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Ciclo oxan+masteron e oxan+boldenona

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  • De antemão, já digo, a dose é bem alta pra um ciclo feminino. Poderia optar por uma das duas drogas. Pra lhe ajudar precisamos de mais informações, leia o tópico abaixo.  

  • Minha 1 vez aqui . Mas Jaja posto as coisas que se pede .

  • Eu indicaria apenas stanozolol pro seu terceiro ciclo, aparentemente já tem uma boa estrutura, vai gostar bastante do resultado do stan com uma dieta hipocalórica!!!

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  • 2 semanas depois...
  • 8 anos depois...

@TAC, houve uma divergência técnica importante neste tópico que ficou sem desempate, e ela é justamente a que decide a sua escolha. Vou resolvê la e depois responder a sua pergunta sobre a boldenona.

A divergência foi esta. A @Ninfa perguntou se oral viriliza menos, e a resposta que veio foi que, dose por dose, o oral viriliza mais. O @Locemar tinha dito antes que o fato de ser injetável não torna pior, e que o que importa é a substância e a dose.

O Locemar está certo, e vale entender por quê, porque isso vale para todas as decisões que você vai tomar daqui para frente.

A via de administração não determina virilização. Depois que a substância entra na circulação, o receptor androgênico no folículo capilar, na pele e na laringe não sabe se ela veio de um comprimido ou de uma agulha. O que determina o efeito é qual molécula é, quanto dela chega, e por quanto tempo.

O que a via realmente muda é outra coisa, e é decisiva para mulher. Ela muda a sua capacidade de interromper.

Com um oral de meia vida curta, se aparecer o primeiro sinal de virilização, você para hoje e em um ou dois dias a substância praticamente saiu. Com um injetável de éster longo, você não tem como retirar o que já foi aplicado. O depósito continua liberando por semanas, independentemente do que você decidir.

Isso responde a sua pergunta sobre a boldenona, e a sua desconfiança estava certa, mas por um motivo diferente do que você imaginava.

O problema principal da boldenona para mulher não é o perfil androgênico dela, que inclusive não é dos mais altos. É o éster. Ela usa undecilenato, com meia vida da ordem de catorze dias, uma das mais longas em uso, e o efeito residual se estende por semanas depois disso. Ou seja, se aparecer qualquer sinal de virilização na terceira semana, você vai conviver com a substância ativa por mais um mês, sem poder fazer nada além de esperar.

Por essa razão, injetáveis de éster longo são a pior categoria de escolha para mulher, e a sua intuição de ter medo dela estava correta. Se você quer o mesmo tipo de efeito com possibilidade de recuar, oral curto ou éster curto resolvem melhor.

Isso também explica, em parte, o que o @Marcos...V mencionou sobre a boldenona abrir muito a fome, o que ele mesmo disse ser o motivo de ele não gostar. Esse efeito é bastante relatado. Sobre a associação com quadro depressivo, sou obrigado a ser honesto e dizer que isso vem de relatos e não de evidência consistente, então trataria como possibilidade e não como fato estabelecido.

Agora o ponto que precisa ser dito com clareza sobre o que você já fez.

Você usou trinta miligramas de oxandrolona por dia durante dez semanas, junto de cem miligramas semanais de masteron, e está planejando repetir os mesmos trinta miligramas. O @Toxi acertou ao dizer, logo no começo, que a dose era bem alta para ciclo feminino.

Dando o número, a faixa em que se costuma trabalhar em mulher, com risco bem menor, é de cinco a dez miligramas diários. Trinta é três a seis vezes isso, e por dez semanas, e agora pela terceira vez.

E o masteron acrescenta uma camada que não foi comentada. A drostanolona é derivada de DHT, ou seja, ela atua diretamente na via androgênica mais potente na pele, no folículo e na laringe, e não aromatiza, o que significa que não há nenhum contrapeso estrogênico. Em termos de potencial virilizante, ela não é uma substância leve.

Ou seja, o seu histórico é de exposição alta e repetida. Isso não é para te assustar, é para justificar três verificações que eu faria antes de qualquer terceiro ciclo.

A primeira, e a mais importante, é a voz. E não pela sua própria impressão, porque a gente escuta a própria voz por dentro do crânio e o cérebro se acostuma com mudança gradual, ainda mais ao longo de anos. Grave um mesmo parágrafo lido em voz alta e, se conseguir, uma escala cantada até a nota mais alta confortável, guarde com a data, e pergunte a duas pessoas próximas se notaram diferença ao longo desses anos, pedindo sinceridade. O primeiro sinal de virilização vocal não é a voz engrossar, é a perda das notas altas, seguida de rouquidão e aspereza, e essa é a alteração que não regride.

A segunda é laboratorial. Perfil lipídico com HDL, e TGO, TGP e gama GT. A oxandrolona é dezessete alfa alquilada, e derruba o HDL de forma relevante. O @Foston estava certo ao apontar isso. Depois de dez semanas em dose alta, com repetição planejada, esses exames dizem algo concreto, e são justamente os efeitos que não produzem sintoma nenhum.

A terceira é contracepção. Você tem trinta e dois anos e três filhos, então isso pode ou não estar resolvido, mas precisa estar. A oxandrolona é categoria X na gravidez, por risco de virilização da genitália do feto feminino. Se a preocupação for hormônio, o dispositivo intrauterino de cobre é opção não hormonal, com a menor taxa de falha. Essa conversa é com a ginecologista.

Uma pergunta que ninguém te fez e que muda a recomendação. Você escreveu que a sua experiência com injetável não foi muito boa. O que aconteceu especificamente? Se foi dor, nódulo ou reação no local, isso tem solução técnica. Se foi efeito sistêmico, é outra conversa. Do jeito que ficou, quem lê não consegue te ajudar nesse ponto.

@AAdriana_Silva, você perguntou aqui sobre virilização do clitóris e ficou sem resposta. Vai a informação, porque ela é a mais importante para qualquer mulher que usa. Os efeitos se dividem em dois grupos. Acne, oleosidade, queda de cabelo, inchaço e irritabilidade regridem depois que se para. Engrossamento de voz e aumento do clitóris podem não regredir, ou regredir só em parte, porque envolvem alteração estrutural. A bula da oxandrolona é explícita ao orientar suspender ao primeiro sinal de virilização justamente para prevenir virilização irreversível, e ao registrar que algumas dessas alterações não são prevenidas nem pelo uso de estrogênio junto. Ou seja, ao primeiro sinal desses dois, a conduta é interromper no mesmo dia, e não reduzir a dose para observar. Parar cedo é exatamente o que aumenta a chance de melhora.

Registro ainda que, desde abril de dois mil e vinte e três, a Resolução do Conselho Federal de Medicina número dois mil trezentos e trinta e três veda a prescrição de hormônios androgênicos e anabolizantes com finalidade estética, de ganho de massa muscular ou de desempenho esportivo.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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