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Epistane ou M1T

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  • 7 anos depois...
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  • O M1T 1h a forma metilada da 1-Testosterona, na verdade foi o primeiro dessa linha de "PH's" que surgiu em meados de 2005 se não me falha a memoria, e foi agora pelo que parece ressuscitado novamente.

  • valeu mano! acho que ele é um pouco diferente desse antigo pq me disseram que ele tem uma formulacao nova entao acho que ele é um pouco diferente desse que surgiu em 2005... me apresentaram o mesmo co

  • O fato eh que ambos os dois são 17aa, e portanto causam sobrecarga hepatica. Com relação aos ganhos obtidos não sei dizer. Não acredite muito em papo de vendedor, eles tendem a exagerar as coisas p

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  • 6 anos depois...

Chegando atrasado nessa conversa, mas ela ranqueia bem no Google e vale deixar a informação técnica organizada, porque quem procura por esses dois nomes até hoje esbarra em papo de vendedor.

Primeiro, desfazendo a ideia de "formulação nova". @brunoaz, o M1T não tem nada de novo, e o @Mestre estava certo na identificação. É metil-1-testosterona, ou seja, a 1-testosterona com um grupo metil na posição 17 alfa. A 1-testosterona por sua vez é a di-hidroboldenona. Essa molécula apareceu no mercado americano por volta de 2002 e 2003, e foi retirada rapidamente justamente porque estava dando problema. Quando o vendedor diz que é nova e que por isso não tem informação na internet, ele está invertendo a história: não tem informação porque nunca houve estudo clínico, e o que existe é registro de efeito adverso.

E ele não é um "M-Drol melhorado". São moléculas diferentes com perfis diferentes, e o M1T é reconhecidamente um dos mais agressivos da categoria inteira. O quadro típico relatado com ele é letargia forte a ponto de atrapalhar o dia, sudorese noturna, dor lombar, aumento de pressão arterial e supressão profunda do eixo. Aqueles "10 kg" que o vendedor prometeu, quando acontecem, são em boa parte água e glicogênio, e vão embora junto com o ciclo.

Sobre o Epistane, a alegação antiestrogênica não é invenção completa, e esse é um ponto que quase todo mundo erra. Ele é metilepitiostanol, derivado do epitiostanol, e o epitiostanol chegou a ser usado no Japão como antiestrogênico em câncer de mama. Então existe base real para a propriedade. O que não se sustenta é a conclusão. Não causar ginecomastia durante o uso é diferente de não causar ginecomastia. O risco no Epistane não está no meio do ciclo, está na saída dele: você suprime sua testosterona natural, termina o ciclo com androgênio no chão e estradiol desequilibrado, e é exatamente nessa janela que o tecido mamário fica vulnerável. Respondendo direto à sua pergunta, não, não dá para afirmar com certeza que nenhum pró-hormonal vai deixar você livre de ginecomastia.

Agora o ponto que realmente decide a escolha, e aqui os dois se encontram. Ambos são 17 alfa alquilados, e essa modificação existe só para a molécula sobreviver à passagem pelo fígado. O preço disso é hepatotoxicidade colestática, que é uma coisa bem diferente de "aumentar um pouco as transaminases". O Epistane tem relatos de caso publicados de colestase grave com icterícia prolongada em homens jovens, e trabalho em hepatócito humano mostrando que ele aumenta a síntese de ácidos biliares, com o pool de ácidos biliares no soro subindo dezenas de vezes. O quadro se resolve em semanas ou meses depois da suspensão na maioria dos casos, mas ficar amarelo e coçando o corpo inteiro por dois meses não é um preço razoável por um ciclo.

Sobre a TPC, o raciocínio é o mesmo dos dois e o @Mestre já apontou a classe certa. Precisa de modulador seletivo do receptor de estrogênio, tamoxifeno ou clomifeno, começando logo após a última dose por serem orais de meia-vida curta, por volta de quatro semanas, com reavaliação por exame. Só que a dose e a duração dependem de quanto tempo você usou, de qual composto e de como está o seu eixo, e isso se mede, não se adivinha. O mínimo é colher testosterona total e livre, LH, FSH e estradiol antes de começar e de quatro a seis semanas depois da TPC. Sem exame, TPC vira superstição.

E antes de qualquer coisa: função hepática completa com TGO, TGP, gama GT, fosfatase alcalina e bilirrubinas, mais lipidograma, antes, no meio e depois. Oral 17 alfa alquilado derruba o HDL de forma brutal, e isso não aparece em espelho nenhum.

O @Taerone deu a melhor síntese do tópico há treze anos e ela continua valendo. Se a pessoa já decidiu usar hormônio, o oral vendido como se fosse suplemento é o caminho mais arriscado e menos previsível, não o mais seguro. Um ciclo injetável simples de éster único de testosterona, em dose modesta, com exame antes e depois e TPC planejada, castiga muito menos o fígado e tem dose conhecida. A facilidade de comprar na loja da esquina é conveniência comercial, não é margem de segurança.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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