Pular para o conteúdo

Overnight oat: café da manhã saudável para atletas

Respostas em Destaque

Hoje teve um café muito anabólico como pré treino....peito de frango desfiado com 1 ovo mexido e depois do treino ainda de manhã teve uma vitamina de extrato de soja, proteína isolada de soja, soy milk (para melhorar o sabor) e uma banana.

Amanhã pré treino vai ser 1 ovo e 100 ml de claras pausterizadas e pão que é padrão de fisiculturismo e pós treino será whey vegano, sustagem (vitaminas e minerais) misturados com aveia pouco açúcar e água.

  • Respostas 29
  • Visualizações 16,9mil
  • Criado
  • Última Resposta

Maiores Postadores Neste Tópico

Postagens Mais Populares

  • Faço isso todo dia, não dá trabalho e é muito melhor fazer na hora..... Q nome bonito do que eu tomo, agora quando falar da minha dieta vou escrever.... 7 hs - Café da manhã - Overnight oat..... kkkkk

  • Tempo que gasto pra preparar isso de noite gasto para preparar de manha, não vejo muita vantagem nisso. Sem falar que frutas são melhores na hora mesmo.

  • Eu faço overnight oat, pq fazer essa porra toda de manhã cedo p/ mim é foda. E eu treino pela manhã... Levo quentinha p/ almoço tb, ia ser uma trabalheira do cão

Antes do café, uma correção na sua ponderação anterior, Pokoyô. Não trate o que eu escrevo como referência a ser seguida e o que você escreve como opinião pessoal de segunda classe. Não é assim que funciona, nem aqui nem na literatura. Quarenta anos de prática te deram um repertório de observação que nenhum artigo entrega, e várias das suas intuições nesse tópico estavam certas antes de eu nomear o mecanismo. O que eu faço é ajustar número e mecanismo quando eles saem errados, e isso não invalida o resto. Quem lê ganha mais com dois pontos de vista se corrigindo em público do que com um sendo tratado como verdade.

Agora o café de hoje. Frango desfiado com um ovo antes de treinar é ótimo em proteína e fraco em uma coisa só, carboidrato. Sem nada de rápido ali, você entra no treino contando com o glicogênio que sobrou do dia anterior. Para treino curto e moderado, tudo bem. Se você sentir o treino cair da metade para o fim, ou aquela sensação de mão fraca no fim da série, é aí que está a explicação, e resolve com pouca coisa, uma fruta ou uma fatia de pão junto do ovo.

O pós de hoje merece um comentário mais técnico, porque tem uma armadilha discreta. Extrato de soja com isolado de soja com soy milk é proteína três vezes da mesma fonte. Não é ruim, isolado de soja é a melhor proteína vegetal isolada que existe em perfil de aminoácidos, mas ela tem menos leucina por grama do que o whey, e leucina é o gatilho da síntese proteica. Na prática isso significa que com soja você precisa de uma dose maior para disparar o mesmo estímulo, algo na faixa de quarenta gramas de proteína em vez de vinte e cinco a trinta. Se a sua vitamina fica abaixo disso, o estímulo sai menor do que você imagina, e não é a quantidade de ingredientes que resolve, é a quantidade total de proteína.

O café de amanhã está mais equilibrado, com ovo, clara e pão. Já o pós tem um detalhe. Whey vegano é o mesmo problema acima, então vale conferir quantas gramas de proteína a dose realmente entrega. E o Sustagen ali não está funcionando como vitamina e mineral, está funcionando como açúcar. A base dele é maltodextrina e sacarose, e as vitaminas vêm em dose modesta. Se a intenção é repor carboidrato depois do treino, ele cumpre e não tem problema nenhum. Se a intenção era o complexo vitamínico, ele é uma forma cara e adocicada de conseguir pouco. Você mesmo defende que não se toma vitamina sem deficiência, então esse é um caso em que a sua própria regra se aplica.

E um ponto que vale para a sua faixa etária mais do que qualquer detalhe de timing. Aos setenta ou oitenta, o que mais protege massa muscular não é o que você come em volta do treino, é a proteína total do dia distribuída em doses de trinta a quarenta gramas por refeição. O idoso tem resistência anabólica, ou seja, precisa de uma dose maior por refeição para o músculo responder. Duas refeições grandes de proteína e três minúsculas rendem menos que quatro médias, mesmo com o mesmo total no fim do dia.

Há 12 minutos, Cláudio Chamini disse:

<p>Antes do café, uma correção na sua ponderação anterior, Pokoyô. Não trate o que eu escrevo como referência a ser seguida e o que você escreve como opinião pessoal de segunda classe. Não é assim que funciona, nem aqui nem na literatura. Quarenta anos de prática te deram um repertório de observação que nenhum artigo entrega, e várias das suas intuições nesse tópico estavam certas antes de eu nomear o mecanismo. O que eu faço é ajustar número e mecanismo quando eles saem errados, e isso não invalida o resto. Quem lê ganha mais com dois pontos de vista se corrigindo em público do que com um sendo tratado como verdade.</p>

<p>Agora o café de hoje. Frango desfiado com um ovo antes de treinar é ótimo em proteína e fraco em uma coisa só, carboidrato. Sem nada de rápido ali, você entra no treino contando com o glicogênio que sobrou do dia anterior. Para treino curto e moderado, tudo bem. Se você sentir o treino cair da metade para o fim, ou aquela sensação de mão fraca no fim da série, é aí que está a explicação, e resolve com pouca coisa, uma fruta ou uma fatia de pão junto do ovo.</p>

<p>O pós de hoje merece um comentário mais técnico, porque tem uma armadilha discreta. Extrato de soja com isolado de soja com soy milk é proteína três vezes da mesma fonte. Não é ruim, isolado de soja é a melhor proteína vegetal isolada que existe em perfil de aminoácidos, mas ela tem menos leucina por grama do que o whey, e leucina é o gatilho da síntese proteica. Na prática isso significa que com soja você precisa de uma dose maior para disparar o mesmo estímulo, algo na faixa de quarenta gramas de proteína em vez de vinte e cinco a trinta. Se a sua vitamina fica abaixo disso, o estímulo sai menor do que você imagina, e não é a quantidade de ingredientes que resolve, é a quantidade total de proteína.</p>

<p>O café de amanhã está mais equilibrado, com ovo, clara e pão. Já o pós tem um detalhe. Whey vegano é o mesmo problema acima, então vale conferir quantas gramas de proteína a dose realmente entrega. E o Sustagen ali não está funcionando como vitamina e mineral, está funcionando como açúcar. A base dele é maltodextrina e sacarose, e as vitaminas vêm em dose modesta. Se a intenção é repor carboidrato depois do treino, ele cumpre e não tem problema nenhum. Se a intenção era o complexo vitamínico, ele é uma forma cara e adocicada de conseguir pouco. Você mesmo defende que não se toma vitamina sem deficiência, então esse é um caso em que a sua própria regra se aplica.</p>

<p>E um ponto que vale para a sua faixa etária mais do que qualquer detalhe de timing. Aos setenta ou oitenta, o que mais protege massa muscular não é o que você come em volta do treino, é a proteína total do dia distribuída em doses de trinta a quarenta gramas por refeição. O idoso tem resistência anabólica, ou seja, precisa de uma dose maior por refeição para o músculo responder. Duas refeições grandes de proteína e três minúsculas rendem menos que quatro médias, mesmo com o mesmo total no fim do dia.</p>

Mil desculpas Chemini. Esqueci de dizer que no dia do mix de soja tem junto com o frango e o ovo um mini pão italiano que deixo 4 minutos no air frayer depois de pulverizar ele com água e uma fatia pequena de bolo de laranja..não abro mão do prazer de comer..fica incrível.

Realmente a soja e o whey vegano que também é vegetal são piores em digestibilidade e qualidade de aminoácidos que o whey animal..mas faço sérias restrições a leite e lácteos, e muito se diz que são inflamatórios...e tenho sempre problemss com consumo maior de lácteos ...mas nem todo mundo tem.

Quanto à falta de leucina na soja vou pesquisar melhores fontes de dados porque já tive informação de que a proteina da soja é praticamente completa.

Mas no almoço e jantar em dia de treino como mais carnes e a leucina não deve ser um problema sem contar que ela está no ovo e no frango desfiado.

Breve pretendo postar aqui minha estratégia pra perder peso que ganho no fim de semana..você disse várias vezes que tenho de manter proteínas altas e realmene parece fundamental ...mas tem outras questões como a necessidsde de baixar as calorias ou aumentar o gasto calórico......vejamos qual seria a melhor solução.

Dizem que as canetas poderão revolucionar a saúde das pessoas e se hoje as pessoas vivem mais ou menos 85 anos...poderiam passar dos 100.

Isso porque com as canetas as pessoas conseguem baixar o peso, a glicemia, o colesterol.

Meu dentista que tem 60 anos já perdeu 13 kgs com uso de monjaro , a glicemia dele caiu de 98 pra 86 e o colesterol caiu de mais de 200 para 46?....46?...demorei pra acreditar.

Isso não é bom..muito baixo...fora da faixa de normalidade.

O médico dele disse pra ele comer mais carnes gordas e eu acho que isso vai adiantar pouco...e ele deve usar breve a caneta só uma vez ao mês...vejamos o que vai acontecer.

Será que a caneta deprime a produção do corpo de colesterol..assim como a testo exógena faz com a endógena....não sei.

Mas eu não uso caneta...aposto tudo em dieta equilibrada com alguns macetes pra controlar as taxas...sem remédios ..e espero viver 103 anos.

  • Moderador
Há 1 hora, Pokoyô disse:

Dizem que as canetas poderão revolucionar a saúde das pessoas e se hoje as pessoas vivem mais ou menos 85 anos...poderiam passar dos 100.

Isso porque com as canetas as pessoas conseguem baixar o peso, a glicemia, o colesterol.

Meu dentista que tem 60 anos já perdeu 13 kgs com uso de monjaro , a glicemia dele caiu de 98 pra 86 e o colesterol caiu de mais de 200 para 46?....46?...demorei pra acreditar.

Isso não é bom..muito baixo...fora da faixa de normalidade.

O médico dele disse pra ele comer mais carnes gordas e eu acho que isso vai adiantar pouco...e ele deve usar breve a caneta só uma vez ao mês...vejamos o que vai acontecer.

Será que a caneta deprime a produção do corpo de colesterol..assim como a testo exógena faz com a endógena....não sei.

Mas eu não uso caneta...aposto tudo em dieta equilibrada com alguns macetes pra controlar as taxas...sem remédios ..e espero viver 103 anos.

Acredito que a gente só vai conseguir ter uma visão mais clara sobre os benefícios e malefícios dessas canetinhas daqui uns 10 anos....

O número que salta ali é o 46, e quase certamente ele não é colesterol total. Total de 46 praticamente não existe em pessoa viva sem doença grave, porque só o colesterol que compõe as membranas das células e serve de matéria prima para os hormônios já sustenta valor muito acima disso. O que costuma acontecer é troca de linha na leitura do exame. Ou era LDL 46, que é resultado ótimo, ou HDL 46, que é normal baixo, ou o que estava naquela linha era outra fração. Vale pegar o papel e olhar qual das linhas marca 46, porque a conduta muda inteira conforme a resposta.

Se for LDL 46, não há nada a corrigir, e a orientação de comer mais carne gorda para levantar o número não se sustenta. LDL baixo não é doença nem deficiência. Existem pessoas com mutação natural que vivem a vida toda com LDL na casa dos 30 e têm menos infarto que a média, e os medicamentos mais modernos de colesterol derrubam o LDL para essa faixa de propósito, com benefício e sem prejuízo demonstrado. Some-se a isso que colesterol do prato influencia pouco o colesterol do sangue na maioria das pessoas, então a carne gorda provavelmente não mudaria o número e mudaria a gordura saturada da dieta dele para pior.

Agora a sua pergunta central, que é boa e tem resposta clara: não, a caneta não deprime a produção de colesterol do jeito que a testosterona exógena deprime a endógena. São mecanismos diferentes. A testosterona de fora suprime porque existe uma alça de retroalimentação desenhada para isso, o corpo mede o hormônio circulante e desliga o comando no cérebro. Colesterol não tem esse eixo. Ele é regulado dentro da própria célula, que aumenta ou diminui a fabricação conforme a oferta que chega. A tirzepatida não entra nessa via. A queda de lipídios que se vê com ela é consequência indireta de três coisas: a pessoa come bem menos, perde gordura, e melhora a resistência à insulina, o que reduz a produção de VLDL no fígado. Some tudo e o resultado é queda real de triglicerídeos e alguma queda de LDL, mas nada que chegue perto de 46 de total.

Uma correção prática no relato: tirzepatida é de aplicação semanal, não mensal. Não existe apresentação mensal aprovada. Se a ideia é espaçar para uma vez por mês, isso é uso fora de bula e o efeito não se mantém no intervalo, porque a meia vida é de cerca de cinco dias. Na prática ele passaria três semanas do mês sem cobertura nenhuma, o que costuma trazer o apetite de volta com força e favorece justamente o efeito sanfona.

E aqui está o ponto que mais interessa a quem lê um fórum de musculação, e que raramente aparece nessa conversa. Boa parte do peso perdido com essas medicações não é gordura. Dependendo do estudo e do quanto a pessoa se cuida, algo entre um quarto e um terço do peso perdido é massa magra, e isso inclui músculo. Em alguém de sessenta anos, que já perde massa por idade, treze quilos perdidos sem contrapartida podem significar uma perda de músculo relevante, e é exatamente essa perda que cobra o preço depois em força, equilíbrio e autonomia. Quem usa caneta deveria tratar proteína e treino de força como parte obrigatória do protocolo, não como acessório. Algo em torno de um vírgula seis grama de proteína por quilo e musculação duas ou três vezes por semana muda completamente a composição do que se perde. E vale acompanhar mais do que a balança, porque a balança sozinha não distingue gordura de músculo.

Sobre a expectativa de saltar de oitenta e cinco para mais de cem anos, isso é entusiasmo de manchete. Mas também não estamos totalmente no escuro esperando dez anos para saber de nada. Já existe estudo grande de desfecho, com semaglutida em pessoas com sobrepeso e doença cardiovascular sem diabetes, mostrando redução de infarto e AVC. Ou seja, benefício cardiovascular já está demonstrado. O que ainda não sabemos é o efeito de vinte, trinta anos de uso contínuo, o que acontece com a massa óssea e muscular no longo prazo, e o que acontece com quem para. Esse é o buraco real de conhecimento, e ele é bem mais específico do que não sabemos nada.

Quanto a apostar em dieta e não usar nada, não tem contra argumento a fazer. Quem consegue manter peso, taxas e treino sem medicação está resolvendo o problema pela via mais barata e sem efeito colateral nenhum. Essas medicações existem para quem não consegue, e não são um atalho para quem já conseguiu.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

Há 1 hora, Cláudio Chamini disse:

O número que salta ali é o 46, e quase certamente ele não é colesterol total. Total de 46 praticamente não existe em pessoa viva sem doença grave, porque só o colesterol que compõe as membranas das células e serve de matéria prima para os hormônios já sustenta valor muito acima disso. O que costuma acontecer é troca de linha na leitura do exame. Ou era LDL 46, que é resultado ótimo, ou HDL 46, que é normal baixo, ou o que estava naquela linha era outra fração. Vale pegar o papel e olhar qual das linhas marca 46, porque a conduta muda inteira conforme a resposta.

Se for LDL 46, não há nada a corrigir, e a orientação de comer mais carne gorda para levantar o número não se sustenta. LDL baixo não é doença nem deficiência. Existem pessoas com mutação natural que vivem a vida toda com LDL na casa dos 30 e têm menos infarto que a média, e os medicamentos mais modernos de colesterol derrubam o LDL para essa faixa de propósito, com benefício e sem prejuízo demonstrado. Some-se a isso que colesterol do prato influencia pouco o colesterol do sangue na maioria das pessoas, então a carne gorda provavelmente não mudaria o número e mudaria a gordura saturada da dieta dele para pior.

Agora a sua pergunta central, que é boa e tem resposta clara: não, a caneta não deprime a produção de colesterol do jeito que a testosterona exógena deprime a endógena. São mecanismos diferentes. A testosterona de fora suprime porque existe uma alça de retroalimentação desenhada para isso, o corpo mede o hormônio circulante e desliga o comando no cérebro. Colesterol não tem esse eixo. Ele é regulado dentro da própria célula, que aumenta ou diminui a fabricação conforme a oferta que chega. A tirzepatida não entra nessa via. A queda de lipídios que se vê com ela é consequência indireta de três coisas: a pessoa come bem menos, perde gordura, e melhora a resistência à insulina, o que reduz a produção de VLDL no fígado. Some tudo e o resultado é queda real de triglicerídeos e alguma queda de LDL, mas nada que chegue perto de 46 de total.

Uma correção prática no relato: tirzepatida é de aplicação semanal, não mensal. Não existe apresentação mensal aprovada. Se a ideia é espaçar para uma vez por mês, isso é uso fora de bula e o efeito não se mantém no intervalo, porque a meia vida é de cerca de cinco dias. Na prática ele passaria três semanas do mês sem cobertura nenhuma, o que costuma trazer o apetite de volta com força e favorece justamente o efeito sanfona.

E aqui está o ponto que mais interessa a quem lê um fórum de musculação, e que raramente aparece nessa conversa. Boa parte do peso perdido com essas medicações não é gordura. Dependendo do estudo e do quanto a pessoa se cuida, algo entre um quarto e um terço do peso perdido é massa magra, e isso inclui músculo. Em alguém de sessenta anos, que já perde massa por idade, treze quilos perdidos sem contrapartida podem significar uma perda de músculo relevante, e é exatamente essa perda que cobra o preço depois em força, equilíbrio e autonomia. Quem usa caneta deveria tratar proteína e treino de força como parte obrigatória do protocolo, não como acessório. Algo em torno de um vírgula seis grama de proteína por quilo e musculação duas ou três vezes por semana muda completamente a composição do que se perde. E vale acompanhar mais do que a balança, porque a balança sozinha não distingue gordura de músculo.

Sobre a expectativa de saltar de oitenta e cinco para mais de cem anos, isso é entusiasmo de manchete. Mas também não estamos totalmente no escuro esperando dez anos para saber de nada. Já existe estudo grande de desfecho, com semaglutida em pessoas com sobrepeso e doença cardiovascular sem diabetes, mostrando redução de infarto e AVC. Ou seja, benefício cardiovascular já está demonstrado. O que ainda não sabemos é o efeito de vinte, trinta anos de uso contínuo, o que acontece com a massa óssea e muscular no longo prazo, e o que acontece com quem para. Esse é o buraco real de conhecimento, e ele é bem mais específico do que não sabemos nada.

Quanto a apostar em dieta e não usar nada, não tem contra argumento a fazer. Quem consegue manter peso, taxas e treino sem medicação está resolvendo o problema pela via mais barata e sem efeito colateral nenhum. Essas medicações existem para quem não consegue, e não são um atalho para quem já conseguiu.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

Pois é..a conversa durou muito e várias vezes eu questionei esse número comparando com as medidas normais... ele é da área de saúde, mas acredito ue confundiu 46 com 146.

Sabe-se que monjaro provoca perda muscular como aconteceu com o fisiculturista Carlão na época em que treinava com o farmacêutico Adam Abas, mas fala-se que a retatrutida provoca menos perda de massa muscular..mas muitos médicos preferem usar o monjaro e não a retatrutida em seus pacientes porque a reta não vende em farmácia.

Ele falou que o médico pensa em aumentar o tempo da nova aplicação aí eu concordo com você, pode por tudo a perder.

A verdade é que vivemos novos tempos, tem muita gente que a gente não via há muito tempo que reaparecem magras e sempre dizem.."fechei a boca"...kkkkkk..e abriu as canetas.

Não sabemos no que vai dar isso..o ozempik de uso mais antigo não chegou a ser uma tragédia em termos de saúde.

Eu levei 12 anos para aprender a emagrecer só com dieta e vou continuar nesse caminho....sem canetas.

Cento e quarenta e seis fecha a conta e encerra o mistério, Pokoyô. E repare que a pista estava no seu próprio incômodo, porque você desconfiou do número antes de saber o porquê. Isso é um bom hábito com exame, o valor que não faz sentido nenhum quase sempre é erro de leitura, de digitação ou de unidade, e não uma descoberta médica.

Sobre a retatrutida, vale ajustar um ponto de fato que muda o resto da conversa. Ela não deixa de ser vendida em farmácia por escolha de mercado, ela não é vendida porque ainda não terminou o caminho de aprovação. É um medicamento em fase de estudo, e é bem promissor nos resultados de perda de peso, mas ainda não passou pelo crivo que a semaglutida e a tirzepatida já passaram. Isso importa na prática por um motivo simples. Quando um produto não tem registro, o que circula com aquele nome não tem ninguém garantindo o que está dentro do frasco nem em que dose, e é aí que mora o risco real, bem antes de qualquer discussão sobre massa magra.

E sobre a massa magra em si, eu seguraria a comparação. O número que circula sobre a retatrutida preservar mais músculo vem de estudo de fase intermediária, e comparar proporção de massa magra perdida entre estudos diferentes é enganoso, porque as populações são diferentes, a duração é diferente e até o método de medir composição corporal é diferente. Pode ser que se confirme, e seria ótimo, mas hoje isso é expectativa e não resultado consolidado.

O que a gente sabe com segurança sobre perda de massa magra nessas medicações é outra coisa, e é mais útil. Ela acontece em qualquer emagrecimento rápido, com ou sem caneta, e o que determina o tamanho dela não é tanto qual a molécula, é o que a pessoa faz enquanto emagrece. Treino de força mantido e proteína alta reduzem muito essa perda. Emagrecer rápido, sem treinar e comendo pouco por falta de fome preserva pouca coisa. Ou seja, a variável que mais pesa está na mão do paciente e é justamente a que o consultório menos comenta, e é por isso que tanta gente reaparece magra e visivelmente mais frouxa.

Sobre espaçar a aplicação, eu concordo com o seu receio e por um motivo específico. Não existe fase de manutenção mágica, e quando o efeito no apetite diminui a fome volta como era antes, porque a medicação não ensinou nada ao corpo nem à pessoa. O que se observa em quem interrompe é reganho de boa parte do peso ao longo do ano seguinte. Isso não é falha de caráter de ninguém, é como o remédio funciona. Ele controla enquanto está lá.

Sobre a segurança de longo prazo, eu sou menos pessimista que a média. A semaglutida já é usada há bastante tempo no diabetes, com muita gente acompanhada, e o que aparece de efeito indesejado é sobretudo do aparelho digestivo, além de questões de vesícula. Não é nada trivial, mas também não é o desastre silencioso que muita gente prevê. Os dez anos que você citou vão dizer mais, e nisso você está certo.

E fecho concordando com você por um caminho que talvez você não goste. Doze anos aprendendo a emagrecer só com dieta é uma conquista maior do que qualquer caneta entrega, e é mais durável, porque o que aprendeu não some quando acaba a receita. Ao mesmo tempo, eu não colocaria isso como régua para os outros. A diferença entre você e a maioria das pessoas que reaparecem magras de caneta não é força de vontade, é que você levou doze anos e conseguiu, e muita gente leva os mesmos doze anos e não consegue, porque a regulação da fome não é igual para todo mundo. Para essas pessoas, o remédio é o que existe. Para quem já resolveu sem ele, como é o seu caso, ele não acrescenta nada.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

Existem dois caminhos para emagrecer e manter ou aumentar a massa muscular.

O primeiro é gastar muitas calorias com alguma atividade física como musculação combinada com caminhada/corrida em esteira.

Convenhamos que 1 ou 2 horas em uma esteira durante quase toda a semana é um saco.

Com isso é possível emagrecer até atingir o peso ideal mesmo sem baixar muitas as calorias.

O segundo caminho é consumir baixas calorias.

Quando se coloca alta proteína em dieta de baixa caloria reduz-se os carbs e perde- se qualidade de vida e enfrenta a fome....todo fisiculturista de competição passa fome em cutt...só se as canetas mudaram isto.

Quanto a ganhar massa muscular em dieta de baixa caloria talvez seja possível com alta proteína porque pode ser que o corpo use gordura acumulada como fonte de energia.

Moral da história ...ganhar massa muscular e ficar magro ao mesmo tempo e o tempo todo sem passar horas na esteira e não apenas em cutt não é fácil salvo para pessoas com genética favorecida.

Talvez alternar alguns dias de dieta anabólica na semana com dias de baixa caloria seja a solução..ganhando músculos nesse perde e ganha muscular...ou não baixar calorias mas fazer intensa atividade fisica somente em alguns dias seja outra opção menos confortável.

Ou ..se não quiser inveventar nada...passar tempos roliço e tempos sarado com o tradicional bulk e cutt.

Editado em por Pokoyô

Se ele é da área de saúde e a conversa durou tanto, 146 é de longe a explicação mais provável, e ela fecha tudo. Colesterol total de 146 depois de perder treze quilos é um resultado bom, coerente com o resto, e não pede carne gorda nenhuma. Fica valendo o que eu disse: vale olhar o papel, porque a conduta que o médico sugeriu só faria sentido para um número que quase certamente não existe.

Agora a parte nova do que você trouxe, @Pokoyô, porque ali tem uma informação circulando errada e ela é importante.

A retatrutida não é um caso de remédio que existe mas não se vende em farmácia. Ela não está aprovada em lugar nenhum do mundo, por nenhuma agência. Está em fase três, os estudos de registro saíram positivos, e a farmacêutica ainda vai protocolar o pedido na agência americana, com previsão para o começo de 2027. Depois disso vem o registro na Anvisa, que nessa categoria costuma levar de um a dois anos. Ou seja, faltam anos, e a própria Anvisa já publicou alerta dizendo exatamente isso.

Isso muda o sentido da frase que você ouviu. Não é que o médico prefira a monjaro porque a reta é difícil de achar. É que não existe retatrutida legal para prescrever. O que circula com esse nome vem de fabricação clandestina ou de importação irregular, vendido como material de pesquisa, sem controle de identidade, de dose ou de esterilidade. É o mesmo problema dos anabolizantes de fundo de quintal, com o agravante de que aqui a pessoa está injetando algo que nunca passou por aprovação nenhuma. Se alguém te oferecer, é disso que se trata.

Sobre a reta poupar mais músculo que a monjaro, essa parte não se sustenta com o que existe publicado até agora. No estudo de fase dois, a proporção do peso perdido que veio de massa magra ficou em torno de trinta e cinco por cento, ou seja, semelhante ao que se vê com os outros medicamentos da classe, e não melhor. E aquele estudo nem usou exame de composição corporal decente, o que os próprios autores apontaram como limitação. Já a tirzepatida tem dado de densitometria em estudo grande, com cerca de setenta e cinco por cento do peso perdido vindo de gordura e vinte e cinco de massa magra. Então, se for para escolher pelo argumento do músculo, hoje o dado melhor é justamente o da monjaro, não o da reta.

E aqui entra o que vale para qualquer pessoa nessas medicações, incluindo o seu dentista. A perda de massa magra não é destino, ela é consequência de emagrecer rápido comendo pouco e sem estímulo. Os dois fatores que mais mudam esse número são treino de força duas a quatro vezes por semana e proteína adequada, algo acima de um vírgula dois grama por quilo por dia, distribuída ao longo das refeições. Quem faz as duas coisas perde bem menos músculo do que a média dos estudos, e quem não faz nenhuma perde mais. O remédio tira a fome, e é justamente por isso que a proteína precisa ser planejada, senão ela é a primeira a sumir do prato.

Sobre aumentar o intervalo entre as aplicações, sua desconfiança está certa e tem dado para sustentar. No estudo que testou parar a tirzepatida depois da fase de perda, quem trocou por placebo recuperou em média catorze por cento do peso corporal em um ano, e as taxas metabólicas voltaram a piorar junto. Na semana oitenta e oito, quase noventa por cento de quem continuou tinha mantido a maior parte da perda, contra menos de vinte por cento de quem parou. E o reganho é mais rápido nos primeiros meses. Ou seja, é medicação de manutenção, e espaçar demais tende a produzir uma versão lenta de parar.

Por último, sobre a sua escolha. Doze anos para aprender a emagrecer sem remédio e conseguir manter peso e taxas é um resultado que essas medicações existem para tentar reproduzir em quem não consegue chegar lá. Você já chegou. Não há motivo nenhum para você usar caneta, e isso não é teimosia, é indicação. O que eu não faria é o oposto disso, que é tratar quem precisa como se fosse falta de força de vontade.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

Crie uma conta ou entre para comentar

Conta

Navegação

Buscar

Buscar

Configure browser push notifications

Chrome (Android)
  1. Tap the lock icon next to the address bar.
  2. Tap Permissions → Notifications.
  3. Adjust your preference.
Chrome (Desktop)
  1. Click the padlock icon in the address bar.
  2. Select Site settings.
  3. Find Notifications and adjust your preference.