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Mesma Seringa Para duas substâncias.

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Já faço ciclo a alguns anos, mas recentemente presenciei algo que me deixou intrigado onde se mistura em uma mesma seringa duas substâncias e troca apenas a agulha:

Ex: Masteron + Enantato De Testo.

sempre achei que isso poderia ocasionar algum problema, se realmente foi tranquilo é uma boa pós diminui o número de agulhadas.

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  • Misturar dois veículos oleosos não tem problema. Claro, há todo o resto, referente a assepsia, e demais cuidados inerentes, como orientação especializada, dieta, treino, etc.

  • 3 anos depois...

A resposta do @Foston está certa no essencial. Dois produtos de veículo oleoso podem ser aspirados na mesma seringa sem que ocorra reação entre eles. Vale detalhar o resto, porque a pergunta é boa e o que decide segurança aqui não é a mistura em si, é o procedimento em volta dela.

Sobre a compatibilidade, o ponto é o veículo. Óleo com óleo se mistura. O cuidado é com produto de base aquosa, principalmente suspensão, que é o caso da forma injetável do estanozolol em água. Aquosa com oleosa não forma solução homogênea, e além disso a suspensão tem partícula em suspensão que pode se comportar de maneira imprevisível ao ser diluída. Se for para juntar, junte oleoso com oleoso.

Sobre a agulha, a prática descrita já é a correta e vale explicar por quê. Aspirar com uma agulha e trocar por outra para aplicar reduz dor e reduz o risco de irritação, porque a agulha usada para furar a borracha do frasco perde o fio e leva resíduo do produto na parte externa. Quem aplica com a mesma agulha da aspiração deposita esse resíduo no trajeto do tecido subcutâneo, e é uma das causas de nódulo e de dor prolongada no local.

O cuidado que faltou mencionar, e é o mais relevante, é a direção da contaminação entre frascos. Ao aspirar do segundo frasco com a agulha que já tem produto do primeiro, sobra resíduo dentro da agulha e ele entra no segundo frasco. Se um dos frascos estiver contaminado, o outro também estará, e frascos multidose são usados por semanas. O jeito de evitar é simples, ou seja, aspirar cada substância com uma agulha própria, ou aspirar sempre na mesma ordem sem devolver nada, e limpar a borracha de cada frasco com álcool a setenta por cento antes de cada perfuração, deixando secar.

Sobre a vantagem que ele buscava, de reduzir o número de aplicações, ela é real e é legítima, mas tem um limite físico que precisa ser respeitado. Volume grande em um único ponto dói, forma nódulo e aumenta o risco de reação local. Como referência clínica, o glúteo tolera na prática algo em torno de dois a três mililitros por aplicação, com cinco como limite superior, e o deltoide não passa de um a dois mililitros. Volume maior deve ser dividido em pontos diferentes. Ou seja, juntar duas substâncias faz sentido quando o total continua dentro desse volume, e não faz sentido quando o resultado é uma seringa de quatro ou cinco mililitros em um deltoide.

Três observações práticas para fechar.

Concentração alta de alguns compostos, e a forma injetável do estanozolol é o exemplo clássico, causa mais dor local, e misturar com um óleo não neutraliza isso.

Aplicar dois produtos juntos tira a possibilidade de identificar a origem de uma reação. Se aparecer dor forte, vermelhidão ou febre, não se sabe qual dos dois causou. Quem está usando algo pela primeira vez ganha em aplicar separado até saber como reage.

E o sinal de alerta que vale para qualquer aplicação. Dor que aumenta depois do segundo dia, vermelhidão que se espalha, calor local, endurecimento crescente ou febre não é dor de aplicação, é suspeita de abscesso ou de infecção, e isso é caso de atendimento médico, não de compressa e paciência. Abscesso de aplicação é uma das complicações mais comuns nesse meio e é justamente a que resulta de falha de assepsia como a descrita acima.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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