Pular para o conteúdo

Uso de testo em gel e oxan causaram inchaço no clitoris

Respostas em Destaque

  • Moderador

Que bom que deu certo.

Sobre a menstruação, a tese do Dr. Elsimar Coutinho é de que menstruação é algo bem recente, visto que em gerações antigas a mulher ou estava grávida ou amamentando.

Mas, polêmicas à parte, Em um ambiente hormonal ideal, com um BF um pouco mais alto para poder menstruar, óvulos saudáveis e acompanhamento de um bom profissional médico, a gravidez virá. Alguns médicos adotam a progesterona para evitar aborto espontâneo. Outros sequer conhecem isso.

Editado em por Foston

  • Respostas 34
  • Visualizações 9,1mil
  • Criado
  • Última Resposta

Maiores Postadores Neste Tópico

Postagens Mais Populares

  • Thiago Carneiro
    Thiago Carneiro

    Sim! Vamos resumir: -testosterona em mulher é indicado para baixa libido -Eaas em mulheres devem ser os menos virilizantes, e de preferência sem empilhamentos -t3/t4 usado para emagre

  • Como havia dito, o melhor dos dois mundos é você ser acompanhada por um BOM profissional. Não precisa dizer a cidade, me diga a região que eu indico. Com T3 não se brinca. O efeito rebote termina

  • Exames revelam muita coisa.... Amenorreia secundária a que? Fazer desmame de testo....começar passar DSDN ......e depois 1DS....2DN......até parar......parar com a oxandrolona....desmame de

Imagens Postadas

Muito obrigada pelo retorno e ajuda pessoal

  • Moderador
Em 15/12/2021 em 22:08, Visitante Anônimo disse:

Diminui a Oxan para 5mg/dia

parei com a testo

parei com o T3

clitoris desinchou

Amem.....

O Sino agradece

Colha novos exames hormonais apenas apos 1 mes sem nenhum hormonio....ai "quem sabe" descobre se tem ou não tem a tal da amenorreia secundaria.

Ai depois avalie o que tem que ser feito.

  • 4 anos depois...

Esse tópico é curto e tem, no meio dele, uma das melhores decisões que já li aqui.

A autora relatou inchaço do clitóris no vigésimo sétimo dia de oxandrolona, perguntou diretamente se aquilo poderia ser irreversível, parou tudo em poucos dias e voltou para dizer que tinha desinchado.

Isso é exatamente o que se deve fazer, e é o oposto do que costuma acontecer. O padrão daqui é observar e ver se piora. Nesse item específico não existe observar, porque observar é esperar dentro do dano. Entre os sinais de virilização, acne, oleosidade, retenção e alteração de fluxo regridem quando se para. O aumento do clitóris e o engrossamento da voz, não regridem de forma confiável.

Ela teve sorte, e a sorte teve um motivo farmacológico que vale nomear: os compostos que ela usava tinham ação curta. A oxandrolona tem meia vida em torno de 9 horas, e o gel sai rápido. Foi por isso que parar funcionou em dias. Se aquele mesmo sinal tivesse aparecido com um éster longo, ainda restariam semanas de droga circulando depois da decisão, e não existiria como acelerar isso.

Para mulher, meia vida curta não é conveniência. É a margem de segurança inteira.

Um pequeno ajuste sobre a explicação que ela mesma considerou, de que o inchaço fosse da libido alta por estar sem ver o namorado. Ingurgitamento por excitação é transitório e passa em minutos. Aumento persistente, percebido no dia a dia, é outra coisa. Ela fez certo em não apostar na diferença.

Agora o número que estava no primeiro post e que é o achado mais importante do tópico.

A testosterona total dela veio em torno de 900 ng/dL.

A faixa de referência feminina fica em torno de 15 a 70 ng/dL. Ou seja, o resultado dela estava em faixa masculina adulta, e não um pouco acima do normal: mais de dez vezes o topo da referência.

E o @Foston fez, sobre isso, a melhor conta do tópico, que merece ser repetida porque explica tudo. A prescrição era gel em pentravan a 20 mg por dia. Com absorção da ordem de 40 a 45 por cento, isso significa algo próximo de 70 a 80 mg de testosterona por semana, que é a ordem de grandeza de uma reposição masculina. A dose usual para mulher, no mesmo veículo, fica entre 2 e 5 mg.

Ou seja, ela não estava tomando uma dose feminina um pouco alta. Estava tomando uma dose de homem.

E isso reordena o resto do tópico. A mudança corporal que ela celebrou, e que era real, e o inchaço do clitóris que a assustou vieram da mesma origem, e não de duas coisas separadas.

Agora o ponto que atravessou o tópico inteiro, foi perguntado três vezes pelo @Apollo Galeno, nunca teve resposta, e é o mais sério de todos.

Ela não menstrua há cerca de dois anos. E ela mesma escreveu quando isso começou: quando passou a se exercitar, a se alimentar de forma restrita e a emagrecer.

Isso tem nome, e é a hipótese principal até que se prove o contrário: amenorreia hipotalâmica funcional, ou seja, a parada do ciclo por baixa disponibilidade energética. É o eixo central do que o Comitê Olímpico Internacional descreve como deficiência energética relativa no esporte.

O quadro dela encaixa item por item. Aeróbico todos os dias sem exceção, no mínimo 40 minutos, mais musculação quatro vezes por semana, dieta restrita, perda de peso, e a menstruação parando exatamente nesse período.

E aqui está a correção mais importante que eu tenho para fazer, porque ela muda a conduta.

A orientação que ela recebeu foi aplicar estradiol por 14 dias e depois progesterona, até vir a menstruação.

Isso induz um sangramento. Não trata a causa.

Na amenorreia hipotalâmica funcional, o tratamento estabelecido é restaurar a disponibilidade energética: comer mais, reduzir volume de treino, recuperar peso quando necessário. O sangramento induzido por hormônio exógeno não indica que o eixo voltou, e não corrige o que está acontecendo em silêncio.

E o que está acontecendo em silêncio é osso. Dois anos sem ciclo significam dois anos de estrogênio baixo, e estrogênio é o principal hormônio de manutenção da densidade óssea na mulher. Ela tem 30 anos, ou seja, está saindo justamente do período em que o pico de massa óssea se constrói, que vai até por volta dos 30. Essa perda não dá sintoma, não aparece em fita métrica e não aparece no espelho. Aparece na densitometria ou na primeira fratura.

E a menstruação, nesse contexto, não é um incômodo estético. É o marcador gratuito de que o organismo tem energia suficiente sobrando. Ela parou de aparecer e ninguém tratou isso como informação.

Vale, por isso, corrigir também o argumento que apareceu no fim, de que menstruar todo mês seria algo recente na história e dispensável.

Essa discussão existe e é legítima, mas ela é sobre suprimir a menstruação com um método hormonal controlado, em que o ambiente hormonal é conhecido e mantido. Não é sobre parar de menstruar espontaneamente por déficit de energia. Nesse segundo caso a ausência de sangramento é o sintoma, e não o objetivo, e ela vem acompanhada de estrogênio baixo, com a consequência óssea junto.

São duas situações opostas, e misturá las é o que fez o tópico tratar como detalhe o achado mais relevante do caso.

Uma nota sobre o percentual de gordura, que foi usado como explicação. Foi dito que o BF dela estava bem baixo. Ela relatou cerca de 21 por cento, medido por bioimpedância.

Dois problemas aí. Vinte e um por cento não é baixo: está dentro da faixa considerada saudável para mulher. E bioimpedância não mede gordura, e sim resistência elétrica, estimando composição a partir da água corporal, com a hidratação assumida como padrão. Em alguém em déficit, usando termogênico e T3, a estimativa fica ainda menos confiável.

O ponto mais útil é que o gatilho não é um número de BF. Atletas menstruam com 15 por cento, e mulheres param com 25 por cento se o déficit for grande o bastante. O que determina é a energia disponível, não o percentual.

Agora o T3, que o @Thiago Carneiro levantou corretamente e que merece desenvolvimento.

Hormônio tireoidiano usado para emagrecer não é acelerador de nada: ele aumenta o gasto às custas de massa magra também, suprime o TSH e a produção própria, e a recuperação da função depois pode demorar. Os efeitos que aparecem são taquicardia, tremor, intolerância ao calor e risco de arritmia, incluindo fibrilação atrial.

E há um detalhe que fecha o círculo neste caso específico: excesso de hormônio tireoidiano é, por si, causa reconhecida de perda de massa óssea. Somando T3 em excesso, dois anos de amenorreia e aeróbico diário, são três fatores empurrando na mesma direção, no mesmo osso, ao mesmo tempo.

Sobre a ioimbina do mesmo composto, dois pontos. É medicamento, e não suplemento, e o efeito é adrenérgico, elevando frequência cardíaca e pressão. E numa análise de 49 produtos vendidos como suplemento de ioimbina, a maioria não informava a quantidade no rótulo, e entre os que informavam o conteúdo real variou de 23 a 147 por cento do declarado. Somar isso a T3 e a aeróbico diário é empilhar estímulo sobre o mesmo sistema.

Duas observações sobre a sequência dos exames, porque elas explicam o impasse.

A primeira foi notada corretamente no tópico: os exames que a ginecologista usaria para investigar a amenorreia foram colhidos com ela usando gel de testosterona. Dosagem hormonal feita sob uso de hormônio exógeno não responde à pergunta que se queria fazer. O encaminhamento final sugerido, de repetir os exames depois de pelo menos um mês sem nada, foi o único caminho possível e estava certo.

A segunda é que existem outras causas de amenorreia secundária que precisam ser afastadas antes de fechar em causa funcional, entre elas alteração de tireoide, prolactina elevada, síndrome dos ovários policísticos e falência ovariana precoce. Ela fez exames de imagem sem alteração, o que é um começo, mas prolactina, TSH e T4 livre fora do uso de T3 são a parte que faltava.

Fecho com o que eu diria a ela, e a quem estiver lendo com o mesmo quadro.

O corpo que ela alcançou é real e o esforço foi dela. Mas o preço, nesse desenho, não estava sendo cobrado no clitóris, que era o único sinal visível e que felizmente regrediu. Estava sendo cobrado em dois anos sem ciclo, aos 30 anos, com aeróbico diário, dieta restrita e hormônio tireoidiano por cima.

E a boa notícia é que essa é a única parte do relato que ainda dependia inteiramente dela, e que ela já começou a resolver quando parou tudo e decidiu refazer os exames do zero. O passo seguinte não é escolher o próximo composto. É descobrir por que ela não menstrua, e a resposta mais provável se corrige com comida e com menos aeróbico, não com receita.

Para quem quiser entender quais exames costumam entrar antes, durante e depois, e o que cada um responde, o site tem um orientador de protocolo hormonal simulado em https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ . A saída é simulada e serve como rascunho de estudo, não como prescrição.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

Crie uma conta ou entre para comentar

Conta

Navegação

Buscar

Buscar

Configure browser push notifications

Chrome (Android)
  1. Tap the lock icon next to the address bar.
  2. Tap Permissions → Notifications.
  3. Adjust your preference.
Chrome (Desktop)
  1. Click the padlock icon in the address bar.
  2. Select Site settings.
  3. Find Notifications and adjust your preference.