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Primeiro ciclo oxandrolona para melhorar meu corpo

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  • Suas doses estão extremamente altas. Inevitavelmente terá problemas. As meninas aqui tem excelentes resultados com 5-10mg, raramente chegando a 15mg. O seu treino A e B não dá tempo de descanso a

  • O colágeno simplesmente não funciona. Exceção feita ao colágeno tipo II - que serve para as articulações. Whey é muito bom, mas não tem o custo-benefício da albumina. BCAA, conforme recentes estudos,

  • Existem suplementos que devem ser usados independentemente do uso de oxandrolona, são eles ômega 3, vitamina d entre 5.000 a 10.000 por dia e magnésio. Veja o treino que adaptei para @Whey30:  

  • 1 ano depois...
  • 6 anos depois...

Magali, se você ainda passar por aqui, e para quem vier ler depois, existem duas coisas neste tópico que precisam de correção. Uma é o protocolo. A outra é um conselho de contracepção que ficou registrado e que pode custar muito caro a alguém.

Começo pelo protocolo, porque o Foston e a Kami Back já tinham apontado a direção certa e vale explicar o motivo.

Aquele esquema em pirâmide, subindo cinco miligramas por semana até trinta e depois descendo de novo, tem um problema de desenho antes mesmo de ter um problema de dose. Não existe razão farmacológica para subir devagar nem para descer devagar. A oxandrolona não causa dependência nem síndrome de retirada, então a descida não protege de nada. E a subida não constrói tolerância, ela só garante que, se algum sinal ruim aparecer, ele vai aparecer justamente no meio do caminho, quando você já estará convencida de que está tudo bem porque as semanas anteriores correram lisas. Na prática, o desenho gasta metade das doze semanas em doses que não fazem quase nada e a outra metade em doses altas demais para mulher, que é a faixa de cinco a quinze miligramas por dia.

E o ponto que a Kami Back levantou merece um detalhe que muda a forma de decidir. Nem todos os efeitos indesejados são iguais. Acne, pele oleosa, queda de cabelo, pelo no corpo e menstruação irregular são reversíveis e voltam ao normal depois que se para. Engrossamento da voz e aumento do clitóris, na maioria dos relatos, não voltam. A voz é a mais perigosa porque não muda de uma vez: começa com uma rouquidão leve, que a pessoa atribui a resfriado ou ar condicionado, e quando fica evidente já passou do ponto. Por isso a regra prática é parar ao primeiro sinal, e não terminar o protocolo.

Uma discordância respeitosa com o Foston: quando ela disse que ia conferir a dose com o médico, ele respondeu que médico não entende de ciclo estético. Isso é verdade em parte, mas o médico é a única pessoa que pode pedir e interpretar os exames que importam aqui, e no caso da oxandrolona eles importam muito, porque ela derruba o HDL de forma acentuada e mexe no fígado. Conferir com médico é sempre a decisão mais defensável, mesmo que a orientação de dose venha a ser conservadora.

Agora o ponto que me trouxe aqui de verdade.

Ficou escrito neste tópico que os métodos contraceptivos para meninas que treinam seriam camisinha, gestrinona, DIU de cobre, coito interrompido ou tabelinha. Duas dessas informações são perigosas.

Gestrinona não é contraceptivo. Ela não foi desenvolvida para isso, não tem essa indicação e não protege contra gravidez. Quem usar gestrinona achando que está protegida está sem método nenhum.

E coito interrompido e tabelinha têm taxa de falha, no uso real, em torno de vinte e vinte e três gestações a cada cem mulheres por ano. Ou seja, aproximadamente uma em cada cinco engravida em doze meses. Isso já seria grave em qualquer contexto. Num tópico sobre usar androgênio, é mais grave ainda, porque a oxandrolona pode virilizar um feto feminino, e a mulher costuma descobrir a gravidez quando já usou o composto por semanas, ainda mais quando a própria menstruação ficou irregular por causa do uso.

O DIU de cobre citado ali é, esse sim, uma opção excelente para quem quer evitar hormônio: alta eficácia, sem interferência nenhuma no eixo hormonal e sem os efeitos que se atribuem à pílula. Preservativo também é método válido, embora falhe mais que o DIU no uso real. A escolha é individual e é conversa de ginecologista, mas o essencial é este: ninguém que usa androgênio deveria estar contando com tabelinha.

Sobre a pílula em si, dois ajustes. É verdade que ela aumenta a proteína que carrega os hormônios sexuais no sangue e, com isso, reduz a testosterona livre, o que pode pesar um pouco no rendimento. Isso existe e é real. Mas os números citados no tópico não fecham: em mulher, a testosterona total costuma ficar em torno de quinze a setenta nanogramas por decilitro, então oitenta a cem não seria o ideal, seria acima da faixa feminina. E, sobre engordar e causar celulite, os estudos que compararam pílula com placebo não encontraram ganho de peso relevante, e celulite não tem relação estabelecida com contraceptivo. Já o risco de trombose é real, e ele merece atenção redobrada em quem usa androgênio, porque androgênio sobe hematócrito. Nisso o alerta estava certo.

Duas últimas observações práticas sobre a rotina que ficou descrita aqui.

Meio litro de chá de cavalinha por dia é diurético, e diurético diário em quem treina pesado e come pouco sódio é caminho fácil para cãibra e mal estar. Não faz falta nenhuma.

E vitamina D de cinco a dez mil unidades por dia é dose alta para se tomar por conta própria e por tempo indeterminado. Ela é lipossolúvel, acumula, e o excesso mexe no cálcio do sangue e no rim. Vale dosar no exame e ajustar a partir do número, não do palpite.

Fora isso, a orientação de trocar parte do fetiche de suplemento por comida de verdade, incluir agachamento e terra e dar descanso aos membros inferiores foi a melhor coisa dita neste tópico, e essa parte continua valendo integralmente.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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