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Meus problemas com a musculação: recuperação de lesão no peito e tetraparesia

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Olá. Fui no Ortopedista ontem. Me receitou uma injeção no músculo e um anti inflamatório. Falou para tomar o anti inflamatório por 7 dias seguidos e voltar depois do Carnaval. Disse que não tenho nada no peito também.

Editado em por renatobhmg

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  • Eu me lembro de você, legal você voltar a treinar. Abraços, boa sorte na sua nova rotina de treino. Fica com Deus irmão.

  • Valeu pelo seu relato. Serve muito para dar ânimo para pessoas que têm problemas de saúde e cujos problemas não são encarados como empecilhos para continuar treinando!

  • Voltei a treinar na semana passada. Agora começa a segunda semana. No mais, fui fazer crucifixo deitado no banco e não doeu nada no peito. O motivo é que peguei pouco peso. Antes o peso que peguei era

Hmmmm... por que será que aquele que nao esta sentido a dor acha que não temos nada, né??? Isso é complicados. Melhoras.

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Complicado. E eu fiz o seguinte: tirei as chapas de ressonância e já entreguei de uma vez, para forçar a ver, sem ser o laudo. Disse que não tem nada. Acho que deixou as chapas de lado e foi ler o laudo, não prestei atenção. Vamos ver como vai ser agora.

  • 2 anos depois...
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Olá a todos. Achei este tópico aqui perdido e vou descrever mais coisas. Estamos em 2018 e a última postagem é de 2016. Sou hiper lento e desanimado. Bom, mas tenho que vencer esta parte na vida. 43 anos nas costas, mas com vontade de vencer. Algumas coisas me fazem ir para baixo, mas é por conta de pensamentos, nada mais. Mas, tem um fisiculturista que tem 70 anos. Tenho tempo ainda, hahahahahaha...

Fui num reumatologista e me receitou anti inflamatório. Tomei e ficava bom, não sentia mais dores. Oba!!! Estou curado!!! P... nenhuma. Passava uma semana, duas, três e a dor voltava. Tomava de novo e acontecia a mesma coisa. Foi o Meloxicam. 

Quando saia de ônibus era terrível. 

Agora, meu endocrinologista me encorajou. Ele é muito gente boa, mas fala na "lata" para você. Ele é direto ao assunto sem "rodeios". No consultório dele só sai mulheres e homens praticantes de musculação, fortes mesmo. Sempre indico e gosto.

Bom, ontem catei uns exames antigos aqui em casa e fui a um ortopedista. Ele disse que, antes de ir para a musculação, tem que fortalecer o músculo. E disse para eu buscar uma clínica de fisioterapia e fazer 20 sessões. Hoje eu liguei em uma e vou. Dei sorte! Vou fazer as 20 sessões peito e costas a partir de terça-feira dia 11/12 até dia 27/12, tudo antes de uma viagem. Não queria deixar para o ano seguinte, um pouco neste ano e  um pouco no outro, encaixando tudo em tão pouco espaço de tempo.

Já tenho uma grana reservada para meus suplementos. Em Janeiro começo...

 

  • 7 anos depois...

@renatobhmg, li o seu tópico do começo ao fim, de 2015 até 2018. Tem uma informação que você mencionou de passagem e que, na minha opinião, muda completamente a leitura do seu caso. Ninguém pegou, e por isso você passou sete anos indo no tipo errado de médico.

O detalhe que muda tudo

Você escreveu, quase como observação lateral, que tem tetraparesia, e que ela vem do sistema nervoso central.

Isso reorganiza todos os fatos do seu tópico.

Repare no padrão: raio-x do esterno normal, ressonância magnética normal, vários ortopedistas dizendo que não há nada no peito. E a dor continua, há anos, sempre nos mesmos movimentos.

Quando exames de imagem repetidos, de modalidades diferentes, voltam normais, isso não significa que a dor não existe. Significa que a origem dela não está na estrutura que está sendo fotografada.

E em quem tem lesão do sistema nervoso central existe uma categoria específica para isso: dor neuropática central. É dor gerada pelo próprio sistema nervoso, e não por tecido lesionado. Ela não aparece em ressonância do tórax porque o tórax está mesmo bem.

A prova disso está nos remédios que você tomou

Essa é a parte que eu acho mais reveladora do seu relato.

Você listou tenoxicam, meloxicam, piroxicam, naproxeno, diclofenaco. Todos anti-inflamatórios não esteroidais. Todos aliviaram um pouco e a dor sempre voltou.

Anti-inflamatório funciona contra dor de origem inflamatória. Contra dor neuropática, ele é reconhecidamente ineficaz. Não é questão de dose nem de marca, é classe errada.

Ou seja, sete anos de falha com a mesma família de medicamento não é azar. É um dado diagnóstico. É o próprio corpo dizendo que o mecanismo da dor é outro.

Dor neuropática responde a outras classes de medicamento, que atuam sobre a excitabilidade do nervo em vez de sobre inflamação. Quais e em que dose é decisão médica, e não é algo que se acerte por tentativa em farmácia.

Qual especialista procurar

O @FitCoupleHim te deu um conselho muito bom, de procurar subespecialista e de fazer o médico olhar as imagens em vez de só o laudo. A história do cotovelo dele é um alerta legítimo.

Mas no seu caso eu mudaria a direção da busca. Não é um ortopedista mais especializado. Com imagem normal repetidamente e uma condição neurológica de base conhecida, quem deveria avaliar essa dor é neurologista, de preferência o mesmo que acompanha a sua tetraparesia.

E vale lembrar que um dos ortopedistas já tinha te apontado o caminho quando sugeriu procurar uma clínica de dor. Clínica de dor existe exatamente para casos em que a dor persiste sem achado estrutural.

Uma segunda hipótese que também vale investigar: quadros de origem central costumam vir acompanhados de espasticidade, ou seja, aumento do tônus muscular. Espasmo muscular dói de verdade sob esforço, e tem tratamento próprio, que também não é anti-inflamatório.

A fisioterapia foi a melhor decisão do tópico

As 20 sessões que você marcou em dezembro foram provavelmente a coisa mais acertada que você fez nesses anos.

Um ajuste importante: procure fisioterapeuta com experiência em reabilitação neurológica, e não apenas ortopédica. São formações diferentes, e para quem tem tetraparesia a abordagem neurológica é a que faz sentido.

E leve para o fisioterapeuta a informação que você deu aqui, de que não aguenta carga no peito. Isso não é falta de força de vontade e não se resolve insistindo.

Sobre o treino, na prática

O que você mesmo descobriu em janeiro de 2016 é a regra certa: com pouco peso o crucifixo não doeu. Trabalhe nessa faixa e suba devagar, muito mais devagar do que a intuição pede.

Máquinas e cabos costumam ser melhores que peso livre nesse contexto, porque a trajetória é guiada e você não precisa estabilizar, que é justamente o que falha quando há fraqueza de origem central.

E não force exercício que dói. Em dor crônica, insistir apesar da dor tende a sensibilizar mais o sistema em vez de fortalecer.

Sobre a gordura abdominal

Você escreveu que vai resolver com remédios e criolipólise, e não com aeróbico.

A criolipólise reduz de forma modesta uma camada de gordura subcutânea localizada. Ela não é tratamento de perda de peso e não atua sobre a gordura visceral, que é a que fica em volta dos órgãos e a que importa para saúde.

Mas tem uma notícia boa aqui. Perda de gordura depende de déficit de energia, e o déficit vem majoritariamente da alimentação, não do exercício. Mesmo em quem corre, a comida faz a maior parte do trabalho.

Então a sua limitação com aeróbico não te impede de emagrecer. Ela só transfere o peso da tarefa para a dieta, que é onde ele já estava.

E a bicicleta, que você disse que aceita, é excelente escolha para quem tem fraqueza de membros inferiores, porque é sem impacto e com apoio.

Sobre a vitamina C e a lisina

A sugestão do Batata tem fundamento real: vitamina C é necessária para a síntese de colágeno, e a lisina participa disso.

A ressalva é que isso vale para corrigir deficiência. Em quem já ingere o suficiente, tomar mais não acelera reparo. E no seu caso, se a dor for neuropática, não há tecido a reparar.

Um detalhe sobre a sua receita: a vitamina C se degrada com calor. Se você esquenta o limão com água no microondas, boa parte dela se perde. Se quiser mantê-la, faça com água morna ou fria.

Por fim: você tem 43 anos, voltou a treinar várias vezes depois de cada recaída, e continua procurando resposta desde 2011. Isso não é ser lento nem desanimado. É persistência acima da média. Só faltou alguém olhar para a informação certa.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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