruturados, uma dieta adequada e descanso suficiente. Apenas atletas de elite com acompanhamento especial por treinador podem cogitar essas estratégicas muito avançadas e experimentais. Se você é um praticante comum, não precisa se preocupar com soluções mirabolantes. Seu foco deve ser em boas práticas que, além de resultados, promovem saúde e bem-estar. E lembre-se: o que funciona para atletas de alto rendimento nem sempre é adequado ou necessário para você. Fontes de consulta 1. CESCHINI, Fabio. Será que o Sal aumenta Força e Hipertrofia Muscular? Disponível em: <https://youtu.be/n2hS5mnG7p8>. Acesso em: 18 dez. 2024. Você já usou essa estratégia do sal pré-treino? Deixe nos comentários.
  13. Descubra o treino half body: a nova estratégia que pode transformar seus resultados Se você está buscando uma forma de dar aquele salto nos seus treinos, o método half body pode ser a peça que faltava. Inspirado pela experiência do fisiculturista Eduardo Correia, este artigo traz uma abordagem prática e adaptável para quem deseja treinar de forma eficiente e inteligente. O que é o treino half body? O half body é uma variação interessante do full body, mas com um toque de personalização. Em vez de treinar todos os grupos musculares em uma única sessão, você os divide ao longo da semana, garantindo foco maior e melhor recuperação. Eduardo Correia testou essa estratégia e nos mostrou como ela pode ser ajustada para diferentes rotinas. Esse método é ideal para quem sente que os treinos estão demorando demais ou ficando cansativos. Academias menores e agendas apertadas não são mais desculpa! Dá para treinar intensamente e de forma eficiente com essa divisão. Como planejar seu treino half body? Antes de começar, é importante ajustar o treino às suas necessidades. Aqui estão algumas dicas para deixar tudo redondinho: 1. Entenda seus objetivos Pense no que você quer alcançar: ganhar músculo, aumentar força ou melhorar o condicionamento físico? Isso vai influenciar diretamente no volume, intensidade e frequência dos seus treinos. 2. Equilibre frequência, volume e intensidade Estes três fatores precisam conversar entre si: Frequência: quantas vezes por semana você trabalha cada grupo muscular. Volume: o total de séries e repetições. Intensidade: a carga utilizada. Por exemplo, se você aumenta o volume (mais séries), talvez precise diminuir um pouco a intensidade para dar conta do recado. Já se o foco é intensidade máxima, reduza o número de repetições. 3. Adapte-se à sua dieta Se você está em déficit calórico, ou seja, comendo menos para secar, mantenha os treinos intensos. Isso ajuda a preservar a massa muscular. 4. Não esqueça da recuperação Dar um tempo para os músculos se recuperarem é tão importante quanto o treino. Além disso, é essencial equilibrar o trabalho dos grupos musculares para evitar lesões e desequilíbrios. 5. A rotina tem que funcionar para você A melhor rotina é aquela que você consegue manter! Leve em conta sua agenda, suas preferências e até mesmo as condições da academia. A estratégia de Eduardo Correia Como ele dividiu o treino? Domingo: peito, costas, ombro e braço. Segunda-feira: posterior de coxa. Terça-feira: peito, costas, ombro e braço. Quarta-feira: descanso. Quinta-feira: quadríceps. Sexta-feira: Peito, costas, ombro e braço. Sábado: Descanso. Tabela com a divisão do treino: Dia Grupos Musculares Domingo Peito, costas, ombro e braço Segunda-feira Posterior de coxa Terça-feira Peito, costas, ombro e braço Quarta-feira Descanso Quinta-feira Quadríceps Sexta-feira Peito, costas, ombro e braço Sábado Descanso E o volume? Grupos grandes, como peito e costas: 2-3 exercícios por sessão. Grupos menores, como ombro e braço: 1-2 exercícios por sessão. Total semanal: entre 18 e 22 séries por grupo muscular. Alternância: um dia começa com peito, outro com costas. Tabela com o volume: Grupo Muscular Exercícios por Sessão Séries Semanais Peito 2-3 18-22 Costas 2-3 18-22 Ombro 1-2 18-22 Braço 1-2 18-22 Essa estratégia ajuda a manter a intensidade alta, mesmo em academias menores. Com menos volume por sessão, você pode se concentrar mais em cada exercício. Benefícios e pontos de atenção Por que vale a pena? Mais intensidade: foco total em menos exercícios. Funciona em qualquer lugar: não precisa de equipamentos avançados. Resultados consistentes: frequência equilibrada estimula a hipertrofia sem exageros. Possíveis desafios Sobrecarga de ombros e cotovelos: se sentir dores, ajuste o volume. Cansaço excessivo: pode ser sinal de que é hora de diminuir o ritmo. Conclusão: coloque em prática! O método Half Body não é complicado, mas exige atenção ao que funciona para você. Comece aos poucos, ajuste conforme necessário e não ignore os sinais do seu corpo. A chave do sucesso é a consistência e a qualidade nos treinos. Fontes de consulta 1. CORREA, Eduardo. Como montar um treino - essa é a minha divisao atual (half body). Disponível em: <https://youtu.be/Lsr9t7Wx-WM>. Acesso em: 17 dez. 2024. Você já testou o half body? Deixe nos comentários.
  14. Os 6 alimentos que podem estar prejudicando seu desempenho e como evitá-los A alimentação é um pilar essencial para qualquer pessoa que busca saúde, bem-estar e, no caso de atletas e esportistas, alto desempenho. Muitas vezes, dores musculares, inchaços ou aquela sensação de cansaço constante podem estar relacionados diretamente à sua dieta. Inspirado no conteúdo do Dr. Alexandre Amato, médico vascular do Instituto Amato, vamos explorar os alimentos que podem causar inflamação e impactar negativamente sua performance, além de dicas práticas para substituí-los de forma saudável. Alimentação: o combustível do corpo e da performance A famosa frase "nós somos o que comemos" reflete a importância de escolher alimentos que nutrem e sustentam o corpo. Na verdade, somos o que conseguimos absorver dos alimentos. Dietas repletas de itens inflamatórios podem provocar problemas crônicos, como dores articulares, inchaços e até doenças degenerativas. Esses problemas não surgem apenas do envelhecimento, mas, muitas vezes, do acúmulo de inflamação ao longo dos anos. Se você quer melhorar sua qualidade de vida e seus resultados no esporte, comece eliminando os seguintes alimentos: 1. Açúcar refinado: o vilão invisível O açúcar refinado está presente não apenas nos alimentos doces, como bolos, biscoitos e sobremesas, mas também em produtos salgados, como molhos industrializados e salgadinhos. Seu consumo excessivo causa: Inflamação no organismo. Picos glicêmicos, seguidos de queda de energia, o que compromete a performance esportiva. Dependência alimentar, levando ao aumento do consumo de calorias vazias. Como evitar: Leia os rótulos e identifique o açúcar oculto nos produtos. Substitua industrializados por alimentos naturais. Faça seus próprios molhos e doces, utilizando temperos naturais e adoçantes saudáveis, como a estévia ou o xilitol. 2. Carboidratos refinados: energia de curto prazo e alta inflamação Os carboidratos refinados, como farinha branca e produtos à base de trigo, são rapidamente digeridos, transformando-se em açúcar no sangue. Esse processo provoca: Picos de glicose e inflamação. Baixa saciedade e fome recorrente. Alternativas saudáveis: Priorize carboidratos complexos, como batata-doce, aveia integral, quinoa e arroz integral. Busque alimentos ricos em fibras, que prolongam a liberação de energia e mantêm o desempenho esportivo mais estável. 3. Sal em excesso: retendo líquidos e comprometendo a circulação Embora o sal seja essencial para o metabolismo, o excesso pode causar: Retenção de líquidos e inchaços. Hipertensão e problemas circulatórios, que afetam diretamente o desempenho físico. Dicas para reduzir o sal: Evite alimentos industrializados e processados. Use ervas, especiarias e temperos naturais para substituir o sal. Leia os rótulos e fique atento à quantidade de sódio dos alimentos. 4. Glúten: o potencial inflamatório escondido O glúten, presente no trigo, na cevada e no centeio, pode causar inflamação mesmo em quem não tem intolerância severa (como a doença celíaca). Entre os sintomas estão: Dores musculares e articulares. Fadiga crônica e sensação de cansaço. O que fazer: Teste sua tolerância ao glúten observando como seu corpo reage ao consumi-lo. Substitua a farinha de trigo por opções como farinha de amêndoa, coco ou aveia sem glúten. 5. Bebidas alcoólicas: tóxicas e inflamatórias Apesar de socialmente aceitas, as bebidas alcoólicas: Causam inflamação no trato digestivo. Sobrecarga o fígado e geram calorias vazias, que não fornecem energia útil ao corpo. Afetam a hidratação e comprometem a recuperação muscular. Como reduzir o consumo de álcool: Substitua bebidas alcoólicas por chás ou água com gás e limão. Para ocasiões sociais, escolha opções não alcoólicas e de baixo teor de açúcar. 6. Refrigerantes e sucos processados: química líquida no seu corpo Os refrigerantes, sejam tradicionais, diet, light ou zero, são carregados de: Açúcares, adoçantes artificiais e aditivos químicos que prejudicam a flora intestinal. Fósforo em excesso, que enfraquece os ossos. Altos níveis de sódio, promovendo inchaços e retenção de líquidos. Os sucos industrializados não ficam atrás, com grandes quantidades de açúcar e ausência de fibras. Soluções mais saudáveis: Prefira água ou infusões naturais. Se optar por sucos, consuma-os com moderação e preserve as fibras das frutas. Dicas práticas para uma alimentação anti-inflamatória Prefira alimentos naturais: “Descasque mais e desembale menos”. Prepare suas refeições: Cozinhar em casa dá maior controle sobre os ingredientes. Priorize alimentos integrais: São ricos em nutrientes e ajudam na liberação gradual de energia. Hidrate-se corretamente: Água é essencial para o desempenho esportivo e a recuperação muscular. Conclusão A base de uma vida longa e saudável, e de uma performance esportiva eficiente, está na alimentação. Pequenas mudanças na escolha dos alimentos podem reduzir inflamações, melhorar o desempenho e trazer mais disposição para encarar os desafios do dia a dia. Lembre-se: cada corpo é único. Conheça o impacto dos alimentos no seu organismo e faça as escolhas que melhor atendam às suas necessidades. Para mais dicas, procure um nutricionista esportivo e otimize sua dieta para alcançar os melhores resultados. Fontes de consulta 1. AMATO, Alexandre. Você sabe quais alimentos podem causar inflamação e dor no seu corpo? Disponivel em: <https://youtu.be/DrnN11oeOJM>. Acesso em: 17 dez. 2024. Gostou desse conteúdo? Compartilhe e ajude outras pessoas a melhorarem sua saúde e performance! Você já eliminou esses alimentos que incham o corpo? Deixe nos comentários.
  15. Dieta carnívora e hipertrofia muscular: como a carne potencializa seus ganhos A dieta carnívora tem ganhado destaque entre atletas de fisiculturismo e entusiastas de um estilo de vida saudável, especialmente para quem busca ganho de massa muscular, energia e performance física. Neste artigo, exploraremos os principais benefícios da carne como um superalimento na construção e manutenção da massa muscular, abordando seus nutrientes essenciais e os mecanismos que tornam a dieta carnívora eficaz. Por que a carne é um superalimento? A carne vermelha é riquíssima em nutrientes que desempenham papéis fundamentais na hipertrofia muscular e na performance atlética. Diferentemente de outras fontes alimentares, os nutrientes da carne são altamente biodisponíveis, o que significa que são melhor absorvidos e utilizados pelo corpo. Ferro Função: essencial para o transporte de oxigênio no sangue, por meio da hemoglobina, o que é crucial para a contração muscular e produção de energia durante os exercícios. Impacto na musculação: deficiências de ferro podem levar à fadiga, queda no desempenho e recuperação muscular prejudicada. Fonte: carne vermelha contém ferro heme, mais biodisponível que o ferro encontrado em vegetais. Zinco Função: crucial para a síntese proteica, recuperação muscular e regulação de hormônios anabólicos como a testosterona. Impacto na musculação: deficiência de zinco pode atrasar a recuperação muscular, reduzir o desempenho e prejudicar o crescimento do músculo. Fonte: carne vermelha é uma das melhores fontes naturais de zinco. Vitamina B12 Função: essencial para a produção de energia celular, formação de glóbulos vermelhos e sinalização neuromuscular. Impacto na musculação: níveis baixos de B12 podem causar fraqueza muscular, fadiga e comprometimento da recuperação. Fonte: fígado bovino é uma das principais fontes de vitamina B12. Carnitina Função: auxilia no transporte de ácidos graxos para as mitocôndrias, onde são convertidos em energia, melhorando o metabolismo de gorduras e a resistência muscular. Impacto na musculação: melhora a performance em treinos de resistência, reduz danos musculares e acelera a recuperação. Fonte: carne vermelha é a principal fonte dietética de carnitina. Creatina Função: fonte rápida de energia durante exercícios de alta intensidade. Impacto na musculação: aumenta a força, potência e capacidade de trabalho muscular, além de melhorar o volume muscular. Fonte: carne bovina contém em média 4 a 5g de creatina por quilo de carne crua. Proteínas de alta qualidade Função: contêm todos os aminoácidos essenciais necessários para construção e reparação muscular, incluindo a leucina, que ativa a síntese proteica via mTOR. Impacto na musculação: proporciona suporte direto ao crescimento muscular e à recuperação. Outros nutrientes essenciais Taurina: ajuda na contração muscular, hidratação celular e proteção contra o estresse oxidativo. Magnésio: suporta a produção de energia, a síntese proteica e a função muscular adequada. Ômega-3: reduz inflamação e acelera a recuperação muscular, especialmente em carnes de animais alimentados a pasto. Mecanismos que favorecem a hipertrofia na dieta carnívora 1. Aporte elevado de proteínas de alta qualidade A carne fornece proteínas completas com alta biodisponibilidade e aminoácidos essenciais, como a leucina. 2. Regulação hormonal otimizada Gorduras saturadas da carne promovem a síntese de testosterona e IGF-1, hormônios anabólicos essenciais para o ganho de massa muscular. 3. Melhora na sensibilidade à insulina Dietas carnívoras minimizam carboidratos, melhorando a sensibilidade à insulina e direcionando os aminoácidos mais eficientemente para os músculos. 4. Densidade nutricional superior Nutrientes como creatina, vitamina B12, ferro e zinco, presentes na carne, contribuem para a performance e recuperação muscular. 5. Menor inflamação sistêmica A eliminação de carboidratos refinados reduz inflamação subclínica, favorecendo a recuperação muscular. 6. Sustentação energética por gorduras Gorduras da dieta fornecem energia estável, evitando flutuações glicêmicas e permitindo treinos mais intensos. 7. Maior controle do apetite A saciedade proporcionada pela carne evita oscilações de fome, favorecendo a consistência alimentar. Adaptação ao estilo de vida carnívoro Para quem deseja migrar para uma dieta carnívora, a adaptação metabólica é essencial. Durante as primeiras 6 a 8 semanas, o corpo passa a usar gorduras como principal fonte de energia, um processo conhecido como cetoadaptação. Durante esse período, a performance pode sofrer leve queda até que o metabolismo esteja totalmente ajustado. Dicas para maximizar os resultados Treino de força bem estruturado: combine dieta com treinos periódicos e de alta intensidade. Descanso e hidratação: a recuperação muscular depende de sono de qualidade e ingestão adequada de água e eletrólitos (sódio, potássio e magnésio). Acompanhamento nutricional: ajuste a ingestão de macronutrientes de acordo com suas metas. Conclusão A dieta carnívora é uma estratégia poderosa para quem busca ganho de massa muscular, desempenho atlético e composição corporal ideal. Rica em nutrientes essenciais, ela oferece uma base sólida para a hipertrofia e recuperação muscular. Contudo, cada pessoa é única, e ajustes individuais podem ser necessários. Para obter os melhores resultados, consulte um profissional capacitado e planeje sua dieta de forma estratégica. Fontes de consulta 1. FERRARI, Lua. Dieta Carnívora e Hipertrofia: É Possível Ganhar Músculo Sem Carboidratos? Disponível em: <https://youtu.be/tduIjYsNJ60>. Acesso em: 17 dez. 2024. A sua dieta é carnívora ou inclui carnes vermelhas? Deixe nos comentários.
  16. Café, chá e cafeína: descubra como eles podem proteger sua saúde cardiometabólica Se você é amante de café ou chá, prepare-se para boas notícias! Um estudo recente publicado no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism revela que o consumo moderado dessas bebidas, além de ser uma ótima companhia no dia a dia, pode desempenhar um papel crucial na prevenção de doenças cardiometabólicas, como diabetes tipo 2, doenças coronarianas e AVCs. Aqui, desvendamos as descobertas mais importantes dessa pesquisa e explicamos como a cafeína pode ser uma aliada na sua saúde metabólica. O que é multimorbidade cardiometabólica? Multimorbidade cardiometabólica (MC) é o termo usado para descrever a coexistência de pelo menos duas condições como diabetes tipo 2, doença coronariana e acidente vascular cerebral. Essas doenças estão entre as principais causas de mortalidade e morbidade no mundo. Apesar de conhecermos os fatores de risco para cada uma dessas condições isoladamente, pouco se sabe sobre como preveni-las simultaneamente. É aqui que o estudo faz a diferença, investigando os efeitos do café, chá e cafeína na prevenção da MC. O estudo e seus achados Os pesquisadores analisaram dados de mais de 188 mil participantes do UK Biobank, todos livres de doenças cardiometabólicas no início do estudo. Durante um acompanhamento de quase 12 anos, eles observaram como o consumo dessas bebidas influenciou o surgimento da MC. Café e chá: uma dose de prevenção Café: consumir cerca de 3 xícaras por dia reduziu o risco de MC em até 48%. A ingestão moderada de café foi eficaz em todos os estágios da progressão da MC, desde a prevenção inicial até a redução de complicações subsequentes. Chá: beber 5 ou mais xícaras por dia também mostrou benefícios significativos, especialmente na prevenção de diabetes tipo 2. Cafeína: entre 200-300 mg/dia de cafeína (o equivalente a 2-3 xícaras de café) foi associado a um risco 40% menor de MC. O papel dos biomarcadores metabólicos Os pesquisadores identificaram mais de 80 metabólitos relacionados ao consumo de café, chá e cafeína. Entre eles: Subclasses de HDL (colesterol "bom"), associadas a benefícios cardiometabólicos. Redução de VLDL (colesterol de densidade muito baixa), que pode causar disfunções metabólicas. Histidina, um aminoácido com impacto positivo na regulação metabólica. Redução de biomarcadores inflamatórios, como a glicoproteína acetilada (GlycA). Esses resultados sugerem que os compostos bioativos do café e do chá, como antioxidantes e polifenóis, podem atuar no metabolismo lipídico e na inflamação, fatores-chave no desenvolvimento de doenças cardiometabólicas. Como incorporar o café e chá à sua dieta esportiva? Para quem pratica esportes, o café e o chá podem ser aliados poderosos: Melhoram a performance: a cafeína é conhecida por aumentar o foco, reduzir a percepção de esforço e melhorar o desempenho em treinos intensos. Protegem o metabolismo: os efeitos preventivos contra diabetes e doenças cardíacas ajudam a manter o organismo saudável a longo prazo. Aumentam a queima de gordura: a cafeína estimula o metabolismo, promovendo a oxidação de gorduras durante os exercícios. Mas atenção: o consumo excessivo pode causar insônia, taquicardia e ansiedade. A moderação é a chave. Conclusão Seja um espresso de manhã ou uma xícara de chá no fim da tarde, incorporar essas bebidas na sua rotina pode trazer benefícios que vão além do prazer momentâneo. Estudos como este mostram que o consumo moderado de café, chá e cafeína é uma estratégia simples, acessível e saborosa para proteger a saúde metabólica. Lembre-se, antes de fazer mudanças significativas na sua dieta, consulte um nutricionista para personalizar as estratégias ao seu estilo de vida e objetivos. Fontes de consulta 1. LU, Xujia et al. Habitual Coffee, Tea, and Caffeine Consumption, Circulating Metabolites, and the Risk of Cardiometabolic Multimorbidity. The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, 2024. Disponível em: <https://doi.org/10.1210/clinem/dgae552>. Acesso em: 16 dez. 2024. Deixe nos comentários como você aproveita o café e o chá no seu dia a dia ou se você usa suplemento com cafeína!
  17. Treino híbrido de alta performance: a rotina de Victor Pareto Se você busca conciliar corrida e musculação em um planejamento que maximize desempenho e estética, o treino híbrido pode ser a resposta. Essa abordagem une o melhor dos dois mundos, promovendo um corpo funcional, com baixo percentual de gordura, e ao mesmo tempo, musculoso e estético. Neste artigo, vamos explorar como o atleta Victor Pareto organiza sua rotina semanal para atingir alta performance em ambas as modalidades. O que é treino híbrido? O treino híbrido é a combinação estratégica de dois esportes diferentes. No caso de Victor Pareto, ele alia: Corrida: melhora o condicionamento cardiovascular, contribui para a redução de gordura e promove funcionalidade do corpo. Musculação: estimula o ganho de massa muscular e define o físico. O segredo do sucesso está em equilibrar os dois treinos, respeitando os limites do corpo e otimizando o desempenho em ambas as áreas. A divisão semanal do treino híbrido Victor divide seus treinos em nove sessões semanais: cinco de musculação e quatro de corrida. Abaixo, mostramos a rotina detalhada: Domingo – Corrida leve (10 km) Corrida: treino leve de 10 km, sempre controlando a frequência cardíaca para não ultrapassar a zona Z3 (155 bpm no caso de Victor). esse controle é essencial para manter o treino aeróbico eficiente sem sobrecarregar o corpo. Musculação: descanso. Segunda-feira – Peito e Abdômen Musculação: treino de peito e abdômen, com 25 a 30 séries no total. Corrida: descanso. Terça-feira – Tiros e Pernas (Leg Day) Manhã: treino de tiros (corridas curtas e rápidas, ideais para desenvolver velocidade). Intervalo: após o treino de tiros, Victor descansa por 1 a 2 horas, se alimenta e se hidrata. Tarde: treino de pernas (Leg Day). Ele opta por realizar os dois treinos no mesmo dia, evitando dores musculares que comprometeriam a corrida se deixasse o treino de pernas para o dia seguinte. Quarta-feira – Costas e Corrida leve (10 km) Corrida: Outro treino leve de 10 km, também respeitando a zona de frequência cardíaca Z3 (até 155 bpm). Musculação: Treino para costas, com foco em remadas e puxadas, totalizando 25 a 30 séries. Quinta-feira – Ombros e Abdômen (Carbup) Musculação: Treino de ombros e abdômen, com 25 a 30 séries no total. Corrida: Descanso. Dica: Este é o dia de carbup, quando Victor aumenta sua ingestão de carboidratos (10g de carboidrato por kg de peso corporal), além de consumir muita água e sódio. Isso garante energia suficiente para o treino longo de sexta-feira. Sexta-feira – Longão e Braços (Bíceps e Tríceps) Corrida: Treino longo e intenso, pensado para a prova-alvo de Victor (atualmente 21 km). Pode incluir blocos ou distâncias maiores, dependendo do objetivo. Musculação: Treino de braços (bíceps e tríceps), otimizado com bicets (exercícios combinados), que economizam tempo e tornam o treino mais intenso. Sábado – Descanso (Day Off) Musculação e Corrida: Ambos off. Dica: Este é o dia para relaxar, passar tempo com a família e recuperar o corpo para recomeçar a rotina no domingo. Segue uma tabela com essa divisão de treino resumida: Dia da Semana Musculação Corrida Domingo Off Corrida leve (10 km, Z3) Segunda-feira Peito e Abdômen (25-30 séries) Off Terça-feira Leg Day (após tiros) Tiros (manhã) Quarta-feira Costas (25-30 séries) Corrida leve (10 km, Z3) Quinta-feira Ombros e Abdômen (25-30 séries) Off Sexta-feira Bíceps e Tríceps (bicets e isolados) Longão (distância ou blocos intensos) Sábado Off Off Por que essa divisão funciona? Victor destaca que a chave para o sucesso no treino híbrido está no planejamento e no equilíbrio: Controle da frequência cardíaca: ele utiliza um relógio para monitorar os batimentos durante as corridas leves, garantindo que permaneçam na zona de frequência cardíaca ideal. Volume de treino bem distribuído: são cinco treinos de musculação e quatro de corrida, equilibrados de forma que um não prejudique o desempenho do outro. Atenção à recuperação: dias de descanso e intervalos estratégicos entre treinos mais intensos ajudam a evitar lesões e fadiga. Nutrição adequada: alimentação rica em carboidratos antes dos treinos mais intensos é indispensável para garantir energia e desempenho. Treino híbrido: é para todos? Embora Victor siga uma rotina avançada, ele ressalta que iniciantes devem começar devagar: Recomendação para iniciantes: 3 treinos de musculação e 3 de corrida por semana. Adapte o volume e intensidade dos treinos ao seu nível de condicionamento físico. Para avançados: A divisão de Victor é ideal para quem busca um desafio maior e já tem experiência com musculação e corrida. Dicas do Victor Pareto Carbup antes de longões: consuma mais carboidratos e aumente a hidratação antes de treinos longos ou intensos. Otimize o tempo: no treino de braços, experimente combinar exercícios de bíceps e tríceps em bicets. Seja estratégico: combine corridas leves com treinos de musculação isolados e guarde os treinos intensos para dias em que o corpo esteja mais descansado. Conclusão A divisão de treino de Victor Pareto é um exemplo de como o planejamento e o equilíbrio podem transformar seu desempenho em corrida e musculação. Se você está em um nível avançado e busca superar limites, essa rotina pode ser a inspiração que faltava. E aí, pronto para começar? Ajuste os treinos ao seu nível e lembre-se: consistência e estratégia são os segredos para alcançar seus objetivos! Siga Victor Pareto no Instagram: @victorpareto Fontes de consulta 1. PARETO, Victor. A melhor divisão de treino Híbrido I Corrida & Musculação. Disponível em: <https://youtu.be/VBAIeV-NThg>. Acesso em: 16 dez. 2024. Deixe seu comentário abaixo e conte para nós como você organiza sua rotina de treinos!
  18. Por que você deve adotar o treino híbrido na sua rotina: benefícios e dicas práticas Quando se fala em treino físico, muitas pessoas se dividem entre musculação ou exercícios aeróbicos (cárdio). Se você é uma dessas pessoas, saiba que está deixando de explorar uma versão mais completa e saudável de si mesmo. O segredo para alcançar melhores resultados está no treino híbrido, que combina musculação e cárdio de forma equilibrada. Neste artigo, vamo abordar por que unir essas duas práticas pode transformar sua saúde, melhorar sua performance e garantir longevidade. Além disso, você verá que, ao contrário do que muitos acreditam, o cardio não destrói seus ganhos musculares obtidos com pesos na academia. Vamos explorar três razões para adotar o treino híbrido e como ele pode ser o caminho para uma vida mais saudável. O que é o treino híbrido e por que ele é essencial? O treino híbrido consiste na combinação de exercícios de resistência (musculação ou calistenia) com exercícios aeróbicos (correr, pedalar, andar, nadar, corda naval, escada, entre outros). Cada tipo de treino traz benefícios únicos e complementares para a saúde. Musculação melhora: Saúde metabólica (como a sensibilidade à insulina). Aumento e manutenção da massa muscular. Saúde óssea (fundamental para prevenir problemas como osteoporose). Redução do estresse e da ansiedade. Cardio melhora: Saúde cardiovascular, ajudando na prevenção de doenças como infarto e AVC. Longevidade, com aumento da capacidade respiratória e vascular. Regulação da ansiedade e melhora no humor. Essas práticas não competem entre si, elas se complementam. Um corpo saudável e funcional precisa tanto da força muscular quanto da capacidade cardiovascular. 3 Razões para adotar o treino híbrido 1. Melhor Composição Corporal Muitas pessoas evitam o cardio por medo de perder massa muscular. Essa preocupação, apesar de comum, não se sustenta se o treino for bem planejado. Estudos indicam que treinos concorrentes (força + cardio) não prejudicam o ganho de força ou hipertrofia quando o volume é adequado. Isso significa que você pode incluir de 3 a 5 sessões moderadas de cardio na semana sem comprometer seus resultados musculares. Desde que sua ingestão calórica e proteica esteja ajustada, o cardio pode até potencializar seus ganhos musculares. Como? Ele melhora a circulação e a entrega de nutrientes para os músculos, auxiliando na recuperação. Se você faz apenas musculação, pode estar negligenciando sua saúde cardiovascular. Isso reduz o número de mitocôndrias e a capacidade de capilaridade muscular, prejudicando o transporte de sangue e nutrientes. Ao incluir o cárdio, você terá um corpo mais preparado para crescer e se manter saudável. Por outro lado, fazer apenas exercícios aeróbicos pode levar à perda de massa muscular. Para quem busca equilíbrio, unir as duas modalidades é a melhor opção. 2. Longevidade e qualidade de vida O número de pessoas que vivem mais está aumentando, mas com isso surge um problema: muitas chegam à velhice com saúde debilitada, dependendo de medicamentos e cuidados de terceiros. Treinar de forma híbrida pode ser a chave para uma vida longa e independente. Cardio: Diminui o risco de doenças cardiovasculares, que estão entre as principais causas de morte no mundo. Aumenta a oxigenação e distribuição de nutrientes pelo corpo, reduzindo inflamações crônicas. Musculação: Fortalece os ossos, especialmente em mulheres que passam pela menopausa, prevenindo problemas como osteoporose. Melhora a resposta do corpo à insulina, tornando o metabolismo mais eficiente no uso de carboidratos. Imagine chegar aos 80 anos com força suficiente para realizar tarefas simples e com autonomia para cuidar de si mesmo. Isso só será possível se você cuidar do corpo agora. 3. Constância e diversão no treino Todos nós passamos por períodos de desmotivação no treinamento. A rotina pode se tornar monótona e a vontade de desistir aumenta. A solução? Variar as atividades físicas. O treino híbrido é perfeito para manter a constância, porque permite ajustar os objetivos e criar novos desafios. Por exemplo, você pode alternar entre fases: Fase de corrida: focar em uma meia-maratona. Fase de força: trabalhar para aumentar sua carga no agachamento ou ganhar massa muscular. Essa flexibilidade não só mantém o treino interessante, mas também permite que você veja sua evolução de diferentes formas – como melhora no pace da corrida ou aumento de cargas na musculação. Além disso, explorar novas atividades, como CrossFit ou esportes coletivos (futebol, vôlei, basquete, etc.), pode trazer mais prazer para sua rotina. Como planejar seu treino híbrido Divisão semanal: inclua de 3 a 5 sessões de cárdio moderado e 2 a 4 treinos de musculação. Intensidade: ajuste o volume e intensidade de cada treino para não sobrecarregar o corpo. Alimentação: garanta consumo adequado de calorias e proteínas para manter a energia e promover recuperação muscular. Exemplo de rotina: Segunda: Treino de força (parte superior). Terça: Cárdio moderado (corrida ou bike). Quarta: Treino de força (parte inferior). Quinta: Cárdio intervalado (HIIT). Sexta: Treino funcional ou calistenia. Sábado: Cárdio leve e mobilidade. Dica final: não leve o treino à exaustão sempre Se você não é atleta profissional, não precisa se cobrar tanto. A ideia é priorizar sua saúde e manter o exercício físico como parte da sua rotina. Não gosta de academia? Tente corrida, esportes coletivos ou atividades como badminton e padel. O importante é se movimentar e evitar que o treino se torne um fardo. Para muitas pessoas, a dinâmica variada de treinos no CrossFit ou calistenia, por exemplo, aumenta a motivação e promove a longevidade na prática de exercícios. Conclusão O treino híbrido é uma poderosa ferramenta para alcançar saúde, longevidade e uma vida mais funcional. Com ele, você colhe os benefícios tanto do cárdio quanto da musculação, garantindo um corpo mais equilibrado e preparado para os desafios da vida. Lembre-se: não existe um tipo de treino perfeito, mas sim o treino que funciona para você. Adote o treino híbrido, varie sua rotina e priorize o que realmente importa: viver mais e com qualidade! Fontes de consulta 1. ALMEIDA, Lincoln. Por que você deveria fazer um treino híbrido (corrida + musculação). Disponível em: <https://youtu.be/Z_kBAFcpV14>. Acesso em: 16 dez. 2024. E você? Já treina musculação com cardio? Ou só apenas um deles? Deixe nos comentários.
  19. O impacto do horário das refeições na saúde metabólica e no emagrecimento A ciência nos mostra que o que comemos não é a única variável importante para a saúde metabólica e o emagrecimento. Quando comemos também desempenha um papel crucial. Essa visão está ancorada em estudos recentes que destacam como os horários regulares das refeições podem influenciar o nosso peso, o sono e a energia ao longo do dia. Neste artigo, exploramos como a regularidade no horário das refeições pode otimizar seu metabolismo e saúde, com base em evidências científicas e insights do neurocientista Eslen Delanogare. 1. Por que os horários das refeições importam? O corpo humano é guiado por um relógio biológico interno conhecido como ritmo circadiano. Esse sistema regula uma série de funções, incluindo sono, energia, e metabolismo. Uma das descobertas mais recentes na área é que os horários das refeições funcionam como um "ajustador" para o nosso metabolismo, similar à forma como a exposição à luz regula nosso ciclo de sono. Manter horários consistentes para as refeições ajuda a alinhar o relógio metabólico, promovendo uma melhor digestão, eficiência energética e controle de peso. Por outro lado, alterar esses horários, especialmente nos finais de semana, pode causar um “jet lag alimentar”, desregulando o organismo e dificultando a perda de peso. 2. Estudos com humanos: o impacto da regularidade alimentar Um estudo publicado na renomada revista científica Cell ilustra bem essa relação. Os pesquisadores criaram um aplicativo para monitorar os horários de refeições e a ingestão calórica dos participantes. A metodologia foi simples: Os participantes registraram o horário em que acordavam e faziam suas refeições. Cada refeição era fotografada, permitindo que nutricionistas avaliassem a quantidade calórica consumida. Resultados principais: Participantes que comeram sempre nos mesmos horários apresentaram: Perda de peso, mesmo sem reduzir a ingestão calórica. Melhora na qualidade do sono. Mais energia ao acordar e durante o dia. Já aqueles que alteravam os horários das refeições (como comer mais tarde nos finais de semana) enfrentaram desajustes metabólicos. 3. A evidência em estudos com animais Para aprofundar a investigação, os cientistas realizaram estudos controlados em laboratório com animais. Os camundongos foram divididos em dois grupos: Grupo com horário fixo para comer: recebia alimento em horários específicos do dia. Grupo com alimentação livre: podia comer ao longo de todo o dia. Resultados surpreendentes: Ambos os grupos consumiram a mesma quantidade calórica. Contudo, o grupo que comia em horários fixos ganhou menos peso. Os camundongos com alimentação livre apresentaram desajustes nos genes relógio do fígado e uma microbiota intestinal desregulada. Esses dados indicam que a consistência nos horários das refeições otimiza o funcionamento metabólico, reduzindo o armazenamento de gordura e promovendo um equilíbrio saudável. 4. A microbiota intestinal: o papel do "metaboloma" Outro fator relevante é a microbiota intestinal, a comunidade de bactérias que vive em nosso intestino e desempenha um papel central na digestão e no metabolismo. O estudo mostrou que a regularidade alimentar ajusta o metaboloma, ou seja, as interações metabólicas promovidas por essas bactérias. No grupo com horários fixos, a microbiota parecia "esperar" pelo alimento, funcionando de forma mais eficiente. Já nos animais com alimentação desordenada, o metaboloma ficou desregulado, contribuindo para o ganho de peso e problemas metabólicos. 5. A rotina ideal: como aplicar esses insights? Com base nas evidências, seguem algumas recomendações práticas para melhorar sua saúde metabólica: Manter horários fixos para as refeições Coma no mesmo horário todos os dias, incluindo finais de semana. Por exemplo: Café da manhã às 7h. Lanche da manha às 10h. Almoço às 12h. Lanche da tarde às 16h. Jantar às 19h. Evite o “jet lag alimentar” Assim como acordar tarde pode desregular seu sono, atrasar suas refeições no fim de semana pode causar desajustes metabólicos que prejudicam o desempenho do corpo na segunda-feira. Respeite seu relógio biológico Combine alimentação regular com exposição à luz natural pela manhã para sincronizar seu ritmo circadiano. Não negligencie a microbiota intestinal Alimentos ricos em fibras e probióticos ajudam a manter a microbiota saudável, mas horários regulares de alimentação também desempenham um papel essencial. 6. O mecanismo por trás disso tudo: o que a ciência sabe até agora? Ainda não há consenso sobre qual seria o "melhor horário" para comer, mas sabemos que a regularidade é o fator mais importante. Isso ocorre porque há momentos no dia em que os níveis hormonais estão mais altos, otimizando a digestão e a utilização de energia. Comer nesses horários maximiza a eficiência do metabolismo. Por outro lado, comer fora do horário desregula os genes relógio no fígado, levando a problemas no metabolismo e aumento de peso, mesmo que a ingestão calórica total seja a mesma. Conclusão A ciência está cada vez mais clara: para manter a saúde metabólica e controlar o peso, não basta prestar atenção ao quêvocê come; é crucial prestar atenção ao quando você come. Respeitar seu relógio biológico e manter horários regulares de alimentação pode ser uma estratégia simples, mas poderosa, para melhorar sua saúde. Se você está buscando melhorar seu metabolismo ou perder peso, experimente ajustar os horários das refeições e manter uma rotina consistente. Pequenas mudanças podem gerar grandes resultados! Fontes de consulta 1. CORTES DO SEM GROSELHA. Como emagrecer sem comer menos segundo a ciência. Disponível em: <https://youtu.be/XGZEdMeuso8>. Acesso em: 15 dez. 2024. Você segue horários regulares na sua dieta? Deixe nos comentários.
  20. O futuro da nutrição esportiva na era da inteligência artificial e a crise do mercado tradicional Nos últimos anos, a nutrição esportiva tem passado por transformações significativas, impulsionadas por avanços tecnológicos e mudanças no comportamento dos profissionais e consumidores. O nutricionista Lincoln Almeida trouxe reflexões importantes sobre o futuro da profissão, o impacto da Inteligência Artificial (IA) e os desafios do mercado de nutrição. Vamos explorar essas questões para entender como a nutrição esportiva está evoluindo e como podemos enfrentar os problemas emergentes. 1. A inteligência artificial e a nutrição esportiva A profissão está se tornando obsoleta? Lincoln destaca que ferramentas como a IA estão substituindo muitas das tarefas antes realizadas por nutricionistas, especialmente para populações que buscam objetivos simples, como perda de peso ou controle de macronutrientes. Ele exemplifica como o ChatGPT pode criar dietas e receitas personalizadas com base em informações básicas fornecidas pelos usuários. No entanto, ele aponta que a IA ainda não é capaz de lidar com casos complexos. Por exemplo, um atleta de triatlo que tenha problemas gastrointestinais necessita de uma abordagem mais sofisticada para equilibrar carboidratos refinados e a saúde intestinal, algo que a tecnologia atual não consegue resolver sozinha. Como utilizar a IA de forma estratégica? Lincoln sugere que nutricionistas integrem ferramentas de IA em suas práticas, indicando que pacientes usem essas plataformas para criar receitas ou explorar novas combinações alimentares. Isso permite que o profissional concentre seus esforços em casos clínicos mais complexos, onde sua expertise é indispensável. 2. O paradoxo da informação e o comportamento humano Embora o acesso à informação e ferramentas tecnológicas esteja mais fácil do que nunca, muitas pessoas ainda têm dificuldades em aplicá-los em sua rotina. Lincoln relaciona esse fenômeno ao “paradoxo da escolha”: com tantas opções disponíveis, as pessoas ficam paralisadas, sem saber por onde começar. Outro desafio é a falta de conscientização e autodisciplina. Muitas vezes, mesmo com todas as ferramentas à disposição, o público não age por falta de motivação ou dificuldade em se organizar. 3. A Crise no mercado de nutrição Saturação e desinformação Lincoln faz duras críticas ao estado atual do mercado de nutrição. Ele aponta que há uma saturação de informações nas redes sociais, muitas vezes transmitidas por pessoas sem formação adequada. A facilidade de acesso a alimentos e a crença de que “qualquer um entende de nutrição” agravam o problema, gerando desinformação e banalizando a profissão. Brigas entre profissionais A disputa entre nutricionistas nas redes sociais também contribui para a desvalorização da área. Discussões públicas e reativas confundem o público, que muitas vezes não sabe em quem confiar. “Quem combate a desinformação de forma inadequada acaba parecendo um ‘bobo da corte’ para o público”, diz Lincoln. Ele enfatiza que o combate à desinformação deve ser feito com sabedoria, focando no argumento e evitando ataques pessoais. 4. O Consumo de conteúdo e a saúde mental Lincoln compartilha sua decisão de limitar o consumo de redes sociais para proteger sua saúde mental. Ele menciona que delega a curadoria de conteúdos para um profissional em sua equipe, permitindo que ele se mantenha atualizado sem ser impactado negativamente pelo algoritmo. Essa abordagem pode ser uma lição para nutricionistas e outros profissionais: evitar a sobrecarga de informações e priorizar conteúdos de qualidade. 5. O uso de esteroides e os perigos da banalização Um ponto de destaque na fala de Lincoln é a preocupação com a popularização do uso de esteroides anabolizantes, especialmente entre jovens. Segundo ele, a disseminação de conteúdo sobre o tema, muitas vezes irresponsável, está normalizando o uso dessas substâncias. Ele alerta para as consequências a longo prazo, como problemas cardiovasculares e dependência psicológica de resultados estéticos. Para ele, a responsabilidade de evitar essa banalização recai tanto sobre os profissionais de saúde quanto sobre os produtores de conteúdo. 6. Como escolher fontes confiáveis? Em um cenário onde há tanta informação e tanta desinformação, como saber em quem confiar? Lincoln sugere que o público busque especialistas que demonstrem lucidez, equilíbrio e embasamento em suas falas. Ele também reconhece que é difícil para o leigo interpretar artigos científicos ou avaliar a qualidade das informações por conta própria. Como solução, ele incentiva uma análise crítica baseada na consistência e confiabilidade das pessoas em quem você confia. Conclusão: o futuro da nutrição esportiva A nutrição esportiva está em um momento de transição. A Inteligência Artificial tem o potencial de facilitar tarefas básicas e democratizar o acesso à informação, mas ainda está longe de substituir a expertise de um nutricionista em casos clínicos complexos. Por outro lado, o mercado enfrenta desafios graves, como a desinformação, a saturação de conteúdo e a banalização de temas sérios como o uso de esteroides. Para reverter esse quadro, é essencial que os profissionais adotem uma abordagem mais estratégica, evitando conflitos e combatendo a desinformação com responsabilidade. Se você é um profissional da área ou um consumidor em busca de informações confiáveis, lembre-se de que a nutrição vai além de dietas prontas: é um campo que exige estudo, equilíbrio e empatia. Aproveite as ferramentas tecnológicas como um complemento, mas valorize a orientação de especialistas capacitados. Fontes de consulta 1. CORTES DO SEM GROSELHA. Nutricionista desabafa sobre o maior problema da área da nutrição. Disponível em: <https://youtu.be/Qn7m57mFqSA>. Acesso em: 15 dez. 2024. Gostou do conteúdo? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe com amigos que possam se beneficiar dessas reflexões!
  21. O impacto da musculação e do uso de anabolizantes no coração: benefícios e riscos O cuidado com o coração vai além das práticas tradicionais de exercícios aeróbicos. A musculação, frequentemente associada apenas à estética e fortalecimento muscular, também impacta a saúde cardiovascular, tanto positivamente quanto negativamente, dependendo de como é praticada. Vamos explorar os principais pontos levantados pela Dra. Fernanda Andrade, cardiologista, sobre como o treinamento físico e o uso de anabolizantes afetam o coração. Musculação e o coração: como o exercício impacta o músculo cardíaco? A prática de musculação provoca adaptações específicas no coração. Dependendo do tipo de exercício, o coração pode desenvolver diferentes tipos de hipertrofia: Hipertrofia excêntrica (exercícios de endurance): ocorre principalmente em atividades aeróbicas. O coração aumenta seu tamanho global, com dilatação das câmaras cardíacas e manutenção da espessura das paredes, favorecendo uma maior capacidade de bombear sangue. Hipertrofia concêntrica (exercícios resistidos): comum em quem pratica musculação pesada, como fisiculturistas. Nesse caso, as paredes do coração se tornam mais espessas, enquanto a cavidade cardíaca diminui. Isso pode resultar em menor capacidade de bombeamento de sangue, exigindo que o coração trabalhe mais rápido, o que aumenta a frequência cardíaca. Essas adaptações não são necessariamente perigosas, mas no caso de exercícios resistidos intensos e frequentes, pode haver comprometimento da função cardíaca se outros fatores estiverem presentes, como o uso de substâncias anabolizantes. Fisiculturismo natural e longevidade O fisiculturismo natural, sem o uso de anabolizantes, pode ser considerado uma prática saudável. Estudos recentes, como um publicado em 2023, reforçam que a musculação, mesmo sem atividades aeróbicas, pode trazer benefícios ao coração. Durante o esforço físico, há aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca, estimulando adaptações positivas no sistema cardiovascular. No entanto, a chave para esses benefícios está na moderação e na prática adequada. Atividades físicas devem ser acompanhadas de uma alimentação balanceada e controle de fatores de risco, como pressão alta e colesterol elevado. Os riscos do uso de anabolizantes O uso de esteroides anabolizantes para ganho muscular rápido e fins estéticos traz sérios prejuízos ao coração. Essas substâncias podem causar: Hipertrofia exagerada do coração: o coração pode tornar-se rígido e muscular, diminuindo as cavidades cardíacas e prejudicando o fluxo de sangue. Isso sobrecarrega o músculo cardíaco, levando a arritmias, insuficiência cardíaca e, em casos graves, à necessidade de transplante. Dilatamento cardíaco: em fases avançadas, o coração hipertrofiado pode se dilatar excessivamente, perdendo a capacidade de bombear sangue. Essa condição é semelhante à insuficiência cardíaca avançada observada em doenças como a Doença de Chagas. Alterações metabólicas: pressão alta, desequilíbrio nos níveis de colesterol e lesões hepáticas são complicações comuns do uso de anabolizantes. Essas condições aumentam ainda mais o risco cardiovascular. Produtos de qualidade duvidosa: No mercado clandestino, muitos anabolizantes são adulterados ou falsificados. Substâncias como hormônios da tireoide ou hormônio do crescimento (GH) podem estar misturadas, agravando os efeitos colaterais. Diminuição dos níveis de testosterona e estilo de vida Nas últimas décadas, os níveis de testosterona em homens têm caído significativamente. Esse fenômeno pode ser atribuído ao estilo de vida moderno, incluindo: Má qualidade do sono; Dietas desequilibradas; Sedentarismo; Exposição a estresse crônico. Essa queda nos níveis hormonais muitas vezes leva homens a buscarem reposição hormonal com testosterona. No entanto, essa reposição deve ser feita com extremo cuidado, somente por indicação médica, e em níveis dentro da faixa de referência, pois abusos podem gerar sérios danos à saúde. Redução de danos: um caminho necessário Dado o cenário atual, o conceito de redução de danos tem ganhado destaque. Médicos do esporte e endocrinologistas especializados podem ajudar quem faz uso de anabolizantes a minimizar os riscos: Monitorando a pressão arterial, colesterol e função hepática; Prescrevendo doses menores e acompanhando os efeitos a longo prazo; Auxiliando na transição para a interrupção do uso de anabolizantes e na recuperação da produção hormonal natural. Conclusão A prática de musculação e fisiculturismo pode ser benéfica, mas exige responsabilidade. Exercícios físicos, quando feitos corretamente, são aliados poderosos da saúde cardiovascular. No entanto, o uso indiscriminado de anabolizantes coloca em risco a saúde do coração e do corpo como um todo. Procure sempre acompanhamento médico para práticas esportivas intensas ou qualquer tipo de suplementação hormonal. Lembre-se: longevidade e qualidade de vida estão diretamente ligadas a escolhas saudáveis e equilibradas. Fontes de consulta 1. CORTES DO SEM GROSELHA. Esteroides e coração: tudo que você precisa saber! Disponível em: <https://youtu.be/0C2JAjdFR4g>. Acesso em: 15 dez. 2024. Se você gostou desse conteúdo e quer saber mais sobre saúde cardiovascular, acompanhe nosso site e compartilhe essas informações com amigos que valorizam um estilo de vida saudável! Tem dúvidas, deixe nos comentários ou crie seu tópico no fórum.
  22. Whey protein: o que você precisa saber antes de investir no suplemento O whey protein é um dos suplementos mais populares atualmente, mas, infelizmente, muitas pessoas ainda o utilizam de maneira equivocada, gastando dinheiro sem necessidade ou sem entender suas reais funções. Neste artigo, vamos explorar tudo o que você precisa saber sobre whey protein, os diferentes tipos disponíveis no mercado, quando e como consumi-lo e, principalmente, se ele é realmente essencial para sua rotina. O que é whey protein? Whey protein é uma proteína extraída do soro do leite, considerado a parte mais nobre do leite. Durante o processo de produção, o soro é desidratado e transformado em pó, criando diferentes tipos de whey protein. Esses tipos variam conforme o nível de processamento: Whey protein concentrado: Contém carboidratos e gorduras. É o mais básico e econômico. Indicado para pessoas sem intolerância à lactose. Whey protein isolado: Passa por um processo que remove carboidratos e gorduras, incluindo a lactose. Ideal para quem tem intolerância à lactose. Whey protein hidrolisado: Submetido a uma hidrólise que quebra as proteínas em partículas menores, facilitando a absorção. É o mais caro e indicado para casos específicos. Além disso, o mercado oferece o 3W, que combina os três tipos em um único produto. Qual tipo de whey protein é melhor para você? Se você não tem intolerância à lactose, o whey protein concentrado provavelmente será a melhor escolha. Ele atende bem às necessidades proteicas da maioria das pessoas e custa menos do que os outros tipos. Produtos como whey isolado e hidrolisado são frequentemente mais caros, mas não oferecem benefícios extras significativos para quem não possui restrições alimentares específicas. Dica importante: leia o rótulo! No Brasil, os ingredientes são listados em ordem de concentração. Certifique-se de que o whey protein é o principal componente e fique atento a produtos que misturam proteínas mais baratas, como soja, trigo, albumina ou ainda carboidratos, como dextrose ou maltodextrina. Quando tomar whey protein? Um dos maiores mitos sobre whey protein é que ele deve ser consumido imediatamente após o treino. Na verdade, o momento do consumo não é tão importante quanto o total de proteína ingerida ao longo do dia. O corpo realiza a síntese de proteínas de forma contínua, mesmo nos dias de descanso. Você pode consumir WheyProtein a qualquer momento: Pela manhã. Antes ou após o treino. Entre refeições. Antes de dormir. O importante é garantir que a quantidade total de proteína necessária para o seu corpo seja atingida diariamente. Com o que misturar o whey protein? Água: opção prática e sem calorias adicionais, mas menos saborosa. Leite: adiciona carboidratos, proteínas e gorduras. Ideal para quem busca mais sabor e cremosidade. Pode ser útil ou não, dependendo da dieta. Não use se tiver problemas com lactose. Outros líquidos: sucos e vitaminas são alternativas que também tornam o suplemento mais agradável. O ponto-chave aqui é entender o impacto dos ingredientes adicionais na sua dieta. Se você deseja controlar a ingestão de carboidratos e gorduras, avalie se a mistura com leite ou outros líquidos se encaixa nos seus objetivos. Você realmente precisa de whey protein? O whey protein é apenas uma fonte prática de proteína. Ele não é essencial se você consegue atingir sua ingestão proteica diária com alimentos como carne, ovos, peixe e laticínios. Para pessoas sedentárias, a recomendação média é de 0,8g de proteína por quilo de peso corporal. Já para praticantes de musculação, o ideal é consumir entre 1,6g e 2g/kg. No entanto, há situações em que o whey protein pode ser um grande aliado: Dificuldade em atingir a meta diária de proteína: uma dose de Whey fornece, em média, 25-30g de proteína de maneira prática. Dietas de emagrecimento: pessoas em restrição calórica precisam de uma maior ingestão proteica (até 3,5g/kg) para evitar perda de massa muscular. Falta de apetite: suplementos são úteis para quem tem dificuldade em consumir alimentos sólidos, como usuários de medicamentos como Ozempic®. Conclusão O whey protein é um suplemento poderoso, mas deve ser usado com consciência. Antes de investir, avalie suas necessidades diárias de proteína, considere o tipo mais adequado para você e não caia em mitos ou estratégias ultrapassadas. Lembre-se: o mais caro nem sempre é o melhor. Muitas vezes, o whey concentrado já atende perfeitamente às suas demandas. E, acima de tudo, whey protein só será necessário se sua alimentação não estiver suprindo o que o corpo precisa. Caso contrário, é dinheiro jogado fora. Quer potencializar ainda mais sua nutrição esportiva? Converse com um nutricionista especializado para personalizar sua dieta e garantir que você alcance seus objetivos de forma eficaz e saudável. Fontes de consulta 1. REFUNDINI, Laércio. Você tem tomado whey protein errado a vida toda! Disponível em: <https://youtu.be/FV99eDvReig>. Acesso em: 15 dez. 2024.
  23. Como montar uma academia de bairro rentável: dicas e custos estimados Montar uma academia de bairro pode ser uma excelente oportunidade de negócio, mas exige planejamento, investimento e estratégia para atender o público-alvo com qualidade. Se você está pensando em investir neste segmento, aqui está um guia detalhado, baseado nas estimativas e experiências compartilhadas pelo fisiculturista e empresário Gorgonoid (Marco Antônio Ferreira Michel), que recentemente publicou um vídeo sobre os custos e os pontos essenciais para criar uma academia funcional e rentável. Área e estrutura ideal Para acomodar de 400 a 500 alunos, Gorgonoid recomenda um espaço de aproximadamente 250 m² a 450 m². Um galpão de dois andares é uma boa opção para otimizar o espaço, com áreas separadas para musculação, cárdio, recepção e banheiros. Ele sugere buscar galpões já prontos para economizar na construção, que pode sair caro caso você precise começar do zero. Tamanho mínimo sugerido: 250 m² Sugestão para economia: optar por um espaço pronto com infraestrutura básica. Equipamentos essenciais e custos Equipar a academia com máquinas de qualidade é um dos maiores custos, mas também um diferencial competitivo. Aqui está uma lista dos equipamentos essenciais e seus valores aproximados: Musculação Piso emborrachado (140 m²): R$ 11.900,00 Anilhas (1 tonelada): R$ 10.500,00 Kits de halteres (1 kg a 10 kg, 2 torres): R$ 7.000,00 Dumbbells de 12 kg a 34 kg: R$ 11.000,00 Máquinas e bancos (feitas por serralheria): R$ 30.000,00 Máquinas de musculação: R$ 220.000,00 (máquinas de alta qualidade). Cardio Esteiras (5 unidades, Matrix): R$ 110.000,00 Escada para cardio (Matrix): R$ 40.000,00 Bicicletas ergométricas (4 unidades): R$ 15.000,00 Custo total dos equipamentos Os equipamentos para musculação e cardio podem variar dependendo da qualidade e do fabricante. Segundo Gorgonoid, o custo total para uma academia equipada pode ficar em torno de R$ 445.900,00, podendo ser reduzido ao optar por esteiras e máquinas mais simples ou equipamentos usados. Reforma e infraestrutura Além dos equipamentos, a reforma do espaço é um gasto importante. Você deve considerar itens como pintura, instalação de espelhos, divisórias para banheiros, iluminação e climatização. Custo médio estimado para reforma: R$ 50.000,00. Investimento total Com base nos cálculos de Gorgonoid, o investimento total para montar uma academia de bairro para 400 alunos gira em torno de R$ 600.000,00, incluindo reforma, equipamentos e outras despesas iniciais. Faturamento e lucratividade Uma academia de bairro bem equipada pode ter um faturamento médio mensal de R$ 40.000,00 a R$ 50.000,00, considerando um ticket médio de R$ 100,00 por aluno (com planos anuais). Com despesas operacionais de R$ 25.000 a R$ 30.000 (aluguel, energia, salários, etc.), a margem de lucro pode variar de R$ 15.000,00 a R$ 20.000,00 por mês, ou cerca de 3,3% ao mês sobre o investimento inicial. Dicas para aumentar o ticket médio Para incrementar o faturamento, você pode incluir serviços e produtos adicionais, como: Venda de suplementos e barrinhas de proteína; Avaliações físicas e planos de treino personalizados; Loja de roupas e acessórios fitness; Treinos em grupo ou aulas extras (pagas à parte). Personalização e experiência premium Se o objetivo for oferecer uma experiência premium, é possível investir em detalhes como: Equipamentos com acabamento superior (exemplo: anilhas personalizadas de inox); Esteiras de última geração; Decoração e iluminação diferenciadas. Embora o custo aumente, o valor agregado permite cobrar mensalidades mais altas e atrair um público disposto a pagar por exclusividade. Conclusão Montar uma academia de bairro é um negócio desafiador, mas com planejamento e foco na qualidade, pode ser altamente lucrativo. O segredo está em equilibrar os custos com a experiência oferecida aos alunos, buscando sempre otimizar o espaço e oferecer equipamentos que atendam a maior parte do público. Se você deseja se aprofundar neste mercado, faça um estudo de viabilidade considerando o bairro onde pretende atuar, a concorrência e o potencial público-alvo. E lembre-se: um investimento inicial sólido pode ser a chave para conquistar o sucesso no longo prazo! Fontes de consulta: 1. GORDONOID. Quanto custa abrir uma academia de bairro? Disponível em: <https://youtu.be/lMjWk9OKgSE>. Acesso em: 15 dez. 2024. Gostou dessas dicas? Compartilhe com outros empreendedores que também sonham em abrir sua própria academia! Deixe nos comentários se você tem alguma experiência com academias de musculação.
  24. 5 Exercícios “old school” que você pode repensar em sua rotina de treino Ao longo dos anos, os treinos evoluem. Novas técnicas, equipamentos e uma melhor compreensão da biomecânica levam atletas a ajustarem suas rotinas. Fabricio Pacholok, renomado fisiculturista, compartilhou recentemente cinco exercícios "old school" que ele deixou de fazer ou reavaliou ao longo do tempo. Vamos explorar esses movimentos, entender suas razões e considerar alternativas mais eficientes. 1. Pullover: um exercício antigo e ineficiente? O pullover é um clássico dos treinos de musculação, mas Fabricio explica que raramente o utiliza. O motivo? O movimento trabalha simultaneamente peito e costas, mas de forma limitada. Ele prefere exercícios mais específicos, como puxadas no cabo com corda, que permitem um foco maior nos dorsais. Alternativa sugerida: puxada no cabo com corda. Dica: escolha exercícios que maximizem o trabalho do grupo muscular que você deseja treinar. 2. Rosca concentrada: boa, mas substituível! Embora seja um ótimo exercício para o bíceps, a rosca concentrada não é frequentemente utilizada por Fabricio em suas rotinas atuais. Ele destaca que, em treinos gerais, prefere variações como rosca direta, Scott ou no cabo, que evitam erros comuns de execução. Contudo, reconhece que a rosca concentrada seria útil para corrigir desequilíbrios de força, especialmente em seu caso, já que tem uma lesão no bíceps. Alternativa sugerida: rosca direta ou Scott em máquinas ou cabos. Dica: mantenha a execução correta, evitando roubos com o cotovelo ou o uso exagerado do ombro. 3. Desenvolvimento militar: ainda vale a pena? O desenvolvimento militar era essencial na rotina de Fabricio, mas ele acabou abandonando o movimento em favor de variações mais eficientes, como desenvolvimento com halteres ou em máquinas. Ele explica que essas opções oferecem maior estabilidade e conexão muscular. No entanto, utilizou o exercício em situações específicas, como quando um atleta precisava aumentar o gasto calórico durante a preparação para uma competição. Alternativa sugerida: desenvolvimento com halteres ou em máquinas. Dica: escolha variações que otimizem a conexão muscular com o menor risco de lesões. 4. Remada cavalinho: superada pelas máquinas A remada cavalinho foi um pilar no treinamento de costas de Fabricio por muito tempo. Contudo, ele percebeu que o movimento é limitado pela curta amplitude, especialmente devido ao posicionamento das anilhas. Hoje, ele prefere remadas em máquinas que oferecem maior alongamento e contração. Alternativa sugerida: remada baixa em máquinas modernas, como a da Stark, projetada para maximizar a eficiência do movimento. Dica: priorize máquinas bem projetadas para garantir amplitude e conforto durante o treino. 5. Passada: conforto ou eficiência? A passada é um exercício exigente, tanto muscular quanto cardiovascularmente, e Fabricio admite que a excluiu por comodidade. No entanto, reconhece que é uma escolha eficiente para trabalhar pernas e glúteos. Ele prefere substituí-la por afundos, que considera mais confortáveis e eficazes. Apesar disso, promete reincorporá-la em sua rotina para melhorar equilíbrio e fortalecimento, especialmente por causa de uma fratura anterior na perna direita. Alternativa sugerida: afundo unilateral, especialmente em um step para maior amplitude. Dica: não abandone exercícios desafiadores apenas por serem desconfortáveis. Eles frequentemente trazem grandes benefícios. Reflexão Final Treinos devem evoluir conforme suas necessidades e objetivos. Fabricio nos lembra que o progresso exige tanto adaptação quanto revisitação. Mesmo exercícios aparentemente "ultrapassados" podem ter espaço em sua rotina, desde que executados com propósito. Por isso, avalie periodicamente sua programação de treinos e considere buscar orientação de um treinador para evitar escolhas baseadas apenas no conforto. Fontes de consulta 1. PACHOLOK, Fabrício. Pare de fazer esses exercícios! No lugar faça esses. Disponível em: <https://youtu.be/WkramwJreDs>. Acesso em: 14 dez. 2024. Quais são os exercícios que você não faz mais? Deixe nos comentários.
  25. Medicamentos para emagrecer: tudo o que você precisa saber antes de usar Perder peso é um desejo comum, seja por razões de saúde, estéticas ou para melhorar a qualidade de vida. No entanto, muitas pessoas encontram dificuldades em alcançar seus objetivos apenas com dieta e exercícios. É nesse contexto que os medicamentos para emagrecer podem ser uma ferramenta valiosa, especialmente no tratamento da obesidade. Este artigo traz um panorama completo sobre os medicamentos mais utilizados atualmente, com base em informações científicas atualizadas, para ajudar você a entender como eles funcionam, seus benefícios e cuidados necessários. 1. O papel dos medicamentos no emagrecimento Medicamentos para emagrecer não são soluções mágicas, mas sim ferramentas de apoio. Eles são indicados principalmente para pessoas com obesidade (IMC ≥ 30) ou sobrepeso (IMC ≥ 27) associado a problemas de saúde, como diabetes, hipertensão ou apneia do sono. Esses remédios atuam em mecanismos como controle da fome, aumento da saciedade ou redução da absorção de gorduras. Contudo, devem sempre ser utilizados com acompanhamento médico e associados a mudanças no estilo de vida. 2. Medicamentos injetáveis: uma revolução no tratamento da obesidade Liraglutida (Saxenda® e Victoza®) Como funciona: estimula a sensação de saciedade e retarda o esvaziamento gástrico, o que ajuda a controlar o apetite. Indicação: o Victoza® é usado para diabetes tipo 2, enquanto o Saxenda® é indicado especificamente para perda de peso. Uso: injeções diárias. Resultados: boa eficácia, mas menos potente que medicamentos mais novos. Semaglutida (Ozempic® e Wegovy®) O que é: um avanço da liraglutida, com maior potência e praticidade, sendo aplicado semanalmente. Indicações: o Ozempic® é indicado para diabetes tipo 2, enquanto o Wegovy® é aprovado para emagrecimento em doses maiores (2,4 mg). Resultados: perda de peso significativa em estudos clínicos, ajudando pacientes a atingir até 15% de redução do peso corporal. Tirzepatida (Mounjaro® e Zepbound®) Como age: atua em duas vias hormonais (GLP-1 e GIP), potencializando a perda de peso. Diferencial: resultados superiores aos medicamentos anteriores, com perda de peso que pode ultrapassar 20%. Disponibilidade no Brasil: ainda não aprovado oficialmente para emagrecimento, mas é possível importá-lo para uso off-label. 3. Medicamentos orais: praticidade para o dia a dia Semaglutida Oral (Rybelsus®) O que é: a versão em comprimido da semaglutida. Vantagens: conveniência para quem prefere evitar injeções. Limitações: menor eficácia que as versões injetáveis e necessidade de uso diário, sempre em jejum. Sibutramina Como age: atua no sistema nervoso central, aumentando a saciedade e o gasto energético. Riscos: pode elevar a pressão arterial e a frequência cardíaca, sendo contraindicada para quem tem problemas cardíacos. Contrave® (Bupropiona + Naltrexona) Indicação: ideal para pessoas que lutam com compulsão alimentar ou dificuldade de controle emocional em relação à comida. Mecanismo: diminui o apetite e reduz comportamentos impulsivos relacionados à alimentação. Topiramato Uso off-label: embora aprovado como anticonvulsivante, é utilizado por alguns médicos para perda de peso. Cuidados: pode causar efeitos colaterais cognitivos, como dificuldades de memória ou concentração. 4. O futuro dos medicamentos para emagrecimento A retatrutida, um medicamento em fase de pesquisa, promete revolucionar o tratamento da obesidade. Combinando ações em três vias hormonais (GLP-1, GIP e glucagon), mostrou resultados impressionantes, com perda de peso de até 25% em alguns estudos – números comparáveis à cirurgia bariátrica. Embora ainda indisponível, esse medicamento sinaliza um avanço importante no combate à obesidade. 5. Cuidados ao usar medicamentos para emagrecer Procure orientação médica! Apenas um médico pode avaliar se o uso é adequado para o seu caso e indicar a melhor opção. Evite automedicação! O uso indiscriminado pode levar a efeitos colaterais graves ou falta de resultados. Não confie em produtos ilegais! Certifique-se de que o medicamento é aprovado pela Anvisa ou está sendo utilizado com autorização especial. Associe o tratamento a um estilo de vida saudável! Medicamentos são ferramentas complementares e não substituem a importância de uma alimentação equilibrada e exercícios físicos. 6. A importância do contexto individual Cada pessoa tem uma jornada única no emagrecimento. Medicamentos podem ser úteis, mas é fundamental lembrar que não são adequados para todos. Em muitos casos, mudanças no estilo de vida, suporte psicológico e ajustes na rotina podem ser suficientes. Se você está considerando o uso de medicamentos para emagrecer, converse com seu médico e investigue todas as possibilidades. A saúde deve ser sempre o ponto central de qualquer decisão. 7. Tabela comparativa Segue uma tabela comparando cada uma das drogas para emagrecer: Medicamento Indicação Principal Forma de Administração Frequência Benefícios e Características Observações Importantes Liraglutida Obesidade, Diabetes tipo 2 Injetável Diária Redução do peso corporal Maior custo, genéricos previstos no Brasil Semaglutida Obesidade, Diabetes tipo 2 Injetável (ou oral) Semanal (ou diária para oral) Perda de peso superior à liraglutida, benefícios cardiovasculares em obesos Oral (Rybelsus) disponível para diabetes, mas doses para obesidade ainda não comercializadas no Brasil Tirzepatida Obesidade, Diabetes tipo 2 Injetável Semanal Redução de peso superior às anteriores Não disponível comercialmente no Brasil atualmente Sibutramina Obesidade Oral Diária Controle de apetite Risco cardiovascular em cardiopatas; eficácia inferior Contrave Obesidade hedônica Oral Diária Redução de impulsos por comer Combinação de bupropiona e naltrexona, pode ser associado a outros medicamentos Topiramato Off-label para obesidade Oral Diária Perda de peso como efeito colateral Não indicado para perda de peso no Brasil (off-label); combinações com fentermina disponíveis em outros países Retatrutida Em estudos (fase 2) Injetável Não definida Maior potencial de perda de peso até hoje, atuando em 3 mecanismos Promissora, mas ainda em fase experimental, previsão de 3-5 anos para aprovação Fontes de consulta 1. MARQUES, Gustavo Lenci. Os 5 remédios para emagrecer em 2024 | médico explica tudo! Disponível em: <https://youtu.be/cnn6K8F2oyw>. Acesso em: 14 dez. 2024. Você usa algum remédio para emagrecer? Como foi a sua experiência? Deixe nos comentários.

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