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Injetando esteroides corretamente e dor tardia pós-aplicação

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  • 1 mês depois...
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  • Pois é, tomar bomba mata, agora sair na noite, encher a cara de cachaça e fumar, cheirar ou injetar drogas ou mesmo o cigarro, não!!! desculpem gente, mas pura hipocrisia!!!

  • Incentivo ao uso de anabolizantes. Triste. Porque é tão difícil pra um pessoa usar apenas o que é correto para desenvolver músculos? Tem que ciclar? Tem que injetar isso ou aquilo? Como se fosse u

  • eu não aconselho ninguém fazer isso por que isso é algo muito perigoso por que pode ate matar e ninguém quer morrer, é melhor malhar ter uma boa alimentação e assim vai conseguir o corpo que Você quer

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  • 4 meses depois...

Pois é, tomar bomba mata, agora sair na noite, encher a cara de cachaça e fumar, cheirar ou injetar drogas ou mesmo o cigarro, não!!!

desculpem gente, mas pura hipocrisia!!!

Concordo ! Ciclo bem feito, tomando todos os cuidados durante e depois não vai matar ninguém pois não vai ciclar todo mês . Agora balada todos os fins de semana com álcool, cigarro e droga da uma over dose e já era !

  • 2 meses depois...

ainda vem um punk mandar comprar num site...

 

 

Eita povo hipocrita de meu Deus!

 

eu nem vou mandar pra onde eu gostaria! na boa se não concorda com esta seção nem entre! enhcendo o saco com essa pasmaceira, quem disse pra vcs que usar anabolizantes é errado? quem disse que vai matar? o uso incorreto de algumas substancias matam, mas tem gente que diz que coca cola mata, que café mata, que azeite extra virgem mata, tem até gente que morre comendo ervilha porra!

 

se vc está vivo isto significa que vc vai morrer, fim de papo!

Pois é, tomar bomba mata, agora sair na noite, encher a cara de cachaça e fumar, cheirar ou injetar drogas ou mesmo o cigarro, não!!!

desculpem gente, mas pura hipocrisia!!!

 

Foi mto top essa conclusão!

Neguin sai falando por ai que bomba mata, que bomba faz mau!

Mais sai na noite, cheira, fuma maconha, toma LCD, bebe igual um carro 2.0, sai por ai dirigindo igual um retardado e quer falar ainda ¬¬

 

HIPÓCRITA!

  • 11 meses depois...
  • 1 ano depois...
  • 2 anos depois...

Cheguei agora aí, mas já vou ajudar a reacender a polêmica :smile:  

Galerinha juvenil, criada com leite moça leite com pêra e pera doce, purinha da Silva; esperta, geração saúde 100% que fala mal dos nossos "veneno", assistam esse vídeo da BBC dos anos 90 que abordava a contaminação ambiental por xenoestrogênios e revejam esses conceitos sobre os "roids" criados pela mídia. Se já estava assim nos anos 90, meu, imagina agora!   Grande abraço a todos

 

Editado em por Fofão

  • 9 anos depois...

O material do @ippo é bom e envelheceu bem, principalmente o item que alerta sobre produto veterinário e o que manda trocar a agulha depois de aspirar. Só que ele termina exatamente onde a maior parte dos problemas começa. O texto cobre o preparo da ampola e para ali. Não trata da aplicação em si, e não trata da dor tardia, que está no título do tópico. Como isto aqui virou referência para quem procura o assunto, vale completar.

Começando pelo local, que é o que mais gera problema.

O ponto mais seguro para volume maior é a região ventroglútea, que fica na lateral do quadril e não na nádega. Ela é fácil de localizar, tem massa muscular boa, camada de gordura fina na maioria das pessoas e fica longe do nervo ciático. É a região que a enfermagem passou a preferir justamente por isso. O vasto lateral, na face externa da coxa, é a segunda opção e é a mais fácil de aplicar em si mesmo.

O deltoide é o mais usado por quem está começando e é o pior dos três para uso repetido. É um músculo pequeno, comporta pouco volume, algo em torno de um mililitro, e recebe mal aplicações semanais. Com o tempo aparecem endurecimento, nódulo e dor persistente. Quem aplica todo mês no braço acaba com um braço que não aceita mais aplicação.

E vale sempre alternar os lados e os pontos, em vez de insistir no mesmo lugar. Tecido que recebe óleo repetidamente na mesma coordenada fibrosa, e tecido fibrosado absorve pior, dói mais e endurece mais.

Sobre a técnica, três coisas que fazem diferença real.

A primeira é a aspiração, e aqui existe uma confusão comum. Hoje se lê muito que aspirar foi abandonado, e isso é verdade para vacinas, porque os locais usados não têm vasos calibrosos e o volume é mínimo. Não vale para óleo de depósito. Para esses produtos, a orientação dos próprios fabricantes segue sendo aspirar, e o motivo é concreto. Óleo que entra na circulação pode alojar se nos capilares pulmonares e provocar microembolia pulmonar oleosa, com tosse súbita, aperto na garganta, falta de ar, dor no peito e tontura, começando durante ou logo após a aplicação. É raro, e consta em bula de undecilato de testosterona. Se vier sangue ao puxar o êmbolo, retirar, trocar a agulha e escolher outro ponto. E se aparecer aquele quadro de tosse com falta de ar logo depois de injetar, é emergência, não é para esperar passar.

A segunda é a técnica em Z, que quase ninguém usa e é simples. Puxar a pele lateralmente com a mão livre, aplicar, esperar alguns segundos antes de retirar a agulha e só então soltar a pele. O trajeto se desalinha e o óleo não reflui pelo canal da agulha, o que reduz vazamento, ardência e nódulo.

A terceira é a velocidade. Injetar devagar, algo próximo de um mililitro a cada dez ou quinze segundos. Empurrar rápido é uma das causas mais comuns de dor forte, porque distende o tecido de uma vez.

Agora a dor tardia, que dá título ao tópico e nunca foi explicada.

Dor que começa horas depois e piora entre o primeiro e o terceiro dia é resposta inflamatória local, e ela depende de quatro coisas.

O volume aplicado em um único ponto. Acima de dois a três mililitros no mesmo lugar, a chance de dor aumenta bastante, e a solução é dividir em dois pontos.

O veículo e os conservantes. Óleos e solventes usados nas formulações, como o álcool benzílico e o benzoato de benzila, irritam o tecido, e quanto maior a concentração, mais arde. Preparações caseiras ou clandestinas costumam exagerar no solvente justamente para manter o hormônio dissolvido, e é por isso que produto de origem duvidosa dói mais.

O éster e a concentração. Ésteres curtos, como propionato e acetato, doem mais que os longos. E formulações muito concentradas, com muito hormônio por mililitro, também doem mais.

E a apresentação. O stanozolol injetável merece menção separada porque não é solução oleosa, é suspensão aquosa de microcristais. Esses cristais provocam reação inflamatória local, e essa é a dor característica que tanta gente relata com ele. Não é sinal de produto ruim, é a natureza do veículo.

O que ajuda de fato. Aquecer o frasco na mão ou em água morna antes de aspirar, porque óleo frio é mais viscoso e mais doloroso. Injetar devagar. Dividir volumes grandes. Movimentar o membro depois, caminhando ou fazendo movimento leve, porque contração muscular ajuda a dispersar. Compressa morna no dia seguinte. E treinar o grupo aplicado só depois que a dor ceder.

Agora a parte que o guia não tem e que é a mais importante de todas, que é como distinguir dor normal de complicação.

Dor local por um a três dias, com leve inchaço e sem febre, é esperada. O que não é esperado é dor que aumenta a partir do terceiro dia em vez de diminuir, vermelhidão que se espalha, calor local, área endurecida e muito dolorosa, febre, calafrio ou saída de secreção. Isso é infecção de sítio de aplicação, e abscesso não se resolve em casa. Precisa ser avaliado e frequentemente drenado, e quanto mais tarde, maior a cirurgia.

Existe também o abscesso estéril, sem infecção, causado só pela irritação química do produto, mais comum com suspensões e com produtos clandestinos. Ele forma nódulo doloroso persistente e também precisa de avaliação, porque na prática é impossível diferenciar dos infecciosos apenas olhando.

E dois sinais que exigem atenção imediata. Dor em queimação irradiando pela perna logo na aplicação glútea sugere que a agulha chegou perto do nervo ciático, e é motivo para parar de aplicar naquela região. E dor no peito com falta de ar após a aplicação, como já dito, é emergência.

Duas coisas de higiene que faltam na lista original e que valem mais que todo o resto.

Agulha e seringa são de uso único e individual, sempre, sem exceção. Compartilhar material injetável transmite hepatite B, hepatite C e HIV, e o vírus da hepatite C sobrevive bastante tempo em resíduo de sangue em seringa. Nenhum ganho de qualquer ciclo compensa isso.

E o descarte. Agulha usada não vai no lixo comum. Guardar em recipiente rígido de plástico com tampa, como um frasco de amaciante, e levar a uma unidade de saúde ou farmácia que aceite perfurocortante. Isso evita acidente com quem recolhe o lixo.

Sobre a discussão de hipocrisia que tomou conta do tópico, ela não precisa ser vencida por nenhum dos lados. Quem decidiu usar merece informação correta, porque informação errada é o que produz abscesso, fígado quebrado e sequela irreversível. E reduzir risco não é aprovar nem incentivar, é a mesma lógica de ensinar alguém a beber sem dirigir.

O que eu acrescentaria a essa parte é apenas o que o tópico inteiro não tem. Nenhum exame é citado em lugar nenhum. O mínimo, antes de qualquer ciclo, é hemograma com hematócrito, perfil lipídico com HDL, TGO, TGP, gama GT, bilirrubinas, testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol e pressão arterial aferida em casa. Durante, hematócrito, pressão e transaminases. E depois, testosterona, LH e FSH. O exame de antes é o mais negligenciado e o mais valioso, porque sem ele não existe com o que comparar.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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