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Primeiro Ciclo de Oxa com Exemestano Feminino

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Uma caixa de exemestano = 2 sessões de criolipólise.

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  • Sinceramente não vejo o porquê de examestano. Ele vai diminuir um dos principais hormônios femininos, o estradiol. E o pior: ao contrário de outros inibidores de aromatase, como o  Anastrozol, ele é u

  • Já perguntaram... Eu continuo sem entender a mulherada querendo usar examestano! Tem algum estudo que fale disso e a gente perdeu?

  • Encontrei um estudo aqui, mas ao meu ver ainda não se justifica em um ciclo: http://www.musculacao.net/o-exemestano-torna-o-mais-definido-e-musculoso/     "O exemestano, o ingredie

  • 9 anos depois...

A discussão aqui parou em custo e em quanto de gordura o exemestano reduziria, mas existe um argumento anterior a esses dois que resolve a questão de forma mais limpa.

Primeiro, o mais objetivo: oxandrolona não aromatiza. Ela é derivada de DHT e não é substrato da aromatase. Então, num ciclo só com oxandrolona, não existe estradiol extra sendo produzido a partir da droga para um inibidor de aromatase controlar. O exemestano estaria ali para bloquear uma conversão que não está acontecendo.

Segundo, e esse é o ponto que a literatura oncológica resolve há décadas: inibidor de aromatase isolado não funciona como se espera em mulher na pré menopausa. Quando o estradiol cai, a hipófise responde elevando FSH e LH, o ovário é estimulado, a expressão de aromatase ovariana sobe e o bloqueio é atropelado. Por isso, em oncologia, inibidor de aromatase em mulher que ainda menstrua não é usado sozinho, e sim junto de supressão ovariana com análogo de GnRH. Sem isso o resultado costuma ser oscilação hormonal, não supressão estável. Boa parte dos relatos de mulher que tomou anastrozol ou exemestano e sentiu tudo desregulado vem exatamente daí.

Isso também explica por que o estudo trazido não transfere. Em mulher na pós menopausa o ovário já não produz estradiol, e o pouco que existe vem da aromatização periférica no tecido adiposo. Ali o inibidor tem alvo único e funciona. É uma fisiologia diferente da de uma mulher de vinte e poucos anos com ciclo regular. A ressalva do Miguel sobre generalizar população está certa, e o motivo é esse.

Vale acrescentar um ponto que raramente aparece: o exemestano é um inibidor esteroidal, e um dos seus metabólitos, o 17 hidroxiexemestano, tem atividade androgênica. Ou seja, numa mulher preocupada com virilização, ele não é um composto neutro que só tira estrogênio.

E tem o lado do que se perde. Estradiol em mulher jovem não é vilão a ser zerado. Ele sustenta densidade óssea, colágeno e articulação, lubrificação, humor e boa parte do perfil lipídico favorável. Derrubar estradiol enquanto se usa um androgênio que já derruba HDL é somar dois golpes na mesma direção.

Resumindo o que eu faria: se o objetivo era controlar retenção ou inchaço, o alvo está errado, porque isso com oxandrolona costuma ser sódio, dieta e água, não estrogênio. Se o objetivo era acelerar perda de gordura, o custo desse caminho não paga o que ele entrega.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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