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Magnésio Glicil-Glutamina quelato

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Fala galera!

Existia um tópico aqui no fórum sobre isso a muito tempo atrás. Porém nenhuma das pessoas que fizeram o produto postaram os resultados. Será que vale a pena mesmo fazer esse composto?

Enviei um email pedindo o orçamento para um Lab aqui do RJ e essa foi a resposta:

Bom Dia,

Segue abaixo o orçamento solicitado:

1 – 60 cap R$ 20,00

Agradecemos o contato,

Bioderm.

Sendo que a fórmula que pedi consistia em: 40mg de magnésio, 240mg de glutamina e 120mg de glicina.

Essa fórmula foi retirada desse site aqui que produz o medicamento: https://www.fitobrasilis.com.br/index.php/magnesio-glicil-glutamina.html

Segue abaixo os estudos e apresentações,

[Composição: O Magnesium Glycyl Glutamine é fonte de magnésio , composta por uma molécula de glicina e outra de glutamina, a fim de oferecer, de forma sinérgica, importantes nutrientes envolvidos na resposta imunológica, estresse físico e mental, síntese protéica e ganho de massa muscular, entre outros.

Utilização: O Magnesium Glycyl Glutamine é usado na baixa resistência imunológica, em pacientes pós-cirúrgicos ou em tratamento quimioterápico, pacientes queimados ou septicemia, na produção de energia, no ganho de massa muscular, na hipoglicemia e compulsão por doces ou álcool, e na terapia antioxidante.

A dose sugerida varia de 40 a 200 mg de Mg/dia.

Absorção: Foi realizado um estudo onde cada participante consumiu por completo uma solução preparada com 400 mg de magnésio glicil glutamina quelato (40 mg magnésio, 240 mg glutamina e 120 mg glicina).

Apresentação

O Magnesium Glycyl Glutamine é um composto de magnésio quelado a uma molécula de glicina e outra de glutamina, a fim de oferecer, de forma sinérgica, importantes nutrientes envolvidos na resposta imunológica, estresse físico e mental, síntese protéica e ganho de massa muscular, entre outros.

Indicações

Baixa resistência imunológica;

Pacientes pós-cirúrgicos ou em tratamento quimioterápico,

Pacientes queimados;

Septicemia;

Produção de energia;

Ganho de massa muscular;

Hipoglicemia e compulsão por doces ou álcool;

Terapia antioxidante.

Descrições dos Componentes

Magnésio

O magnésio tem importante papel na conversão de carboidratos, proteínas e gorduras em energia, na síntese de proteínas para o material genético; na remoção de substâncias tóxicas, como a amônia; no relaxamento muscular; na transmissão nervosa e na prevenção de doenças cardíacas e arritmias. É um elemento vital à atividade de numerosas enzimas (mais de 400), principalmente as fosfatases e as relacionadas à produção de ATP (Moura, 1997)

A atividade física, seja qual for a sua natureza, aumenta a necessidade de energia. A energia para a contração muscular provém da hidrólise de ATP, onde o magnésio participa diretamente. Há três sistemas energéticos que se sobrepõe e que se apoiam mutuamente para fornecer ATP:

- Sistema imediato;

- Sistema Não oxidativo (glicolítico) ;

- Sistema Oxidativo.

São inúmeras as vias bioquímicas e os sistemas energéticos dependentes de magnésio. Diversos estudos demonstram a influência positiva do magnésio para a produção de energia (Brilla, 1995).

Glutamina

A glutamina é o aminoácido mais abundante do organismo. É sintetizada de acordo com as necessidades corporais, a partir do ácido glutâmico, valina e isoleucina ( Bill Philip, 1997). Por essa razão, é considerada um aminoácido não essencial, o que negligencia a sua importância qualitativa e quantitativa.

Considerando todas as funções desempenhadas pela glutamina nos diferentes tecidos e células, alguns autores chamam a atenção para a sua classificação como aminoácido não essencial. Os relatos atuais discutem a possibilidade de classificá-la como “nutriente condicionalmente essencial”, por torna-se necessária na dieta em muitos estados patológicos ou com necessidades aumentadas, onde sua utilização excede a capacidade de síntese muscular e hepática. O fornecimento adicional de glutamina em estados catabólicos e suas conseqüentes

etapas de recuperação, poderá ser essencial para otimizar a função fisiológica (Anderson, 1998).

Funções Relacionadas

Pode-se afirmar que o magnésio desempenha papéis antagônicos ao cálcio: aqueles que o cálcio estimula, o magnésio inibe (Druta-de-oliveria, 1998). O cálcio promove a contração muscular e o magnésio o relaxamento, por essa razão sua deficiência provoca contrações involuntárias, tremores, cãimbras, arritmias cardíacas, etc.

O magnésio é importante na função cerebral (Poenaru, 1997). Sua ação é notoriamente fundamental na transmissão de impulsos nervosos e como cofator da enzima glutamina-sintetase, convertendo glutamato em glutamina e detoxificando amônia durante o processo (Fraser, 1999).

A síntese de glutamina protege o organismo, o cérebro em particular, da toxicidade da amônia. No cérebro, a glutamina também é substrato para a produção de neurotransmissores excitatórios e inibitórios (Glutamato e GABA, respectivamente, além de ser importante fonte de energia para o sistema nervoso ( Miller, 1999). É a principal fonte de energia de várias células do sistema imune, incluindo macrófagos e células T. Exercícios de alta intensidade, infecções virais e bacterianas, stress e traumas em geral, causam sua depleção. A glutamina é um substrato de glutationa, um dos principais antioxidantes, e ajuda a melhorar a resposta imunológica. Células do sistema imunológico, assim como os enterócitos, utilizam a glutamina como substrato energético preferencial. A suplementação, na forma de dipeptídeo estável ( glicil- glutamina), preserva a barreira epitelial e a morfologia intestinal ( Vande Hulst, 1993, 1997).

Como doador de carbono, a glutamina é um combustível para o músculo, ajudando a repor o glicogênio. No entanto, existe ainda uma função mais importante, doar nitrogêmio e, dessa maneira, participar da síntese protéica e restaurar o músculo de pequenos traumas que ocorrem com a prática de exercício. Assim, a glutamina é considerada um dos suplementos favoritos de body builders.

A utilização de glutamina auxilia a recuperação de pacientes pós cirúrgicos e queimados, aumentando a velocidade de cicatrização de ferimentos e melhorando o tratamento geral.

A fim de comprovar os benefícios do magnésio associado a glutamina, foram realizados dois estudos em atletas praticantes de musculação. No primeiro, cada participante consumiu por completo uma solução preparada com 400 mg de magnésio glicil glutamina quelato (40 mg magnésio, 240 mg glutamina e 120 mg glicina).

A figura 1 mostra as variações médias dos níveis plasmáticos de glutamina no ínicio, 30, 60 e 90 minutos após a administração de magnésio glicil glutamina quelato.

Fonte: Ashmead, 2002.

Em outro estudo, foi possível demonstrar que o uso do composto Magnesium Glycyl Glutamine é mais efetio para o ganho de massa comparado-se com esteróide, e sem efeitos colaterais (figura 2).

Figura 2. Elevaçào média da massa magra no período de 56 dias nos indivíduos que consumiram 400 mg de magnésio glicil glutamina ou 2 mg de testosterona.

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  • Não conheço cara mas parece ser interessante, por ser barato faça o teste e posta pra galera ae.

  • Isso não é exatamente um medicamento cara... na verdade é uma ótima opção sim de glutamina. Só cuidado com o que essa farma vai fazer rs... os compostos quelados são bem dificeis de se fazer, nao é

  • Acho que a questão não é exatamente ter receita... é achar um lugar que realmente venda o quelado... Quero dizer que não é porque você não tem receita que os caras não vão te vender o quelado e vão

Isso não é exatamente um medicamento cara... na verdade é uma ótima opção sim de glutamina.

Só cuidado com o que essa farma vai fazer rs... os compostos quelados são bem dificeis de se fazer, nao é qualquer lugar que tem, sei la se eles não vão só colocar os 3 componentes na capsula e voce vai achar que ta consumindo o magnesium-glycyl-glutamine. Esse composto nasce depois de uma reação química e nao simplesmnete misturando os três!

  • Author

Esse que é o meu maior receio. Como posso ter a certeza que seria um quelato e não a mistura dos 3 componentes? Por isso que vim perguntar aqui. To pensando em ir a um médico conversar com ele sobre isso e quem sabe arrumar uma receita.

Acho que a questão não é exatamente ter receita... é achar um lugar que realmente venda o quelado...

Quero dizer que não é porque você não tem receita que os caras não vão te vender o quelado e vão vender a mistura entendeu? Acho que o que fica complicado mesmo é confiar no local onde está comprando. Por mais que o médico deixe claro na receita que você precisa do quelado, as vezes a farma não sabe nem o que é e acaba de vendendo a mistura não por mal...

  • 9 years later...
  • 6 years later...

A discussão sobre quelato de verdade versus mistura dos três componentes é tecnicamente correta, e o @Insight explicou bem a diferença. Mas, no caso específico dessa fórmula, ela não importa. E o motivo está na aritmética, que ninguém fez.

Olhando o que aquelas 400 mg entregam:

Quarenta miligramas de magnésio. A recomendação diária para um homem adulto é de 400 a 420 mg. Ou seja, a cápsula fornece cerca de 10 por cento da necessidade. Trinta gramas de castanha-de-caju entregam o dobro disso. Meia xícara de feijão cozido entrega mais.

Duzentos e quarenta miligramas de glutamina. As doses usadas nos estudos com glutamina vão de 5 a 30 gramas por dia. Duzentos e quarenta miligramas são 0,24 grama, ou seja, algo entre 1 e 5 por cento da dose estudada. Para efeito de comparação, uma dose de 30 gramas de whey contém naturalmente cerca de 1,5 a 2 gramas de glutamina, ou seja, seis a oito vezes mais que a cápsula.

Cento e vinte miligramas de glicina. Os estudos de glicina para qualidade de sono usam 3 gramas. A cápsula entrega 4 por cento disso.

Então a resposta para a pergunta do @ravsk é essa: não vale a pena, e não porque a farmácia pode entregar mistura em vez de quelato. Não vale a pena porque, nas duas hipóteses, a quantidade é pequena demais para fazer qualquer coisa. A discussão sobre a qualidade da quelação fica sem objeto quando a dose é simbólica.

Sobre a preocupação em si, ela é legítima como princípio e vale guardar para outras situações. Quelato é um composto formado por ligação química coordenada entre o mineral e o aminoácido, não é o resultado de misturar os pós na cápsula. E, no caso do magnésio, a forma quelada realmente importa: o bisglicinato de magnésio é bem melhor absorvido e causa muito menos efeito laxativo do que o óxido de magnésio, que é a forma mais barata e mais comum. Então o @Insight estava certo em desconfiar, só aplicou a desconfiança a um produto em que o problema era outro.

Vale também um comentário sobre a lista de indicações do fabricante. Quando um produto é indicado simultaneamente para baixa imunidade, pós-operatório, quimioterapia, queimados, septicemia, produção de energia, ganho de massa muscular, compulsão por doces, alcoolismo e terapia antioxidante, isso não é sinal de versatilidade. É sinal de material publicitário. E as indicações clínicas reais que aparecem nessa lista, como queimado grave e sepse, usam glutamina em dezenas de gramas por dia, por via enteral ou parenteral, em ambiente hospitalar. Não têm relação nenhuma com 240 mg em cápsula.

Se o objetivo for cada um dos componentes separadamente, o caminho é mais simples e mais barato.

Para magnésio, comida resolve na maioria dos casos: castanhas, sementes de abóbora, folhas verde-escuras, leguminosas e cacau. Se quiser suplementar, bisglicinato ou citrato, com 200 a 400 mg de magnésio elementar, e não 40.

Para glicina, se o interesse for sono, a dose estudada é de 3 gramas antes de deitar, e ela custa pouco em pó.

E para glutamina, já discuti em outro tópico: em pessoa saudável, com proteína adequada na dieta, ela não demonstrou benefício em ganho de massa, força, recuperação ou imunidade.

Sobre os 20 reais por 60 cápsulas parecerem baratos, vale olhar por outro ângulo: pelo que é efetivamente entregue de cada nutriente, esse é um dos produtos mais caros que se pode comprar.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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