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Ciclo feminino de Stano para superar estagnação

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@Jaqueline Moraes, este tópico terminou bem, com você decidindo não usar, e o @Locemar te deu a informação central quando disse que esteroide nenhum queima gordura. Quero acrescentar o porquê disso, e principalmente responder a pergunta que ficou aberta, que é o que fazer com a estagnação em si. Porque isso é o que ninguém chegou a resolver.

Primeiro, o mecanismo, porque ele te protege de acreditar na próxima promessa.

O que a balança mostra é a soma de tudo o que existe no corpo. Esteroide anabolizante atua no receptor androgênico e aumenta a síntese de proteína muscular. Ele não tem ação lipolítica relevante, ou seja, não mobiliza gordura do adipócito. Quando alguém aparece mais definido depois de um ciclo, o que mudou foi o denominador, porque ganhou músculo e perdeu água subcutânea, e não porque a gordura foi queimada pela substância. A gordura sai por déficit de energia, e não existe atalho farmacológico para isso na classe dos anabolizantes.

E o stanozolol especificamente, que é o que te ofereceram, é das substâncias mais virilizantes por miligrama entre as usadas. Você teria assumido o maior risco de virilização da lista para obter justamente o efeito que ele não produz. A decisão de devolver o frasco à gaveta foi a mais acertada do tópico.

Agora o que realmente importa, que é o seu platô. Você deu, sem perceber, três informações que explicam quase tudo.

A primeira é a mais importante, e é fisiológica. Você saiu de sessenta e cinco para cinquenta e seis quilos, relaxou e voltou para sessenta e quatro, notando mais gordura do que antes. Isso não é falta de disciplina sua, é um padrão descrito. Depois de perda de peso, o gasto energético de repouso cai mais do que o previsto apenas pela redução de tamanho corporal, e essa adaptação persiste por bastante tempo. Junto disso, a fome aumenta por alteração dos hormônios que regulam apetite. Ou seja, quando você volta a comer como antes, o corpo está gastando menos e pedindo mais. E o peso recuperado tende a vir com proporção maior de gordura do que a que foi perdida. Você viveu exatamente isso, e é por isso que a segunda tentativa parece mais difícil que a primeira. Não é impressão.

A segunda informação é que você faz meia hora de cardio de intensidade média e escreveu que, lendo os outros, parecia que não fazia quase nada. Isso merece uma correção, porque a conclusão que você tirou não é a certa. O problema não é a quantidade de cardio. Meia hora de cardio queima muito pouco em relação ao total do dia, e a tentativa de resolver déficit aumentando cardio é a rota mais cansativa e menos eficiente que existe. O que determina o resultado é a ingestão, e depois dela o gasto do dia inteiro fora do treino, que é o quanto você anda e se movimenta ao longo das horas, e que costuma cair silenciosamente quando alguém está em dieta há muito tempo.

A terceira é que você treina há dois anos e meio e nunca usou nada. Isso significa que você provavelmente está ganhando massa magra enquanto perde gordura, e essas duas coisas se cancelam na balança. É a explicação mais simples e mais provável para peso parado com aspecto mudando. Por isso, o instrumento errado aqui é a balança sozinha. Vale medir cintura com fita métrica sempre no mesmo ponto e no mesmo horário, e tirar fotos mensais nas mesmas condições. Já vi muita gente desistir de um processo que estava funcionando porque olhou só para um número.

Preciso corrigir uma parte das sugestões que apareceram para quebrar o platô.

Aeróbio em jejum não produz mais perda de gordura do que aeróbio alimentado quando a ingestão total é a mesma. Revisões sistemáticas com meta análise mostram que o jejum aumenta a oxidação de gordura durante a sessão, mas isso não se traduz em maior oxidação nas vinte e quatro horas nem em maior perda de gordura ao longo do tempo. O corpo compensa no resto do dia. Então aeróbio em jejum é uma questão de preferência e de conforto, não uma estratégia superior.

O mesmo vale para dieta baixa em carboidrato. Quando proteína e calorias são equiparadas, a perda de gordura é semelhante à de outras distribuições de macronutrientes. Ela funciona para quem se adapta melhor a ela e sente menos fome, e isso é uma vantagem real, mas não por uma propriedade metabólica especial. Treino intervalado de alta intensidade também é ótima ferramenta, principalmente por render mais em menos tempo, mas não escapa da mesma conta.

E tem um ponto que precisa ser dito com clareza, porque você mencionou que o que te incomoda é a gordura abdominal. Não existe redução localizada. Não dá para escolher de onde a gordura sai, porque a mobilização é sistêmica e a ordem em que cada região responde é determinada em boa parte pela sua genética e pelo seu perfil hormonal. A região que mais incomoda costuma ser a última a ceder. Isso não significa que não vai ceder, significa que ela é o indicador atrasado do processo e não o alvo dele.

Sobre a sua decisão de marcar um nutricionista, é o passo certo, e vale chegar com algumas informações prontas para render mais a consulta. Registre tudo o que come por sete dias, incluindo fim de semana, bebidas e o que você prova cozinhando, porque essa parte costuma ser onde a diferença mora. Anote quantas horas dorme, porque sono curto aumenta fome e piora aderência. E leve a informação de quanto tempo você treina e quanto de proteína consome por dia, porque proteína adequada é o que protege a massa magra durante o déficit e é o item que mais frequentemente está baixo.

Um ajuste que eu sugeriria olhar com essa profissional, e que costuma resolver platô sem exigir nada heroico. Passar um período em manutenção calórica antes de retomar o déficit. Passar meses seguidos em restrição é o que mais alimenta a adaptação que descrevi, e um intervalo em manutenção tende a melhorar a resposta quando o déficit volta, além de tornar o processo sustentável.

Por fim, sobre a frase com que você encerrou, de que a pressa é inimiga da perfeição. Eu diria uma versão um pouco diferente. O seu problema nunca foi velocidade, foi instrumento. Você estava tentando resolver com farmacologia um problema de energia e de método, e nenhuma dose resolveria isso. Duas coisas ficaram claras no seu relato, que é que você emagreceu antes sem usar nada, e que você teve o produto em mãos e não usou. As duas juntas dizem bastante sobre a sua chance de chegar onde quer.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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  • Você tem q saber se realmente quer isso msm, pois todo ciclo tem um determinado risco de ter colaterais, especialmente virilizantes (voz mais grave, rosto masculinizado, hipertrofia clitóris, aumento

  • Pesquise mais um pouco e verá que esteroide algum vai queimar tua gordura. Esse é um dos erros mais clássicos das academias: "toma stano que seca" Seca nada. É um esteroide anabólico que promover

  • Jaqueline Moraes
    Jaqueline Moraes

    @Locemar Valeu. Vou desistir mesmo. Vou abrir mão da oxa também. Como você disse, nada seca. Negócio é saber o que posso mudar pra melhorar. A pressa é inimiga da perfeição, ne.

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