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Qual a opinião de vocês sobre o Cut Stack?

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Recentemente tive contato com conhecidos que compraram o Cut Stack da Gold Labs, gostaria de saber a opinião de alguém que já usou, como usou, quais foram as vantagens e desvantagens. 

Não pretendo fazer o uso do mesmo, estou em outro ciclo, mas confesso que fiquei bastante curioso devido o blend que vem no produto.

Editado em por eduhsa96

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  • Geralmente esses stacks ou blends vendidos não valem a pena. Dificilmente terão a concentração indicada pois é quimicamente inviável. Atualmente a droga com maior concentração vendida nas farmácia é o

  • Bruce Slajvic
    Bruce Slajvic

    Normalmente esse blends são subdosados ou muito subdosados. Não valem a pena.

  • Apollo Galeno
    Apollo Galeno

    Vale a pena citar tbm que por mais que vc misture as drogas todas para ficar dentro de um frasco ampola, as drogas em si possuem densidades diferentes (lembrar da aula da tia Cleusa do ensino medio on

  • Moderador

Geralmente esses stacks ou blends vendidos não valem a pena. Dificilmente terão a concentração indicada pois é quimicamente inviável. Atualmente a droga com maior concentração vendida nas farmácia é o durateston com 250mg/ml. O deposteron são 200mg/2ml. Propionato, stanozolol e masteron tem a mesma concentração de 100mg/ml porque é o que permite estes sais dentro do solvente usado. Como então, colocariam uma combinação de 300mg dentro dos mesmos 1ml usados anteriormente pra cada droga separada?

Stacks assim são bons somente para o laboratório que vende uma quantidade menor de droga a um preço mais alto para pessoas que querem evitar grandes volumes de aplicação ou mais de 1 aplicação por vez. 

Resultado é possível ter pois haverá alguma concentração de esteroide no vial, mas longe de ser a concentração indicada no rótulo. 

  • Moderador
17 horas atrás, Locemar disse:

Geralmente esses stacks ou blends vendidos não valem a pena. Dificilmente terão a concentração indicada pois é quimicamente inviável. Atualmente a droga com maior concentração vendida nas farmácia é o durateston com 250mg/ml. O deposteron são 200mg/2ml. Propionato, stanozolol e masteron tem a mesma concentração de 100mg/ml porque é o que permite estes sais dentro do solvente usado. Como então, colocariam uma combinação de 300mg dentro dos mesmos 1ml usados anteriormente pra cada droga separada?

Stacks assim são bons somente para o laboratório que vende uma quantidade menor de droga a um preço mais alto para pessoas que querem evitar grandes volumes de aplicação ou mais de 1 aplicação por vez. 

Resultado é possível ter pois haverá alguma concentração de esteroide no vial, mas longe de ser a concentração indicada no rótulo. 

Vale a pena citar tbm que por mais que vc misture as drogas todas para ficar dentro de um frasco ampola, as drogas em si possuem densidades diferentes (lembrar da aula da tia Cleusa do ensino medio onde um sobe e outro desce , etc)....ou seja....quando vc for aspirar aspira mais de uma do que de outra devido diferenciação de densidade.

 

Em 05/05/2020 em 10:48, Apollo Galeno disse:

Vale a pena citar tbm que por mais que vc misture as drogas todas para ficar dentro de um frasco ampola, as drogas em si possuem densidades diferentes (lembrar da aula da tia Cleusa do ensino medio onde um sobe e outro desce , etc)....ou seja....quando vc for aspirar aspira mais de uma do que de outra devido diferenciação de densidade.

É por isso que blends assim fariam mais sentido se fossem comercializados em ampolas de 1ml não em frascos. Independentemente da densidade diferente, a ampola toda seria consumida de qualquer forma.

Na minha época descabeçada (ou nem tanto), eu guardava o frasco de stano da landerlan que era de 30ml pra fazer meu blend caseiro com testo e trembo que eu comprava de outro fabricante e apenas colocava ali dentro para ser mais fácil de guardar/esconder/carregar.

Como as densidades eram diferentes e a cor da trembo destacava fácil da testo por ser bem avermelhada, eu usava uma agulha maior e inclinava o frasco caso precisasse para pegar cada uma separada. Foi o único blend até hoje que botei fé.

  • 6 anos depois...

@eduhsa96, a conclusão prática que você recebeu está certa, blends desses laboratórios costumam mesmo não valer a pena. Mas as duas explicações químicas dadas aqui não se sustentam, e vale corrigir porque elas circulam bastante no meio.

A primeira é a ideia de que 300 mg por mililitro seria quimicamente inviável, e de que 100 mg/ml seria o teto que o solvente permite.

Não é. E existe um contraexemplo dentro do próprio argumento: o @Locemar citou que o durateston é 250 mg/ml. Se 100 fosse o teto físico, o durateston não existiria.

O que acontece de verdade é o seguinte. Ésteres de testosterona não são sais, são ésteres lipossolúveis, e eles ficam dissolvidos em óleo vegetal com cossolventes, tipicamente álcool benzílico e benzoato de benzila. É a proporção de cossolvente que define até onde dá para concentrar. Aumentando o benzoato de benzila, por exemplo de 20 para 30 por cento com redução proporcional do óleo, dá para levar a concentração bem acima de 100 mg/ml. Há formulações descritas de 175 a 400 mg/ml, e produtos que chegam a números ainda maiores.

Então 300 mg/ml num blend é perfeitamente possível. O que existe são custos práticos, e eles são reais: soluções muito concentradas ficam supersaturadas e podem cristalizar quando expostas ao frio, e a proporção maior de cossolvente aumenta bastante a ardência e a irritação no local da aplicação. É por isso que 100 mg/ml virou o padrão de conforto da indústria, e não porque a química impeça.

A segunda correção é a da densidade, e essa está claramente equivocada. A ideia de que os compostos se separariam dentro do frasco por diferença de densidade, fazendo você aspirar mais de um do que de outro, não se aplica aqui.

O motivo é que uma vez dissolvidos no óleo, os três compostos formam uma solução verdadeira, ou seja, uma mistura homogênea em nível molecular. Substâncias dissolvidas não se estratificam por densidade. Estratificação acontece com líquidos imiscíveis, como água e óleo, ou com partículas sólidas em suspensão, que decantam. Não é o caso de esteroide dissolvido em óleo. Se fosse, o durateston, que tem quatro ésteres num único frasco, teria o mesmo problema, e a bula precisaria mandar agitar antes de usar.

@Bruce Slajvic, sobre o seu blend caseiro, uma explicação alternativa: a trembolona realmente tem cor avermelhada característica, e o que você observou era muito provavelmente dois óleos despejados um sobre o outro que ainda não tinham se misturado por difusão. Óleo em óleo se mistura, só que devagar quando ninguém agita. Depois de homogeneizado, ele não volta a se separar. A sua solução de inclinar o frasco funcionava porque você estava aspirando de camadas ainda não misturadas, não porque houvesse separação permanente.

Agora, o motivo REAL pelo qual esses blends costumam decepcionar, e nisso vocês três estão certos: subdosagem. Só que ela não vem da química, vem da ausência de controle de qualidade. Não há verificação de matéria-prima, não há ensaio de teor, não há liberação de lote. O rótulo é uma promessa, não uma medida. E o blend piora esse problema porque, em vez de um teor incerto, você tem três incertos ao mesmo tempo, e não tem como saber qual deles ficou baixo.

Um ponto prático que ninguém tocou e que importa se algum dia você considerar um Cut Stack. Esses produtos costumam combinar propionato de testosterona, acetato de trembolona e propionato de drostanolona, todos ésteres curtos. Isso significa aplicação em dias alternados ou diária, sem exceção, porque com meia-vida curta uma aplicação semanal produz picos e vales enormes. E tem uma consequência hormonal: dos três, só a testosterona aromatiza, e ela costuma vir na menor proporção do frasco. O resultado frequente é estradiol muito baixo, com dor articular, libido no chão e ressecamento, sintomas que as pessoas atribuem à trembolona quando na verdade é falta de estrogênio.

E, por serem três ésteres curtos com bastante cossolvente, a ardência local desses blends é notória. Não é sinal de qualidade nem de falsificação, é a formulação.

A sua decisão de não usar agora, já que está em outro ciclo, é a correta. Curiosidade sobre a composição é legítima e a resposta é essa: a química permite, o controle de qualidade é que não existe.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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