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Testosterona base em gel em ciclo de Durateston e Stanozolol

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Colaterais não são uma regra dentro de um ciclo.  O colateral da libido pode ser contornado com uma boa TPC. O gel realmente vai ajudar a manter os ganhos e segurar a libido, mas quando ele cessar se não houver a TPC existe, sim, a possibilidade de haver supressão do eixo, conforme disse acima. Tudo depende das drogas, tempo de uso, dosagem e resposta individual.

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  • então cara, terminei meu ciclo e to usando a testo em gel, a libido tá boa e ainda to ganhando peso depois fala ai o que voce achou dela  

  • Bem, segundo a obra "Medicamentos Na Prática Clínica" de Elvino Barros e Helena M. T. Barros (pág 645), o percentual de testosterona absorvido nessa forma de administração é de 10% e não 55% como

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41 minutos atrás, Overbooster disse:

então cara, terminei meu ciclo e to usando a testo em gel, a libido tá boa e ainda to ganhando peso

depois fala ai o que voce achou dela

 

A minha é de 50 tb.. acho que vou fazer o teste tb hahah , medo é so dps da tpc a testo ir la embx

Bem,

segundo a obra "Medicamentos Na Prática Clínica" de Elvino Barros e Helena M. T. Barros (pág 645), o percentual de testosterona absorvido nessa forma de administração é de 10% e não 55% como dito anteriormente (mesmo que fosse utilizado biolipídio de ultra absorção)! A vantagem desse tipo de administração é que ele é capaz de mimetizar o ciclo circadiano e incorrer em menores ocorrências de níveis supra fisiológicos.

Também é bom lembrar que a inibição do eixo pelo uso de testosterona sintética somente ocorre em níveis supra fisiológicos (ressalte-se que por supra fisiológico valores maiores de que os máximos de referência em humanos), exceto se houver o uso de algum outro esteroide inibidor (por exemplo, Nandrolona, que em doses acima de 100mg/semana suprimem o eixo em 100%) !

Posso relatar como exemplo o meu caso: Iniciei TRT, após o endócrino constatar que os níveis de testo na minha circulação estavam no limite inferior dos níveis de referência. Após o uso de Deposteron (1 ampola a cada 14 dias durante 3 meses) em novas medições os níveis se mantiveram, e até mais que isso, subiram de 250ng/dl para 572ng/dl! Duvidando do resultado, não fiz a aplicação da semana e após mais 7 dias fiz um novo exame e o resultado foi praticamente o mesmo,  552,3ng/dl. Ou seja, aplicando testo exógena de forma terapêutica, não houve qualquer inibição do eixo, até pelo contrário!!!!

Concluindo, acredito que o uso de testo em gel, logo após o ciclo é uma boa opção como tratamento coadjuvante à TPC, buscando manter os níveis de testo dentro da normalidade (níveis fisiológicos) enquanto a TPC faz a sua parte restabelecendo de forma mais rápida a produção natural!

Não recomendaria como único tratamento pós-ciclo! O uso apenas do gel em substituição à TPC seria viável em tratamentos superiores a 6 meses, que seria um prazo normal para que o eixo se restabelecer de forma natural, de ciclos bem agressivos!(Lembrando que existem muitas variáveis que influenciam a recuperação, como idade, dieta, rotina de treino, etc.).

Editado em por eplinhares

  • Moderador
Em 15/12/2016 em 08:52, eplinhares disse:

Bem,

segundo a obra "Medicamentos Na Prática Clínica" de Elvino Barros e Helena M. T. Barros (pág 645), o percentual de testosterona absorvido nessa forma de administração é de 10% e não 55% como dito anteriormente (mesmo que fosse utilizado biolipídio de ultra absorção)! A vantagem desse tipo de administração é que ele é capaz de mimetizar o ciclo circadiano e incorrer em menores ocorrências de níveis supra fisiológicos.

Também é bom lembrar que a inibição do eixo pelo uso de testosterona sintética somente ocorre em níveis supra fisiológicos (ressalte-se que por supra fisiológico valores maiores de que os máximos de referência em humanos), exceto se houver o uso de algum outro esteroide inibidor (por exemplo, Nandrolona, que em doses acima de 100mg/semana suprimem o eixo em 100%) !

Posso relatar como exemplo o meu caso: Iniciei TRT, após o endócrino constatar que os níveis de testo na minha circulação estavam no limite inferior dos níveis de referência. Após o uso de Deposteron (1 ampola a cada 14 dias durante 3 meses) em novas medições os níveis se mantiveram, e até mais que isso, subiram de 250ng/dl para 572ng/dl! Duvidando do resultado, não fiz a aplicação da semana e após mais 7 dias fiz um novo exame e o resultado foi praticamente o mesmo,  552,3ng/dl. Ou seja, aplicando testo exógena de forma terapêutica, não houve qualquer inibição do eixo, até pelo contrário!!!!

Concluindo, acredito que o uso de testo em gel, logo após o ciclo é uma boa opção como tratamento coadjuvante à TPC, buscando manter os níveis de testo dentro da normalidade (níveis fisiológicos) enquanto a TPC faz a sua parte restabelecendo de forma mais rápida a produção natural!

Não recomendaria como único tratamento pós-ciclo! O uso apenas do gel em substituição à TPC seria viável em tratamentos superiores a 6 meses, que seria um prazo normal para que o eixo se restabelecer de forma natural, de ciclos bem agressivos!(Lembrando que existem muitas variáveis que influenciam a recuperação, como idade, dieta, rotina de treino, etc.).

Meu caro, a publicação está defasada e se refere ao gel a base de álcool. Hoje os géis são feitos a base de pentravan (https://br.fagron.com/pt-br/produtos/pentravanr-0).

image.png

A inibição do eixo ocorrerá por ser supra-fisiológico usar quase 200mg de testosterona a 5%, por exemplo. Testosterona pode ser usada, sim, para estimular a produção natural, mas a dose estará MUITO abaixo disso, talvez em torno de 0,8 a 1%.

A indicação constante dos livros que recomendam no TRT deposteron 1 ampola a cada 14 dias está defasada. Os médicos usam essa forma para ou que você volte em nova consulta ($$$) e ele possa aplicá-la ou para que você não tenha que ficar pagando alguém para lhe aplicar com mais constância, o que geraria um "conforto" ao paciente. O mesmo ocorre com o NEBIDO (Undecanoato de Testosterona), que promete uma injeção a cada 04 meses !

Contudo, essa forma de ministrar testosterona é equivocada, porque dessa forma espaçada você terá um pico de testosterona nos primeiros dias, passando de 1.300 a 1.500 ng/dl para, após 12 dias, estar com uma testosterona de 300ng/dl ou menos! Isso é um problema, porque os níveis de E2 (estradiol) e DHT tendem a acompanhar os níveis de testosterona.

No seu caso, que foi 1 ampola a cada 14 dias durante 3 meses, essa alta da testosterona não adveio de um estímulo de sua produção natural, mas ainda do efeito da deposteron, ou seja, esses 572ng/dl foi devido ao fato de a deposteron ser uma testosterona de meia vida longa, maior que o propionato, por exemplo que é de 02 dias. O ideal seria fazer o exame de testosterona total após um tempo maior.

Dito isto, para evitar os picos e quedas de testosterona - que geram, inclusive, aromatização - a melhor forma de ministrar TRT é: se injetável, dia sim, dia não; ou se em gel, todos os dias.

  • 9 anos depois...

O dado de absorção que eplinhares trouxe está correto, a faixa de aproximadamente dez por cento é a que as bulas de testosterona em gel declaram mesmo. Mas tem uma afirmação logo em seguida que precisa ser corrigida, porque ela é a base de uma decisão que aparece duas vezes neste tópico.

A inibição do eixo não começa só em nível suprafisiológico. O feedback negativo sobre hipotálamo e hipófise é contínuo e dose dependente, sem limiar mágico no teto da faixa de referência. A prova mais direta disso vem dos estudos de contracepção hormonal masculina, em que doses de testosterona que deixavam os homens dentro ou pouco acima da faixa normal já produziam supressão de LH e FSH e azoospermia na maioria dos participantes. É pelo mesmo motivo que homens em reposição bem conduzida, com valores perfeitamente fisiológicos, apresentam atrofia testicular e queda de fertilidade. Reposição não é neutra para o eixo, ela substitui o eixo.

E é justamente aí que mora o problema do plano de vocês dois. Usar testosterona em gel logo depois do ciclo, ou durante a TPC, anula a TPC. Todo o objetivo dessa fase é remover o sinal exógeno para que a hipófise volte a mandar LH e o testículo volte a produzir. Colocar testosterona por via transdérmica nesse momento mantém exatamente o sinal que precisa desaparecer. A libido boa e o peso ainda subindo não são sinal de recuperação, são sinal de que o ciclo continua, só que por outra via e com outro nome. Na prática isso é uma ponte, e ponte é o desenho que mais transforma uso temporário em dependência permanente de reposição.

O medo que vocês descreveram, de a testosterona despencar depois, é legítimo e é real. Só que adiar a queda com gel não evita a queda, apenas empurra e alonga o período de supressão, o que costuma piorar a recuperação. O caminho é fazer a TPC de verdade, aguentar as semanas ruins, e confirmar com exame de testosterona total e livre, LH e FSH umas quatro semanas depois de terminar. Se o exame mostrar que o eixo não voltou, aí sim existe um problema real a tratar, e a conversa passa a ser com endocrinologista, com diagnóstico, e não com gel comprado por conta.

Sobre o tribulus, ele não vai resolver isso. Os ensaios controlados em humanos, inclusive em homens com queixa de libido, não mostram elevação consistente de testosterona. O que ele tem é alguma literatura de efeito sobre libido, provavelmente por caminho independente de hormônio, e existem relatos isolados de toxicidade hepática ligados a produtos com tribulus. Como plano B para um eixo suprimido, não serve.

Um alerta prático sobre o gel que costuma passar batido: testosterona transdérmica transfere por contato pele a pele. A bula traz essa advertência de forma expressa, por conta de casos de virilização em mulheres e principalmente em crianças que tiveram contato com a região aplicada. Se você usa, a área precisa estar seca, coberta por roupa, e é preciso lavar as mãos depois. Não é detalhe, é o efeito adverso mais documentado dessa apresentação, e ele acontece em outra pessoa.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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