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Oxandrolona - 1 ciclo: 40 mg por dia

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4 horas atrás, jujuliana1999 disse:

por que não pode fazer o ciclo enquanto faz o uso de anticoncepcional?

Não é que "não pode". A questão é que o risco de trombose (e morte por consequência) aumenta absurdamente. Há quem arrisque usar ambas as substâncias concomitantemente, há quem faça o uso desta forma com exames em intervalos curtos (não seria mais fácil suspender o contraceptivo?).

Ademais, contraceptivos são contraproducentes para meninas que querem ganhar massa muscular. Ainda que veja por aí coaches famosos dizendo que não prejudica.

O raciocino é simples: muculos, em parte, são testosterona dependentes: qualquer pessoa, de qualquer sexo em exercício resistido se aumentar a testosterona vai ganhar mais massa muscular. Tenha em mente que mulheres já tem pouca testosterona e o contraceptivo oral vai zerar essa já pouca testosterona: é como andar com o carro com o freio-de-mão puxado.  Sem falar nos ricos de câncer de mama e a libido zerada por conta do contraceptivo.

 

 

 

  • 2 semanas depois...
Em 06/02/2017 em 00:21, monstrinha20 disse:

Boa noite galerinha, estou com um projeto de fazer 1 ciclo de Oxandrolona.

Já treino há 4 anos, faço dietinha, estou com bf 19% atualmente!  Fui orientada a tomar 40mg/dia, gostaria de saber sobre experiências de vocês com a Oxad, e se 40mg é muito para começar tomando no 1 ciclo !?

pra mulher essa dose é loucura, tu vai virilizar absurdamente e perder muito cabelo. Comece com 5mg  e se nao tiver colaterais pesados vai aumentando até  20 no máximo

  • 3 anos depois...

jujuliana1999, a sua pergunta é ótima e a resposta que ficou no tópico mistura uma coisa certa com duas que precisam de ajuste. Como essa dúvida aparece direto, vale destrinchar.

O que está certo é o risco de trombose. Anticoncepcional combinado, que é o que tem estrogênio, aumenta o risco de trombose por conta própria. Esteroides orais alquilados também mexem em fatores de coagulação e derrubam o HDL. Somar os dois empilha risco na mesma direção, e isso é motivo real de cautela.

O que precisa de ajuste é a ideia de que o contraceptivo zera a testosterona da mulher. Ele não zera. O que acontece é que o anticoncepcional combinado aumenta bastante a SHBG, que é a proteína que carrega os hormônios no sangue, e com mais carregador sobra menos testosterona livre. É um efeito real e mensurável, mas está longe de zerar. E, importante: quando se olha o que a pesquisa mostra sobre ganho de força e de massa muscular em mulheres usando anticoncepcional comparadas com as que não usam, os resultados não mostram prejuízo consistente. Ou seja, é uma variável, não é um freio de mão.

E o terceiro ponto é o mais sério de todos, e ele vem lá de 2017. Foi dito no tópico que hormônio derivado de testosterona anula o efeito do contraceptivo, e a autora original suspendeu o anticoncepcional por causa disso, dias antes de começar a oxandrolona. Isso não tem sustentação, e a orientação é perigosa pelo motivo exatamente oposto ao que se imaginou: a oxandrolona atravessa a placenta e viriliza feto feminino. Ou seja, durante o uso, contracepção eficaz é mais necessária, e não menos. Sair do método justo nesse período é o pior momento possível.

O caminho que resolve as duas preocupações ao mesmo tempo existe e ninguém mencionou: conversar com o ginecologista sobre um método sem estrogênio. DIU de cobre, DIU hormonal ou pílula só de progestagênio mantêm a proteção contraceptiva sem o componente estrogênico que puxa o risco de trombose para cima. Isso é bem melhor do que a escolha entre correr risco de coágulo ou correr risco de gravidez durante o uso de uma substância teratogênica.

Aproveitando o tópico, dois ajustes no que ficou registrado ali atrás, porque ele continua sendo lido.

Sobre a TPC que sugeriram para ela com clomifeno e tamoxifeno, o Micael acertou o essencial. Clomifeno em mulher é indutor de ovulação e não tem a mesma função que tem no homem, e não faz sentido usar como recuperação de ciclo. Só não concordo com a alternativa proposta: tribulus terrestris não tem evidência de elevar hormônio em humanos, e os estudos em animais citados na época não se confirmaram em gente.

E sobre a dose, o leandropirulito está com a razão. Quarenta miligramas por dia para mulher é muito, e o problema nem é só a virilização visível. É que o excedente da dose vai quase todo para o custo, principalmente para a queda do HDL, e quase nada para o ganho. A faixa que faz sentido em mulher começa em 5 a 10 mg, e mesmo aí valendo a regra que não muda: rouquidão ou alteração no clitóris significam parar, porque esses dois não regridem.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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