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Anastrozol TRT para aumentar a testosterona?

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  • Sim, é possível. Mas  em sendo uma medicação, traz colaterais, como degeneração macular, obviamente, depois de certo tempo de uso (1). Eu não usaria por muito tempo. (1) https://www.ncbi.nlm.nih.

  • Apollo Galeno
    Apollo Galeno

    Dios Mio......Sério isso??? Estratégia BEM arriscada e utilizada em situações bem INDIVIDUALIZADAS...... Usar isso pode te deixar Brocha se não tiver indicação......(foi o colateral mais com

  • Obrigado por responder, estou com RAD 140 vou utilizar pra ver oq acontece com os exames, aceito sugestões para estratégias nesse sentido...valeu pessoal 

  • Moderador
1 hora atrás, Leo_jitsu disse:

Pessoal alguém já fez uso de Anastrozol 1mg por semana para aumentar a testo? Vi 1 vídeo do Leandro Twin falando que seria uma estratégia, pensei em até agregar o proviron junto...valeu 

Sim, é possível. Mas  em sendo uma medicação, traz colaterais, como degeneração macular, obviamente, depois de certo tempo de uso (1). Eu não usaria por muito tempo.

(1) https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3205820/

  • Moderador
13 horas atrás, Leo_jitsu disse:

Pessoal alguém já fez uso de Anastrozol 1mg por semana para aumentar a testo? Vi 1 vídeo do Leandro Twin falando que seria uma estratégia, pensei em até agregar o proviron junto...valeu

Dios Mio......Sério isso???

Estratégia BEM arriscada e utilizada em situações bem INDIVIDUALIZADAS......

Usar isso pode te deixar Brocha se não tiver indicação......(foi o colateral mais comum e grave que lembrei para vc......)

  • 7 anos depois...

@Leo_jitsu, vou responder a pergunta do anastrozol com os números dos estudos, e depois preciso falar do RAD 140, porque você fechou o tópico dizendo que vai usar e ninguém comentou.

O anastrozol funciona, e é aí que está a armadilha

A estratégia tem lógica. Inibidor de aromatase derruba o estradiol, o estradiol é o principal freio sobre a hipófise, freio mais fraco significa mais LH, e mais LH significa mais testosterona.

E os números confirmam. Num estudo de um ano com 69 homens mais velhos, o anastrozol elevou a testosterona média de 319 para 524 nanogramas por decilitro em três meses. Aumento real e expressivo.

O problema é o que o mesmo estudo encontrou junto.

A densidade mineral óssea da coluna caiu no grupo do anastrozol em comparação com o placebo.

Leia de novo: a testosterona subiu quase 70 por cento e o osso piorou.

Isso parece contradição e não é, e entender o porquê resolve o assunto inteiro. Em homem, quem regula a massa óssea não é a testosterona. É o estradiol, produzido justamente pela aromatização da testosterona. Quando você bloqueia a aromatase, você aumenta o estoque da matéria prima e corta a produção do produto que o osso precisa.

O mesmo vale para outras coisas que as pessoas atribuem à testosterona e que na verdade dependem do estradiol depois da conversão: libido, função erétil e parte do efeito favorável sobre o perfil lipídico.

Por isso o @Apollo Galeno acertou ao avisar que pode deixar brocha. Não é exagero, é o mecanismo.

Ou seja, a estratégia entrega um número melhor no papel e cobra em desfecho real. Você passa a exibir uma testosterona bonita no exame enquanto perde osso e possivelmente libido. É provavelmente o exemplo mais claro que existe de tratar o marcador em vez da pessoa.

Isso não quer dizer que inibidor de aromatase nunca tenha lugar. Tem, em situações bem específicas, como homens obesos com estradiol comprovadamente alto e hipogonadismo secundário, com acompanhamento e com alvo de estradiol no meio da faixa, nunca no chão. Fora disso, o risco supera o ganho.

Sobre o proviron que você pensou em agregar

Aqui tem um erro de direção que vale corrigir.

A mesterolona é um androgênio, derivado da di-hidrotestosterona. Como todo androgênio, ela faz feedback negativo sobre o eixo e reduz o LH.

Então, num protocolo cujo objetivo declarado é aumentar a produção própria de testosterona, acrescentar proviron trabalha contra o objetivo. Ele derruba justamente o LH que o anastrozol estava tentando elevar.

Somar os dois não soma efeitos. Um desfaz parte do outro.

Sobre a referência do @Foston

Ele foi o único a trazer artigo, e isso merece crédito. Só um ajuste de peso das evidências: a questão ocular com inibidores de aromatase existe na literatura, mas é bem menos consolidada do que outros riscos. Efeitos de retina mais bem estabelecidos aparecem com o tamoxifeno, não com o anastrozol.

Em homem, os riscos com evidência mais sólida do uso de inibidor de aromatase são exatamente os dois que descrevi: perda óssea e disfunção sexual. São esses que eu colocaria no topo da lista.

Agora o RAD 140, que é o que mais me preocupa

Você encerrou dizendo que vai usar para ver o que acontece com os exames. Três coisas que você precisa saber antes.

A primeira é que ele nunca foi aprovado para uso humano em lugar nenhum do mundo. O desenvolvimento clínico dele foi descontinuado. Não existe dose estabelecida, não existe perfil de segurança definido, e não existe dado de uso prolongado.

A segunda é a hepatotoxicidade, e aqui os relatos são graves e específicos. Existem casos publicados de lesão hepática induzida por RAD 140. Num deles, um homem de 24 anos apresentou dor abdominal e icterícia após cinco semanas de uso, com padrão colestático e bilirrubina total chegando a 38,5 miligramas por decilitro, com biópsia hepática confirmando colestase. Em outro, um homem de 29 anos desenvolveu icterícia e alteração de enzimas após três meses de uso.

Trinta e oito de bilirrubina é um nível de icterícia profunda. Isso não é alteração discreta de enzima, é insuficiência hepática instalada, em pessoas jovens e saudáveis, em semanas.

A terceira, e é a mais irônica no contexto deste tópico: SARM não é isento de supressão. Essa é a principal lenda vendida sobre eles. O RAD 140 suprime o eixo, e de forma relevante.

Repare no que isso significa. Você abriu o tópico procurando um jeito de elevar a sua testosterona própria. E vai terminar usando uma substância que suprime exatamente essa produção, sem aprovação regulatória, com relatos de lesão hepática grave. É o oposto do objetivo inicial.

Some a isso um problema de origem: análises de produtos vendidos como SARM encontraram, em boa parte das amostras, ausência da substância declarada ou presença de outras substâncias não informadas no rótulo. Você não tem como saber o que está tomando.

O que realmente eleva testosterona

Vale a comparação, porque a lista é curta e nada glamourosa: perder gordura, se houver excesso; tratar apneia do sono, se houver; dormir sete a nove horas; treinar com carga progressiva; corrigir deficiência de vitamina D e de zinco, se existirem.

Nenhuma dessas custa osso, libido ou fígado. E se, com tudo isso em ordem, a testosterona seguir baixa em duas coletas matinais, aí existe um diagnóstico de verdade a ser feito por endocrinologista, com tratamento adequado e monitorado.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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