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Qual é a diferença entre crucifixo inclinado e supino inclinado com halteres?

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  • Ok, ambos podem ser feitos a 45°, ou 30° O crucifixo inclinado só pode fazer com halteres e os braços ficam semi-flexionados, e o supino inclinado com halteres é praticamente o mesmo movimento q

  • fisiculturismo
    fisiculturismo

    Temos páginas explicativas para os dois exercícios:  

  • Acho que vc confundiu o fly com o crucifixo. Crucifixo é com o braço extendido, o fly é com o braço flexionado. Quanto a diferença entre o fly e o supino com halter, não encontrei o gif do fly incl

  • Moderador

Ok, ambos podem ser feitos a 45°, ou 30°

O crucifixo inclinado só pode fazer com halteres e os braços ficam semi-flexionados, e o supino inclinado com halteres é praticamente o mesmo movimento que o supino 45° só que com halteres nas mãso. Este último também é chamado de crucifixo quebrado.

Acho que vc confundiu o fly com o crucifixo. Crucifixo é com o braço extendido, o fly é com o braço flexionado.

Quanto a diferença entre o fly e o supino com halter, não encontrei o gif do fly inclinado, mas o gif do reto serve para mostrar.

Repare na pegada:

Fly - eixo do halter paralelo ao corpo

http://www.exrx.net/WeightExercises/PectoralSternal/DBFly.html

Supino - eixo do halter perpendicular ao corpo

http://www.exrx.net/WeightExercises/PectoralSternal/DBBenchPress.html

Alguns especialistas sustentam que a diferença na pegada do fly estimula a porção externa do peitoral maior. Na minha opinião os dois são de potência, sendo o objetivo aumento da massa, e pegam o peitoral todo. Quanto ao crucifixo, o objetivo é alongar as fibras.

valeu?

  • 14 anos depois...
  • 6 anos depois...

A confusão do tópico é de nomenclatura, e ela atrapalha mais do que parece. No Brasil crucifixo e fly são o mesmo exercício, o nome muda de academia para academia. Já o supino inclinado com halteres é outra coisa, e a diferença entre os dois não está na pegada nem no nome, está no número de articulações que se movem.

O crucifixo é monoarticular. Só o ombro trabalha, fazendo adução horizontal, e o cotovelo mantém um ângulo fixo do começo ao fim. O supino é multiarticular, o ombro faz a adução e o cotovelo estende junto, o que traz o tríceps e o deltoide anterior para dentro da conta. Daí vêm todas as consequências práticas. No supino você levanta muito mais peso, porque três músculos empurram em vez de um. No crucifixo o peitoral fica isolado, e é essa a razão de existir dele.

Sobre a observação do Locemar quanto ao cotovelo, o certo é o meio-termo. Braço totalmente estendido não é técnica avançada, é convite para dor no cotovelo, porque a alavanca fica gigante. Mantenha uma flexão leve e constante, uns dez a vinte graus, e não abra nem feche esse ângulo durante a série. Se o cotovelo dobra e estica no caminho, o exercício virou supino, e é exatamente isso que a expressão crucifixo quebrado descreve. Não é erro grave, só deixa de ser isolamento.

O ponto que ninguém levantou e que muda a escolha é o perfil de resistência. Com halteres, o torque no crucifixo é máximo lá embaixo, com o braço aberto, e cai praticamente a zero no topo, quando os halteres se encontram acima do peito. Naquela posição final o peso está empilhado sobre a articulação e o peitoral quase não tem o que fazer. É por isso que o crucifixo com halteres é excelente para carregar o músculo alongado, que é justamente onde o estímulo de hipertrofia é mais forte, e inútil na parte de cima. Quem quer tensão do início ao fim faz melhor na polia ou no peck deck, onde o cabo mantém resistência inclusive na contração.

Sobre a ideia de porção externa que o henriquegr mencionou, aquilo não se sustenta. O peitoral maior tem porções clavicular, esternal e abdominal, e nenhuma mudança de pegada recruta uma metade lateral separada. O que a rotação do punho muda de fato é a posição do ombro e o conforto, nada além disso.

Na prática eu montaria assim. O supino inclinado é o exercício principal, com carga progressiva, e trinta graus de inclinação já bastam para pegar mais a porção clavicular. Passando de quarenta e cinco, o deltoide anterior começa a roubar o movimento. O crucifixo entra depois, com carga moderada, descendo até sentir o peitoral esticar e sem procurar juntar os halteres lá em cima. Os dois se complementam, não competem.

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