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Opinião - Suplemento Carnivor - Proteína da carne!

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  • aham, essa proteina é de lenta absorção é q nem syntha-6 da bsn parceiro ela contem creatina ainda se c n sabe q incha se ta duvidando posso fazer nada, compra e toma parceiro , ja tomei m-drol e

  • teu m-drol era falsificado, impossivel hormonio fazer menos que proteina.

  • concordo em parte contigo amigo, pois tudo parte de uma boa alimentação. mas que é estranho é.

  • 8 anos depois...
  • 6 anos depois...

@LeyzinhoDF, o @ninga e o @ippo te deram as duas melhores respostas do tópico em 2011, e o tempo confirmou as duas. Vou acrescentar um teste prático que serve para qualquer proteína da carne que você encontrar, e atualizar o argumento do ninga com a métrica que se usa hoje.

O teste que vale para toda a categoria

Existe um problema conhecido nos produtos vendidos como proteína isolada de carne, e ele tem a ver com a origem do material.

A carne tem duas fontes possíveis de proteína: o tecido muscular e o tecido conjuntivo, que é o colágeno. São coisas muito diferentes.

A proteína do músculo tem perfil completo, com os nove aminoácidos essenciais.

O colágeno não. Ele é riquíssimo em glicina, prolina e hidroxiprolina, e é praticamente desprovido de triptofano.

E aqui está o problema comercial: colágeno é barato, é subproduto abundante da indústria da carne, e é rico em nitrogênio. Como o método usual de dosagem de proteína mede nitrogênio e multiplica por um fator, colágeno aparece no laudo como proteína sem nenhuma dificuldade.

Então o teste prático, que você pode aplicar a qualquer pote:

Procure o perfil de aminoácidos no rótulo. Se a glicina estiver em 25 por cento ou mais do total, e o triptofano estiver ausente ou em quantidade irrisória, aquilo é colágeno com outro nome.

Se o triptofano estiver presente em quantidade normal e a glicina não dominar, é proteína de músculo de verdade.

Não estou dizendo que o produto que você citou seja um caso ou outro, e o próprio fabricante declara triptofano na composição. Estou dizendo que essa é a pergunta certa a fazer nessa categoria, e que ela se responde olhando duas linhas do rótulo.

Atualizando o argumento do ninga

@ninga, você usou valor biológico e estava certo na conclusão. A métrica envelheceu, e a atual reforça ainda mais o seu ponto.

Hoje se usa o PDCAAS e, mais recentemente, o DIAAS. Eles funcionam pelo aminoácido mais escasso: a pontuação é limitada pelo que falta, não pela média do que sobra.

Whey fica em torno de 1,0, que é o teto da escala. Proteína de músculo bovino fica próxima disso, em torno de 0,9.

E colágeno pontua zero. Não é um valor baixo, é zero literal, porque o triptofano é ausente, e qualquer número multiplicado pelo aminoácido limitante dá zero.

É a mesma lógica que você descreveu, só que com um número que deixa a diferença impossível de discutir.

O ponto do @ippo é o mais importante do tópico

O @bryanbinder relatou resultado melhor e disse que usava Carnivor junto com whey. E o ippo apontou o óbvio que quase ninguém enxerga: ele aumentou a proteína total do dia.

Esse é o confundidor que invalida praticamente todo relato de suplemento em fórum. A pessoa acrescenta um produto e atribui o ganho a ele, quando acrescentou também proteína, calorias e frequentemente disciplina.

Se a proteína extra viesse de frango, ovo ou mais whey, o resultado provavelmente seria o mesmo.

E o @oozaru e o ninga completaram com a outra metade: a sensação de inchaço que o bryanbinder descreveu tem explicação direta, porque o produto contém creatina na fórmula. Creatina puxa água para dentro da célula muscular e dá justamente esse aspecto mais cheio, em qualquer contexto.

Ou seja, o efeito percebido tinha dois motivos, e nenhum deles era a proteína da carne.

Sobre o caso do @ThugLife, que é legítimo

Ele levantou o único motivo realmente válido para procurar essa categoria: problema com proteína do leite. Isso merece resposta, e não desdém.

Primeiro, uma distinção que resolve a maioria dos casos: intolerância à lactose e alergia à proteína do leite são coisas diferentes.

Intolerância à lactose é dificuldade de digerir o açúcar do leite. Quem tem isso costuma tolerar bem o whey isolado, que é praticamente isento de lactose. Não precisa abandonar o whey, basta trocar o concentrado pelo isolado.

Alergia à proteína do leite é reação imunológica à caseína ou às proteínas do soro. Aí sim é preciso sair do leite por completo.

E para esse segundo caso existem opções melhores que proteína da carne: proteína isolada de soja, que tem perfil completo, proteína de ovo, e misturas de ervilha com arroz, que se complementam bem. Todas com perfil de aminoácidos mais favorável e preço menor.

Sobre absorção lenta

ThugLife argumentou que absorção lenta não é defeito, já que outros produtos também são lentos. Ele tem razão de que não é defeito, mas o motivo é outro: a velocidade de absorção importa muito menos do que se imaginava.

O que determina o resultado é a proteína total do dia e a distribuição em três a cinco refeições. Aquela disputa entre proteína rápida e lenta perdeu quase toda a relevância prática.

Por fim, @Mahabaho, uma observação sobre o conselho de buscar informação na academia e na loja de suplementos: o ninga já respondeu isso em 2011 e continua valendo. Quem vende o produto tem interesse na resposta, e isso não é má-fé necessariamente, é conflito de interesse estrutural.

Resumindo para quem chegar aqui: confira glicina e triptofano no rótulo, lembre que creatina na fórmula explica o inchaço, e que produto novo somado à rotina antiga sempre parece funcionar porque a rotina também mudou.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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