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    Foi nutricionista que passou essa dieta? Vou chutar aproximadamente as calorias e proteína de cada refeição  Cafe da manha 550 KCal 20g proteína Lanche manha 150 KCal 3g proteína Almoco

  • Café da manhã 07:00 hrs: Café preto + 2 ovos + 30g aveia Lanche da manhã 10:00 hrs: YoPro + 1 banana prata (100g) Almoço 13:00 hrs: Frago grelhado (150g), salada de pepino e tomate, couve cr

  • Essa rotina de alimentação foi feita por mim mesma (tanto que esta errada). Preciso de ajuda urgente rs. Sobre a questão do anticoncepcional, irá me trazer uma melhora por eu ter retirado?

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  • 6 anos depois...

nunuperfil, chego muito depois e espero que você tenha seguido em frente. O tópico foi útil, o Bravo Costa acertou ao mostrar que a sua dieta tinha bem mais carboidrato do que você imaginava, o Odin organizou os horários e a correção sobre o abacate estava certa, porque duzentos e quinze gramas passam de trezentas calorias e não as duzentas e cinquenta e oito do aplicativo. Mas ficaram coisas importantes de fora, e uma delas você levantou e foi respondida em uma linha.

Começo por ela. Você perguntou se prancha prejudica quem está com a diástase dilatada e a resposta foi que sim, junto com a sugestão de procurar por conta própria. Só que a informação decisiva não foi dita: você fazia crossfit todos os dias. O crossfit é justamente a modalidade cheia dos movimentos que pioram diástase, como abdominal completo, elevação de pernas na barra, o exercício no aparelho de extensão de tronco e tudo o que se faz com impulso. Ou seja, o problema não era a prancha isolada, era boa parte do treino. Diástase depois de cesárea não é questão estética, é a linha do meio da parede abdominal ficando frouxa, e ela costuma vir acompanhada de alteração do assoalho pélvico, que aparece como perda de urina ao pular, tossir ou espirrar, algo que ninguém te perguntou. Isso tem tratamento e quem cuida é fisioterapeuta especializado em assoalho pélvico, com avaliação presencial. Vale muito procurar, porque treinar por cima de uma diástase durante meses tende a afastá la ainda mais.

O segundo ponto é o anticoncepcional. Você perguntou se tirar o adesivo traria melhora e ouviu que sim, certamente, para o corpo e para a vida. Eu não iria tão longe. É verdade que o componente estrogênico causa alguma retenção de líquido em parte das mulheres, e é possível que parte do inchaço noturno que você descreveu viesse dali. Mas contracepção é decisão médica e individual, e vale destacar duas coisas práticas que ficaram sem menção. A primeira é que existe um intervalo entre parar o adesivo e colocar o dispositivo, e nesse intervalo não há proteção contra gravidez. A segunda é sobre o próprio dispositivo de cobre: ele costuma aumentar o volume do sangramento menstrual e as cólicas, principalmente no primeiro ano. Numa mulher que está em restrição calórica e cuja dieta tem pouca carne vermelha, isso significa risco real de queda de ferro. Peça hemograma com ferritina alguns meses depois de colocar, e repita se aparecer cansaço, falta de ar ao esforço, queda de cabelo ou unha quebradiça.

Aliás, exames em geral. Logo no primeiro dia te disseram para fazer, você não fez, e o assunto não voltou mais. Alguém que se queixa de retenção, de mudança de humor forte quando restringe comida e de dificuldade para emagrecer merece pelo menos função da tireoide com TSH e T quatro livre, hemograma com ferritina, glicemia com insulina e vitamina D. São exames simples e baratos, e se algum deles estiver alterado nenhuma dieta resolveria sozinha.

Sobre os três quilos em dezesseis dias, eu quero te dar uma leitura mais honesta do que a que você recebeu. Você foi parabenizada, e merece mesmo, porque manteve noventa por cento de adesão numa semana em que as academias fecharam. Mas uma parte grande daqueles três quilos foi água, não gordura. Quando o carboidrato cai, o corpo esvazia o glicogênio, e cada grama de glicogênio carrega água junto, o que dá uma queda rápida na balança nos primeiros dez a quinze dias e depois desacelera. Somando a saída do adesivo, que também desincha, dá para explicar quase tudo sem gordura nenhuma. Digo isso não para diminuir o resultado, e sim porque quem não sabe disso costuma se assustar e desanimar exatamente no segundo mês, quando a balança para. Gordura sai devagar, algo entre meio quilo por semana, e é isso que se deve esperar.

Duas notas sobre alimentação. A primeira é que você relatou diarreia e vômito depois do produto lácteo do lanche, e isso foi tratado só como troca de item. Se episódios assim se repetem com leite, iogurte ou proteína do soro, o nome provável é intolerância à lactose, que é comum e se investiga com facilidade. E repare que a sua dieta ficou apoiada em iogurte e proteína do soro, então descobrir isso muda o desenho todo. A segunda é sobre a aveia que travava na garganta: a sugestão da panqueca foi boa, e outra saída simples é deixar a aveia de molho no iogurte na noite anterior, porque ela amolece e fica fácil de comer.

Por fim, o que ninguém retomou e que era a pergunta mais certeira do tópico. O Locemar perguntou logo no começo se você fazia só crossfit e nunca recebeu resposta, e a partir dali só se falou de comida. Com um metro e cinquenta e um e sessenta e cinco quilos, o que vai mudar o seu corpo não é apenas secar, é ter músculo por baixo. Nessa altura, poucos quilos de massa magra transformam a silhueta. Crossfit todos os dias, mais trinta minutos de esteira todo dia, mais treino intervalado em casa, para quem tinha dois meses de treino, é volume alto demais e sem nenhum dia de descanso na semana, e descanso é quando o corpo se recupera. Eu trocaria parte disso por dois ou três dias de musculação com progressão de carga anotada, começando pelos básicos de perna e costas, e deixaria pelo menos um dia livre. Vai render mais e machucar menos.

E uma palavra final sobre o encerramento. O acompanhamento acabou porque uma atualização não veio no dia marcado, em abril de dois mil e vinte, que foi justamente quando a vida de todo mundo virou de cabeça para baixo. Se você chegou a ler isso, não deixe que aquele ponto final tenha sido o seu. Você começou bem, entendeu a lógica da contagem e foi honesta sobre as próprias dificuldades, e isso é a parte difícil.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

Há 5 horas, Cláudio Chamini disse:

nunuperfil, chego muito depois e espero que você tenha seguido em frente. O tópico foi útil, o Bravo Costa acertou ao mostrar que a sua dieta tinha bem mais carboidrato do que você imaginava, o Odin organizou os horários e a correção sobre o abacate estava certa, porque duzentos e quinze gramas passam de trezentas calorias e não as duzentas e cinquenta e oito do aplicativo. Mas ficaram coisas importantes de fora, e uma delas você levantou e foi respondida em uma linha.

Começo por ela. Você perguntou se prancha prejudica quem está com a diástase dilatada e a resposta foi que sim, junto com a sugestão de procurar por conta própria. Só que a informação decisiva não foi dita: você fazia crossfit todos os dias. O crossfit é justamente a modalidade cheia dos movimentos que pioram diástase, como abdominal completo, elevação de pernas na barra, o exercício no aparelho de extensão de tronco e tudo o que se faz com impulso. Ou seja, o problema não era a prancha isolada, era boa parte do treino. Diástase depois de cesárea não é questão estética, é a linha do meio da parede abdominal ficando frouxa, e ela costuma vir acompanhada de alteração do assoalho pélvico, que aparece como perda de urina ao pular, tossir ou espirrar, algo que ninguém te perguntou. Isso tem tratamento e quem cuida é fisioterapeuta especializado em assoalho pélvico, com avaliação presencial. Vale muito procurar, porque treinar por cima de uma diástase durante meses tende a afastá la ainda mais.

O segundo ponto é o anticoncepcional. Você perguntou se tirar o adesivo traria melhora e ouviu que sim, certamente, para o corpo e para a vida. Eu não iria tão longe. É verdade que o componente estrogênico causa alguma retenção de líquido em parte das mulheres, e é possível que parte do inchaço noturno que você descreveu viesse dali. Mas contracepção é decisão médica e individual, e vale destacar duas coisas práticas que ficaram sem menção. A primeira é que existe um intervalo entre parar o adesivo e colocar o dispositivo, e nesse intervalo não há proteção contra gravidez. A segunda é sobre o próprio dispositivo de cobre: ele costuma aumentar o volume do sangramento menstrual e as cólicas, principalmente no primeiro ano. Numa mulher que está em restrição calórica e cuja dieta tem pouca carne vermelha, isso significa risco real de queda de ferro. Peça hemograma com ferritina alguns meses depois de colocar, e repita se aparecer cansaço, falta de ar ao esforço, queda de cabelo ou unha quebradiça.

Aliás, exames em geral. Logo no primeiro dia te disseram para fazer, você não fez, e o assunto não voltou mais. Alguém que se queixa de retenção, de mudança de humor forte quando restringe comida e de dificuldade para emagrecer merece pelo menos função da tireoide com TSH e T quatro livre, hemograma com ferritina, glicemia com insulina e vitamina D. São exames simples e baratos, e se algum deles estiver alterado nenhuma dieta resolveria sozinha.

Sobre os três quilos em dezesseis dias, eu quero te dar uma leitura mais honesta do que a que você recebeu. Você foi parabenizada, e merece mesmo, porque manteve noventa por cento de adesão numa semana em que as academias fecharam. Mas uma parte grande daqueles três quilos foi água, não gordura. Quando o carboidrato cai, o corpo esvazia o glicogênio, e cada grama de glicogênio carrega água junto, o que dá uma queda rápida na balança nos primeiros dez a quinze dias e depois desacelera. Somando a saída do adesivo, que também desincha, dá para explicar quase tudo sem gordura nenhuma. Digo isso não para diminuir o resultado, e sim porque quem não sabe disso costuma se assustar e desanimar exatamente no segundo mês, quando a balança para. Gordura sai devagar, algo entre meio quilo por semana, e é isso que se deve esperar.

Duas notas sobre alimentação. A primeira é que você relatou diarreia e vômito depois do produto lácteo do lanche, e isso foi tratado só como troca de item. Se episódios assim se repetem com leite, iogurte ou proteína do soro, o nome provável é intolerância à lactose, que é comum e se investiga com facilidade. E repare que a sua dieta ficou apoiada em iogurte e proteína do soro, então descobrir isso muda o desenho todo. A segunda é sobre a aveia que travava na garganta: a sugestão da panqueca foi boa, e outra saída simples é deixar a aveia de molho no iogurte na noite anterior, porque ela amolece e fica fácil de comer.

Por fim, o que ninguém retomou e que era a pergunta mais certeira do tópico. O Locemar perguntou logo no começo se você fazia só crossfit e nunca recebeu resposta, e a partir dali só se falou de comida. Com um metro e cinquenta e um e sessenta e cinco quilos, o que vai mudar o seu corpo não é apenas secar, é ter músculo por baixo. Nessa altura, poucos quilos de massa magra transformam a silhueta. Crossfit todos os dias, mais trinta minutos de esteira todo dia, mais treino intervalado em casa, para quem tinha dois meses de treino, é volume alto demais e sem nenhum dia de descanso na semana, e descanso é quando o corpo se recupera. Eu trocaria parte disso por dois ou três dias de musculação com progressão de carga anotada, começando pelos básicos de perna e costas, e deixaria pelo menos um dia livre. Vai render mais e machucar menos.

E uma palavra final sobre o encerramento. O acompanhamento acabou porque uma atualização não veio no dia marcado, em abril de dois mil e vinte, que foi justamente quando a vida de todo mundo virou de cabeça para baixo. Se você chegou a ler isso, não deixe que aquele ponto final tenha sido o seu. Você começou bem, entendeu a lógica da contagem e foi honesta sobre as próprias dificuldades, e isso é a parte difícil.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

Oii, nossa 6 anos se passaram desse processo todo, realmente aprendi muito mas nao continuei como gostaria no processo.

Percebi que faltou muita disciplina e constância, coisas que ate os dias atuais venho lutando pra ter.

6 anos passaram, estou com 90kgs, tendinites pelo corpo, fazendo dietas, jejum, musculação, esportes..

Hoje tenho nutricionistas, personal e médicos me acompanhando. E principalmente psicólogo pq notei que o maior problema sou eu mesma e a autosaboragem.

Sigo.. As vezes pouco firme, as vezes mais forte, mas nunca desisti de mim mesmo.

Obrigada pelas considerações

Rafaela60, obrigado por voltar aqui e contar como ficou. Esse tipo de relato honesto vale mais para quem lê do que qualquer print de evolução.

Vou pegar a parte que você mesma apontou como o nó, a constância. Quando alguém já tem nutricionista, personal, médico e psicólogo acompanhando e mesmo assim o processo não engata, quase nunca o problema é falta de informação. Costuma ser plano grande demais para a vida real. Dieta fechada, treino cinco vezes por semana, jejum, esporte, tudo começando na mesma segunda-feira. Isso funciona por duas ou três semanas, uma coisa desanda, e a sensação de ter falhado derruba o resto junto. Aí vem o rótulo de autossabotagem, que na prática é só um plano que nunca coube.

O caminho que costuma sustentar é o oposto do que parece intuitivo. Escolher duas ou três coisas pequenas que você consegue fazer mesmo na pior semana do mês e proteger só elas. Por exemplo bater a proteína do dia, andar todo dia, e treinar duas vezes por semana com hora marcada na agenda. Nada de meta de peso no começo. A meta é a frequência. Quando essas duas ou três estiverem rodando há dois meses seguidos sem esforço heroico, você acrescenta a próxima. É mais lento no papel e muito mais rápido no calendário, porque não tem recomeço do zero a cada tropeço.

Sobre as tendinites, elas mudam o que dá para fazer, mas não impedem treinar. Tendão responde mal a pico de carga e a variação brusca de volume, e responde bem a carga constante e progressiva. Na prática isso significa manter o movimento dentro da amplitude que não dói, trabalhar com repetições mais altas e cadência controlada, e subir carga em degraus pequenos ao longo de semanas em vez de sessões. O erro clássico é parar tudo enquanto dói, voltar com o mesmo peso de antes quando melhora, e inflamar de novo. Esse ciclo é o que mais destrói constância em quem tem tendinopatia, e ele é evitável. Como você já tem acompanhamento, leve exatamente essa pergunta para o seu personal e para o médico: quais movimentos ficam liberados agora, com qual faixa de repetição, e qual o critério para subir carga.

Com noventa quilos e tendinites no corpo, a caminhada e o trabalho na água tendem a ser os aliados mais baratos, porque permitem volume alto de gasto calórico sem impacto nem carga de tendão. E a musculação segue valendo justamente porque massa muscular preservada é o que segura o gasto energético quando o peso começa a cair.

Você escreveu que nunca desistiu de si mesma. Isso não é frase de efeito, é o único requisito que não dá para terceirizar. O resto é ajuste de tamanho de plano.

Há 27 minutos, Cláudio Chamini disse:

<p>Rafaela60, obrigado por voltar aqui e contar como ficou. Esse tipo de relato honesto vale mais para quem lê do que qualquer print de evolução.</p>

<p>Vou pegar a parte que você mesma apontou como o nó, a constância. Quando alguém já tem nutricionista, personal, médico e psicólogo acompanhando e mesmo assim o processo não engata, quase nunca o problema é falta de informação. Costuma ser plano grande demais para a vida real. Dieta fechada, treino cinco vezes por semana, jejum, esporte, tudo começando na mesma segunda-feira. Isso funciona por duas ou três semanas, uma coisa desanda, e a sensação de ter falhado derruba o resto junto. Aí vem o rótulo de autossabotagem, que na prática é só um plano que nunca coube.</p>

<p>O caminho que costuma sustentar é o oposto do que parece intuitivo. Escolher duas ou três coisas pequenas que você consegue fazer mesmo na pior semana do mês e proteger só elas. Por exemplo bater a proteína do dia, andar todo dia, e treinar duas vezes por semana com hora marcada na agenda. Nada de meta de peso no começo. A meta é a frequência. Quando essas duas ou três estiverem rodando há dois meses seguidos sem esforço heroico, você acrescenta a próxima. É mais lento no papel e muito mais rápido no calendário, porque não tem recomeço do zero a cada tropeço.</p>

<p>Sobre as tendinites, elas mudam o que dá para fazer, mas não impedem treinar. Tendão responde mal a pico de carga e a variação brusca de volume, e responde bem a carga constante e progressiva. Na prática isso significa manter o movimento dentro da amplitude que não dói, trabalhar com repetições mais altas e cadência controlada, e subir carga em degraus pequenos ao longo de semanas em vez de sessões. O erro clássico é parar tudo enquanto dói, voltar com o mesmo peso de antes quando melhora, e inflamar de novo. Esse ciclo é o que mais destrói constância em quem tem tendinopatia, e ele é evitável. Como você já tem acompanhamento, leve exatamente essa pergunta para o seu personal e para o médico: quais movimentos ficam liberados agora, com qual faixa de repetição, e qual o critério para subir carga.</p>

<p>Com noventa quilos e tendinites no corpo, a caminhada e o trabalho na água tendem a ser os aliados mais baratos, porque permitem volume alto de gasto calórico sem impacto nem carga de tendão. E a musculação segue valendo justamente porque massa muscular preservada é o que segura o gasto energético quando o peso começa a cair.</p>

<p>Você escreveu que nunca desistiu de si mesma. Isso não é frase de efeito, é o único requisito que não dá para terceirizar. O resto é ajuste de tamanho de plano.</p>

Obrigada pelo seu retorno.

Como os profissionais sabem do meu efeito sanfona e efeito autosabotador, estamos fazendo exatamente isso que mencionou. Faço academia 3x na semana e em um dia do fds pratico o esporte que gosto, sem obrigação e por lazer mesmo.

Estou num fortalecimento de quadriceps, panturrilha, lombar e gluteos moderado pq tenho condromalacia patelar, tendinite no quadril e no gluteo. Graças a Deus estou com ótimos profissionais. Comecei esse processo todo novamente tem pouco mais de 3 semanas.. Então é como vc falou, com calma e focando no que é mais importante agora, manter constância, seguir dieta balanceada pro meu objetivo, beber muita agua e trabalhar bem a cabeça.

Espero voltar aqui numa próxima com orgulho da minha evolução..

Academia três vezes por semana e um esporte por prazer no fim de semana é exatamente o desenho que sustenta. E o fato de os profissionais já conhecerem o histórico muda tudo, porque o plano foi feito para a sua vida real e não para uma vida ideal.

Vou deixar dois detalhes técnicos dessa combinação específica de condromalácia com tendinopatia de glúteo, porque eles mudam bastante o dia a dia e raramente aparecem na orientação inicial.

O primeiro é sobre o joelho. Condromalácia patelar dói principalmente por pressão entre a patela e o fêmur, e essa pressão sobe conforme o joelho dobra sob carga. Na prática, agachamento e leg press profundos costumam incomodar mais do que os mesmos exercícios em amplitude parcial, e a cadeira extensora tende a doer mais no começo do movimento, com o joelho bem flexionado, do que no trecho final. Não é caso de eliminar exercício, é de escolher a faixa de amplitude que não dói e ir ampliando conforme melhora. E vale saber de uma coisa muito útil: exercício isométrico de extensão de joelho, aquele de segurar a posição parada por trinta a quarenta e cinco segundos, tem efeito analgésico bem documentado nesse tipo de dor. Dá para usar antes do treino e treinar melhor por causa disso.

O segundo é o mais contraintuitivo, e é sobre o glúteo. A tendinopatia de glúteo dói porque o tendão é comprimido contra o osso lateral do quadril quando a perna cruza a linha do meio do corpo. Isso significa que o que piora não é só o treino, é a postura do dia inteiro. Ficar de pé com o peso jogado só num lado e o quadril desabado, sentar de pernas cruzadas, dormir de lado com o joelho de cima caindo para dentro, tudo isso comprime. E o alongamento clássico de puxar o joelho na direção do ombro oposto, que é justamente o que todo mundo indica para dor no glúteo, é um dos piores nesse quadro. Um travesseiro entre os joelhos para dormir e atenção em não desabar o quadril quando fica de pé já tiram uma parte grande da dor sem custo nenhum.

Sobre voltar aqui para contar, volte mesmo, e não só quando estiver orgulhosa do resultado. O período que mais ajuda quem lê é o do meio, quando a coisa está funcionando devagar e quase ninguém posta.

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