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Deposteron + Oxandrolona: críticas construtivas

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Fala rapazeada,
Avaliações para o primeiro ciclo? Algo a alterar?

·        Idade: 21 anos

·        Peso: 80kg

·        Altura: 1,72m

·        Medidas:
Braço direito contraído: 40cm
Braço esquerdo contraído: 39cm
Braço direito relaxado: 38,5cm
Braço esquerdo relaxado:38cm
Antebraço direito: 33cm
Antebraço esquerdo: 32cm
Peito: 106cm
Abdômen: 80cm
Coxa direita: 56cm
Coxa esquerda: 56cm
Panturrilha direita: 39cm
Panturrilha esquerda: 39cm

·        BF: Em torno de 12% (apenas vendo por foto)

·        Tempo de Treino: 5 anos de treino (2 anos de treino intenso e dieta regrada)

·        Ciclo:

1-8 Cipionato de Testosterona 400mg/semana (Uma aplicação a cada três dias)
4-6 Oxandrolona 60mg/tsd (Dividir o máximo possível, não sei se vou pegar 20mg ou 10mg)
6-8 Oxandrolona 80mg/tsd
1-8 Anastrozol 0,5mg/ds3dn, diminuindo o intervalo caso sinta necessidade

·        TPC:
10 Tamoxifeno 40mg/tsd
11 Tamoxifeno 20mg/tsd

·        Suplementação:
Creatina 5g/dia

·        Macros dieta:
2550kcal
287g carb
191g prot
71g fat
7L água/dia

·        Vitaminas:
1000mg Vit C
5000UI Vit D em refeições com gordura
400UI Vit E em refeições com gordura

·        Fotos atuais:

 Costas.JPG Costas

Frente sem contração.JPG Frente sem contração

Lado 2.JPG Lado esquerdo

Lado.JPG Lado direito

·        Dúvidas:

Usar HCG? 500UI por semana dividos em 2 aplicações?
Iniciar a TPC após quantos dias da ultima aplicação? 20?
Meu ombro na minha opinião já é muito avantajado em relação ao resto do meu corpo, seria melhor eu dar ênfase nas pernas e aplicar apenas nos vastos?
Necessário algum hepatoprotetor?
400mg/sem é muito para o primeiro ciclo?
Críticas construtivas?

·        Mais informações:

Sou diabético e uso cerca de 40UI de slin ultra-rápida por dia.
Testo atual(sou natural): Em torno de 1100, mas foi medido no meio do ano passado.

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  • Thobias Toledo
    Thobias Toledo

    Na minha opinião: HCG essencial, nessa dosagem mesmo que você citou Quantidade de drogas correto Não precisa de hepatoprotetor TPC 3 a 4x a meia vida da droga mais longa entre 20/2

Imagens Postadas

Na minha opinião:

HCG essencial, nessa dosagem mesmo que você citou

Quantidade de drogas correto

Não precisa de hepatoprotetor

TPC 3 a 4x a meia vida da droga mais longa entre 20/25 dias

Entra com HCG durante o ciclo todo e retira quando der 18 dias após a última aplicação do cipionato

Usa Maca Peruana, dá um gás foda, muito melhor que tribulus

Tamox sozinho e pronto, não precisa de clomifeno

Leia Dudu Haluch, ele ensina TPC direitinho, e Leandro Twin tambem.

Bons ganhos fella

  • 8 anos depois...

@João de Oliveira, você pediu crítica construtiva e organizou o relato melhor do que a média absoluta daqui, com medidas, macros e dúvidas listadas. Vou responder cada pergunta. Mas antes preciso tratar da informação que você colocou por último e que devia ter organizado toda a discussão, porque ela passou em branco na única resposta que você recebeu.

Você é diabético e usa cerca de quarenta unidades de insulina ultrarrápida por dia.

Isso não é um detalhe de fundo. É o item mais importante do seu tópico, e ele muda a conduta de tudo o que vem depois.

O motivo é o seguinte. A bula da própria oxandrolona traz esse aviso de forma explícita. Em pacientes diabéticos, os efeitos metabólicos dos androgênios podem reduzir a glicemia e, com isso, reduzir a necessidade de insulina. Ou seja, a sua dose atual de insulina foi ajustada para o seu corpo de hoje. Quando você entra com testosterona e oxandrolona, essa mesma dose passa a derrubar mais a glicose do que derrubava antes.

Isso significa que a hipoglicemia não vem de você errar a aplicação. Vem de acertar exatamente a dose de sempre, num corpo que mudou. É o cenário em que a pessoa não desconfia de nada, porque não mudou nada.

E existe um segundo momento de risco, que é o espelho do primeiro. Quando o ciclo acaba e os androgênios saem, a sensibilidade volta ao que era. Quem tiver reduzido a insulina durante o ciclo e não voltar a ajustar depois passa a ficar hiperglicêmico.

Nada disso é motivo para pânico, e nada disso se resolve por dedução. Se resolve com o seu endocrinologista sabendo o que você está usando, com glicemia medida com mais frequência do que o habitual, principalmente antes e depois do treino e antes de dormir, e com carboidrato de absorção rápida sempre à mão. Rápido de verdade, ou seja, glicose, mel, açúcar comum ou suco, e não maltodextrina ou waxy maize, que são amidos e precisam de digestão.

Somando isso ao treino, que por si só aumenta a captação de glicose pelo músculo, você tem três fatores hipoglicemiantes no mesmo protocolo. Aeróbio em jejum, se estiver na sua rotina, seria o quarto.

Agora as suas perguntas, na ordem.

Quatrocentos miligramas por semana é muito para um primeiro ciclo. É bastante, sim. A curva de resposta achata, ou seja, dobrar a dose não dobra o resultado, enquanto os efeitos adversos sobem de forma proporcional. A faixa de trezentos a quatrocentos costuma entregar a maior parte do resultado, então você está no teto útil, não além dele. Mas há um argumento específico do primeiro ciclo, e ele vale mais para você. O primeiro é a única chance de descobrir como o seu corpo responde, e no seu caso também de descobrir quanto a sua glicemia se desloca. Começar no teto elimina essa informação.

Necessário hepatoprotetor. O @Thobias Toledo respondeu que não, e a resposta dele seria correta se o ciclo fosse só cipionato, que é injetável e não alquilado. Mas você colocou oxandrolona, que é dezessete alfa alquilada, e essa modificação é molecular, não depende da via. E as suas doses de oxandrolona são de sessenta e depois oitenta miligramas por dia, o que é dose alta.

Ainda assim, a resposta prática não é hepatoprotetor. É monitoramento. Não existe estudo clínico em humanos mostrando que silimarina protege do dano por esteroide alquilado, e o risco de usar é acreditar que se comprou uma licença. O que serve é dosar TGO, TGP, gama GT e bilirrubinas antes, no meio e depois. E, se aparecer urina escura, fezes claras, coceira sem causa ou amarelado nos olhos, isso é colestase, e é parar no dia.

Junto disso, perfil lipídico com HDL, porque orais alquilados derrubam o HDL de forma marcante por estímulo à lipase hepática, sem sintoma nenhum. Em pessoa com diabetes, que já tem risco cardiovascular aumentado de base, esse item pesa mais do que pesaria em outro.

Usar hCG, quinhentas unidades por semana em duas aplicações. O esquema é razoável e ajuda a preservar volume e função testicular durante o uso. Só vale saber o que ele não faz. A gonadotrofina age no testículo e não no cérebro, então não impede a supressão central de LH e FSH, e não substitui a pós ciclo nem a verificação depois. E discordo de chamar de essencial. É útil, não indispensável.

Iniciar a pós ciclo depois de quantos dias. Vinte é uma estimativa dentro do que se pratica para o cipionato, e o Thobias raciocinou pela meia vida, que é o critério certo. Mas o número não é o ponto. O que decide é dosar testosterona total e livre, LH e FSH. Sem isso, você começa o tamoxifeno no escuro e, se ele não funcionar, não vai saber se foi cedo demais ou se o eixo não respondeu.

Aplicar só nos vastos para dar ênfase às pernas. Não funciona, e essa é uma das crenças mais antigas daqui. Não existe estudo mostrando crescimento localizado no ponto de aplicação. O hormônio precisa ser liberado do éster e cair na circulação para agir, e quando isso acontece ele já saiu do local. O que gera a impressão de crescimento é irritação local e inchaço, que é temporário e não é hipertrofia. Se o objetivo é priorizar pernas, quem resolve é a programação do treino, e o local da aplicação deve ser escolhido só por conforto e segurança do sítio.

Agora, três coisas que você não perguntou.

O anastrozol. Você programou meio miligrama a cada três dias da semana um à oito, ou seja, do primeiro dia, sem ter dosado estradiol. Essa é a parte que eu mais mudaria. Anastrozol derruba o estradiol, e estradiol baixo demais no homem não é neutro. Produz queda de libido e piora de ereção, perda de densidade óssea, piora do perfil lipídico e dor articular. E o detalhe cruel é que os sintomas de estradiol muito baixo se parecem com os de estradiol alto, então quem se guia pela sensação aumenta a dose justamente quando devia parar. A conduta é deixar o anastrozol disponível, dosar estradiol, e usar se houver sintoma somado a exame, não por calendário.

A dieta. Dois mil quinhentos e cinquenta calorias para oitenta quilos, em ciclo de ganho, é pouco. Isso está mais perto de manutenção, e provavelmente abaixo dela considerando treino. E aqui vale a aritmética que decide o ciclo inteiro. O anabolizante aumenta a eficiência com que o corpo constrói tecido a partir do que você come, mas não cria matéria prima. Com quatrocentos miligramas por semana e uma dieta de manutenção, o resultado vai ser limitado pelo prato, e a conclusão comum, errada, é que a dose estava baixa. No seu caso qualquer mudança de calorias tem que ser conversada junto com o ajuste de insulina.

A sua testosterona basal. Você mediu por volta de mil e cem, ainda natural. É um valor de faixa alta. Isso não impede nada, mas significa duas coisas. Primeiro, que o seu ponto de partida hormonal já era favorável, e portanto o ganho relativo tende a ser menor do que em quem parte de valor baixo. Segundo, que você tem um valor basal registrado, o que é raro e é exatamente o que vai permitir saber se o eixo voltou depois. Guarde esse exame.

Sobre a maca peruana sugerida, ela não tem mecanismo que reative o eixo e não substitui nada da pós ciclo. Se der disposição, tudo bem, mas não entra nessa conta.

Registro ainda que, desde abril de dois mil e vinte e três, a Resolução do Conselho Federal de Medicina número dois mil trezentos e trinta e três veda a prescrição de anabolizantes com finalidade estética, de ganho de massa muscular ou de desempenho esportivo. No seu caso, isso tem um lado prático que joga a favor. Você já tem acompanhamento por causa do diabetes, e informar o que está usando é o que permite ajustar a insulina em tempo. Omitir é o que torna a hipoglicemia previsível numa surpresa.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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