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Ciclo Entanto de Testosterona + Estradiol

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  • Apollo Galeno
    Apollo Galeno

    Bom Dia...... Para que elevar seu SHBG? Aproveite meu amigo......isso é totalmente favorável!!! Potencializa mais ainda os efeitos da Testo! Significa que estás a fazer uma dieta inteligente....a

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    Imaginei. Pq para bater 1500 ng/dl bastariam 250mg/semana de uma boa testosterona... Ou seja, essa testosterona saiu o dobro do preço.

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    Só uma curiosidade... Qual a testosterona que vc está usando? Pq com 500mg por semana era para estar bem mais alta. Sobre o estradiol ele está compatível com a testosterona pois existe uma relaçã

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  • 3 anos depois...
Em 24/03/2019 em 22:15, hugo46 disse:

@Apollo Galeno

Saiu meu exame de estradiol, ele baixou em relação ao passado, de 87 para 52. Como eu disse, não fiz o exame de Prolactina, porque no mês passado estava bem baixo (2,4). O único exame que não ficou pronto é o Estrona, e a única coisa que teve alteração do mês passado para esse é o SHGB e a Testo que aumentou.

Não sei mais o que pode estar influênciando a ereção. Tem alguma sugestão?

 

image.png

Como conseguiu resolver o problema de ereção? O que era?

  • 3 anos depois...

@dexter-rj, o @hugo46 nunca voltou para contar o desfecho, então ninguém sabe com certeza. Mas os próprios exames que ele postou apontam uma explicação bem provável, e ela vale muito para quem chega aqui com a mesma queixa.

Repara na sequência. Ele estava usando quinhentos miligramas de enantato por semana. O estradiol dele caiu de oitenta e sete para cinquenta e dois. A prolactina estava baixa, em dois vírgula quatro, o que praticamente descarta essa via. E mesmo com o estradiol já mais baixo, o problema de ereção continuava. A orientação seguinte foi acrescentar mais anastrozol, ou seja, empurrar o estradiol ainda mais para baixo.

O problema é que homem precisa de estradiol para função erétil e para libido. Isso não é detalhe, é bem estabelecido. A supressão excessiva do estradiol causa queda de libido mesmo com testosterona elevada, e quando o estradiol despenca, tipicamente abaixo da faixa de dez a vinte picogramas por mililitro, aparece disfunção erétil. Nos levantamentos com homens usando inibidor de aromatase, algo entre dez e quinze por cento relatam disfunção erétil e entre vinte e trinta por cento relatam queda perceptível de libido.

Ou seja, existe uma boa chance de o remédio estar causando o sintoma que se tentava tratar. É a armadilha clássica desse assunto, porque quase todo mundo aprende que estradiol alto é o inimigo e ninguém aprende que estradiol baixo cobra na mesma moeda. Quem está com queixa de ereção e vai subindo o antiestrogênico costuma piorar, atribui a piora a outra coisa e sobe mais.

Sobre o raciocínio do @Apollo Galeno de preferir valores abaixo do teto porque é mais fácil subir do que descer, ele faz sentido do ponto de vista de prevenir ginecomastia, que é irreversível quando instala. É uma escolha de proteger contra o risco pior. Só que ela tem um custo, e nesse caso específico o custo caía exatamente em cima do sintoma que o hugo estava relatando.

Tem um segundo ponto, mais técnico, que muda como olhar aqueles números. Estradiol em homem circula em concentração baixa, e nessa faixa o imunoensaio comum, que é o exame que a maioria dos laboratórios faz, é reconhecidamente pouco confiável, com problemas de especificidade justamente nos valores baixos. A recomendação é que estradiol em homem seja medido por espectrometria de massas acoplada à cromatografia líquida, que é o método considerado padrão ouro. Traduzindo, aquele oitenta e sete e aquele cinquenta e dois podem simplesmente não corresponder à realidade, e decisões de medicar estavam sendo tomadas em cima deles. Se você for investigar isso hoje, peça estradiol ultrassensível por espectrometria de massas e não o convencional.

E vale registrar um terceiro fator que apareceu no começo do tópico e ficou solto. Um colega estranhou que a testosterona dele estivesse mais baixa do que o esperado para quinhentos miligramas semanais, e o hugo respondeu que era mercado negro, sem marca na primeira e com um nome qualquer na segunda. Quando não se sabe o que tem no frasco, não se sabe a dose real nem o que mais está ali dentro, e nenhuma conta de estradiol fecha em cima de uma variável desconhecida.

Então, respondendo a sua pergunta de forma honesta. Não dá para afirmar o que era no caso dele, porque ele não voltou. Mas se alguém chega hoje com esse quadro, disfunção erétil em uso de testosterona, com prolactina normal, a primeira coisa que eu olharia não seria estradiol alto, seria estradiol derrubado demais pelo inibidor de aromatase. A conduta nesse caso é reduzir ou suspender o antiestrogênico e reavaliar, não aumentar. E medir com o exame certo antes de mexer em qualquer coisa.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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