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Cálculo do IMC

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Eu sempre fui um pouco resistente para adicionar um cálculo de IMC no meu site, visto pelo fato de que pessoalmente acho isso impreciso demais.

No caso das pessoas aqui do fórum, que são pessoas que tem uma quantidade de massa muscular maior do que a maioria padrão, isso notadamente não funciona, no caso de crianças e adolescentes também não é indicado o uso na sua forma tradicional, e também já existe estudos que apontam que no caso dos idosos também não é aconselhável o uso no formato padrão.

Mas a OMS ainda indica isso e é bem utilizado, portanto eu criei apenas por esse motivo, e quem quiser utilizar, ela está disponível no link abaixo junto com as referências do que citei acima:

imc.JPG

  • 3 anos depois...
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    É bem impreciso para fisiculturistas, mas não deixa de ser um parâmetro simples para uma análise preliminar de saúde. 😅

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  • Moderador
Em 30/06/2016 em 11:50, Mestre disse:

Eu sempre fui um pouco resistente para adicionar um cálculo de IMC no meu site, visto pelo fato de que pessoalmente acho isso impreciso demais.

É bem impreciso para fisiculturistas, mas não deixa de ser um parâmetro simples para uma análise preliminar de saúde.

😅

  • 7 anos depois...

@Mestre e @fisiculturismo, os dois estão certos, e existe uma frase que concilia as duas posições: o índice de massa corporal nunca foi feito para indivíduos.

De onde ele veio

Ele foi criado na década de 1830 pelo belga Adolphe Quetelet, que era matemático e estatístico, não médico, e o objetivo era descrever populações. Ele chamou aquilo de índice do homem médio.

Foi Ancel Keys, em 1972, quem o popularizou no meio científico, e ele foi explícito: recomendou o índice como ferramenta epidemiológica, para comparar grupos, e não como instrumento de diagnóstico individual.

Ou seja, ele funciona bem para dizer o que acontece com dez mil pessoas e funciona mal para dizer o que acontece com uma. Mestre está certo sobre o indivíduo, fisiculturismo está certo sobre o uso populacional, e não há contradição.

O erro famoso e o erro frequente

O caso do fisiculturista é o mais citado: alguém com 1,80 metro e 100 quilos tem índice de 30,9, que cai na faixa de obesidade, podendo estar com 8 por cento de gordura. Falso positivo clássico.

Mas existe o erro inverso, que é muito mais comum e quase nunca é mencionado.

Chama-se obesidade com peso normal: pessoa com índice dentro da faixa saudável, mas com percentual de gordura alto e massa muscular baixa. Acontece bastante em sedentários e é frequente em idosos, onde ganha o nome de obesidade sarcopênica.

Essa pessoa recebe um resultado tranquilizador do índice e tem risco metabólico real.

Ou seja, o índice erra em alguns fisiculturistas e erra em muito mais sedentários. O falso negativo é o problema maior, porque ele não gera alarme e não leva ninguém ao médico.

Duas limitações matemáticas que quase ninguém comenta

A primeira é que ele divide o peso pela altura ao quadrado, e o corpo humano não escala assim. Isso faz o índice superestimar sistematicamente pessoas altas e subestimar pessoas baixas.

A segunda é que os pontos de corte foram derivados de populações europeias. A própria Organização Mundial da Saúde reconhece que, em populações asiáticas, o risco metabólico aumenta em valores mais baixos, e sugere pontos de atenção em torno de 23 e 27,5 em vez de 25 e 30.

O que usar no lugar, e é simples

Circunferência de cintura. Ela reflete gordura visceral, que é a metabolicamente ativa, e prevê risco cardiovascular melhor que o índice de massa corporal. Pontos de corte usuais: 94 centímetros para homens e 80 para mulheres.

E a melhor de todas, na minha opinião, pela simplicidade: a relação entre cintura e estatura.

A regra é uma frase só: a sua cintura deve medir menos que a metade da sua altura.

Se você tem 1,80 metro, a cintura deve ficar abaixo de 90 centímetros. Se tem 1,60, abaixo de 80.

Essa relação funciona bem para homens e mulheres, para diferentes idades e para diferentes etnias, e em vários estudos ela superou o índice de massa corporal como preditor de risco. E não precisa de tabela, nem de calculadora, nem de balança. Precisa de uma fita métrica e de saber dividir por dois.

Para quem treina, aliás, ela resolve justamente o problema que o Mestre apontou: ela não pune ninguém por ter músculo, porque músculo não fica na cintura.

Sugestão, @Mestre: se um dia quiser acrescentar outro cálculo ao site, esse seria o mais útil, e é ainda mais simples de programar.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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