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Quanto tempo de ação no organismo tem Durateston e Winstrol?

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  • caroliine pinto
    caroliine pinto

    Eu uso o dura 1 semana sim e a outra não,e na semana que não uso tomo hiper calórico ,to certo????   Faço uso do dura uma vez na semana ,tipo assim uma semana sim e outra não,e na semana que

  • Abra um tópico exclusivo para a sua dúvida.

  • winstrol 48horas e meio vida dele. a do dura e de 21 dias mais o proprionato que e um dos ester que tem no dura vai no maximo 72 horas

estranho! ja li ateh que o dura fica ateh 1 ano no organismo, depois que acaba o ciclo.

não confunda.. meia-vida com tempo de ação.. e tempo de detecção...

um abraço,

Exato.. o tempo de detecção é de cerca de um ano e utilizando tecnicas avancadas como RMN ou PCR vc consegue detectar até por periodos maiores que esse...

O tempo de meia vida é o tempo que a concentração decai em 50%... Isso significa que, se vc usou dura 250 mg por semana, daqui a 21 dias, vai ter apenas 125 mg disponiveis e apos 42 dias, apenas 62,5 mg disponiveis... Logo, a meia vida nao acaba com o efeito da droga... É sabido que o padrao de eliminacao de efeito em drogas de lenta absorção é de 3-4 meia vidas.. Ou seja, a dura vai deixar de agir apos 21 * 4 dias... 84 dias no total...

O tempo de meia vida NÃO define suspensao de ação de farmacos.

  • 14 anos depois...
  • Moderador
15 horas atrás, caroliine pinto disse:

Eu uso o dura 1 semana sim e a outra não,e na semana que não uso tomo hiper calórico ,to certo????

Faço uso do dura uma vez na semana ,tipo assim uma semana sim e outra não,e na semana que não uso tomo hiper calórico,to certo????

Abra um tópico exclusivo para a sua dúvida.

  • 8 anos depois...

A explicação do Pharmabio é a melhor coisa deste tópico e continua correta no essencial. Meia-vida, tempo de ação e tempo de detecção são três coisas distintas, e confundi-las é a origem de quase toda dúvida sobre o assunto. Meia-vida é o tempo para a concentração cair pela metade, o efeito clínico costuma se dissipar após três a quatro meias-vidas, e a detecção em exame antidoping pode ir muito além disso, porque o laboratório encontra metabólitos em quantidade mínima, incapaz de produzir efeito algum.

Preciso, no entanto, corrigir os números, porque houve uma troca que se repete até hoje. Durateston não tem meia-vida de vinte e um dias. Ele é uma mistura de quatro ésteres de testosterona, com velocidades diferentes de liberação, sendo o propionato o mais rápido, com algo em torno de vinte e quatro a trinta e seis horas, e o decanoato o mais lento, na faixa de sete a nove dias. Na prática, o comportamento do conjunto é dominado pelo éster mais longo, então falamos de dias, não de semanas.

Os vinte e um dias citados, e também a história de ficar quase um ano no organismo, pertencem a outro produto: o decanoato de nandrolona, o deca. É ele que tem meia-vida na casa de duas semanas e cujos metabólitos podem ser detectados por muitos meses, com relatos de detecção acima de um ano. Ou seja, a julieta_ta perguntou sobre durateston e recebeu, sem querer, a resposta referente ao deca. Isso explica por que a informação parecia estranha para ela, e a estranheza estava certa.

Vale acrescentar um detalhe técnico que ajuda a entender por que esses números variam tanto entre fontes. Nos injetáveis de depósito, o que limita a velocidade não é a eliminação, é a absorção a partir do músculo. O hormônio sai do óleo devagar e é eliminado rápido assim que cai na circulação. Por isso a meia-vida aparente depende do éster, do volume injetado, do local da aplicação e até da vascularização de quem aplicou, e não é uma constante fixa.

Sobre o stanozolol, os quarenta e oito horas citados também não conferem. Na forma oral a meia-vida fica em torno de nove horas, e na suspensão aquosa injetável, cerca de um dia. É justamente essa duração curta que obriga à aplicação frequente. A detecção, por outro lado, se estende por semanas.

E fica um comentário sobre a pergunta da caroliine pinto, que ficou sem resposta em 2017. Usar durateston em semanas alternadas não faz sentido farmacológico. Com ésteres de liberação lenta você não liga e desliga nada, apenas cria uma gangorra de concentração, com pico numa semana e queda na outra, o que tende a piorar efeitos adversos sem trazer benefício. E o hipercalórico não tem relação nenhuma com essa alternância, ele é apenas comida em pó, entra ou não entra conforme a necessidade calórica do dia. Há ainda um ponto mais sério que ninguém mencionou: durateston é uma associação de testosterona em dose pensada para homens, e o uso em mulher provoca virilização, com alterações de voz e de clitóris que podem não regredir. Se for esse o caso, vale conversar com um endocrinologista antes de continuar.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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