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Boa tarde! Sou novo no fórum e gostaria de algumas informações que não consegui encontrar em qualquer outro lugar.
Iniciarei um ciclo com Clembuterol na segunda-feira, porém estou atualmente medicado com Cloridrato de Paroxetina (10mg ao dia) e não encontrei na internet quaisquer informações sobre a interação entre esses dois medicamentos.
Minha dúvida é se não encontrei por não existir, de fato, a interação entre eles ou por não existir algum estudo/relato/experiência com essas duas substâncias.
Alguém poderia me informar seja por experiência própria ou que sabe de alguém, se há alguma interação entre essas substâncias? Se há algum risco, efeito colateral etc?
Achei um outro tópico (não me lembro se nesse fórum ou outro site) de um companheiro que também estava nessa situação, entretanto não houve respostas à ele.
Desde já aguardo a resposta de vocês, grande abraço.

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  • Boa tarde para você também parceiro. Em 30s você achou o que eu achei em 10s pois digito mais rápido e a internet ajudou também. Estou em busca de algum artigo/informação precisa/experiência com P

  • 1) Saber a resposta abrangente não é meu objetivo, minha pergunta específica reside na paroxetina e no clembuterol. Entretanto em alusão a sua comparação ''apagar o fogo com gasolina'' a opinião seria

  • Ótima resposta! Solucionou minha dúvida. Agora pude entender a interação medicamentosa entre essas substâncias, obrigado. Deixarei para usá-lo quando tiver parado com o tratamento para ansiedade.

26 minutos atrás, mahalzahr disse:

Boa tarde! Sou novo no fórum e gostaria de algumas informações que não consegui encontrar em qualquer outro lugar.
Iniciarei um ciclo com Clembuterol na segunda-feira, porém estou atualmente medicado com Cloridrato de Paroxetina (10mg ao dia) e não encontrei na internet quaisquer informações sobre a interação entre esses dois medicamentos.
Minha dúvida é se não encontrei por não existir, de fato, a interação entre eles ou por não existir algum estudo/relato/experiência com essas duas substâncias.
Alguém poderia me informar seja por experiência própria ou que sabe de alguém, se há alguma interação entre essas substâncias? Se há algum risco, efeito colateral etc?
Achei um outro tópico (não me lembro se nesse fórum ou outro site) de um companheiro que também estava nessa situação, entretanto não houve respostas à ele.
Desde já aguardo a resposta de vocês, grande abraço.

Em quantos fóruns vc fez a mesma pergunta???? Eu achei 2 até agora.

A paroxetina é um antidepressivo e ansiolítico da classe dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina.
O clembuterol é um estimulante do sistema nervoso central. Ou seja, você está tentando apagar o fogo com gasolina.

Clembuterol não deve ser usado com antidepressivos. 

Em 30s de pesquisa no Google achei algo a respeito:

http://www.folheto.net/broncoterol-comprimidos-bula-do-medicamento/

Ou você não procurou ou, não procurou, porque achei, como disse, em 30s.

Agora, deixe a preguiça de lado e leia o conteúdo do link.

  • Autor
12 minutos atrás, FitCoupleHim disse:

Em quantos fóruns vc fez a mesma pergunta???? Eu achei 2 até agora.

A paroxetina é um antidepressivo e ansiolítico da classe dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina.
O clembuterol é um estimulante do sistema nervoso central. Ou seja, você está tentando apagar o fogo com gasolina.

Clembuterol não deve ser usado com antidepressivos. 

Em 30s de pesquisa no Google achei algo a respeito:

http://www.folheto.net/broncoterol-comprimidos-bula-do-medicamento/

Ou você não procurou ou, não procurou, porque achei, como disse, em 30s.

Agora, deixe a preguiça de lado e leia o conteúdo do link.

Boa tarde para você também parceiro.
Em 30s você achou o que eu achei em 10s pois digito mais rápido e a internet ajudou também.
Estou em busca de algum artigo/informação precisa/experiência com Paroxetina e Clembuterol e não apenas generalizando a paroxetina como antidepressivo. 

Sou leigo no assunto e, por isso, vim humildemente pedir informações e não com ironias de graça. Mas entendo que deve ter agido assim pois muitos apenas soltam suas dúvidas sem ter previamente pesquisado. Você achou em 2 fóruns minha pergunta justamente para ter uma abrangência maior e, assim, ter mais disponibilidade de informações e experiências diversas.

Apesar de saber de fato que não deve ser ministrado clembuterol concomitantemente com antidepressivos, gostaria de saber especificamente com a paroxetina por ser um medicamento mais brando que outros antidepressivos.
Desde já agradeço a informação e aguardo por outras mais sérias/exatas/coesas.
Abraço.

Editado em por mahalzahr
Erros por tempo verbal.

Se sabia a resposta, porque perguntou?? 

Ou você acha que irá encontrar alguma resposta exata acerca da interação de clembuterol x paroxetina?

Se em nenhuma das bulas não há, provavelmente não haverá em outro lugar.

  • Autor
1 minuto atrás, FitCoupleHim disse:

Se sabia a resposta, porque perguntou?? 

Ou você acha que irá encontrar alguma resposta exata acerca da interação de clembuterol x paroxetina?

Se em nenhuma das bulas não há, provavelmente não haverá em outro lugar.

1) Saber a resposta abrangente não é meu objetivo, minha pergunta específica reside na paroxetina e no clembuterol. Entretanto em alusão a sua comparação ''apagar o fogo com gasolina'' a opinião seria não usar o clembuterol então? Por que?

2) Esse é meu objetivo assim como outros medicamentos são pesquisados por suas interações, porém a paroxetina  não é tão buscada nesse assunto específico.

3) Justamente, o que levou-me a pensar se há ou não tal interação. Porém você havia dito que não é recomendado e, então, retomo á pergunta nº1 em saber o que você pensa sobre.

Obrigado.

1 hora atrás, mahalzahr disse:

1) Saber a resposta abrangente não é meu objetivo, minha pergunta específica reside na paroxetina e no clembuterol. Entretanto em alusão a sua comparação ''apagar o fogo com gasolina'' a opinião seria não usar o clembuterol então? Por que?

2) Esse é meu objetivo assim como outros medicamentos são pesquisados por suas interações, porém a paroxetina  não é tão buscada nesse assunto específico.

3) Justamente, o que levou-me a pensar se há ou não tal interação. Porém você havia dito que não é recomendado e, então, retomo á pergunta nº1 em saber o que você pensa sobre.

Obrigado.

Veja, paroxetina tem feito ansiolítico. O clembuterol, apesar se não ter sido projetado com o fim precípuo de estimular o SNC, o tem como colateral.

Dentre os colaterais do estímulo do SNC estão a ansiedade, o metabolismo acelerado e irritabilidade.

Se você faz uso de ansiolíticos, presume-se acometimento por patologia comportamental e, o uso concomitante de estimulantes do SNC podem (eu diria que com certeza irão) agravar a patologia. Por isso utilizei a ilustração de apagar fogo com gasolina, sobretudo, pois a dose de clembuterol utilizada para perder peso geralmente é cavalar e, assim, também, os colaterais, ou seja, o estímulo do SNC.

Por fim, o corpo sempre busca o equilíbrio. O que quero dizer com isso é que o equilíbrio natural será alterado pelo uso do clembuterol, contudo, a tendência é que o corpo se adapte ao clembuterol (por isso o uso em ciclos).

Ato continuo, após adaptação ao metabolismo acelerado, quando da interrupção do medicamento, o corpo terá de se adaptar à nova realidade metabólica, agora mais lenta.

Isso provavelmente causará depressão, pois você estará acostumado ao estado de mania/euforia e, repentinamente, passará à falta de energia, à falta de ânimo, à provável depressão, fruto de uma montanha russa metabólica e psicológica, podendo agravar ainda mais o teu estado.

 

  • Autor
2 horas atrás, FitCoupleHim disse:

Veja, paroxetina tem feito ansiolítico. O clembuterol, apesar se não ter sido projetado com o fim precípuo de estimular o SNC, o tem como colateral.

Dentre os colaterais do estímulo do SNC estão a ansiedade, o metabolismo acelerado e irritabilidade.

Se você faz uso de ansiolíticos, presume-se acometimento por patologia comportamental e, o uso concomitante de estimulantes do SNC podem (eu diria que com certeza irão) agravar a patologia. Por isso utilizei a ilustração de apagar fogo com gasolina, sobretudo, pois a dose de clembuterol utilizada para perder peso geralmente é cavalar e, assim, também, os colaterais, ou seja, o estímulo do SNC.

Por fim, o corpo sempre busca o equilíbrio. O que quero dizer com isso é que o equilíbrio natural será alterado pelo uso do clembuterol, contudo, a tendência é que o corpo se adapte ao clembuterol (por isso o uso em ciclos).

Ato continuo, após adaptação ao metabolismo acelerado, quando da interrupção do medicamento, o corpo terá de se adaptar à nova realidade metabólica, agora mais lenta.

Isso provavelmente causará depressão, pois você estará acostumado ao estado de mania/euforia e, repentinamente, passará à falta de energia, à falta de ânimo, à provável depressão, fruto de uma montanha russa metabólica e psicológica, podendo agravar ainda mais o teu estado.

 

Ótima resposta! Solucionou minha dúvida. Agora pude entender a interação medicamentosa entre essas substâncias, obrigado. Deixarei para usá-lo quando tiver parado com o tratamento para ansiedade.

8 minutos atrás, mahalzahr disse:

Ótima resposta! Solucionou minha dúvida. Agora pude entender a interação medicamentosa entre essas substâncias, obrigado. Deixarei para usá-lo quando tiver parado com o tratamento para ansiedade.

Termogênicos possuem um grande revés chamado efeito rebote. Ajustar a alimentação é uma estratégia mais inteligente. Mais morosa, por certo, sem embargos, traz resultados sólidos.

  • 8 anos depois...

@mahalzahr, a sua pergunta era específica e você insistiu nela com educação, mesmo depois de receber ironia. Ela merecia resposta específica, e vou dar. E vou também dizer onde o @Visitante FitCoupleHim tinha razão, porque a última resposta dele é boa e ficou soterrada pelo atrito.

Primeiro a sua pergunta, que era se existe interação entre clembuterol e paroxetina, e não entre clembuterol e antidepressivos em geral.

Existe, e ela tem dois planos diferentes. Vale separar, porque é exatamente onde a busca não te levou.

O plano farmacocinético, que é o que as bulas costumam listar, é o menos relevante aqui. A paroxetina é um inibidor forte do CYP2D6, ou seja, ela reduz a metabolização de vários medicamentos por essa via. O clembuterol não depende de forma importante dessa rota, sendo eliminado em boa parte inalterado pelos rins. Então esse tipo de interação, que é a que se procura em tabela, tende a ser pequena. Provavelmente é por isso que você não encontrou nada nas bulas.

O plano farmacodinâmico é onde está o problema, e é o que as tabelas não pegam.

O clembuterol é um agonista beta dois adrenérgico, e os efeitos cardíacos dele estão bem descritos em relatos de intoxicação. Taquicardia prolongada, taquicardia supraventricular, fibrilação atrial, hipertensão, hipocalemia e prolongamento do intervalo QT. Existe inclusive descrição do mecanismo, com redução da expressão do canal hERG, que é o canal cardíaco cuja disfunção prolonga o QT.

E a hipocalemia agrava isso por conta própria. O estímulo beta dois empurra potássio para dentro da célula muscular, o potássio no sangue cai, e potássio baixo é ele mesmo um fator de prolongamento do QT. Ou seja, o clembuterol prolonga o QT por dois caminhos ao mesmo tempo.

Sobre a paroxetina nesse contexto, sendo justo com ela. Entre os inibidores seletivos da recaptação de serotonina, a paroxetina não é das que mais prolongam QT, e nisso a sua percepção de que ela é mais branda tem algum fundamento. Mas ela não é neutra, e o ponto é que qualquer contribuição adicional pesa mais quando somada a taquicardia e a potássio baixo.

Então a resposta honesta à sua pergunta é essa. Não existe estudo específico de clembuterol com paroxetina porque ninguém desenhou um ensaio dessa combinação, e nem deveria. Mas a ausência de estudo não é ausência de interação. O que existe é um mecanismo previsível, cardíaco, e ele não aparece em tabela porque tabela lista via metabólica, não soma de efeito.

Isso te dá uma coisa concreta para levar a quem te prescreveu a paroxetina. Se a conversa acontecer, os itens são potássio sérico e eletrocardiograma com medida do QT corrigido.

Agora onde o FitCoupleHim acertou, e ele acertou em cheio na última resposta.

Ele descreveu que o corpo se adapta ao clembuterol, e que na interrupção você passa de um estado de aceleração para uma realidade metabólica mais lenta, e que essa montanha russa pode agravar o seu quadro. Isso está correto, e é o argumento mais forte do tópico inteiro.

Acrescento a base disso. O receptor beta dois sofre dessensibilização com uso continuado, que é justamente o motivo de as pessoas usarem em blocos com pausa. E quem está em tratamento com antidepressivo há pouco tempo, porque dez miligramas de paroxetina é dose inicial, está justamente no período em que estabilidade importa mais. Introduzir um estimulante e depois retirá lo é adicionar duas oscilações grandes a um sistema que ainda está sendo estabilizado.

E existe um risco associado que ninguém mencionou e que me preocupa mais que todo o resto.

Se em algum momento você pensar em suspender a paroxetina para poder usar o clembuterol, não faça isso por conta própria. A paroxetina tem a maior incidência de síndrome de descontinuação entre os inibidores seletivos de recaptação de serotonina, com estimativas de dez a cem vezes mais chance que as outras da classe, por causa da meia vida curta e da ausência de metabólito ativo relevante. Os sintomas começam em vinte e quatro a quarenta e oito horas, com tontura, sonhos vívidos, náusea, ansiedade, agitação, parestesia e irritabilidade, com pico por volta do quinto dia.

Ou seja, parar a paroxetina para caber o clembuterol produziria, sozinho, um quadro parecido com o que você estaria tentando evitar.

Duas informações de contexto sobre o clembuterol que faltaram no tópico.

Ele não é um medicamento para emagrecimento. É um broncodilatador, e no Brasil o registro dele é para essa finalidade, em apresentação de dose muito menor do que a usada para perder gordura. Ele também é proibido em produção animal em vários países justamente pelos resíduos, e está na lista da Agência Mundial Antidopagem.

E os efeitos que aparecem antes dos cardíacos são tremor de extremidades, cãibra, insônia, ansiedade e palpitação. Cãibra tem relação direta com o potássio caindo, então ela não é só incômodo, é sinal.

Sobre o atrito no começo do tópico, uma observação. Você postou em mais de um fórum, e isso foi lido como preguiça. Não era. Perguntar em mais de um lugar é o que se faz quando não se encontra resposta, e a sua pergunta era técnica e bem formulada. O que faltou não foi esforço seu, foi que a informação que você procurava não está no formato em que você buscou, ou seja, ela não é uma linha de bula, é a soma de dois mecanismos.

E, no fim, o que eu de fato faria no seu lugar. Levar essa pergunta a quem prescreveu a paroxetina. Não pelo protocolo de encaminhar, mas porque essa pessoa é a única que sabe por que você está medicado, e é isso que determina se um estimulante é aceitável ou não. Ansiedade e transtorno do pânico mudam completamente a resposta, e o clembuterol é dos piores estimulantes nesses quadros.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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