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Arginina (AAKG) VS arginina ethyl ester - (NO2)

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Pessoal, vou começar agora a suplementar com os famosos NO2 (arginina) e tenho algumas dúvidas que ainda não consegui boas informações pela internet e foruns. Quem sabe o pessoal daqui é mais entendido e pode ajudar.

Ganhei alguns suplementos de presente, comprados na Europa, e acho que vou ficar com um estoque legal pra muito tempo. São 4 produtos NO2 com diferentes tipos de Arginina (pra quem não sabe é a susbstância que estimula a produção de óxido nítrico no corpo). São esses os suplementos:

- Labrada SuperCharge 12 Packs (28 doses) - Arginina Malate

- Nutrabolics AE2 240 capsulas + Arginina Keitosocaproate

- Max Muscle Max Nitro 120 comprimidos - Arginina Alpha Keto-Gluterate (AAKG)

- CMI NO3 Overload MM5T 120 caps (blend com extratos vegetais, arginina, creatina EE, cafeina, etc) - Arginina Alpha Keto-Gluterate (AAKG)

As dúvidas são:

- Para quem inicia com óxido nítrico, qual seria a melhor arginina?

Arginina Alpha Keto-Gluterate (AAKG) Vs Arginina Ethyl Ester (AEE) Vs Arginina Malate (AM).

- Alguém sabe as diferenças entre elas?

- Alguém já utilizou algum desses suplementos?

- Cada suplemento tem uma dosagem diferente de Arginina, por exemplo, o Nutribolics recomenda 6g diárias e o Max muscle 3g diárias, diferença bem alta, pq? Qual o máximo?

Existe a possibilidade de: mandar tudo pra dentro e vamo ver o que acontece uahauauah. (lógico 1 de cada vez e ciclando com tempos distantes).

Desculpe a quantidade de perguntas, realmente encontrei poucas informações em foruns gringoos e muito abstratas.

Foto dos produtos:

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Obrigado a todos desde já!

Abraço

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  • 11 anos depois...
  • 6 anos depois...

@leandrobh, sua pergunta ficou sem resposta e ela tem uma resposta boa, que só ficou clara depois. E ela é meio frustrante para quem ganhou quatro potes de presente: a diferença entre essas formas de arginina importa muito menos do que o problema que todas elas têm em comum.

A arginina oral quase não eleva óxido nítrico, e o motivo é um obstáculo anatômico. Existe uma enzima chamada arginase, presente em grande quantidade no intestino e no fígado, que degrada a arginina antes que ela alcance a circulação sistêmica. É o chamado metabolismo de primeira passagem. O resultado é que a biodisponibilidade da arginina oral é baixa e muito variável entre pessoas, e as doses usadas em suplemento não elevam a arginina plasmática de forma confiável.

Respondendo diretamente a sua comparação: AAKG, arginina malato, arginina cetoisocaproato e arginina etil éster diferem na molécula que acompanha a arginina, mas nenhuma delas resolve a arginase. A etil éster, especificamente, foi promovida como sendo mais biodisponível e não se sustentou, do mesmo jeito que aconteceu com a creatina etil éster, que se degrada antes de ser aproveitada. Ou seja, a resposta para "qual é a melhor para começar" é que a escolha entre elas não muda o essencial.

O que funciona, e essa é a informação que vale o tópico inteiro, é a citrulina. E o mecanismo é elegante: a citrulina não é substrato da arginase intestinal, então ela atravessa o intestino intacta e é convertida em arginina nos rins. O resultado, comprovado em estudos, é que a citrulina oral eleva a arginina no sangue mais do que a própria arginina oral. Parece contraintuitivo e é verdade. A citrulina malato, na faixa de 6 a 8 gramas tomada cerca de uma hora antes do treino, tem evidência razoável de aumento no volume total de treino e redução de dor muscular tardia.

A outra via que realmente funciona são os nitratos da dieta, presentes principalmente na beterraba e em folhas verdes. Eles produzem óxido nítrico por um caminho completamente diferente, a via nitrato-nitrito-óxido nítrico, que não depende da arginina nem da arginase. Essa via tem boa evidência, principalmente em atividades de resistência.

Sobre a diferença de dose entre os rótulos, de 3 gramas em um e 6 em outro, não existe base fisiológica para isso. É decisão de formulação e de quantas porções o fabricante quer que o pote renda. E vale saber que doses de arginina acima de 9 ou 10 gramas costumam causar desconforto abdominal e diarreia, por causa da osmolaridade e da própria má absorção.

Sobre o pump, para não parecer que estou dizendo que é tudo invenção: a sensação é real, só não vem principalmente do suplemento. O que mais determina o pump é o glicogênio muscular, ou seja, o carboidrato dos dias anteriores, o estado de hidratação, o sódio da dieta e o próprio trabalho metabólico da sessão. Quem toma pré-treino geralmente também treina com mais intensidade por causa da cafeína, e boa parte do efeito percebido vem daí.

Duas observações práticas sobre os seus quatro potes.

Um deles é um blend com arginina, creatina, cafeína e extratos vegetais. Cuidado ao combinar com os outros, porque é fácil acabar tomando cafeína duas vezes sem perceber. Leia o rótulo de todos antes de sobrepor.

E, já que você mencionou que seria estoque para muito tempo: eles vencem. Suplemento em pó ou cápsula tem validade, e depois disso é desperdício de qualquer forma.

Se fosse para escolher uma coisa só, dentro desse tema, eu ficaria com citrulina malato e com a beterraba. E se a intenção é desempenho no treino de forma mais ampla, a cafeína continua sendo o melhor custo-benefício de todos.

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