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Ciclo curto (CUTTING) - 6 semanas - Stanozolol + Enantato de testosterona

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O @Soul. fez nesse tópico a observação farmacológica mais precisa da conversa, e ela merece ser confirmada, porque continua valendo e quase ninguém sabe.

Ele disse que a efedrina e o clembuterol fecham os mesmos receptores beta adrenérgicos, e que por isso alternar um no período off do outro não traz vantagem, porque não há o descanso necessário para os receptores.

Está correto. Os dois são simpaticomiméticos que agem sobre os mesmos receptores beta, e a tolerância que aparece em poucas semanas de uso vem justamente da redução da sensibilidade desses receptores. Alternar entre duas substâncias que ocupam a mesma via não dá folga a nada: para o receptor, é uso contínuo.

A conclusão prática dele também estava certa: escolher um dos dois, e usar o intervalo como intervalo de verdade.

Agora a justificativa que o @Bernardo1 deu para manter o clembuterol, que era usá-lo não só para reduzir gordura mas para manter o anabolismo muscular.

O efeito anabólico do clembuterol está bem demonstrado, mas em animais de produção, que é onde ele foi estudado a fundo e onde é usado. Em pessoas, a evidência de preservação de massa magra é fraca.

E há um custo que precisa entrar na conta: nos modelos animais, o clembuterol produz hipertrofia do músculo cardíaco e alteração fibrótica. Não é um efeito colateral de bula distante, é o efeito mais estudado dele fora do músculo esquelético.

Somando: o benefício muscular alegado é o menos comprovado, e o custo cardíaco é o mais comprovado.

Agora um ponto que ninguém comentou e que me preocupa mais do que tudo no relato dele.

Ele escreveu que as cãibras estavam suaves porque tinha voltado a usar Slow K, que tinha guardado na caixa de remédios.

Slow K é cloreto de potássio, e é medicamento de prescrição. Tomá-lo por conta, para tratar cãibra, sem dosar o potássio, é arriscado nos dois sentidos.

O clembuterol realmente empurra potássio para dentro das células e derruba o potássio do sangue, então a intenção fazia sentido. O problema é o excesso: potássio alto produz arritmia, e os sintomas iniciais dele são praticamente os mesmos do potássio baixo, ou seja, fraqueza muscular, formigamento e palpitação.

Ou seja, quem se guia por sintoma não consegue distinguir se está corrigindo ou piorando. O exame é sódio, potássio e creatinina, custa pouco, e é ele que diz se há o que repor.

E há um agravante no dia que ele descreveu: 400 mg de cafeína, clembuterol e aeróbico em jejum, tudo na mesma manhã. Quatrocentos miligramas de cafeína já é o limite diário considerado seguro para adulto saudável, tomado de uma vez, somado a um beta agonista.

Os sinais de parar e procurar atendimento: palpitação que não passa, batimento irregular, dor no peito, falta de ar, cãibra intensa, fraqueza muscular importante e sensação de desmaio.

Respondendo ao @Ricardo13, que perguntou em 2015 e nunca foi respondido.

Ele contou que teve uma febre forte na segunda semana de enantato. Febre depois de aplicação não é efeito esperado da testosterona e merece atenção. As duas hipóteses principais são infecção no local, que vem com vermelhidão que se expande, calor e dor que piora a partir do terceiro dia, e reação sistêmica ao veículo ou ao produto.

Em qualquer das duas, é avaliação médica no mesmo dia, e é preciso informar ao médico exatamente o que foi aplicado, porque sem isso o quadro não faz sentido para quem está atendendo.

Sobre a afirmação do @jonaspaixao de que o stanozolol acaba com as articulações, ele tem razão no fenômeno e vale a explicação.

O stanozolol não aromatiza. Ou seja, ele não gera estradiol. E estradiol tem papel no conforto articular, na lubrificação e na síntese de colágeno. Usar um androgênio que não aromatiza, ainda mais em dose alta e associado a corte calórico, costuma produzir exatamente a queixa de articulação seca e dolorida.

Onde eu discordo dele é no resto. Ele sugeriu subir a testosterona para pelo menos 600 mg e acrescentar deca num protocolo de corte, argumentando que corte é para perder gordura e não retenção. A nandrolona é 19 nor, com atividade progestogênica que eleva prolactina, e o que ela faz por articulação é aliviar a dor, não fortalecer o tendão. Ou seja, ela apaga o aviso que impediria o excesso de carga.

Sobre a sugestão do @teteumendes, de clembuterol com T3, e o exemplo que ele citou.

O T3 exógeno em pessoa com tireoide normal desliga a produção própria, e a perda de peso que ele produz inclui gordura, massa muscular e massa óssea ao mesmo tempo. Combinado com clembuterol, soma-se estímulo adrenérgico a um estado equivalente a hipertireoidismo leve, e o risco cardíaco é o ponto de encontro dos dois.

E vale dizer, com respeito, que o exemplo escolhido não sustenta o argumento: o rapaz citado morreu aos 22 anos de parada cardíaca, e a autópsia apontou um defeito cardíaco congênito. Uma morte súbita jovem é o contrário de um endosso de protocolo.

Duas correções menores.

A primeira é sobre o endomorfo do primeiro post. Os somatotipos vêm de uma classificação dos anos 1940, feita por observação visual, sem consistência entre avaliadores, e foram abandonados porque não predizem resposta metabólica nem resposta a dieta. O que ele descreveu, ganhar muita gordura no bulk, tem explicação mais simples e modificável: o tamanho do superávit. Superávit de 250 a 350 kcal produz ganho lento e limpo; superávits maiores produzem o que ele descreveu.

A segunda é sobre a oxandrolona em 60 a 80 mg por dia sugerida no início. A bula vai de 2,5 a 20 mg, e os 20 mg são o teto. Além disso, a resposta não cresce proporcionalmente à dose, porque os receptores saturam, enquanto a sobrecarga hepática e a queda de HDL continuam subindo.

E, sobre o comentário de que ele deveria entrar logo em blast e cruise, a resposta que ele mesmo deu foi a mais lúcida do tópico: quero ter filhos e prezo pela minha produção de espermatozoides.

Vale acrescentar o dado que fundamenta isso. Testosterona exógena suprime a espermatogênese, e a recuperação após uso contínuo prolongado leva de seis meses a dois anos, com uma minoria que não recupera totalmente. Ele estava certo, e a decisão dele foi a mais bem fundamentada que apareceu aqui.

Por fim, para o @Bils, que contou ter perdido 34 kg em seis meses e ficado com pele sobrando: a retração é parcial e leva de um a dois anos, e depois de uma perda dessa magnitude é frequente sobrar excesso que não retrai. Se isso acontecer, não é falta de paciência: existe indicação médica de dermolipectomia quando há repercussão funcional. Trinta e quatro quilos em seis meses é uma conquista enorme, e vale saber disso antes para não se frustrar depois.

Para quem quiser entender quais exames costumam entrar antes, durante e depois, e o que cada um responde, o site tem um orientador de protocolo hormonal simulado em https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ . A saída é simulada e serve como rascunho de estudo, não como prescrição.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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  • kkkkkk   roacutan é o unico remédio que funcionou comigo tbm, incrivel como a isotretinoina funciona bem...

  • meu camarada ele fez isso em 2013...

  • Bernardo1
    Bernardo1

    Acertos finais na dieta, queria começar hoje. Estou pensando ainda... O treino já está OK pra essas 6 semanas... Com foco no treino de pernas e redução de BF.   Segue a dieta atualizada 17/06/13

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