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Durateston e TPC com tribulus e tamoxifeno

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Fala galera, to com 9 caixas de dura e estou pensando em usar o conteúdo de 1 caixa (250mg/mL) por semana no msm horário (toda segunda), porém tenho algumas dúvidas quanto a TPC e afins.

Me disseram que seria bom em pelo menos 2 semanas até a suspensão do uso da dura, que eu deveria tomar tamoxifeno junto ao tribulus terrestris e durante o ciclo eu tomaria silimarina (para proteger o fígado). Minhas dúvidas são: começo a TPC (após ciclo de 9 semanas) em 2 semanas mesmo? E quanto ao tamoxifeno e tribulus, são os melhores para ajudar a normalizar testosterona, etc? Por quanto tempo devo tomá-los?

PS: Vou fazer 20 anos ( mais de 1 ano na academia), não bebo, não fumo e estou evitando frituras.

Agradeço desde já.

 

 

 

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  • 8 anos depois...

@Quarry, você fez perguntas específicas e ficou sem resposta. Vou pelos seus três pontos, e existe um deles em que a orientação que te passaram está errada.

Começo pelo tribulus, porque é o ponto mais direto.

Tribulus terrestris não eleva testosterona em homens. Isso não é opinião, é o que a literatura mostra de forma consistente. Uma revisão sistemática de ensaios clínicos reuniu dez estudos e oito deles não encontraram alteração significativa no perfil androgênico. E existe uma explicação para a confusão, que é o fato de estudos em animais mostrarem aumento de testosterona, o que não se reproduziu em humanos. Foi desse achado em bicho que veio a fama do produto.

Ou seja, colocar tribulus na sua terapia pós ciclo não vai atrapalhar, mas também não vai fazer o trabalho que você espera dele. E o risco real é você atribuir a ele uma recuperação que na verdade dependeria de outra coisa, ou não perceber que o eixo não voltou porque acha que está tomando algo que ajuda.

Sobre o tamoxifeno, ele sim tem mecanismo. Ele bloqueia o receptor de estrogênio no hipotálamo e na hipófise, o que faz o cérebro entender que o estrogênio está baixo e voltar a liberar os hormônios que estimulam o testículo. É o pilar da pós ciclo, e não o tribulus.

Sobre o momento de começar, a orientação de duas semanas está no caminho certo, e vale entender por quê, porque isso te protege de errar em outros contextos.

O durateston não é um hormônio só, é uma combinação de quatro ésteres de testosterona com velocidades diferentes de liberação. O mais lento deles é o decanoato, e é ele que determina quando a pós ciclo começa. Enquanto ainda houver testosterona sendo liberada do depósito no músculo, iniciar o tamoxifeno é desperdício, porque o eixo continua suprimido pelo que ainda está circulando. Por isso se espera algo em torno de duas a três semanas após a última aplicação. A regra geral, que serve para qualquer composto, é essa. Quem manda no momento da pós ciclo é o éster mais lento que você usou.

Agora um ponto do seu protocolo que ninguém comentou e que eu ajustaria.

Você planeja aplicar uma vez por semana, sempre na segunda. Justamente por ser uma mistura de ésteres, o durateston tem uma fração de liberação rápida, o propionato, que se esgota em poucos dias. Com aplicação semanal única, você fica com um pico no começo da semana e uma queda no fim dela. Essa oscilação é o que costuma produzir variação de humor, de libido e de disposição ao longo da semana, e ainda favorece sintomas ligados ao estradiol na fase de pico. Dividir a mesma quantidade semanal em duas aplicações deixa o nível bem mais estável, sem mudar nada na dose total.

Sobre a silimarina, aqui tem um mal entendido de categoria. Proteção hepática faz sentido para orais dezessete alfa alquilados, como stanozolol ou dianabol, que passam pelo fígado modificados justamente para sobreviver a essa passagem. Durateston é injetável e não é dessa classe, então o fígado não é o órgão em risco no seu caso. Tomar silimarina não faz mal, mas está resolvendo um problema que o seu protocolo não tem.

O que o seu protocolo tem, e que eu monitoraria, é outra coisa. Perfil lipídico, porque o HDL cai. Hematócrito e hemoglobina, porque a testosterona aumenta a produção de glóbulos vermelhos e sangue mais viscoso traz risco próprio. Pressão arterial, medida em casa. E, no fim de tudo, testosterona total, LH e FSH algumas semanas depois da pós ciclo, que é o único jeito de saber se o eixo realmente voltou. Sem essa última dosagem, a pós ciclo vira um ritual que você cumpre sem saber se funcionou.

Por fim, o ponto que eu não deixaria passar. Você tem dezenove anos, vai fazer vinte, e pouco mais de um ano de treino.

Isso importa por dois motivos concretos. O primeiro é que o eixo hormonal nessa idade ainda está na fase de maior produção natural da vida, e a supressão sobre um sistema que ainda não se estabilizou tende a demorar mais para reverter. Os relatos de eixo que não recupera se concentram justamente em quem começou muito cedo. O segundo é que com um ano de treino você ainda está na faixa em que o ganho natural é o mais rápido que vai ser, e usar agora significa gastar uma carta que renderia muito mais depois, além de nunca vir a saber onde estava o seu limite sem nada.

Você mencionou que não bebe, não fuma e está cortando fritura. Isso mostra que você está levando a sério a parte de cuidado, e é exatamente por isso que faz sentido dizer que a decisão mais coerente com esse cuidado é adiar. As nove caixas continuam existindo no ano que vem.

Vale registrar também que, desde abril de dois mil e vinte e três, a Resolução do Conselho Federal de Medicina número dois mil trezentos e trinta e três veda a prescrição de anabolizantes com finalidade estética, de ganho de massa muscular ou de desempenho esportivo. Ou seja, não existe caminho legal de acompanhamento médico para esse uso, e quem se oferecer para fazê lo está fora da norma.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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