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Em 25/03/2023 em 19:55, Lívia Oliveira disse:

Voltei com atualizações!! Vendo seguindo a dieta e o treino; perdi um pouquinho peso e hoje cheguei em 60.95kg em jejum, senti bastante diferença no inchaço abdominal.Screenshot_20230325_143118_Gallery.jpg

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acompanhando sua evolução! Concordo com o que foi mencionado: Você ainda não tem bf p uso de esteróides. Faça o básico 

  • 3 anos depois...
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  • Antes de dormir, abacate / ricota / ou peixe que não gosta rsrs... seria bom uma proteína e boa gordura.... não cheguei a calcular seus macros...  Coloque num aplicativo sua alimentação e coloque

  • Olá! Para um direcionamento mais assertivo é importante completar o tópico, precisamos conhecer um pouco mais sobre você. https://fisiculturismo.com.br/forum/topic/117651-leia-aqui-antes-de-posta

  • Lívia Oliveira
    Lívia Oliveira

    Idade: 29 Altura: 1,60 Peso:62 Medicações em uso: Nenhum, uso de DIU de cobre. Problemas de Saúde e histórico de cirurgias: abdominoplastia. Tempo de treino: 2 anos. Cicl

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Lívia, cinquenta quilos perdidos com dieta e treino é uma das coisas mais difíceis que existem, e a maior parte das pessoas que tenta não chega lá. Isso precisa ser dito antes de qualquer conselho técnico, porque muda a leitura do resto.

Vou começar respondendo direto o que você quer resolver, porque acho que a oxandrolona foi escolhida para uma tarefa que ela não faz.

O seu incômodo principal, pelo que você descreveu, é pele sobrando em braço, interno de coxa e costas. Pele em excesso depois de cinquenta quilos não é gordura e não responde a hormônio, dieta ou treino. Ela responde a tempo, e o que resolve de fato é cirurgia, do mesmo tipo da abdominoplastia que você já fez. Nenhuma dose de oxandrolona vai retrair pele. Então, mesmo deixando de lado a discussão de risco, ela não entrega o que você está pedindo a ela. Ganhar músculo por baixo preenche um pouco e melhora o aspecto, e isso vale a pena, mas é ganho de músculo, e ele vem de treino e comida.

Agora, uma discordância minha com o que foi sugerido aqui mais de uma vez, sobre você passar a comer carne e peixe.

Você é ovolactovegetariana, e essa é uma escolha que não precisa ser revista para atingir o seu objetivo. Dá para chegar tranquilamente em dois gramas de proteína por quilo com ovo, clara, laticínio, whey ou albumina, tofu, proteína texturizada de soja, grão de bico, lentilha e feijão. A soja, aliás, tem perfil de aminoácido completo, comparável ao das fontes animais. O que muda para vegetariano não é a possibilidade, é o planejamento, porque exige combinar mais fontes e prestar atenção em alguns nutrientes específicos.

E esses nutrientes valem exame, no seu caso mais do que na média, porque você vem de perda enorme de peso e come pouco: B12, ferro com ferritina, vitamina D e cálcio. Ovolactovegetariano que come ovo e laticínio costuma ir bem em B12, mas com 1600 calorias a margem fica estreita. Ferro vegetal é bem menos absorvido que o da carne, e vale tomar com fonte de vitamina C na mesma refeição. Ômega 3 também merece atenção, e resolve com linhaça, chia ou suplemento de óleo de algas.

Sobre o treino, um ponto que aparece na sua ficha e que economiza tempo de todo mundo: não existe treinar para diminuir costas e braço. Músculo não encolhe por mudar exercício, e a região não afina por treinar diferente. O que dá para fazer é priorizar outros grupos, para mudar a proporção do conjunto, e foi exatamente o que o Batata montou quando enfatizou ombro, glúteo e posterior. A ideia certa é somar onde você quer volume, não subtrair onde não quer.

E agora o que eu mais destacaria, com todo cuidado, porque foi você mesma quem escreveu.

Você contou que corta a pasta de amendoim e o pão nos dias em que a fome não aperta, que sente culpa, que aumenta o cardio por conta, que ver a balança descer virou quase obsessão e que se olha no espelho e se sente gigante mesmo com todo mundo dizendo que você está magra. Isso tem nome e é comum em quem saiu da obesidade, e é a única parte desse tópico que eu trataria como prioridade. A imagem que a cabeça guarda do corpo demora muito mais para mudar do que o corpo, e essa defasagem é o que empurra para cortes cada vez maiores, que a médio prazo destroem justamente o resultado que se quer.

Se puder, procure um psicólogo com experiência em comportamento alimentar, de preferência conversando com a sua nutricionista. Não é porque tem algo errado com você. É porque essa é a parte do processo que dieta e treino não alcançam, e é a que decide se os cinquenta quilos vão ficar de pé daqui a dez anos. O Marcos e o Frutuoso tocaram nisso com sensibilidade, e vale reler os dois posts.

Uma coisa prática que ajuda muito nesse ponto específico: guarde a balança e passe a acompanhar por fita métrica e foto no mesmo dia do mês. O peso oscila por água, sal e ciclo menstrual, e ele alimenta exatamente o gatilho que você descreveu. Fita e foto não fazem isso.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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