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tentando eliminar gordura

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  • Autor
8 horas atrás, Batata... disse:

Pelos dados atuais e relato, calculo que seu GCD seja em torno de 1950 kcal... seu bf 27 ...

fazendo um cut de 10% : 1750kcal... coloque 2gr p/kg proteinas, 2gr p/kg de carbos e 1gr p/kg de gordura...

Conforme seu bf for baixando e sua massa magra aumentando, automaticamente seu GCD irá aumentar puxando as calorias pra cima...

use esse números para começar.

Vou fazer assim, valeu

Sobre finalizar a cetogênica, estive lendo sobre adicionar os carbos lentamente, pra 42 dias q fique na cetose quantos dias para finalizar?

 

 

 

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  • Admirador do Bruce Lee
    Admirador do Bruce Lee

    Eu testei a cetogênica em mim por 2 meses, sei bem como é esta questão da falta de energia, a gente fica no limite mesmo, na época a minha devia ter no máximo umas 1900 calorias, por isso comentei, ma

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  • Moderador
15 horas atrás, garba disse:

Vou fazer assim, valeu

Sobre finalizar a cetogênica, estive lendo sobre adicionar os carbos lentamente, pra 42 dias q fique na cetose quantos dias para finalizar?

 

 

 

Minha opinião é a mesma... iniciar uma dieta de acordo com seu objetivo respeitando seu corpo... vc precisa de carbs para energia, gorduras para seus hormônios e proteínas para seus músculos... simples... ajustar cada um com o seu objetivo... Qt mais massa magra, mais rápido fica seu metabolismo e mais vc irá comer

Resumo  (treine feito um cavalo, coma feito um leão e durma feito um urso.)

Editado em por Batata...

  • 3 anos depois...

@garbassauro, noventa e oito para setenta e sete quilos, saindo de doze anos praticamente parado e com depressão no meio do caminho, é um feito grande. Quero responder a pergunta que você fez e que ficou sem resposta direta, e depois levantar duas coisas que ninguém comentou aqui e que no seu caso são as mais importantes.

Primeiro, como sair da cetogênica depois de quarenta e dois dias.

Não precisa de protocolo complicado. Reintroduzir carboidrato ao longo de uma a duas semanas, começando com algo em torno de cinquenta gramas por dia e subindo aos poucos, já resolve bem. O que eu faço questão de avisar é o que vai acontecer na balança, porque é aqui que muita gente entra em pânico e volta correndo para a restrição.

Você vai ganhar peso rápido nos primeiros dias, e isso não é gordura. Cada grama de glicogênio armazenado no músculo carrega junto cerca de três gramas de água. Depois de quarenta e dois dias em cetose os seus estoques estão vazios, e quando o carboidrato volta eles reenchem. Isso costuma dar de um a três quilos em poucos dias. É água e glicogênio, não é reversão do seu resultado. Sabendo disso de antemão, o susto não acontece. Inclusive, músculo cheio de glicogênio é o que faz você parecer melhor e render mais no treino, ainda mais agora que a sua estação de musculação vai chegar.

Agora as duas coisas mais importantes.

A primeira é sobre o exame de testosterona que te deixou frustrado. Quando o exame foi colhido, você estava em restrição severa, na casa das mil e duzentas calorias, com uma hora de aeróbio por dia. Isso importa muito, porque déficit energético acentuado suprime o eixo hormonal de forma funcional. A literatura é bem clara nisso. Em estudos com restrição calórica em homens saudáveis a testosterona cai e volta com a realimentação. Em situações extremas, como o curso de Rangers do exército americano, a queda chegou a setenta ou oitenta por cento, com recuperação do eixo em cerca de seis semanas depois. Em fuzileiros, os valores voltaram ao basal após vinte e sete dias de realimentação.

O ponto prático é esse: um exame de testosterona colhido durante restrição pesada não mede o seu estado real, mede o efeito da dieta. E essa supressão é funcional e reversível, ou seja, é diferente de hipogonadismo de verdade. Então o caminho certo agora é justamente o que você já decidiu fazer, sair da cetogênica e voltar a comer no tamanho certo, e repetir o exame depois de algumas semanas comendo normalmente. Aí sim o número vai valer alguma coisa. Colhe de manhã, em jejum, e peça testosterona total e livre junto com LH e FSH, porque são esses dois que dizem se o problema é central ou testicular.

A segunda é a que ninguém mencionou no tópico e que eu não deixaria passar. Você usa escitalopram. Disfunção sexual e queda de libido estão entre os efeitos adversos mais comuns dos antidepressivos dessa classe, com relatos entre vinte e seis e cinquenta e sete por cento dos homens em tratamento, e o escitalopram está nessa lista. Ou seja, existe uma explicação bem provável para a sua libido baixa que não é hormonal e que não estava sendo considerada.

Isso é importante por dois motivos. Um, porque muda a conversa com o médico. Em vez de discutir se a testosterona está normal ou não, o assunto passa a ser se esse efeito adverso pode ser manejado, e existem estratégias reconhecidas para isso, incluindo ajuste de dose, mudança de horário, troca de medicamento ou associação de outro. Dois, e isso é essencial, nada disso se faz por conta própria. Interromper ou mexer em antidepressivo sozinho é justamente o que costuma trazer a recaída de volta, e você mesmo escreveu que já aprendeu a reconhecer os sinais quando algo está saindo do controle. Leve o assunto ao prescritor, é uma queixa legítima e comum, e ela merece ser tratada como parte do tratamento e não como algo a suportar calado.

E olha como as peças se encaixam. Libido baixa, fraqueza e tristeza podem vir da depressão em si, do efeito do antidepressivo, do déficit energético severo, da testosterona ou de vários juntos. É por isso que um exame isolado não resolve a questão. O que resolve é ir eliminando variável por variável, e você acabou de tirar a maior delas ao decidir encerrar as mil e duzentas calorias.

Sobre os números que o @Batata... te passou, eles fazem sentido como ponto de partida. Só acrescento que com a estação de musculação chegando, o treino de força passa a ser a peça mais importante do seu caso, e não o aeróbio. Aos quarenta e quatro anos, preservar e construir massa magra é o que sustenta o resultado a longo prazo, e treino de força tem efeito próprio sobre humor, que no seu contexto conta duas vezes.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

  • Autor
Há 10 horas, Cláudio Chamini disse:

@garbassauro, noventa e oito para setenta e sete quilos, saindo de doze anos praticamente parado e com depressão no meio do caminho, é um feito grande. Quero responder a pergunta que você fez e que ficou sem resposta direta, e depois levantar duas coisas que ninguém comentou aqui e que no seu caso são as mais importantes.

Primeiro, como sair da cetogênica depois de quarenta e dois dias.

Não precisa de protocolo complicado. Reintroduzir carboidrato ao longo de uma a duas semanas, começando com algo em torno de cinquenta gramas por dia e subindo aos poucos, já resolve bem. O que eu faço questão de avisar é o que vai acontecer na balança, porque é aqui que muita gente entra em pânico e volta correndo para a restrição.

Você vai ganhar peso rápido nos primeiros dias, e isso não é gordura. Cada grama de glicogênio armazenado no músculo carrega junto cerca de três gramas de água. Depois de quarenta e dois dias em cetose os seus estoques estão vazios, e quando o carboidrato volta eles reenchem. Isso costuma dar de um a três quilos em poucos dias. É água e glicogênio, não é reversão do seu resultado. Sabendo disso de antemão, o susto não acontece. Inclusive, músculo cheio de glicogênio é o que faz você parecer melhor e render mais no treino, ainda mais agora que a sua estação de musculação vai chegar.

Agora as duas coisas mais importantes.

A primeira é sobre o exame de testosterona que te deixou frustrado. Quando o exame foi colhido, você estava em restrição severa, na casa das mil e duzentas calorias, com uma hora de aeróbio por dia. Isso importa muito, porque déficit energético acentuado suprime o eixo hormonal de forma funcional. A literatura é bem clara nisso. Em estudos com restrição calórica em homens saudáveis a testosterona cai e volta com a realimentação. Em situações extremas, como o curso de Rangers do exército americano, a queda chegou a setenta ou oitenta por cento, com recuperação do eixo em cerca de seis semanas depois. Em fuzileiros, os valores voltaram ao basal após vinte e sete dias de realimentação.

O ponto prático é esse: um exame de testosterona colhido durante restrição pesada não mede o seu estado real, mede o efeito da dieta. E essa supressão é funcional e reversível, ou seja, é diferente de hipogonadismo de verdade. Então o caminho certo agora é justamente o que você já decidiu fazer, sair da cetogênica e voltar a comer no tamanho certo, e repetir o exame depois de algumas semanas comendo normalmente. Aí sim o número vai valer alguma coisa. Colhe de manhã, em jejum, e peça testosterona total e livre junto com LH e FSH, porque são esses dois que dizem se o problema é central ou testicular.

A segunda é a que ninguém mencionou no tópico e que eu não deixaria passar. Você usa escitalopram. Disfunção sexual e queda de libido estão entre os efeitos adversos mais comuns dos antidepressivos dessa classe, com relatos entre vinte e seis e cinquenta e sete por cento dos homens em tratamento, e o escitalopram está nessa lista. Ou seja, existe uma explicação bem provável para a sua libido baixa que não é hormonal e que não estava sendo considerada.

Isso é importante por dois motivos. Um, porque muda a conversa com o médico. Em vez de discutir se a testosterona está normal ou não, o assunto passa a ser se esse efeito adverso pode ser manejado, e existem estratégias reconhecidas para isso, incluindo ajuste de dose, mudança de horário, troca de medicamento ou associação de outro. Dois, e isso é essencial, nada disso se faz por conta própria. Interromper ou mexer em antidepressivo sozinho é justamente o que costuma trazer a recaída de volta, e você mesmo escreveu que já aprendeu a reconhecer os sinais quando algo está saindo do controle. Leve o assunto ao prescritor, é uma queixa legítima e comum, e ela merece ser tratada como parte do tratamento e não como algo a suportar calado.

E olha como as peças se encaixam. Libido baixa, fraqueza e tristeza podem vir da depressão em si, do efeito do antidepressivo, do déficit energético severo, da testosterona ou de vários juntos. É por isso que um exame isolado não resolve a questão. O que resolve é ir eliminando variável por variável, e você acabou de tirar a maior delas ao decidir encerrar as mil e duzentas calorias.

Sobre os números que o @Batata... te passou, eles fazem sentido como ponto de partida. Só acrescento que com a estação de musculação chegando, o treino de força passa a ser a peça mais importante do seu caso, e não o aeróbio. Aos quarenta e quatro anos, preservar e construir massa magra é o que sustenta o resultado a longo prazo, e treino de força tem efeito próprio sobre humor, que no seu contexto conta duas vezes.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

bom dia Cláudio, estou vivo ainda rsrs, faz 4 anos dessa postagem, hj mantenho 83 kilos, sem exagerar na comida, cervejinha em dia, mas sempre atento com o peso, graças a Deus estou bem melhor, abraço

  • 2 semanas depois...

Que bom te ver por aqui, @garbassauro. E o seu recado é bem mais importante do que você deve imaginar.

Noventa e oito quilos em 2022, e quatro anos depois oitenta e três, mantidos. Isso é a coisa mais rara desta história toda. Os estudos de acompanhamento de longo prazo em emagrecimento são até desanimadores nesse ponto, porque a maioria das pessoas recupera boa parte do peso dentro de três a cinco anos. Você está do lado certo dessa estatística, e não por sorte, mas por ter feito a única coisa que funciona a longo prazo, que é manter atenção sem viver em restrição.

E quero desarmar qualquer culpa que possa estar embutida nesses seis quilos a mais que os setenta e sete. Aqueles setenta e sete foram o número no fim de quarenta e dois dias de cetogênica com mil e duzentas calorias. Aquilo não era um peso de manutenção, era o fundo de um mergulho. Oitenta e três com comida normal e cerveja no fim de semana é um resultado melhor do que setenta e sete conquistado de um jeito que ninguém sustenta. O peso que se mantém por quatro anos vale mais que o peso do print.

Sobre a cerveja, não vou pedir que você tire. Só deixo um detalhe prático que ajuda a conciliar. Enquanto há álcool circulando, o fígado prioriza metabolizá-lo e a oxidação de gordura fica suspensa nesse período, e o álcool também reduz a resposta de síntese proteica ao treino nas horas seguintes. Ou seja, o que costuma render mais é a colocação e não o corte: deixar a cervejinha longe do dia do treino mais pesado. Isso resolve boa parte do custo sem tirar o prazer.

Fiquei curioso com duas coisas. A estação de musculação que estava chegando naquela época, você chegou a usar? E aos quarenta e quatro daquele post, hoje perto dos quarenta e oito, essa é a década em que a perda de massa magra começa a acelerar se não houver estímulo de força. Peso mantido é ótimo, mas o que decide como vai ser dos sessenta em diante é força e massa muscular, e essas duas a balança não mostra.

E a outra: você chegou a levar ao seu médico aquela conversa sobre o escitalopram e a libido? Fiquei com isso na cabeça.

Abraço, e obrigado por ter voltado para contar. Relato que volta anos depois é o que dá utilidade real a um fórum.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

  • Autor
Há 18 horas, Cláudio Chamini disse:

Que bom te ver por aqui, @garbassauro. E o seu recado é bem mais importante do que você deve imaginar.

Noventa e oito quilos em 2022, e quatro anos depois oitenta e três, mantidos. Isso é a coisa mais rara desta história toda. Os estudos de acompanhamento de longo prazo em emagrecimento são até desanimadores nesse ponto, porque a maioria das pessoas recupera boa parte do peso dentro de três a cinco anos. Você está do lado certo dessa estatística, e não por sorte, mas por ter feito a única coisa que funciona a longo prazo, que é manter atenção sem viver em restrição.

E quero desarmar qualquer culpa que possa estar embutida nesses seis quilos a mais que os setenta e sete. Aqueles setenta e sete foram o número no fim de quarenta e dois dias de cetogênica com mil e duzentas calorias. Aquilo não era um peso de manutenção, era o fundo de um mergulho. Oitenta e três com comida normal e cerveja no fim de semana é um resultado melhor do que setenta e sete conquistado de um jeito que ninguém sustenta. O peso que se mantém por quatro anos vale mais que o peso do print.

Sobre a cerveja, não vou pedir que você tire. Só deixo um detalhe prático que ajuda a conciliar. Enquanto há álcool circulando, o fígado prioriza metabolizá-lo e a oxidação de gordura fica suspensa nesse período, e o álcool também reduz a resposta de síntese proteica ao treino nas horas seguintes. Ou seja, o que costuma render mais é a colocação e não o corte: deixar a cervejinha longe do dia do treino mais pesado. Isso resolve boa parte do custo sem tirar o prazer.

Fiquei curioso com duas coisas. A estação de musculação que estava chegando naquela época, você chegou a usar? E aos quarenta e quatro daquele post, hoje perto dos quarenta e oito, essa é a década em que a perda de massa magra começa a acelerar se não houver estímulo de força. Peso mantido é ótimo, mas o que decide como vai ser dos sessenta em diante é força e massa muscular, e essas duas a balança não mostra.

E a outra: você chegou a levar ao seu médico aquela conversa sobre o escitalopram e a libido? Fiquei com isso na cabeça.

Abraço, e obrigado por ter voltado para contar. Relato que volta anos depois é o que dá utilidade real a um fórum.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

bom dia, faço trt a quase 4 anos, trt mesmo, mantenho na faixa de 500 a 600 de testo, mais que isso me dá mau humor, a libido esta perfeita, melhorou totalmente após a trt, faço exercicios e caminhadas diariamentes, sempre uso a estação também, se não fosse a correria do dia a dia dava pra se dedicar mais só que no momento se eu fizer isso aumenta meu stress fisico e mental, já conheço meu ritmo, devagar e sempre rsrs

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