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O uso de HCG é necessário em TRT (low doses)?

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Olá pessoal, tudo bem? Meu nome é Brendo, sou novo no grupo. Tenho 24 anos e treino desde os 15 anos, com algumas pausas nesse período.  a 2 anos eu venho pensando em fazer meu primeiro ciclo, mas eu só estou botando em prática agora, decidi que não vou fazer tpc e irei mandar 1 ml por semana de cipionato por tempo inderterminado, assim que o finalizar o ciclo. 

Minha dúvida é que a utilização do hcg se torna necessário enquanto eu estiver em "Low doses" ?

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32 minutos atrás, Brendo001 disse:

Olá pessoal, tudo bem? Meu nome é Brendo, sou novo no grupo. Tenho 24 anos e treino desde os 15 anos, com algumas pausas nesse período.  a 2 anos eu venho pensando em fazer meu primeiro ciclo, mas eu só estou botando em prática agora, decidi que não vou fazer tpc e irei mandar 1 ml por semana de cipionato por tempo inderterminado, assim que o finalizar o ciclo. 

Minha dúvida é que a utilização do hcg se torna necessário enquanto eu estiver em "Low doses" ?

Se você quiser manter os testículos em funcionamento, sim. Qualquer coisa entre 250ui-500ui dsdn. 

Veja esse estudo. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/15713727/

Por fim, não existe "low dose" para o eixo hormonal. 150mg/sem de testo já são o suficiente para suprimir o eixo HPT em 2 semanas.

Há quem diga que não é necessário. Minha opinião pessoal é a de sempre usar HCG.

  • Moderador

Muito embora alguns cientistas do meio maromba preguem a desnecessidade de HCG intra-ciclo, estes desconsideram que a inatividade testicular demora mais para ser revertida quando não se usa o HCG no ciclo. Ademais, me parece que células do testículo são perdidas pela inatividade decorrente da supressão do eixo HPT. Então para cidadãos comuns, que querem de volta a sua capacidade de produzir testosterona naturalmente, o prudente é usar o HCG antes e depois do ciclo. Para atletas ou idosos que querem ou precisam usar testosterona exógena eternamente, o HCG pode, em tese, ser dispensado.

  • 5 anos depois...

Respondendo a pergunta do @Brendo001, e depois um ponto que é mais importante que ela.

Sobre o HCG em uso contínuo de testosterona, o que o @Foston colocou está correto e vale detalhar o mecanismo, porque ele explica por que a resposta é sim.

A testosterona exógena suprime o LH e o FSH. Sem LH, o testículo para de produzir, e o que se perde não é apenas a produção de testosterona no sangue. Dentro do testículo a concentração de testosterona é muito maior do que no sangue, algo em torno de cem vezes, e é essa concentração intratesticular que sustenta a produção de espermatozoides. A testosterona injetada mantém o nível sanguíneo e não mantém o intratesticular, porque ela não entra no testículo em concentração equivalente. Por isso o testículo diminui e a espermatogênese cessa.

O HCG age no mesmo receptor do LH e restabelece essa produção interna. É por isso que ele preserva volume testicular e preserva a espermatogênese em quem está em reposição, e é por isso que a recuperação depois tende a ser mais rápida em quem usou. A observação de que células podem ser perdidas pela inatividade prolongada é plausível e coerente com o que se observa na prática, ainda que eu não colocaria isso como fato estabelecido.

Também está certa a afirmação de que não existe dose baixa para o eixo. A supressão acontece bem abaixo de dose de ciclo, e o eixo não distingue finalidade.

Agora o que precisa ser dito, e que é o assunto real desse tópico.

Ele tem vinte e quatro anos e está decidindo entrar em uso contínuo de testosterona por tempo indeterminado, sem mencionar em nenhum momento um exame. Não aparece uma dosagem de testosterona anterior, não aparece LH nem FSH, não aparece um diagnóstico. Reposição hormonal é o tratamento de uma condição, e a condição precisa existir e ser demonstrada antes. O que está descrito ali não é reposição, é uso contínuo por escolha, e a diferença importa porque muda inteiramente o cálculo de risco.

Aos vinte e quatro anos o eixo dele está intacto, e essa é a única fase da vida em que se pode dizer isso com segurança. A decisão de suprimi lo indefinidamente é tomada em uma idade em que quase ninguém consegue prever o que vai querer daqui a dez anos. Recuperar o eixo depois de anos de supressão contínua não é impossível, mas o tempo médio de recuperação é medido em meses, é bastante variável entre pessoas, e existe um grupo que não recupera ao nível anterior. Não há como saber antes quem está em qual grupo.

E daí decorre o item que quase nunca é discutido em quem tem essa idade. Fertilidade. Testosterona exógena funciona como contraceptivo masculino, e não por acaso, ela foi de fato estudada com essa finalidade. A maioria dos homens em uso contínuo chega a contagem de espermatozoides muito baixa ou a zero em alguns meses. Isso costuma ser reversível ao parar, mas a reversão leva de meses a mais de um ano, e nem sempre é completa. É a coisa que mais frequentemente pega alguém de surpresa anos depois.

Isso torna a resposta à pergunta dele ainda mais clara, mas por um motivo diferente do que foi dado no tópico. No caso específico dele, aos vinte e quatro anos e sem filhos, o HCG não é um acessório para manter o testículo com aparência normal. Ele é o que preserva a possibilidade de ter filhos enquanto o uso continuar. As doses citadas ali, na faixa de duzentas e cinquenta a quinhentas unidades em dias alternados, são coerentes com o que se usa para essa finalidade.

Duas coisas práticas que faltam.

A primeira é a dose. Ele escreveu um mililitro por semana de cipionato, e isso não define nada, porque depende da concentração do frasco. Um mililitro pode ser cem miligramas ou duzentos, e essa diferença separa uma dose de reposição de uma dose acima de reposição. Vale ele conferir o rótulo, porque doses acima da faixa de reposição trazem os efeitos adversos sem trazer o benefício correspondente.

A segunda é o acompanhamento, que em uso por tempo indeterminado não é opcional. Hematócrito e hemoglobina, porque a elevação do hematócrito é o efeito adverso mais comum e o de maior consequência, e ela se instala devagar e sem sintoma até estar bem alta. Perfil lipídico, estradiol, pressão arterial e função hepática e renal. Antes de começar, para haver base de comparação, e depois periodicamente.

Uma última observação. A decisão de não fazer TPC e simplesmente seguir para uso contínuo aparece ali como se fosse a opção mais simples. Ela é a mais simples no primeiro ano e a mais complicada em todos os seguintes, porque cria uma dependência de medicamento, de custo e de acompanhamento que passa a ser permanente, e que precisa continuar existindo mesmo quando a vida ficar mais difícil. Vale ele pensar nisso agora, enquanto a escolha ainda é reversível.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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