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Durateston sem dor nas aplicações? É falsa?

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Eu estou me fazendo essa mesmo pergunta, será que estou tomando Durateston falsa?

Não sinto dor nas aplicações , e vejo e ouço dizer que a Durateston deixa dolorido o local , falam de tamanho de agulha etc.

Tem mais , sabe a quela sensação estranha que falam de bem estar , pronto pra treinar , então eu não sinto também.

Acho que essa porra e falsa.

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  • Eu estou me fazendo essa mesmo pergunta, será que estou tomando Durateston falsa? Não sinto dor nas aplicações , e vejo e ouço dizer que a Durateston deixa dolorido o local , falam de tamanho de

  • Depende de onde comprou. Durateston, como se sabe, vende em farmácia e, em se tratando de Brasil, sempre se dá um jeito de conseguir em uma. Não vejo sentido em comprar de terceiros, há menos que seja

  • Apollo Galeno
    Apollo Galeno

    Faça um exame de testosterona total....

  • Moderador
1 hora atrás, Tody disse:

será que estou tomando Durateston falsa?

Depende de onde comprou. Durateston, como se sabe, vende em farmácia e, em se tratando de Brasil, sempre se dá um jeito de conseguir em uma. Não vejo sentido em comprar de terceiros, há menos que sejam funcionários conhecidos de alguma farmácia. 😄

  • 1 ano depois...
Em 23/06/2004 em 14:09, b2 disse:

Po kra, eu fiz um ciclo com winstrol e agora to usando algumas duras, vou te falar que doi muito mais que winstrol.. Na verdade a dor do winstrol vc se acostuma e depois nao sente mais, mas a da durateston, por melhor que seja o aplicador, no dia seguinte o braço fica bem dolorido!!

É porque, literalmente falando, tem que tomar na bunda 😂😂😂

  • 3 anos depois...

Tópico de 2004 que continua recebendo gente até hoje, e por um bom motivo: a dúvida "não doeu, será que é falsa?" é uma das primeiras que passa pela cabeça de quem aplica pela primeira vez. Vale deixar aqui a resposta técnica, porque ela nunca foi dada completa em vinte anos de tópico.

Começo pelo ponto principal. Dor na aplicação não mede autenticidade nem potência. Quem provoca a dor não é o hormônio, é o que vem junto com ele e como ele entra.

O que realmente causa a dor pós-aplicação é a soma de quatro coisas. Primeiro, o veículo oleoso: óleo é um corpo estranho no músculo e ele precisa de tempo para ser dispersado e absorvido, e esse processo gera uma inflamação local que é normal. Segundo, os conservantes, principalmente o álcool benzílico, que é irritante para o tecido e está presente em praticamente toda ampola oleosa. Terceiro, o volume e a velocidade: dois mililitros entrando em dez segundos machucam muito mais do que os mesmos dois mililitros entrando devagar, ou divididos em dois locais. Quarto, a técnica: agulha curta demais que deposita parte do líquido no subcutâneo em vez do músculo dói bem mais, e músculo contraído na hora da aplicação dói mais do que músculo relaxado.

E tem um detalhe específico da durateston que explica boa parte deste tópico. Ela não é um éster só, é uma mistura de quatro ésteres de testosterona, do mais curto ao mais longo. Os ésteres curtos são reconhecidamente os mais incômodos no local, é o mesmo motivo pelo qual o propionato tem fama de arder. Ou seja, a dor que muita gente relata aqui tem uma explicação química concreta, e ela não diz nada sobre a testosterona estar lá ou não.

Isso responde também o que o Mestre, o @Turgon, o Adrian e vários outros descreveram, que a dor era forte nas primeiras e depois sumiu. Isso é o comum. Conta a favor a técnica que vai melhorando, o local que vai se acostumando com o volume repetido, e uma coisa que ninguém costuma considerar: na primeira aplicação a pessoa está tensa, e músculo tenso recebe pior. A dor sumir com o tempo é sinal de que você está aplicando melhor, não de que o produto mudou.

Agora, sobre a pergunta original do @Malho, e sobre o @Tody, que voltou com a mesma dúvida em 2021: o @Apollo Galeno deu a única resposta que de fato responde, e eu só vou completar o método, porque ele só funciona se for bem feito. Faça testosterona total antes de qualquer aplicação, para ter o seu valor de base. Depois, com o uso já em andamento, colha de novo, sempre no mesmo momento do intervalo entre aplicações e no mesmo laboratório. Se o valor subiu de forma coerente com o que você está aplicando, tem testosterona ali dentro. Sem o exame de antes, o de depois não conclui nada, e é exatamente esse pedaço que quase todo mundo pula. Sensação de bem estar, dor e libido são péssimos medidores, porque variam demais de pessoa para pessoa e são justamente o que a expectativa mais distorce.

E, @Malho, um quilo com força subindo em três ou quatro semanas não é sinal de produto falso. É mais ou menos o que se espera nesse prazo, ainda mais em quem também aumentou a comida. Ganho grande de peso na balança logo de cara costuma ser mais água do que músculo, então a ausência dele não prova nada.

Agora a parte que o tópico inteiro deixou passar e que é a mais importante de todas, porque envolve risco real.

Existe dor normal e existe dor que é sinal de problema, e é preciso saber diferenciar. Dor que aparece nas primeiras horas, dá o pico entre doze e quarenta e oito horas e vai melhorando a partir daí, sem febre, é o padrão inflamatório esperado. Já dor que começa a piorar depois de dois ou três dias, com vermelhidão que se espalha, calor forte no local, inchaço endurecido que aumenta, ou febre e mal estar, não é dor de óleo. Esse é o quadro que faz suspeitar de infecção ou abscesso, e isso não se resolve com repouso nem com gelo, precisa de avaliação e às vezes de drenagem e antibiótico. Abscesso ignorado nessa fase é uma das poucas complicações desse meio que manda gente para a cirurgia.

O outro sinal de alerta é diferente: dor imediata em queimação ou choque descendo pela perna no momento da aplicação no glúteo. Isso sugere que a agulha chegou perto do nervo ciático, e a conduta é retirar e reposicionar, não empurrar o êmbolo. É por isso que a aplicação no glúteo deve ficar no quadrante superior externo, ou no ventroglúteo, que é ainda mais seguro. Vale a pena procurar como localizar esses pontos direito antes da próxima aplicação, é a coisa mais barata que existe para reduzir risco.

E uma observação sobre uma frase que apareceu no meio do tópico, que a dor faz parte e que é preciso se acostumar com ela. Entendo o espírito, mas discordo. Dor forte recorrente costuma ser informação, não rito de passagem. Na maioria das vezes ela responde a coisas simples: aquecer a ampola na mão antes, injetar devagar, dividir volume grande em dois locais, alternar os lados a cada aplicação, relaxar o músculo em vez de contrair, e caminhar um pouco depois em vez de sentar em cima. Compressa morna nas horas seguintes ajuda mais do que gelo, porque facilita a dispersão do óleo.

Fecho com o que virou o consenso do tópico e está certo: sensibilidade varia muito de pessoa para pessoa, e não sentir dor não quer dizer nada de errado. Quem quer saber o que está aplicando pede exame. Quem quer saber se está tudo bem no local observa o padrão da dor ao longo dos dias, não a intensidade dela no primeiro dia.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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