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Overnight oat: café da manhã saudável para atletas

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  • Faço isso todo dia, não dá trabalho e é muito melhor fazer na hora..... Q nome bonito do que eu tomo, agora quando falar da minha dieta vou escrever.... 7 hs - Café da manhã - Overnight oat..... kkkkk

  • Tempo que gasto pra preparar isso de noite gasto para preparar de manha, não vejo muita vantagem nisso. Sem falar que frutas são melhores na hora mesmo.

  • Eu faço overnight oat, pq fazer essa porra toda de manhã cedo p/ mim é foda. E eu treino pela manhã... Levo quentinha p/ almoço tb, ia ser uma trabalheira do cão

O overnight oat não tem mágica nenhuma, o valor dele é logístico. Você deixa a aveia de molho no leite, iogurte ou whey na noite anterior, ela amolece e de manhã já está pronta. Para quem tem manhã corrida ou treina cedo, isso é o que faz a diferença entre tomar um café da manhã decente e sair de casa sem comer ou beliscando qualquer porcaria. Quem tem manhã tranquila e prefere fazer na hora não perde nada, é questão de rotina mesmo.

Por isso o Kabul e os que fazem na hora estão certos para a realidade deles, não é obrigação preparar de véspera. A questão é ser honesto com o próprio dia. Se de manhã você tem tempo e cabeça, faça fresco. Se a manhã é uma correria e o café acaba sendo pulado, deixar pronto resolve o problema de verdade, que é a aderência.

A Poliane acertou no detalhe da fruta. Deixar a fruta de molho a noite toda oxida parte da vitamina C, então vale cortar a fruta fresca só na hora de comer, que leva um minuto. E não se preocupe com a aveia perder nutriente no molho, é o contrário, a demolha ajuda a reduzir o ácido fítico e deixa os minerais um pouco mais disponíveis. A combinação de aveia com uma fonte de proteína e uma gordura boa como chia, linhaça ou pasta de amendoim fecha um café da manhã equilibrado.

O ponto do Pokoyô sobre treinar logo depois de comer muito é válido, mas o vilão ali é o volume e o tempo, não a aveia em si. Se você treina cedo e sente peso ou queda de força, o caminho é diminuir a porção antes do treino e deixar ela mais leve, ou comer com mais antecedência, e não cortar o carboidrato bom da jogada. Ajuste a quantidade ao seu horário de treino e ao total do seu dia.

Encher o corpo de medicamentos e fitoterápicos que interferem no metabolismo pode terminar em câncer....o uso deles só se justifica em casos de deficiências principalmente resultantes de patologias e dificuldades de absorção...sempre com prescrição de profissionais responsáveis...o corpo humano foi feito pra durar 85 anos..passar disto é lucro...cuidemos bem dele pelo menos em 6 dias da semana com expectativa de mais saúde e qualidade de vida. (Pokoyo/NaturaU)

Pokoyô, concordo com o fundo do que você disse e discordo da forma, e a diferença entre as duas coisas importa bastante para quem lê.

O fundo está certo: suplemento não corrige dieta ruim, tomar vitamina sem ter deficiência não traz benefício nenhum, e "natural" não é sinônimo de inofensivo. Vale reforçar esse último ponto, porque ele pega muita gente: fitoterápico não passa pelo mesmo controle de um medicamento e nem por isso é mais seguro. Extrato concentrado de chá verde, cavalinha, confrei e vários emagrecedores manipulados já causaram hepatite medicamentosa documentada, algumas com necessidade de transplante. Quem toma cinco cápsulas diferentes de procedência duvidosa está correndo um risco real, e esse risco tem nome e é hepático.

Agora a forma. Dizer que suplemento "pode terminar em câncer" assim, solto, acaba tendo efeito contrário ao que você quer, porque quem lê não fica sabendo do que se cuidar e no fim ignora o aviso inteiro. O que existe de verdade é mais útil e até mais assustador do que a frase genérica, porque tem nome e número.

O caso mais conhecido é o do betacaroteno. Dois grandes ensaios, o ATBC e o CARET, deram betacaroteno em dose alta a fumantes esperando prevenir câncer de pulmão, e aconteceu o oposto: o grupo suplementado teve mais câncer de pulmão e mais mortes, a ponto de os estudos serem interrompidos antes do prazo. O segundo é a vitamina E: no ensaio SELECT, homens que tomaram vitamina E em dose alta tiveram mais câncer de próstata do que os que tomaram placebo. Some a isso o excesso crônico de vitamina A, que é hepatotóxico, e o de cálcio com vitamina D sem indicação, que dá cálculo renal.

Repare no padrão, porque é ele que vale a pena levar: nos três casos, o nutriente vindo da comida se mostrou bom, e o mesmo nutriente isolado em dose alta se mostrou inútil ou pior que nada. Comer cenoura, folha verde, castanha e azeite não é a mesma coisa que engolir o extrato daquilo em cápsula. E isso conversa direto com o tema do tópico: aveia com fruta, iogurte, chia e pasta de amendoim entrega fibra, betaglucana, minerais e gordura boa em matriz de alimento, que é a forma em que essas coisas comprovadamente funcionam.

Só faço uma ressalva à sua régua, para não jogar fora o que é bem estabelecido. Existe suplementação com evidência sólida e sem esse tipo de sombra, e ela não depende de doença. Creatina é das substâncias mais estudadas do esporte e é segura em pessoa saudável. Proteína em pó é comida em formato prático para quem não fecha a proteína do dia, não é fármaco. E vitamina D, ferro, B12 e ácido fólico têm indicação clara quando o exame mostra falta, o que é bem comum e não é doença rara. A régua boa não é suplemento sim ou não, é: existe deficiência comprovada ou evidência boa de benefício, e a dose é razoável.

E deixa eu discordar de uma última coisa, com respeito. O corpo humano não foi feito para durar 85 anos com o que vier depois sendo lucro. Boa parte do que determina a duração, e principalmente a qualidade desse tempo, é o que se faz durante ele, e a musculação, que é o assunto da casa, é uma das intervenções com melhor evidência nisso: massa muscular e força de preensão preservadas estão entre os melhores preditores de independência e de sobrevida na idade avançada. Cuidar bem do corpo, e aqui eu discordo também dos seis dias, cabe os sete, não é para chegar aos 85. É para chegar lá levantando da cadeira sozinho.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

Há 5 horas, Cláudio Chamini disse:

Pokoyô, concordo com o fundo do que você disse e discordo da forma, e a diferença entre as duas coisas importa bastante para quem lê.

O fundo está certo: suplemento não corrige dieta ruim, tomar vitamina sem ter deficiência não traz benefício nenhum, e "natural" não é sinônimo de inofensivo. Vale reforçar esse último ponto, porque ele pega muita gente: fitoterápico não passa pelo mesmo controle de um medicamento e nem por isso é mais seguro. Extrato concentrado de chá verde, cavalinha, confrei e vários emagrecedores manipulados já causaram hepatite medicamentosa documentada, algumas com necessidade de transplante. Quem toma cinco cápsulas diferentes de procedência duvidosa está correndo um risco real, e esse risco tem nome e é hepático.

Agora a forma. Dizer que suplemento "pode terminar em câncer" assim, solto, acaba tendo efeito contrário ao que você quer, porque quem lê não fica sabendo do que se cuidar e no fim ignora o aviso inteiro. O que existe de verdade é mais útil e até mais assustador do que a frase genérica, porque tem nome e número.

O caso mais conhecido é o do betacaroteno. Dois grandes ensaios, o ATBC e o CARET, deram betacaroteno em dose alta a fumantes esperando prevenir câncer de pulmão, e aconteceu o oposto: o grupo suplementado teve mais câncer de pulmão e mais mortes, a ponto de os estudos serem interrompidos antes do prazo. O segundo é a vitamina E: no ensaio SELECT, homens que tomaram vitamina E em dose alta tiveram mais câncer de próstata do que os que tomaram placebo. Some a isso o excesso crônico de vitamina A, que é hepatotóxico, e o de cálcio com vitamina D sem indicação, que dá cálculo renal.

Repare no padrão, porque é ele que vale a pena levar: nos três casos, o nutriente vindo da comida se mostrou bom, e o mesmo nutriente isolado em dose alta se mostrou inútil ou pior que nada. Comer cenoura, folha verde, castanha e azeite não é a mesma coisa que engolir o extrato daquilo em cápsula. E isso conversa direto com o tema do tópico: aveia com fruta, iogurte, chia e pasta de amendoim entrega fibra, betaglucana, minerais e gordura boa em matriz de alimento, que é a forma em que essas coisas comprovadamente funcionam.

Só faço uma ressalva à sua régua, para não jogar fora o que é bem estabelecido. Existe suplementação com evidência sólida e sem esse tipo de sombra, e ela não depende de doença. Creatina é das substâncias mais estudadas do esporte e é segura em pessoa saudável. Proteína em pó é comida em formato prático para quem não fecha a proteína do dia, não é fármaco. E vitamina D, ferro, B12 e ácido fólico têm indicação clara quando o exame mostra falta, o que é bem comum e não é doença rara. A régua boa não é suplemento sim ou não, é: existe deficiência comprovada ou evidência boa de benefício, e a dose é razoável.

E deixa eu discordar de uma última coisa, com respeito. O corpo humano não foi feito para durar 85 anos com o que vier depois sendo lucro. Boa parte do que determina a duração, e principalmente a qualidade desse tempo, é o que se faz durante ele, e a musculação, que é o assunto da casa, é uma das intervenções com melhor evidência nisso: massa muscular e força de preensão preservadas estão entre os melhores preditores de independência e de sobrevida na idade avançada. Cuidar bem do corpo, e aqui eu discordo também dos seis dias, cabe os sete, não é para chegar aos 85. É para chegar lá levantando da cadeira sozinho.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

Pois é Chamini, quando falo em suplementos me refiro também ao modismo atual de tomar peptideos pra tudo..interferindo no metabolismo na utilização de gorduras, também na função mitocondrial, pra dormir, crescer cabelo, supostamente aliviar ansiedade e até mudar a cor da pele, não só do abuso de vitaminas e minerais inclusive pesados e como você mencionou tem chás tóxicos quando ingeridos em excesso e fitoterápicos como feno grego, long jack, tribulus, maca podem estimular o crescimento de células malignas pré existentes. O fato é que temos visto no youtub farmacêuticos, médicos além de atletas sugerindo a ingestão de dezenas de cápsulas ao dia.

Eu defendo que o aporte de vitaminas e minerais se dê pela alimentação rica e variada, mas idosos e pessoas com problemas médicos podem precisar de suplementação.

Agora sim, Pokoyô. Com peptídeo no meio, a sua preocupação fica bem mais defensável do que estava, e eu te devo essa concessão. Só que ela fica defensável por um caminho específico, e vale nomear qual é, porque é ele que separa o alerta útil do alarme genérico.

O caminho é o IGF-1. Os secretagogos de hormônio do crescimento, que é a turma do ipamorelin, do CJC-1295 e do MK-677, funcionam elevando GH e, por consequência, mantendo o IGF-1 alto de forma crônica. E o IGF-1 é justamente um sinal que manda célula se multiplicar e segura a morte celular programada. Não é que ele crie um câncer do nada. É que ele é exatamente o ambiente que favorece uma lesão que já existe e que a pessoa não sabe que tem. Por isso essa classe é a que melhor sustenta o que você quis dizer, e é a que mais tem gente usando por conta própria para dormir melhor ou para recuperar mais rápido, sem fazer ideia disso.

O segundo exemplo é o mais concreto de todos, e é o que você mencionou de mudar a cor da pele. O melanotan não tem aprovação em lugar nenhum e o histórico dele é dermatológico. Existem relatos de pintas escurecendo, de pintas novas aparecendo e de melanoma diagnosticado em usuários. Repare na ironia, porque ela é cruel. A pessoa injeta algo para bronzear e cria justamente a situação em que ficou mais difícil vigiar as próprias pintas.

O terceiro é o BPC-157, o queridinho de lesão. O problema dele não é ter evidência ruim, é não ter evidência nenhuma em ser humano. O que existe é rato. E tem um detalhe que raramente se comenta: parte do efeito proposto dele é angiogênica, ou seja, formar vasos novos. Formar vaso novo é exatamente do que um tumor precisa para crescer. Não estou dizendo que ele cause câncer, porque ninguém sabe. Estou dizendo que a pessoa injeta uma substância sem nenhum dado humano de segurança e com um mecanismo que, no mínimo, pede cautela.

E antes do câncer tem um risco que chega bem mais cedo. Esses peptídeos vêm em frasco liofilizado de fornecedor sem controle nenhum, e a pessoa reconstitui em casa. Você não sabe o que tem ali, nem se tem o que diz que tem, nem se está estéril. Abscesso, reação inflamatória local e contaminação são desfecho de semanas, não de décadas, e são o que mais aparece na prática.

Agora deixa eu discordar de uma parte, porque ali eu acho que a régua escorregou.

Feno grego, long jack, tribulus e maca não estão no mesmo balaio dos peptídeos. Tribulus, em particular, tem estudo em homem mostrando que ele simplesmente não eleva testosterona. Ele foi vendido durante vinte anos como se elevasse e não eleva. E aí está o ponto: o que não faz efeito hormonal nenhum também não tem como estimular tumor que depende de hormônio. O prejuízo desses aí é o dinheiro e a falsa sensação de estar fazendo algo, não a oncologia. O feno grego é o único do grupo que merece ressalva, porque tem componentes com atividade estrogênica demonstrada em laboratório, o que justifica cuidado em quem tem histórico de tumor de mama na família. Mas é bem diferente de tratar os quatro como promotores tumorais.

Falo isso porque a régua fica mais forte quando é precisa. Quando se coloca tribulus e secretagogo de GH no mesmo saco, quem lê e sabe que tribulus é inofensivo conclui que o resto do aviso também é exagero, e joga fora justamente a parte que ia protegê-lo.

Sobre o fechamento, concordo inteiro e acrescento. Alimentação rica e variada primeiro, sempre. E a sua exceção para idoso não é exceção pequena, é uma das áreas onde suplementar tem evidência de sobra. Vitamina D, proteína em quantidade suficiente, que na terceira idade precisa ser maior e não menor, creatina para preservar massa e força, e B12, que merece atenção especial porque a absorção cai com a idade e cai mais ainda em quem usa omeprazol ou metformina por anos, que é meia população acima dos sessenta.

E sobre os farmacêuticos e médicos do YouTube receitando dezenas de cápsulas, aí não tem discordância nenhuma da minha parte. O que dá para fazer é o que você está fazendo neste tópico, que é obrigar cada frasco a dizer que problema ele resolve. A maioria não sabe responder.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

Há 1 hora, Cláudio Chamini disse:

Agora sim, Pokoyô. Com peptídeo no meio, a sua preocupação fica bem mais defensável do que estava, e eu te devo essa concessão. Só que ela fica defensável por um caminho específico, e vale nomear qual é, porque é ele que separa o alerta útil do alarme genérico.

O caminho é o IGF-1. Os secretagogos de hormônio do crescimento, que é a turma do ipamorelin, do CJC-1295 e do MK-677, funcionam elevando GH e, por consequência, mantendo o IGF-1 alto de forma crônica. E o IGF-1 é justamente um sinal que manda célula se multiplicar e segura a morte celular programada. Não é que ele crie um câncer do nada. É que ele é exatamente o ambiente que favorece uma lesão que já existe e que a pessoa não sabe que tem. Por isso essa classe é a que melhor sustenta o que você quis dizer, e é a que mais tem gente usando por conta própria para dormir melhor ou para recuperar mais rápido, sem fazer ideia disso.

O segundo exemplo é o mais concreto de todos, e é o que você mencionou de mudar a cor da pele. O melanotan não tem aprovação em lugar nenhum e o histórico dele é dermatológico. Existem relatos de pintas escurecendo, de pintas novas aparecendo e de melanoma diagnosticado em usuários. Repare na ironia, porque ela é cruel. A pessoa injeta algo para bronzear e cria justamente a situação em que ficou mais difícil vigiar as próprias pintas.

O terceiro é o BPC-157, o queridinho de lesão. O problema dele não é ter evidência ruim, é não ter evidência nenhuma em ser humano. O que existe é rato. E tem um detalhe que raramente se comenta: parte do efeito proposto dele é angiogênica, ou seja, formar vasos novos. Formar vaso novo é exatamente do que um tumor precisa para crescer. Não estou dizendo que ele cause câncer, porque ninguém sabe. Estou dizendo que a pessoa injeta uma substância sem nenhum dado humano de segurança e com um mecanismo que, no mínimo, pede cautela.

E antes do câncer tem um risco que chega bem mais cedo. Esses peptídeos vêm em frasco liofilizado de fornecedor sem controle nenhum, e a pessoa reconstitui em casa. Você não sabe o que tem ali, nem se tem o que diz que tem, nem se está estéril. Abscesso, reação inflamatória local e contaminação são desfecho de semanas, não de décadas, e são o que mais aparece na prática.

Agora deixa eu discordar de uma parte, porque ali eu acho que a régua escorregou.

Feno grego, long jack, tribulus e maca não estão no mesmo balaio dos peptídeos. Tribulus, em particular, tem estudo em homem mostrando que ele simplesmente não eleva testosterona. Ele foi vendido durante vinte anos como se elevasse e não eleva. E aí está o ponto: o que não faz efeito hormonal nenhum também não tem como estimular tumor que depende de hormônio. O prejuízo desses aí é o dinheiro e a falsa sensação de estar fazendo algo, não a oncologia. O feno grego é o único do grupo que merece ressalva, porque tem componentes com atividade estrogênica demonstrada em laboratório, o que justifica cuidado em quem tem histórico de tumor de mama na família. Mas é bem diferente de tratar os quatro como promotores tumorais.

Falo isso porque a régua fica mais forte quando é precisa. Quando se coloca tribulus e secretagogo de GH no mesmo saco, quem lê e sabe que tribulus é inofensivo conclui que o resto do aviso também é exagero, e joga fora justamente a parte que ia protegê-lo.

Sobre o fechamento, concordo inteiro e acrescento. Alimentação rica e variada primeiro, sempre. E a sua exceção para idoso não é exceção pequena, é uma das áreas onde suplementar tem evidência de sobra. Vitamina D, proteína em quantidade suficiente, que na terceira idade precisa ser maior e não menor, creatina para preservar massa e força, e B12, que merece atenção especial porque a absorção cai com a idade e cai mais ainda em quem usa omeprazol ou metformina por anos, que é meia população acima dos sessenta.

E sobre os farmacêuticos e médicos do YouTube receitando dezenas de cápsulas, aí não tem discordância nenhuma da minha parte. O que dá para fazer é o que você está fazendo neste tópico, que é obrigar cada frasco a dizer que problema ele resolve. A maioria não sabe responder.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

Um show de informação, parece que o long jack e o feno grego são os únicos fitoterápicos que supostamente podem melhorar a testo, mas pra efeito de ganho muscular no fisiculturismo acho que a testo precisaria ficar acima de 1000 e isso não se consegue com eles...mas são interessantes pra quem está com testo abaixo do normal.

Você sabe Chemini que a IA virou o terror dos médicos..porque tudo o que eles falam a gente compara com o IA..aliás a gente não pede mais muito a opinião dss pessoas.. só a do IA..isso não é bom.

Realmente existe essa relação entre gh, bem como indutores de gh como ipamorelim, no aumento de igf nesse viés cancerígeno e esse é o ponto mais preocupante dos peptídeos.

A relação entre fitoterápicos como long jack, feno grego e câncer de próstata quando já há alguma tendência parece existir, mas não estou convicto..parei de usar por precaução.

Mudando de assunto..o site tá com fundo escuro..preto...não sei como alterar ou não posso alterar?

Editado em por Pokoyô

Ainda é possível manter alguma massa muscular nas décadas dos 60 e 70 anos.

Chet Yortton que era natural, Frank Zane e Lou Ferrigno, que nunca foram naturais conseguiram.

Tinham boa massa muscular aos 67 anos.

Aos 80 há uma preocupação maior em combater a sarcopenia e em manter a autonomia .

Mas será que um idoso pode utilizar as técnicas padrões de treinamento e dieta da musculação natural ou não?

Um idoso pode treinar o músculo 1 ou 2 vezes por semana e fazer 4 a 5 exercícios com 4 a 5 séries cada e 10 reps?

Pode ser que sim mas eu prefiro não fazer isso....prefiro reduzir exercícios e séries pra ficar mais seguro e motivacional.

Já chegar até a falha eu não recomendo, não é boa coisa para um coração velho.

Comer para ganho muscular dois pratos com muito arroz, um no almoço e outro no jantar com muita carne magra e peito de frango, fazer um café da manhã com claras de ovos pausterizadas, ovos e pão e além disso tomar 30 g de whey com flocos de aveia ou creme de arroz duas vezes ao dia?

Olha....o café dá sim.

O almoço e jantar dessa forma fica complicado..se a glicemia fica na dezena dos 80, tudo bem, se foi pra 90 abra o olho, 100 é pre diabético e foi a 120, sinto muito, ficou diabético pra sempre.

Whey é um alimento processado..melhor usar só uma vez ao dia e até alternar com proteína isolada de soja que também é muito proteica.

Além disso na terceira idade há uma preocupação em não criar placas de gorduras nos vasos porque isso leva a problemas no coração, avc e senilidade.

Cuidado com excesso de carnes, colesterol perto dos 180 é bom..190 nem tanto e 200 já complica...colesterol alto tem tudo a ver com pedras na vesícula, avc e problemas cardíacos.

Eu prefiro alterar muito a técnica padrão de treinar e de alimentação, isso diminui a massa muscular mas é uma medida boa em busca de mais saúde, longevidade e qualidade de vida.

Editado em por Pokoyô

Concordo com a sua intuição geral, Pokoyô, e discordo de alguns números. Como o assunto agora é idoso, e errar aqui tem consequência prática grande, vale separar bem as duas coisas.

Onde você está certo. Reduzir número de exercícios e séries em quem tem 70 ou 80 anos é acertado, e não por fragilidade, é por dose. O idoso responde bem a volume menor, e o que ele não tolera é a recuperação atrasada. Não levar à falha também é uma escolha defensável, e o motivo é ainda melhor do que o que você deu: séries interrompidas duas ou três repetições antes da falha produzem ganho de força e massa praticamente equivalente, com muito menos fadiga e risco. Sobre coração, o ponto real não é a falha em si, é a manobra de Valsalva, aquela prensa com o ar preso, que dispara a pressão arterial. Idoso hipertenso deve aprender a respirar durante a série, e isso resolve boa parte do problema.

Agora onde eu preciso corrigir, porque são números que circulam errados. Glicemia de jejum abaixo de 100 é normal. Entre 100 e 125 é pré diabetes. Diabetes só se caracteriza a partir de 126 em jejum, confirmado em segunda coleta, ou com hemoglobina glicada igual ou acima de 6,5 por cento. Então 90 não é sinal de alerta e 120 não torna ninguém diabético para sempre. E, importante, pré diabetes reverte com dieta, perda de gordura e treino de força, não é sentença. O exame que realmente mostra o cenário é a hemoglobina glicada, que enxerga os últimos três meses e não sofre com o que a pessoa comeu na véspera.

Sobre colesterol, o número total isolado diz pouco. O que se acompanha é o LDL e, mais ainda, quando disponível, o ApoB e a lipoproteína a. Uma pessoa pode ter total de 210 com HDL alto e LDL baixo e estar em situação melhor que outra com total de 190 e LDL alto. E o alvo de LDL não é o mesmo para todo mundo, ele depende de risco cardiovascular, idade, pressão, diabetes e histórico. Reduzir tudo a colesterol perto de 180 é bom e 200 complica leva gente a cortar comida boa sem necessidade e a ignorar risco quando o total está bonito.

E sobre proteína eu discordo frontalmente. O idoso precisa de mais proteína que o adulto jovem, não de menos, porque ele tem resistência anabólica, ou seja, o músculo dele responde menos ao mesmo estímulo. A recomendação em idoso saudável fica em torno de 1,2 a 1,6 g por quilo por dia, e o detalhe que muda o resultado é a distribuição: cerca de 25 a 30 g de proteína de alta qualidade por refeição, porque abaixo disso o estímulo não dispara direito. Nesse contexto o whey é dos melhores aliados que existem, justamente por ser rico em leucina, de digestão rápida e fácil de tomar por quem tem pouco apetite, que é a regra nessa faixa etária. Chamar de processado não muda a biologia, e a proteína de soja, apesar de ser uma opção válida, tem perfil de leucina inferior e desempenho um pouco menor nesse cenário específico. Se houver doença renal já estabelecida, aí sim a conta muda e precisa ser individualizada com o nefrologista.

Duas coisas que eu acrescentaria à sua lista, porque têm evidência forte em idoso. Creatina, 3 a 5 g por dia, com ganho de força e massa e possível benefício funcional. E vitamina D corrigida quando houver deficiência, com atenção a cálcio na dieta, porque queda com fratura de fêmur é o desfecho que realmente rouba autonomia. E treino de equilíbrio, que quase ninguém prescreve e é o que mais previne queda.

Por fim, uma discordância de fundo. Você disse preferir abrir mão de massa muscular em nome de saúde e longevidade, e eu entendo o espírito, mas nessa faixa etária os dois caminham juntos. Massa magra e força de preensão estão entre os melhores marcadores de mortalidade e de independência em idoso. Perder músculo aos 80 não é o preço da segurança, é o próprio risco. O ajuste certo é na execução, na progressão e na escolha dos exercícios, não na ambição de manter músculo.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

Chemini quem olhar meu tópico deve considerar minhas ponderações como simples opiniões pessoais as suas como referências técnicas que devem ser seguidas.

Já disse que aprendo muito com as correções que você faz em meus tópicos, algumas sugestões já adotei e outras adotarei quando superarem minhas convicções que podem sim ser produtos do meu desconhecimento apesar da minha experiência de mais de 40 anos voltada pra ficar com um físico com algum pump porque um físico mais musculoso cobra um preço inclusive à saúde e qualidade de vida.

Uma pessoa que não é da área de saúde ou da educação física pode sim retirar informações importantes do You Tubbe por exemplo...mas isso não é muito simples.

Inclusive apenas os médicos que trabalham com atletas de competição parecem ter um conhecimento razoável de nutrição e treino, principalmente quando também praticam musculação em nível alto.

Mas para um idoso de 65 anos extrair informações realmente importantes do You tubbe é mais complicado tal a diversidade e falta de praticidade das opiniões.

Eu, por exemplo aprendi muito vendo os videos do Diogo Basa, um competidor da Mens Physique com nível de Olympia. ..ele é muito prático e repetitivo e vi ali uma dieta que pode ser um bom modelo...não de saúde e qualidade de vida mas pra ganhar músculos.

Mas vamos a esclarecimentos sobre o que eu disse no post anterior.

Alguém pode acreditar na Ferrari ou no Serge Nubret dos anos 70 pra achar que comer um monte de carne sem precisar de carbs faz ficar forte...tá lá no Youtub..essa é uma forma antinatural de ganhar músculos...melhor combinar carbs com proteínas.

A quantidade de proteínas recomendadas no fisiculturismo é de 2, 0 g por kg de peso que até é possível conseguir embora importe em consumo de carne e whey maior.. isso geralmente repercute no colesterol e o whey por ser processado tem aditivos artificiais para mudar o sabor, a cor, o cheiro, conservar, espessar e adoçar...mas deve fazer parte da dieta sem excessos.

Melhor comer arroz no padrão, ou batata, macarrão etc no almoço e jantar, mas imagina um velhinho de 65 anos batendo dois pratões de arroz por dia...e tem quem faça isso porque pode fazer sem problemas..mas nem todos os idosos podem fazer isso...é uma fase de restrições, moderação...fazer exames na expectativa de passar dos 80 anos.

Vamos ver meu caso, minha glicemia era 99 e caiu pra 96, mas quero que caia mais..se eu for comer um monte de arroz ficar com 8 kgs de sobrepeso e minha glicemia for pra 100 não vou ficar feliz..ainda que eu não seja tecnicamente um pré diabético ou diabético e que todas as outras correlações inclusive com glicemia glicada informe que não sou diabético...ainda.

Talvez eu consiga uma glicemia de 86..enfim quero estar na faixa da glicemia desejável ..porque é isso que servem e sugerem as faixas nos exames de sangue.

Meu colesterol caiu de 236 pra 196 mas quero ele na faixa desejável de abaixo de 190 e o hdl deve estar na faixa de normalidade...e isso depende de alguns ideias aplicáveis na dieta..eu sei como baixar o colesterol total e a glicemia sem medicamentos.

Na verdade tudo isso depende da condição individual de cada um...meu médico cardiologista disse pra eu ignorar uma tumografia do crânio que diz que eu tenho ateromatose carotidea craniana por não ser o exame de padrão ouro pra esse diagnóstico...mas o próximo médico pode me passar estatina pra baixar meu colesterol pra 150 e tentar evitar um avc.

Quanto à adequação do treino existe uma infinidade de anomalias cardíacas que sugerem cuidado no tipo de treino..eu por exemplo tenho bloqueio elétrico de uma via secundária cardíaca que não é grave e felizmente não tenho outros problemas...e todas as minhas taxas estão normais.

Infelizmente não há no You Tubbe o testemunho de atletas naturais com mais de 60 anos anos mostrando como está o físico e a saúde comendo dois pratões de arroz ao dia, por isso minhas opiniões leigas e as suas técnicas são interessantes..as minhas mais para suscitar dúvidas do que para dar respostas.

Editado em por Pokoyô

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