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Minha experiência com a Gestrinona em Gel

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10 minutos atrás, Andréas_G disse:

@Foston Conforme eu havia citado ela comentou que vai receitar via sublingual pois ela sabe que eu não poso hormonios via oral.

As Vias de administração alternativas que podem ser usadas são intravenosa, intramuscular, sublingual e trans dérmica. Estas vias evitam o efeito de primeira passagem pelo fígado pois permitem que o fármaco seja absorvido diretamente na circulação sistêmica.

Os quatro sistemas primários que afetam o efeito de primeira passagem de um fármaco são as enzimas do lúmen do trato gastrointestinal, enzimas das paredes intestinais, enzimas bacterianas e enzimas hepáticas .

Mas pode deixar que eu vou perguntar para ela porque ela vai optar pela sublingual ao invés da trans dérmica ok ?

Eu vou começar a oxandrolona sublingual em março também, atualmente eu uso em pentravan.

Só não trocamos de imediato para sublingual pois seria um prazo longo até o meu retorno, 3 meses, e não sabemos se eu terei colaterais, por isso vou usar só nos últimos 30 dias antes do retorno.

Eu já manipulei a sublingual, o valor de 90 doses ficou metade do que paguei por 60 doses em pentravan, pelo custo, já compensou.

O meu endócrino disse que a sublingual é a forma mais eficaz, estou ansiosa para testar.

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  • @Beta1978 Eu suspendi o uso da gestrinona assim que completou 2 meses de uso e na mesma semana comecei a usar o gel de testosterona e progesterona e depois de 3 dias eu já comecei a observar no espelh

  • @Foston Conforme eu havia citado ela comentou que vai receitar via sublingual pois ela sabe que eu não poso hormonios via oral. As Vias de administração alternativas que podem ser usadas são intr

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  • Moderador
1 hora atrás, Andréas_G disse:

@Foston Conforme eu havia citado ela comentou que vai receitar via sublingual pois ela sabe que eu não poso hormonios via oral.

As Vias de administração alternativas que podem ser usadas são intravenosa, intramuscular, sublingual e trans dérmica. Estas vias evitam o efeito de primeira passagem pelo fígado pois permitem que o fármaco seja absorvido diretamente na circulação sistêmica.

Os quatro sistemas primários que afetam o efeito de primeira passagem de um fármaco são as enzimas do lúmen do trato gastrointestinal, enzimas das paredes intestinais, enzimas bacterianas e enzimas hepáticas .

Mas pode deixar que eu vou perguntar para ela porque ela vai optar pela sublingual ao invés da trans dérmica ok ?

Realmente, @Andréas_G. A via sublingual é rica em vasos sanguíneos. Só não imaginava que esta via permitia absorver até 100% da medicação sem passar pelo trato gastrointestinal, indo diretamente para a corrente sanguínea evitando o metabolismo de primeira passagem.

Depois veja o porquê dessa via ao invés da trandérmica. Fiquei curioso :)

  • 4 weeks later...
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Em 16/02/2018 em 12:07, Beta1978 disse:

Eu vou começar a oxandrolona sublingual em março também, atualmente eu uso em pentravan.

Só não trocamos de imediato para sublingual pois seria um prazo longo até o meu retorno, 3 meses, e não sabemos se eu terei colaterais, por isso vou usar só nos últimos 30 dias antes do retorno.

Eu já manipulei a sublingual, o valor de 90 doses ficou metade do que paguei por 60 doses em pentravan, pelo custo, já compensou.

O meu endócrino disse que a sublingual é a forma mais eficaz, estou ansiosa para testar.

@Beta1978 Estive no retorno da minha consulta e como esperado minha médica também receitou a oxandrolona sublingual de 5mg uma vez ao dia e a sua receita como é ? Já iniciou o uso? Está usando só ela ou tem outras substancias receitadas tbm ?

Em 13/03/2018 em 12:26, Andréas_G disse:

@Beta1978 Estive no retorno da minha consulta e como esperado minha médica também receitou a oxandrolona sublingual de 5mg uma vez ao dia e a sua receita como é ? Já iniciou o uso? Está usando só ela ou tem outras substancias receitadas tbm ?

Oi, @Andréas_G. Eu ainda não iniciei o uso da sublingual, faltam alguns dias.

A minha dose está dividida em 3 vezes ao dia e eu estou usando só oxandrolona, nada mais.

  • Author
5 horas atrás, Beta1978 disse:

Oi, @Andréas_G. Eu ainda não iniciei o uso da sublingual, faltam alguns dias.

A minha dose está dividida em 3 vezes ao dia e eu estou usando só oxandrolona, nada mais.

@Beta1978 Essa sua dose de 3x ao dia é do gel ou da pastilha ? Quantas mg ?

A minha médica falou para eu manter o uso do gel de testo e da progesterona, mas eu não sei se é uma boa porque pelos os meus exames a minha testo já está super alta e a minha progesterona também,  estava pensando em só mandar fazer as pastilhas de ox.  e dar uma parada no gel da testo/progest. mas queria saber se era uma boa eu só usar ela sozinha ou se obrigatoriamente a oxandrolona necessita de ser usado em conjunto com outras substancias ?

  • 5 weeks later...
  • Author
Em 15/03/2018 em 12:49, Beta1978 disse:

Oi, @Andréas_G. Eu ainda não iniciei o uso da sublingual, faltam alguns dias.

A minha dose está dividida em 3 vezes ao dia e eu estou usando só oxandrolona, nada mais.

Oi @Beta1978 Mas qual a dosagem da pastilha ?

Vc disse que iria começar em março, como está a evolução após o uso dela ?

Ola pessoal

Conforme eu havia comentado aqui anteriormente eu parei o uso da gestrinona em 26/01/2018 e  em 16/03/2018 iniciei o uso da oxandrolona por esse motivo vou encerrar aqui esse tópico já que se tratava do meu acompanhamento da gestrinona e vou iniciar um novo tópico com o meu relato do uso da oxandrolona  e lá colocarei todas as informações e acompanhamentos igual eu estava fazendo aqui ok ?

Obrigado pelas dicas e informações ;)

 

  • 8 years later...

@Andréas_G, este tópico tem quarenta e quatro mil visualizações e é uma das principais referências em português sobre gestrinona, e o mérito disso é seu, porque você postou exames antes e depois, o que quase ninguém faz. É justamente por isso que dá para responder aqui coisas que ficaram em aberto na discussão.

Começo pela mais importante, e ela não é sobre gestrinona.

Você não tem tireoide.

Isso apareceu de passagem, como explicação para o seu metabolismo ser diferenciado, e ninguém voltou ao assunto. Mas ele muda a leitura de todo o seu relato.

Quem não tem tireoide depende inteiramente da dose de levotiroxina, e essa dose foi calibrada para o seu corpo antes da gestrinona. Acontece que androgênios reduzem as proteínas de transporte do sangue, e isso não vale só para a SHBG. Vale também para a TBG, que é a globulina que carrega o hormônio tireoidiano.

E o seu exame mostra exatamente essa queda acontecendo. A sua SHBG caiu de oitenta e cinco vírgula nove para vinte e um em um mês. Isso é uma redução de cerca de setenta e cinco por cento das proteínas de ligação, e é um deslocamento grande.

Está descrito na literatura que a administração de androgênio reduz a TBG e altera a necessidade de levotiroxina, com relatos específicos em mulheres hipotireoideas em uso de L T4. Ou seja, a sua dose de reposição pode ter deixado de ser a correta, e isso aconteceu sem que ninguém mexesse nela.

E aqui está o motivo pelo qual isso importa tanto no seu caso. Olhe a lista de queixas que você atribuiu à gestrinona. Ganho de peso, retenção de líquido, inchaço, rosto mais arredondado, queda de cabelo, cabelo seco e sem brilho, pele mudando de aspecto.

Essa lista é indistinguível de disfunção tireoidiana. Ela não prova que a causa seja a tireoide, e a gestrinona também explicaria parte. Mas você não tem como separar as duas coisas, e a única forma de tentar é dosar.

E, na sua lista de exames de acompanhamento, TSH e T4 livre não aparecem em nenhum momento. Foram dosados testosterona, DHT, progesterona, estradiol, SHBG e lipídios, mas não a tireoide, que é justamente o sistema que você não tem.

É o que eu levaria à próxima consulta antes de qualquer outra coisa.

Segundo ponto. A pergunta sobre a queda de cabelo foi respondida pelos seus próprios exames, e ninguém fez a conta.

O @Foston levantou as duas hipóteses corretas. Ou a gestrinona agindo diretamente no couro cabeludo, já que é um dezenove nor e não converte em DHT, ou a gestrinona derrubando a SHBG e com isso aumentando a testosterona livre, que converte em DHT.

Os seus números respondem, e apontam para a segunda.

SHBG de oitenta e cinco vírgula nove para vinte e um. Testosterona livre de zero vírgula trinta e sete para zero vírgula sessenta e quatro, ou seja, quase o dobro. Testosterona biodisponível de nove para quinze. E DHT de duzentos e quatro para duzentos e oitenta e oito, um aumento de cerca de quarenta por cento.

Repare que a testosterona total praticamente não mudou, indo de trinta e quatro para vinte e oito. Se alguém olhasse só a testosterona total, concluiria que nada aconteceu. O que mudou foi a fração disponível, exatamente pelo caminho que o Foston descreveu na hipótese b.

Isso tem uma consequência prática. A dutasterida, que a sua nutróloga acrescentou, faz sentido no seu caso. O Foston disse que ela só serviria se o DHT estivesse alto e que você só saberia com exame de sangue. Você tinha o exame, e ele mostra o DHT subindo quarenta por cento.

Terceiro ponto, e discordo do Foston aqui, porque é o oposto do que ficou registrado.

Ele escreveu que a espironolactona apenas abaixa a testosterona, que não age na conversão em DHT, e que não haveria lógica no uso.

A espironolactona é antagonista do receptor androgênico. Ela compete diretamente com a testosterona e com o DHT pelo sítio de ligação no receptor, inclusive nas células da glândula sebácea e do folículo. Além disso, ela inibe a cinco alfa redutase, que é justamente a enzima que converte testosterona em DHT, e aumenta a SHBG.

Ou seja, ela faz exatamente as três coisas que o seu quadro pede. Ela é, aliás, terapia antiandrogênica de primeira linha recomendada por diretriz para acne e hirsutismo em mulheres na pré menopausa sem planos de gravidez, em doses de cinquenta a cem miligramas por dia. A prescrição da sua nutróloga estava coerente.

O único cuidado real com ela é que exige contracepção eficaz, pelo risco ao feto masculino.

Quarto ponto, um exame seu que passou despercebido.

O seu HDL caiu de cinquenta e quatro vírgula oito para quarenta e dois vírgula cinco em um mês. É uma queda de cerca de vinte e dois por cento, e é o efeito clássico de androgênio sobre o perfil lipídico. Isso não dá sintoma nenhum, o que é justamente o problema.

Quando o Foston escreveu que os seus marcadores estavam bons, esse item passou. Ele merece acompanhamento, principalmente porque você agora acrescentou testosterona à gestrinona, e as duas empurram o HDL na mesma direção.

Quinto ponto, sobre o método de acompanhamento.

Você faz bioimpedância a cada quinze dias, e tomou decisões a partir dela, inclusive cortando carboidrato do café da manhã e reduzindo o da noite por conta própria.

Olhe as variações que você registrou. Massa muscular de vinte e um vírgula oito para vinte e dois vírgula dois e depois vinte e dois vírgula três. Percentual de gordura de vinte e três vírgula nove para vinte e três vírgula cinco e depois vinte e três vírgula dois.

Essas diferenças estão dentro da margem de erro do método. A bioimpedância estima composição corporal a partir da condutividade elétrica, ou seja, ela mede água e infere o resto. Em alguém que está com retenção documentada, como você relatou, o aparelho vai reportar mais massa magra justamente quando há mais água. É por isso que os seus dois números se moveram juntos, água corporal e massa muscular.

Quinze dias é intervalo curto demais para essa ferramenta, e isso importa porque você reduziu a própria dieta com base nesses números. O que serve nesse intervalo é fita métrica, foto padronizada na mesma luz e roupa, e carga registrada no treino.

Sexto ponto, e é o que precisa de mais cuidado no tópico inteiro.

Foi dito que a gestrinona evitaria carcinoma mamário, pela redução de estrogênio, com a comparação de que homens raramente têm a doença.

Isso não se sustenta e não deve circular. Gestrinona não tem indicação nem evidência de prevenção de câncer de mama, e a comparação com homens não funciona, porque a diferença de incidência envolve muito mais que nível de estrogênio, incluindo a própria quantidade de tecido mamário. Aliás, no seu próprio relato você menciona ter lido sobre uma mulher que teve câncer de mama depois do implante.

Na mesma linha, foi dito que a testosterona, por ser bioidêntica, evitaria a possibilidade de colaterais. Bioidêntico descreve a estrutura da molécula, não o efeito. Testosterona em mulher produz virilização de forma bem documentada quando a dose ou a exposição são altas, e ser idêntica ao hormônio humano não muda isso.

Sétimo ponto, a progesterona para hipertrofia.

O argumento que você trouxe, de que a progesterona é precursora na cascata hormonal, é comum e vale desfazer. Estar acima em um diagrama de síntese não significa que o que se administra siga aquele caminho. A conversão depende de enzimas presentes em tecidos específicos e é regulada, então progesterona aplicada em gel não vira testosterona em quantidade relevante. O Foston tem razão nessa parte.

Agora, três coisas que não apareceram em cinquenta e oito comentários e que eu incluiria.

A voz. Gestrinona é derivada de dezenove nor e tem atividade androgênica, e o seu DHT subiu quarenta por cento. Grave hoje um parágrafo lido em voz alta e, se conseguir, uma escala cantada até a nota mais alta confortável, guardando com a data. É a única referência objetiva que existe, e é importante porque não percebemos a própria voz mudando. Vale separar o que regride do que pode não regredir. Queda de cabelo, acne, oleosidade, retenção e celulite regridem. Engrossamento de voz e aumento do clitóris podem não regredir.

A contracepção. Você escreveu no início que resistia ao implante porque não queria deixar de ovular, e depois a sua médica disse que provavelmente você já não ovula. Provavelmente não é o mesmo que não. Gestrinona é teratogênica, e a dutasterida e a espironolactona também exigem contracepção eficaz. O dispositivo intrauterino de cobre é opção não hormonal, com a menor taxa de falha, e não interfere em nenhuma das medições que você está acompanhando.

E o implante, para quem lê hoje. Desde outubro de dois mil e vinte e quatro a ANVISA proibiu a manipulação e o uso de implantes hormonais manipulados no Brasil. Ou seja, aquele investimento de quatro mil reais que você estava avaliando não é mais uma opção regular, e essa informação importa mais para quem chega ao tópico agora do que importava em dois mil e dezoito.

Por último, uma nota sobre a decisão que você tomou. Você optou por testar o gel antes de colocar o implante, justamente porque o implante não tem como ser removido facilmente e o dinheiro não volta. Essa foi a melhor decisão de todo o relato, e é a que eu destacaria para as outras mulheres que chegarem aqui. Você conseguiu descobrir que não se adapta bem à substância pagando o preço de um gel, e não o de um procedimento irreversível.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

  • Author

@Cláudio Chamini Concordo plenamente com vc , na época não coloquei meus exames tireoidianos aqui pq talvez achei que não fosse relevante, já que estávamos falando de outros marcadores hormonais, mas sempre fiz acompanhamento médico e costumo realizar exames a cada 3 meses e desde que passei pelo processo do tratamento da retirada da glândula meus hormônios correspondentes costumam estar dentro do esperado para a minha situação e por orientação do médico que me acompanhou na época do tratamento o único especialista da área no brasil naquela época, nunca mexemos na dosagem da reposição de t4 (levotiroxina sódica), somente uma vez minha antiga nutrologa tentou prescrever suplementação de T3 manipulado, o qual utilizei por aproximadamente 3 meses e eu quis parar pq meus cabelos estavam caindo em chumaços , foi desesperador, aí pedi a ela para nunca mais mexer neles e assim sigo até hoje.

De 2018 para cá já ouve algumas mudanças de dosagens e algumas pausas de certas prescrições e consequentemente meus valores em exames tbm não são mais os mesmos, mas sigo fazendo a modulação até hj.

Não estava participando mais da discussão aqui pq não sei o que houve mas as mensagens não estavam chegando no meu e-mail, somente essa semana que fui voltar a receber.

Caso queira mais informações me coloco a disposição para poder colaborar com o que eu puder fornecer ao site .

Grata.

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