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Conservante do leite de caixinha pode ser prejudicial?

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  • Conservante? Ele nao eh esterilizado, e por isso dura tanto?

  • O leite longa vida (de caixinha) é tratado por um processo térmico denominado ultrapasteurização (UHT), o que permite que este, mesmo sem conter conservantes, possa ser armazenado fora da geladeira,

  • fisiculturismo
    fisiculturismo

    Ao que tudo indica realmente não tem conservantes:  

O leite longa vida (de caixinha) é tratado por um processo térmico denominado ultrapasteurização (UHT), o que permite que este, mesmo sem conter conservantes, possa ser armazenado fora da geladeira, até que seja aberto, por eliminar os microorganismos que possam estar presentes, sem prejuízos nutricional.

Acho que a maior duvida (pelo menos era a minha) em relação ao leite e outros produtos encontrados em embalagens tetra pak, é se o alumínio utilizado na produção destas, pode contamina-los (são feitas de 75% de papel (cartão), 20% de plástico (polietileno de baixa densidade) e 5% de alumínio); segundo a propria Tetra pak, o alumínio tem a importante função de dar proteção contra a entrada de luz, de oxigênio e de impedir a troca de aromas entre alimento e o meio externo. Ele é extraído da bauxita e na embalagem ficará entre várias camadas de plástico, não entrando em contato com o alimento, o que pelo menos teoricamente, já seria o suficiente para não contamina-lo.

Bom, acho que é isso, acabei escrevendo demais, mas como ja disse tbém tinha muitas dúvidas a esse respeito. Espero que seja suficiente para vc chegar a alguma conclusão, eu por exemplo continuei com o Longa Vida...

:wink:

  • 11 anos depois...
  • Moderador

Ao que tudo indica realmente não tem conservantes:

Citar

O leite brasileiro vendido em embalagens cartonadas, em forma de caixa, é processado com temperaturas ultra-altas (do inglês Ultra High Temperature), ou seja, são aquecidos a temperaturas entre 137o C a 150oC  por 3 a 5 segundos. Nessas condições, todos os microrganismos do leite cru são inativados. Nesse tipo de produto não há adição de conservantes, uma vez que todos os microrganismos devem ser eliminados. Exceções ocorrem (ou seja, há microrganismos viáveis dentro da embalagem) quando altas contagens (superiores a 4 log/ml) de microrganismos esportulados, principalmente do Bacillus sporothermodurans, estão presentes na matéria-prima ou houve falha nos processos térmicos e na vedação da embalagem. É importante lembrar que alguns Bacillus sporothermodurans podem estar no leite UHT, contudo não há risco à saúde ou risco de deterioração significativa do produto. O longo período da vida de prateleira desses produtos (4 a 6 meses) é baseado na ausência de microrganismos vivos no produto processado e também devido à resistência média das embalagens. Embalagens velhas ou danificadas podem apresentar microfissuras, pelas quais microrganismos podem acessar o produto.

Respeite o direito autoral e sempre referencie a fonte com hiperlink. Leia mais em: http://foodsafetybrazil.org/o-leite-vendido-em-caixinha-tem-algum-conservante-por-que-ele-dura-tanto/#ixzz49zMzkDlG

 

  • 3 meses depois...

Essa informação acima está incompleta. Não existe leite de caixinha sem adição de alguma química seja em maior ou menor grau. Os longos períodos de vida nas prateleiras não se deve a esses microorganismos que conseguiram  passar após todo o processo descrito acima mas efetivamente pela adição de peróxido de hidrogênio (água oxigenada) e soda cáustica. Sem esses dois componentes esses microorganismos existentes azedariam o leite em 24horas. A agua oxigenada não faz tão mal porque logo se decompõe em água e oxigênio, ja a soda cáustica pode provocar sérios problemas ao organismo caso não esteja ba dosagem correta dentro das tecnicas de segurança, porém se houver excesso (mas nunca saberemos ne) irá reduzir a acidez natural do liquidodo digestivo e com a continuidade pode vir a ter gastrite e úlceras estomacais. Mas cada um e livre pra beber à vontade.

  • 9 anos depois...

@Guerrelheiro, a sua pergunta de dois mil e quatro já tinha sido bem respondida pela @Krisca no dia seguinte, e a resposta dela continua correta hoje. O problema é que doze anos depois o tópico recebeu uma informação errada que circula até hoje, e essa merece ser corrigida com nome e sobrenome.

Primeiro, a resposta direta: o leite de caixinha não tem conservante. E o @Taurino acertou o mecanismo já em dois mil e quatro ao desconfiar que a durabilidade vinha do tratamento térmico. É isso mesmo. O leite longa vida passa pela ultrapasteurização, aquecido entre cento e trinta e cento e cinquenta graus por poucos segundos e resfriado logo em seguida, o que inativa os microrganismos. Depois ele é embalado de forma asséptica, sem contato com o ar. Não sobra o que estragar, e por isso não precisa de conservante nem de geladeira enquanto a caixa estiver fechada.

A legislação brasileira, aliás, não permite adição de conservante ao leite. Fazer isso não é uma escolha da indústria, é fraude, com fiscalização do Ministério da Agricultura e da Anvisa.

O único aditivo que pode aparecer é um estabilizante, tipicamente citrato ou fosfato de sódio, em quantidade pequena. Ele não conserva nada. A função dele é evitar que a proteína do leite coagule durante o choque de temperatura. Citrato, inclusive, já existe naturalmente no leite.

Agora a correção, @Pinheiro Pinheiro. Não é verdade que se adiciona peróxido de hidrogênio e soda cáustica ao leite de caixinha para prolongar a validade. Essa alegação foi checada e é falsa. Ela não descreve o processo do leite longa vida, que não precisa de nada disso justamente porque o calor já eliminou os microrganismos.

E vale explicar de onde essa história vem, porque ela não nasceu do nada, e é aí que está a parte legítima da desconfiança. Existiram casos reais de fraude no Brasil, com destaque para as operações no Rio Grande do Sul há mais de dez anos, em que se encontrou adição de água, ureia e peróxido de hidrogênio ao leite cru, na etapa do transporte, para mascarar leite já deteriorado. Isso foi crime, deu cadeia, e não é o processo normal do leite de caixinha. Confundir uma fraude criminosa punida com o funcionamento padrão de um produto é o que mantém o boato vivo até hoje.

@Krisca, a sua pergunta sobre o alumínio da embalagem nunca foi respondida, e ela é boa. A caixa cartonada tem seis camadas. O alumínio fica no meio, e serve para barrar luz e oxigênio. A camada que encosta no leite não é o alumínio, é polietileno, um plástico inerte de grau alimentício. Ou seja, o leite não toca no alumínio em nenhum momento. As embalagens são avaliadas quanto à migração de componentes para o alimento, e é justamente esse tipo de barreira que permite guardar o leite sem refrigeração.

Sobre o desnatado, já que era o seu caso, @Guerrelheiro. Ele mantém praticamente a mesma proteína e o mesmo cálcio do integral, com menos gordura e menos calorias. Perde parte das vitaminas lipossolúveis, que se vão com a gordura, e por isso muitos são enriquecidos com A e D. Para quem está em déficit calórico, é uma troca boa. Para quem quer ganhar peso, o integral entrega mais caloria pelo mesmo volume.

E, sobre a comparação com o leite de saquinho: o pasteurizado tem sabor mais próximo do leite fresco, porque o aquecimento é bem mais brando, mas justamente por isso ele precisa de geladeira do começo ao fim e dura poucos dias. Nutricionalmente os dois são praticamente equivalentes, com diferença pequena em algumas vitaminas sensíveis ao calor. Escolha por preço, sabor e conveniência.

@Gamma, sobre tirar o leite por trinta dias e sentir melhora: isso acontece com parte das pessoas, e tem explicação concreta. A maioria dos adultos tem alguma redução da produção de lactase, e nesses casos leite em quantidade causa gases, inchaço e desconforto, e tirar melhora mesmo. Só que isso é intolerância à lactose, que é individual e mensurável, e não uma propriedade ruim do leite. Quem digere bem não ganha nada excluindo, e ainda perde uma das fontes de proteína e cálcio mais baratas que existem. E vale a ressalva de sempre: retirar um alimento por trinta dias e sentir melhora em tudo é o tipo de teste que também melhora quando a pessoa passa a prestar atenção no que come. Se a suspeita for real, existe teste específico para confirmar.

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