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Creatina x Glutamina x Placebo (Pesquisa UnB)

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Galera,

Dei uma pesquisada antes e nao encontrei esta matéria aqui no fórum, achei bastante interessante o resultado da pesquisa, que comprova que a Creatina dá um banho na Glutamina. Leiam com atenção ai e tirem suas conclusões. :lol:

Abraços.

Fonte: http://cev.org.br/biblioteca/efeito-exercicio-resistido-associado-suplementacao-creatina-glutamina-potencia-anaerobica

Glutamina não aumenta os músculos

Estudo da Faculdade de Educação Física da UnB comprova que o acréscimo da proteína na dieta não auxilia no ganho de

massa magra durante musculação

A suplementação alimentar associada à musculação é a saída utilizada por muitos atletas e praticantes de atividades físicas para obter ganho de massa muscular e força. Complexos a base de proteína são alguns dos preferidos pelos marombeiros de plantão. Uma dessas substâncias, a glutamina, tem sido amplamente difundida nas academias de todo o país e até utilizada sem qualquer orientação. Porém, quem optou por esse suplemento com intenção de aumentar os músculos jogou seu dinheiro no lixo.

Segundo estudo desenvolvido pela fisiologista do exercício Keila Elizabeth Fontana, da Faculdade de Educação Física (FEF) da Universidade de Brasília (UnB), a glutamina não tem qualquer ação sobre a hipertrofia muscular de quem pratica musculação. O estudo, divulgado em agosto de 2003, testou um programa de exercícios com pesos associados à suplementação com glutamina e outra proteína também bastante utilizada em musculação, a creatina.

Segundo Keila, apesar de a glutamina não ser apropriada para o ganho de massa e força, tem aplicação relevante em trabalhos de grande desgaste físico. “Ela melhora as condições imunológicas, o que é importante para quem explora o máximo do corpo”, reforça a pesquisadora. Quando o exercício é intenso, pode haver o chamado supertreinamento, que leva ao estresse físico e deixa a pessoa vulnerável a infecções. “Então, impedir a queda da imunidade permite ir mais longe com os treinos”, argumenta.

DUPLO CEGO – O treinamento de 32 homens entre 18 e 30 anos foi acompanhado por oito semanas. Eles se exercitaram uma hora e meia por dia, quatro vezes por semana, divididos em três grupos: dois de 11 pessoas e um de 10. Os integrantes de um desses tomaram glutamina; os de outro, creatina; e os do terceiro grupo receberam placebo. Tanto voluntários quanto pesquisadores não sabiam quem tomava o quê, em uma técnica conhecida como duplo cego. No período de testes, a alimentação dos avaliados foi controlada para evitar resultados diferentes em função da nutrição. Atividades físicas paralelas também foram monitoradas para que qualquer impacto sobre a musculatura fosse exclusivamente motivado pelos exercícios do programa.

Todos ingeriram doses diárias de suplemento ou placebo 30 minutos após o treino. Na primeira semana, foi dada uma dose de impacto, de 0,3 grama para cada quilo de peso da pessoa. Durante as sete semanas seguintes, a quantidade diária foi dez vezes menor, de 0,03 grama, na chamada dose de manutenção. Para se ter uma idéia, uma colher de chá rasa equivale, mais ou menos, a 5 gramas. Os compostos, em pó, eram misturados a sucos ou qualquer outra bebida doce, já que o açúcar auxilia na absorção da proteína.

Entre os voluntários acompanhados, apenas um dos que tomaram creatina não teve gripes ou resfriados no período de treinamento. No grupo do placebo, 11 ficaram gripados, ou seja, todos os voluntários. Já daqueles que tomaram a glutamina, apenas três tiveram algum tipo de infecção. O estudo de Keila identificou essa propriedade da glutamina em musculação, mas a característica já havia sido descrita para atividades aeróbicas intensas, como a maratona.

Keila pretendia saber se a suplementação resultava em aumento de massa corporal magra superior ao verificado sem a ingestão de suplementos. Os perímetros de braço e perna, a quantidade de gordura, força, potência anaeróbica, capacidade aeróbica e condições metabólicas foram outros parâmetros comparados à pratica do exercício sem suplementação.

MAIOR E MAIS FORTE - Os resultados mostraram que aqueles que ingeriram creatina ganharam mais que o dobro de massa magra em relação aos que tomaram placebo ou glutamina. O grupo da creatina teve, em média, 3,3% de ganho sobre sua massa anterior ao início dos exercícios, enquanto os da glutamina e placebo registraram 1,5%. No quesito força, quem tomou creatina verificou aumento em torno de 50% superior aos demais. O grupo da creatina, após dois meses de treinamentos, conseguiu elevar cargas 12% mais pesadas com os braços e 34% com as pernas. Os outros grupos aumentaram a carga máxima suportada em 7% para braço e 20% para perna.

Esses números foram verificados em homens. Mas acredita-se que as mulheres tenham resultados similares. “Mulheres que usam creatina provavelmente também ganham massa magra. Para a glutamina as conclusões devem ser as mesmas: não haverá hipertrofia”, diz Keila. Não se pode afirmar, porém, que a proporção de hipertrofia se mantenha a mesma, já que questões hormonais tornam as malhadoras menos suscetíveis ao aumento de massa. “O fato de as mulheres terem mais dificuldade para ganhar massa faz da creatina uma opção interessante”, confirma.

A professora afirma que diversas casas especializadas em suplementação esportiva indicam e vendem a glutamina para ganho de massa muscular. “Glutamina não funciona para hipertrofia, é um grande engodo”, alerta. Além de apresentar resultados de aumento dos músculos, o suplemento é, em média, três vezes mais caro do que a creatina.

Até a conclusão do estudo, não havia no país um trabalho sobre a associação da glutamina a exercícios de musculação. “É preciso ter cuidado: não se pode tomar nada só porque alguém disse que funciona. A orientação de um nutricionista e de um profissional de educação física é indispensável”, afirma Keila. O conselho é valido não só para evitar perder dinheiro. Ingerir proteína em excesso, seja creatina, glutamina ou qualquer outra, sobrecarrega o fígado e o rim, o que pode acarretar problemas de saúde.

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  • Valeu brother, Eu achei importante postar porque eu vi muita gente que vai tomar Glutamina... o problema não é tomar Glutamina e sim tomá-la sem saber direito seus efeitos, aí no artigo fica claro

  • mto bom o artigo vlwz up pra galera le ai ^^

  • fisiculturismo
    fisiculturismo

    http://cev.org.br/biblioteca/efeito-exercicio-resistido-associado-suplementacao-creatina-glutamina-potencia-anaerobica

Mandou bem no artigo cara

meio q ja é sabido q a glutamina naum adianta mta coisa naum, só pra quem chega ao limite do desgaste físico

  • Autor
Mandou bem no artigo cara

meio q ja é sabido q a glutamina naum adianta mta coisa naum, só pra quem chega ao limite do desgaste físico

Valeu brother,

Eu achei importante postar porque eu vi muita gente que vai tomar Glutamina... o problema não é tomar Glutamina e sim tomá-la sem saber direito seus efeitos, aí no artigo fica claro que Glutamina nem dá força nem faz crescer, além de que prova mais uma vez que a velha e boa creatina não tem comentários, boa demais...

Abraço,

  • 2 semanas depois...
  • 14 anos depois...
  • Moderador
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Resumo

Este estudo analisou os efeitos do treinamento resistido durante oito semanas, associado à suplementação com creatina ou glutamina na potência anaeróbia. Trinta e dois voluntários masculinos (21,7 ± 2,9 anos) foram aleatoriamente distribuídos em três grupos: placebo (PLA, n=10), glutamina (GLN, n=11) e creatina (CRE, n=11). Um design experimental duplo cego placebo controlado foi utilizado para analizar diferenças entre os grupos. O teste anaeróbico de Wingate em cicloergômetro foi aplicado antes (PRÉ) e depois (PóS) do treinamento para obter as seguintes variáveis: potência máxima (PM), potência média (PMed), e o índice de fadiga (IF). O treinamento resistido envolveu quatro séries de 10 repetições com carga máxima em quatro sessões semanais. A dosagem dos suplementos foi de 0,3g(kg.dia) -1 (três vezes ao dia) na primeira semana e 0,03 g(kg.dia) -1 (dose única diária) para as sete semanas seguintes. O teste “t” pareado comparou as medidas PRÉ e PóS-treinamento e ANCOVA analisou as diferenças entre os grupos. PM diminuiu somente no grupo PLA (P<0,05). PMed diminui em todos os grupos (PLA e CRE, P<0,01; GLN, P<0,05) e a IF aumentou no grupo PLA. Não foram observadas diferenças entre os grupos. Os resultados não confirmam a idéia de que o aumento da quantidade de glutamina ou creatina poderia melhorar a performance através da redução da acidose metabólica muscular. Concluiu-se que o treinamento resistido com suplementação de creatina ou glutamina não afetou a potência anaeróbia.

http://cev.org.br/biblioteca/efeito-exercicio-resistido-associado-suplementacao-creatina-glutamina-potencia-anaerobica

  • 6 anos depois...

Vale reler esse tópico com atenção, porque o resumo do estudo que o @fisiculturismo postou em 2020 desmente a manchete que foi discutida em 2005, e ninguém percebeu.

A matéria dizia que a creatina deu um banho na glutamina. O resumo do trabalho original diz o seguinte, com todas as letras: "Não foram observadas diferenças entre os grupos" e "concluiu-se que o treinamento resistido com suplementação de creatina ou glutamina não afetou a potência anaeróbia".

Ou seja, o estudo não encontrou vantagem da creatina sobre a glutamina. Ele não encontrou efeito de nenhuma das duas sobre o desfecho medido. A conclusão que circulou por quinze anos neste tópico é o oposto do que o trabalho concluiu.

E tem uma segunda discrepância, ainda maior. O título da matéria é "glutamina não aumenta os músculos" e o subtítulo fala em ganho de massa magra. Só que o estudo não mediu massa magra. Ele mediu potência máxima, potência média e índice de fadiga no teste de Wingate, que é um esforço de trinta segundos em bicicleta ergométrica. São coisas diferentes. A manchete afirma algo sobre um desfecho que a pesquisa nem avaliou.

Agora, uma pergunta legítima: se a creatina funciona, por que ela não apareceu nesse estudo? E a resposta está na dose, que está no próprio resumo.

O protocolo usou 0,3 g por quilo por dia na primeira semana, o que está correto e corresponde à fase de saturação, algo em torno de 21 gramas diários para uma pessoa de 70 quilos. Mas, nas sete semanas seguintes, a dose caiu para 0,03 g por quilo por dia. Para os mesmos 70 quilos, isso dá cerca de 2,1 gramas por dia. A dose de manutenção estabelecida é de 3 a 5 gramas diários. Ou seja, o estudo saturou o músculo na primeira semana e depois usou uma dose baixa demais para manter a saturação por quase dois meses.

Some a isso o tamanho da amostra, de dez a onze pessoas por grupo, que é pouco para detectar diferenças modestas, e o desfecho escolhido, que não é onde a creatina mais se destaca. Ela brilha em esforços repetidos de alta intensidade com intervalos de recuperação, e em ganho de força e massa magra ao longo de semanas. Um único teste de trinta segundos em cicloergômetro não é o cenário ideal para mostrar o efeito dela.

Nada disso significa que o estudo é ruim. Significa que ele responde a uma pergunta específica, com um protocolo específico, e que a resposta dele não autoriza nem a conclusão da manchete nem a conclusão contrária.

Para quem quiser a leitura correta hoje: a creatina continua sendo o suplemento com melhor respaldo científico para força e massa magra, apoiado em dezenas de ensaios e em várias meta-análises. Um estudo isolado, com dose de manutenção abaixo do recomendado, não derruba esse conjunto. E vale o mesmo raciocínio na direção oposta, que é justamente a lição que eu tiraria deste tópico: um estudo isolado também não prova nada sozinho, nem a favor nem contra.

Sobre a parte da glutamina e imunidade, que a pesquisadora mencionou, também convém atualizar. Aquela hipótese nasceu de observações em atletas de endurance extremo, como maratonistas, que apresentavam queda de glutamina plasmática após provas longas. A ideia era plausível, mas as revisões posteriores não confirmaram redução consistente de infecções respiratórias com a suplementação. Hoje eu diria que a evidência é fraca e inconclusiva, não que está comprovada.

E fica o método, que vale para qualquer notícia sobre estudo que apareça por aqui: procure o resumo original, veja qual desfecho foi realmente medido, confira a dose usada, o número de participantes e a duração. Neste caso específico, essas quatro checagens mudam completamente a interpretação, e elas estavam disponíveis no próprio tópico.

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