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PullOver no final do treino de peito?

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Pode ser que aumente sim, não custa tentar. Agora são várias reptições com pouco peso. E respiração tem que ser bem ativa e boa.

Esse exercício simula as braçadas na natação, e natação alarga a caixa toráxica. Agora depois dos ossos já estarem desenvolvidos acho difícil a caixa expandir.

  • 9 anos depois...
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  • 6 anos depois...

Paulo, você fez duas perguntas e o tópico virou outra coisa. Deixa eu responder as duas, e depois falar da briga, porque ela tem uma saída que ninguém enxergou.

Sobre colocar o pullover no fim do treino de peito: pode, não faz mal nenhum, mas não vai acrescentar peito. Seu treino já tem supino inclinado, supino reto, cross over e crucifixo, ou seja, o peitoral já está bem servido de todos os ângulos. O pullover é um movimento de extensão de ombro, e nessa direção o dorsal e o redondo maior fazem o trabalho grosso. A porção esternal do peitoral participa de verdade, principalmente com o cotovelo dobrado e os braços fechados, mas participar não é a mesma coisa que ser o alvo. Como finalizador e alongamento carregado no fim do treino ele é agradável e funciona. Como exercício de peito, você tem quatro melhores na sua própria ficha.

Aliás, quem descreveu isso melhor no tópico foi o colega que disse que sente mais peito quanto maior o ângulo do braço em relação ao corpo e quanto mais fechada a pegada, e que faria com as mãos cruzadas se fosse para peito. Isso está certo e é exatamente o motivo mecânico: fechando o cotovelo, o braço de alavanca muda e a fatia do peitoral aumenta. E uma correção pequena em quem trouxe a anatomia certa depois: na extensão de ombro vinda de trás da cabeça, o peitoral não está de antagonista, ele está ajudando. É por isso que a discussão nunca fecha, o exercício realmente é dividido.

Agora a sua segunda pergunta, que ficou perdida no meio do fogo cruzado, sobre antebraço. Aquilo de que as fibras do antebraço são parecidas com as da panturrilha e precisam de mais repetições é uma dessas frases de academia que passa de boca em boca. A composição de fibras varia pouco entre as pessoas e entre esses músculos, e de qualquer forma ela não define a faixa de repetições que funciona. Antebraço cresce numa faixa larga, de seis a vinte, desde que a série chegue perto da falha. Seus três de oito estão bons. Se quiser variar para doze ou quinze, também dá resultado. O ponto mais importante é outro: você acabou de incluir levantamento terra na rotina, e terra, remada e puxada já carregam a sua mão e o seu antebraço com bastante peso. Muita gente não precisa de nada direto além disso. E, quando fizer rosca de punho, faça com movimento controlado e sem tranco, porque punho é articulação pequena e o tendão reclama antes do músculo.

Sobre a caixa torácica, e a discussão de três páginas.

Tem uma coisa curiosa nisso: os dois lados estavam defendendo a mesma conclusão sem perceber. O trecho que o próprio zjunior traduziu diz que as cartilagens das costelas se ossificam no começo dos vinte anos, e que depois disso treino, respiração forçada e alongamento têm pouco efeito no tamanho do gradil. É essa a resposta. Antes disso, na adolescência, o tórax cresce, e cresce de qualquer jeito, porque é a idade de crescer. Depois, não. Ou seja, o adulto que faz pullover esperando abrir a caixa não vai abrir nada, e o adolescente que ganhou centímetros teria ganhado boa parte deles treinando pesado sem pullover nenhum.

E a parte da conta em que a briga se prendeu não valia a discussão que gerou. O número de três polegadas apareceu como estimativa de um médico a olho, sobre a pose de peito de um único fisiculturista que contou a própria história numa revista. Não é medida de circunferência de costela, não é estudo, não tem grupo de comparação. Não existe até hoje trabalho controlado mostrando que pullover expande gradil costal. Então tanto a regra de três de um lado como a insistência do outro estavam sendo aplicadas a um número que nunca significou o que os dois pensaram. Uma pergunta simples, o que exatamente foi medido e em quantas pessoas, teria encerrado tudo na primeira página.

Vale registrar duas outras coisas ditas por aí. Natação não abre caixa torácica pelo mesmo motivo, e a comparação com aumentar fêmur ou coluna depois dos vinte e cinco, embora feita em tom de piada, é o argumento certo. Não se remodela osso longo em adulto com exercício, e é justamente por isso que a promessa parecia grande demais.

Duas observações de segurança, para fechar. O colega que sentiu o osso, o esterno, fazendo pullover não estava sentindo osso crescer, estava sentindo a costela e o esterno sendo tracionados numa posição de fim de amplitude, o que é sinal de descer demais. E fazer o exercício atravessado no banco, com o quadril baixo, obriga o pescoço a sustentar a cabeça no ar durante a série inteira. Não é hipertrofia bem-vinda de pescoço, é sobrecarga em cervical, e vale mais apoiar a cabeça no banco. Se a ideia é apenas sentir a musculatura sem carga alta, o cabo resolve melhor, porque mantém tensão do começo ao fim e tira o halter de cima da sua cabeça.

Respondendo direto o que você acabou decidindo lá no meio do tópico: não precisa deixar de fazer por dúvida. Faça, no dia de costas, com peso moderado. Só não espere caixa torácica maior, espere um bom trabalho de dorsal e de serrátil.

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