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HCG p/Humanos e Veterinário - BULAS e Sugestões

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1 minuto atrás, Locemar disse:

Eu não entendi a sua dúvida da água. Se vc nao mistura-la ao pó, como vai injetar a substância??

É que é comum ser falado por ai que apos diluir o HCG na agua salina (que acompanha o HCG), deve ser misturar com agua bactério estática também para melhor conservar o produto quando congelado. Acha besteira?

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  • Pois eh, estranhamente comprei pensando ser veterinário... mas esse ai não é. Quando peguei a caixa vi que eh para humanos, será que pode ser falsificado? Parece autentico... da uma olhada na caixa e

  • As imagens nao carregaram.

  • estranho cara, aqui carregou de boas... vc ta no PC?, pedi um amigo meu para abrir na casa dele deu para ver de boas

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  • 2 anos depois...

Desculpem por desenterrar esse tópico. Mas estava com essa dúvida e achei ele no google. Alguém saberia me dizer porque na bula desse Choriomon-M está dizendo que não é recomendado o uso em homens?? Será que esse M significa que é só para mulheres e seia diferente do Choriomon sem M. Será que traz problemas maiores para homens?

  • 8 anos depois...

@WMonstro, este tópico tem vinte mil visualizações e é um dos primeiros resultados de quem pesquisa gonadotrofina veterinária, então preciso corrigir uma orientação que ficou registrada aqui e que pode inutilizar o produto de quem seguir.

Foi dito que você pode guardar no congelador depois de fazer a mistura da gonadotrofina com a água.

Não congele.

A gonadotrofina coriônica é uma glicoproteína, ou seja, uma molécula grande cuja atividade depende da estrutura tridimensional dela. Ciclos de congelamento e descongelamento danificam essa estrutura, e proteína desnaturada perde atividade. A orientação de armazenamento da solução reconstituída é geladeira, entre dois e oito graus, protegida da luz, com validade da ordem de trinta a sessenta dias conforme o diluente usado.

E existe um segundo motivo, que responde diretamente a sua outra pergunta.

Você perguntou se a água bacteriostática é realmente necessária, e mencionou ter visto um relato de alguém que congelou as seringas bem higienicamente e não deu nada. Ninguém respondeu isso, então respondo.

É necessária, sim, se você for guardar o frasco e usar em mais de uma vez.

A diferença entre a água bacteriostática e a água estéril comum é a presença de álcool benzílico, que é um conservante. Ele é o que impede a multiplicação bacteriana ao longo dos dias em que o frasco fica sendo perfurado. Água estéril não tem conservante nenhum, e por isso só serve para uso imediato.

E aqui está o ponto que desfaz a lógica do congelamento. Congelar não elimina bactéria. Ele apenas interrompe a multiplicação delas enquanto está congelado, e ela recomeça no descongelamento. Ou seja, o congelador não substitui o conservante, e ainda destrói o hormônio. É o pior dos dois mundos.

Sobre guardar em seringa, que também aparece aqui, não faria. Proteína em solução tende a aderir à parede plástica da seringa, o que reduz a quantidade que se aplica de fato. Além disso, seringa pré preenchida guardada por dias tem mais superfície de contato e mais oportunidade de contaminação do que um frasco fechado com tampa de borracha. O correto é guardar o frasco reconstituído na geladeira e aspirar na hora de aplicar.

Agora sobre a pergunta que abriu o tópico, que era qual dos dois usar.

O @Locemar respondeu corretamente. Chorulon também é veterinário. Os dois são.

E vale desfazer a confusão que você teve ao ver a caixa e achar que era para humanos. Isso não indica falsificação. É que a gonadotrofina coriônica é o mesmo hormônio, e a apresentação das embalagens veterinárias às vezes traz informação técnica que se parece com bula humana. O que define não é o texto, é o registro do produto.

E é aí que está a resposta que o tópico não deu.

A pergunta certa não é qual dos dois veterinários usar. É que existe gonadotrofina coriônica de uso humano registrada no Brasil, e é ela que se usaria se essa fosse a decisão.

O motivo não é preconceito com veterinária. Injetável de uso humano é fabricado sob exigências específicas de esterilidade, de controle de endotoxinas, de teor do princípio ativo e de rastreabilidade de lote, voltadas para aplicação em pessoas. Produto veterinário segue outro conjunto de exigências, e a bula dele não responde por uso humano. Quando algo dá errado, não existe registro sanitário que ampare nem a quem recorrer.

E há um detalhe que torna isso mais concreto no caso da gonadotrofina do que em outros produtos. Como é uma proteína, a atividade depende de refrigeração correta desde a fabricação, durante todo o transporte e o armazenamento. Numa cadeia informal, ninguém acompanhou isso. Então, além do risco de teor, existe o risco de você aplicar um produto que simplesmente perdeu atividade, e concluir que a dose estava baixa.

Um último ponto, sobre a origem da confusão de unidades que costuma acompanhar esse assunto e que vale para quem lê.

A marcação da seringa de insulina não mede unidades de gonadotrofina. Ela mede unidades de insulina, que são apenas uma escala de volume, em que cem unidades correspondem a um mililitro. Ou seja, cinquenta na seringa significa meio mililitro de qualquer líquido que esteja ali dentro.

Quantas unidades internacionais existem nesse meio mililitro depende exclusivamente de quanto diluente foi usado. Com cinco mil unidades diluídas em um mililitro, meio mililitro tem duas mil e quinhentas. Se o mesmo frasco for diluído em dois mililitros, o mesmo traço entrega mil duzentos e cinquenta.

Isso parece óbvio depois de explicado, mas é uma das origens mais comuns de erro de dose por aqui, porque as pessoas trocam receita de quantos traços aplicar sem informar em quanto diluíram. Sempre que alguém disser um número de traços, a pergunta seguinte tem que ser em quanto foi diluído.

E vale registrar o que a gonadotrofina faz e o que ela não faz, já que o contexto de uso aqui é sempre o mesmo. Ela age no testículo, estimulando as células de Leydig, e ajuda a preservar volume e função durante o uso de androgênio externo. Ela não age no cérebro, então não impede a supressão de LH e FSH, e não substitui a terapia pós ciclo nem a verificação laboratorial depois.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

@WMonstro, este tópico tem vinte mil visualizações e é um dos primeiros resultados de quem pesquisa gonadotrofina veterinária, então preciso corrigir uma orientação que ficou registrada aqui e que pode inutilizar o produto de quem seguir.

Foi dito que você pode guardar no congelador depois de fazer a mistura da gonadotrofina com a água.

Não congele.

A gonadotrofina coriônica é uma glicoproteína, ou seja, uma molécula grande cuja atividade depende da estrutura tridimensional dela. Ciclos de congelamento e descongelamento danificam essa estrutura, e proteína desnaturada perde atividade. A orientação de armazenamento da solução reconstituída é geladeira, entre dois e oito graus, protegida da luz, com validade da ordem de trinta a sessenta dias conforme o diluente usado.

E existe um segundo motivo, que responde diretamente a sua outra pergunta.

Você perguntou se a água bacteriostática é realmente necessária, e mencionou ter visto um relato de alguém que congelou as seringas bem higienicamente e não deu nada. Ninguém respondeu isso, então respondo.

É necessária, sim, se você for guardar o frasco e usar em mais de uma vez.

A diferença entre a água bacteriostática e a água estéril comum é a presença de álcool benzílico, que é um conservante. Ele é o que impede a multiplicação bacteriana ao longo dos dias em que o frasco fica sendo perfurado. Água estéril não tem conservante nenhum, e por isso só serve para uso imediato.

E aqui está o ponto que desfaz a lógica do congelamento. Congelar não elimina bactéria. Ele apenas interrompe a multiplicação delas enquanto está congelado, e ela recomeça no descongelamento. Ou seja, o congelador não substitui o conservante, e ainda destrói o hormônio. É o pior dos dois mundos.

Sobre guardar em seringa, que também aparece aqui, não faria. Proteína em solução tende a aderir à parede plástica da seringa, o que reduz a quantidade que se aplica de fato. Além disso, seringa pré preenchida guardada por dias tem mais superfície de contato e mais oportunidade de contaminação do que um frasco fechado com tampa de borracha. O correto é guardar o frasco reconstituído na geladeira e aspirar na hora de aplicar.

Agora sobre a pergunta que abriu o tópico, que era qual dos dois usar.

O @Locemar respondeu corretamente. Chorulon também é veterinário. Os dois são.

E vale desfazer a confusão que você teve ao ver a caixa e achar que era para humanos. Isso não indica falsificação. É que a gonadotrofina coriônica é o mesmo hormônio, e a apresentação das embalagens veterinárias às vezes traz informação técnica que se parece com bula humana. O que define não é o texto, é o registro do produto.

E é aí que está a resposta que o tópico não deu.

A pergunta certa não é qual dos dois veterinários usar. É que existe gonadotrofina coriônica de uso humano registrada no Brasil, e é ela que se usaria se essa fosse a decisão.

O motivo não é preconceito com veterinária. Injetável de uso humano é fabricado sob exigências específicas de esterilidade, de controle de endotoxinas, de teor do princípio ativo e de rastreabilidade de lote, voltadas para aplicação em pessoas. Produto veterinário segue outro conjunto de exigências, e a bula dele não responde por uso humano. Quando algo dá errado, não existe registro sanitário que ampare nem a quem recorrer.

E há um detalhe que torna isso mais concreto no caso da gonadotrofina do que em outros produtos. Como é uma proteína, a atividade depende de refrigeração correta desde a fabricação, durante todo o transporte e o armazenamento. Numa cadeia informal, ninguém acompanhou isso. Então, além do risco de teor, existe o risco de você aplicar um produto que simplesmente perdeu atividade, e concluir que a dose estava baixa.

Um último ponto, sobre a origem da confusão de unidades que costuma acompanhar esse assunto e que vale para quem lê.

A marcação da seringa de insulina não mede unidades de gonadotrofina. Ela mede unidades de insulina, que são apenas uma escala de volume, em que cem unidades correspondem a um mililitro. Ou seja, cinquenta na seringa significa meio mililitro de qualquer líquido que esteja ali dentro.

Quantas unidades internacionais existem nesse meio mililitro depende exclusivamente de quanto diluente foi usado. Com cinco mil unidades diluídas em um mililitro, meio mililitro tem duas mil e quinhentas. Se o mesmo frasco for diluído em dois mililitros, o mesmo traço entrega mil duzentos e cinquenta.

Isso parece óbvio depois de explicado, mas é uma das origens mais comuns de erro de dose por aqui, porque as pessoas trocam receita de quantos traços aplicar sem informar em quanto diluíram. Sempre que alguém disser um número de traços, a pergunta seguinte tem que ser em quanto foi diluído.

E vale registrar o que a gonadotrofina faz e o que ela não faz, já que o contexto de uso aqui é sempre o mesmo. Ela age no testículo, estimulando as células de Leydig, e ajuda a preservar volume e função durante o uso de androgênio externo. Ela não age no cérebro, então não impede a supressão de LH e FSH, e não substitui a terapia pós ciclo nem a verificação laboratorial depois.

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