Pular para o conteúdo

Quer emagrecer? Controle-se!

Respostas em Destaque

  • 6 anos depois...
  • Respostas 11
  • Visualizações 7mil
  • Criado
  • Última Resposta

Maiores Postadores Neste Tópico

Postagens Mais Populares

  • muito bom . vou usar esse esquema pra mim . valeuuu

  • É isso aí velho dica mo boa, mas o dificil é vc saber o peso de cada alimento que vc ira comer

  • Esse calculo é estimado meu amigo. Utilizei formulas de pessoas conceituadas para chegar perto do valor. Além disso. Propositadamente preferi que desse um valor menor do que o real, visto que quanto m

A parte central deste tópico continua correta depois de tantos anos: sem quantificar o que entra, a pessoa fica no achismo, e é por isso que tanta gente jura estar comendo pouco e não emagrece. Estimar o gasto e medir a comida é, de fato, o que separa quem consegue de quem passa anos tentando.

Mas tem uma decisão dentro do método que precisa ser corrigida, porque ela virou a regra da casa aqui e faz o oposto do que pretende.

O autor explicou que tirou oito por cento do resultado de propósito, e depois deixou claro o raciocínio: quanto menor a ingestão, maior o déficit e maior o emagrecimento. Essa frase é a única parte do tópico que eu discordo por inteiro.

O emagrecimento não é proporcional ao sofrimento. Existe uma faixa de déficit em que quase tudo que sai é gordura, e existe um ponto a partir do qual a conta muda e passa a sair músculo junto. Essa faixa fica em torno de meio a um por cento do peso corporal por semana. Acima disso, a pessoa perde mais rápido no papel e pior na composição, chega ao final mais leve e com menos músculo do que quando começou, e é justamente por isso que tanta gente termina uma dieta agressiva magra e flácida ao mesmo tempo, e recupera o peso logo depois.

E aqui tem um detalhe que torna a coisa mais séria: se você já subestimou o gasto em oito por cento de propósito e depois ainda tira o déficit por cima disso, você tirou duas vezes. Na prática, muita gente que seguiu este método acabou comendo abaixo do próprio metabolismo basal por meses.

Que é exatamente o que o Henrique relatou. Ele descreveu mil e quatrocentas a mil e quinhentas calorias, quase tudo proteína, sem exercício aeróbico, e perda de cento e cinquenta gramas por dia. Cento e cinquenta gramas por dia é mais de um quilo por semana, e nessa velocidade, sem treino de força e com carboidrato quase zerado, boa parte do que sai é músculo e água. Ele também chutou o próprio metabolismo em mil oitocentos e trinta sem ter feito teste nenhum. Vale registrar duas coisas para quem ler isso hoje.

A primeira é que a balança diária não mede gordura. Ela mede peso, e o peso oscila um ou dois quilos por causa de água, sódio, intestino e ciclo hormonal. Ler cento e cinquenta gramas de um dia para o outro como se fosse gordura queimada é o caminho mais rápido para o desespero e para o abandono. O jeito certo é usar a média da semana, não o número do dia.

A segunda é sobre a frase de que carboidrato é desnecessário e só é gostoso. Ela era comum naquela época e não se sustentou. Não existe evidência de que reduzir carboidrato acelere a perda de gordura quando as calorias e a proteína são iguais. O que existe é que dieta com pouco carboidrato tira água rápido no começo, e isso engana a balança na primeira semana. O carboidrato importa por outro motivo: ele é o que sustenta o rendimento no treino de força, e é o treino de força que decide se o que você vai perder é gordura ou músculo. Numa dieta, ele é mais importante do que quando não se está emagrecendo, e não menos.

Sobre a fórmula em si, ela é legítima. Hoje a mais usada é a de Mifflin e St Jeor, mas a diferença entre elas é pequena perto de outro ponto que costuma confundir: o metabolismo basal não é a meta de consumo. Ele é o gasto de existir deitado. O que interessa para montar a dieta é o gasto total do dia, que inclui trabalho, deslocamento, treino e a agitação do dia a dia, e que costuma ser bem maior que o basal. Muita gente lê tópicos como este, pega o número do basal e come aquilo, sem perceber que já está em déficit grande antes mesmo de tentar.

E a resposta prática para o que o Bob0169 perguntou lá atrás, que era a dificuldade de saber o peso de cada alimento: hoje isso ficou trivial. Uma balança de cozinha custa pouco e um aplicativo de contagem resolve o resto. Vale pesar tudo por umas duas semanas, não para sempre, só para calibrar o olho. Depois disso a pessoa já enxerga a porção sem precisar da balança, e esse é o ganho que sobra para a vida toda.

Fora esses ajustes, a mensagem do título continua sendo a verdadeira: o que resolve é constância, e ela vale mais que qualquer fórmula.

Crie uma conta ou entre para comentar

Conta

Navegação

Buscar

Buscar

Configure browser push notifications

Chrome (Android)
  1. Tap the lock icon next to the address bar.
  2. Tap Permissions → Notifications.
  3. Adjust your preference.
Chrome (Desktop)
  1. Click the padlock icon in the address bar.
  2. Select Site settings.
  3. Find Notifications and adjust your preference.