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Qual o melhor protocolo pra avaliação fisica?

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Eu queria saber, dos professores ou de quem manja , qual o melhor protocolo.

Eu geralmente uso o Pollock e Jackson 7 dobras.

Meu professor disse que o melhor é o Guedes 3 dobras.

O foda que um da diferença do outro...No meu caso, um da meu % de gordura 16 e no outro 12.

Qual o melhor?

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  • ola, bom dia. Quando se fala do melhor método ou protocolo para se estimar o percentual de gordura, devemos levar em consideração a população que queiramos analisar, haja vista que a maioria dos proto

  • Acho que vou ficar o dia todo confuso......1) Pelo tamanho de pó que subiu ao desenterrar um tópico Tutancâmon 2) Não entendi o que tem a ver o C/// com as C!@cas ?

  • O melhor mesmo seria você pegar partes localizadas isoladamente, ex: Tirar o percentual das panturrilhas no mês 'x' e tirar de novo no mês 'Y'. Isso poderá ser feito em todos os músculos o que é práti

Prefiro o tupiniquim Guedes

Eu queria saber, dos professores ou de quem manja , qual o melhor protocolo.

Eu geralmente uso o Pollock e Jackson 7 dobras.

Meu professor disse que o melhor é o Guedes 3 dobras.

O foda que um da diferença do outro...No meu caso, um da meu % de gordura 16 e no outro 12.

Qual o melhor?

O método de dobras cutâneas para se estimar o percentual de gordura

corporal é um dos métodos mais práticos, mas também menos precisos.

Dessa forma, dos dois protocolos que vc citou, acho o do Guedes o menos ruim,uma vez que suas equações foram realizadas com base em amostras brasileiras,portanto levando-se em conta o biotipo do brasileiro,

o que não ocorre com o protocolo de Pollock.

  • 16 anos depois...

ola, bom dia. Quando se fala do melhor método ou protocolo para se estimar o percentual de gordura, devemos levar em consideração a população que queiramos analisar, haja vista que a maioria dos protocolos existentes são com indivíduos norte-americanos ou europeus, comprometendo assim a resposta. Guedes e Petroski desenvolveram equações no Brasil, só que esqueceram que o Brasil é de dimensões continentais e que a maioria dos que foram analisados, são do sul do país, nos remetendo a uma falha metodológica em função das próprias características desses indivíduos que tem descendência europeia.

  • Moderador
5 horas atrás, Jorge Costa disse:

ola, bom dia. Quando se fala do melhor método ou protocolo para se estimar o percentual de gordura, devemos levar em consideração a população que queiramos analisar, haja vista que a maioria dos protocolos existentes são com indivíduos norte-americanos ou europeus, comprometendo assim a resposta. Guedes e Petroski desenvolveram equações no Brasil, só que esqueceram que o Brasil é de dimensões continentais e que a maioria dos que foram analisados, são do sul do país, nos remetendo a uma falha metodológica em função das próprias características desses indivíduos que tem descendência europeia.

Acho que vou ficar o dia todo confuso......1) Pelo tamanho de pó que subiu ao desenterrar um tópico Tutancâmon 2) Não entendi o que tem a ver o C/// com as C!@cas ?

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  • 6 anos depois...

@Palpiteiro, você fez em dois mil e três a pergunta certa e recebeu a resposta possível para a época. Dá para fechar isso agora, e a resposta curta é que nem dezesseis nem doze é o seu percentual de gordura. Os dois são estimativas, e a diferença que te incomodou está dentro do erro do próprio método.

O número que faltava no tópico. As equações de dobras cutâneas têm erro padrão de estimativa em torno de três a três e meio pontos percentuais quando comparadas à pesagem hidrostática, e isso na população em que a equação foi criada. Ou seja, mesmo aplicando tudo certo, um resultado de doze significa na prática algo entre nove e quinze. Dois protocolos diferentes darem doze e dezesseis não é sinal de que um está errado, é o comportamento esperado de dois modelos com erro dessa ordem. Perguntar qual dos dois é o verdadeiro é a pergunta que não tem resposta.

O @torque acertou o raciocínio em dois mil e três, e vale reforçar por quê. Uma equação de dobras não mede gordura, ela prevê densidade corporal a partir de uma amostra e depois converte densidade em percentual. Ela só vale para gente parecida com a amostra em que foi criada. As de Jackson e Pollock vieram de amostras norte americanas, majoritariamente brancas, de dezoito a sessenta e um anos, e a precisão cai fora dessa faixa e fora desse perfil. Por isso Guedes tende a ser menos ruim aqui.

E o @Jorge Costa levou isso um passo adiante com toda razão em dois mil e dezenove. Guedes e Petroski trabalharam com amostras brasileiras, mas concentradas no sul, com forte ascendência europeia. Aplicar essas equações em alguém do norte ou do nordeste reintroduz exatamente o problema que elas tentavam resolver. Não existe equação nacional de verdade, existe equação regional que virou nacional por falta de outra.

Agora a parte prática, que é o que muda a vida de quem acompanha treino.

Pare de converter para porcentagem. Acompanhe a soma das dobras em milímetros, crua, sem passar por equação nenhuma. Esse é hoje o procedimento padrão em avaliação de atleta, e o motivo é simples: a soma é o dado que você mediu de fato, e a conversão em porcentagem só acrescenta o erro do modelo em cima do erro da medida. Se a sua soma de sete dobras cai de cento e dez para noventa e cinco milímetros em dois meses, você perdeu gordura, e isso é verdade independentemente de qual equação você usaria. Se ela não muda, não mudou nada, mesmo que a porcentagem calculada tenha oscilado dois pontos.

@SCHENKER, o que você sugeriu em dois mil e três é basicamente isso, e você chegou lá quinze anos antes de virar recomendação formal. A única correção é que dobra isolada oscila mais que a soma, então use a soma como número principal e as dobras individuais como leitura secundária. E vale o aviso: ver uma dobra cair não prova que você queimou gordura naquele ponto por causa do exercício daquele músculo, porque a mobilização de gordura é sistêmica.

Sobre as outras opções, já que a dúvida sempre volta.

Bioimpedância de academia é pior que dobras bem feitas, não melhor. Ela estima água corporal e deduz o resto, então varia com hidratação, comida, banho quente e exercício recente. Comparada ao raio X de dupla energia, aparece viés da ordem de quatro pontos percentuais para baixo, com dispersão grande. Serve para acompanhamento se as condições forem sempre idênticas, e não serve para dizer o seu número.

O raio X de dupla energia é a referência prática hoje, e é bem mais consistente, mas também não é verdade absoluta, porque assume hidratação padrão e é sensível a posicionamento. O padrão de referência real é o modelo de quatro compartimentos, que combina densidade, água corporal e mineral ósseo, e isso é coisa de laboratório de pesquisa, não de avaliação de academia.

O protocolo que eu recomendaria a você, então.

Escolha um protocolo e não troque mais. A comparação só vale dentro do mesmo método.

Sempre o mesmo avaliador e o mesmo adipômetro. A variação entre dois avaliadores diferentes é uma das maiores fontes de erro do método, e às vezes é maior que a mudança que você quer detectar.

Mesmas condições: mesmo horário, sem treino nas horas anteriores, sem estar desidratado ou logo depois de comer muito.

Três medidas em cada ponto, usando o valor do meio, e não a primeira leitura.

Anote a soma em milímetros como número principal, e a porcentagem como enfeite, se quiser.

Reavalie a cada seis a oito semanas. Intervalo menor mede erro, não progresso.

E @Apollo Galeno, respondendo o seu comentário: a confusão do tópico existe porque a pergunta foi feita ao contrário. A avaliação de dobras não serve para dizer quanto de gordura você tem, serve para dizer para que lado você está indo. Nisso ela é barata, rápida e boa o suficiente. Some a isso a fita métrica na cintura e uma foto na mesma luz a cada dois meses e você tem um acompanhamento melhor que a maioria das avaliações pagas por aí.

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