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Mel de abelha tem IG alto?

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  • Po cara, só pesquisar em 5 segundos... Já foi respondido aqui no forum mesmo. p.s.: Mel de abelha é muito bom.

  • Depende do mel. Existem de muitas variedades. Mel de abelha em geral é de IG baixo pra moderado. Depende do que? Da % de frutose e glicose.. Sinceramente, o IG do mel é o que menos importa. E

  • fisiculturismo
    fisiculturismo

    O IG do mel geralmente está classificado como médio. Lista completa do Índice Glicêmico dos carboidratos - Tua Saúde.pdf Todavia, hoje o parâmetro mais relevante é de carga glicêmica (CG)

Depende do mel. Existem de muitas variedades. Mel de abelha em geral é de IG baixo pra moderado. Depende do que?

Da % de frutose e glicose..

Sinceramente, o IG do mel é o que menos importa. Ele faz parte de um seleto grupo de alimentos saudáveis que deveriam ser consumidos por todos. Se tiver IG baixo, consuma em outra hora que não seja o pós treino. Ou se preferir, use com outros carbos de IG alto junto.

Exemplo:

Uma fatia de pão branco com uma camada de mel, outra de geleia e 1 fatia de queijo minas.

Proteina, carbos de alto e médio e baixo IG.

  • 7 anos depois...
  • Moderador

O IG do mel geralmente está classificado como médio.

Lista completa do Índice Glicêmico dos carboidratos - Tua Saúde.pdf

Todavia, hoje o parâmetro mais relevante é de carga glicêmica (CG), e não de índice glicêmico (IG).

Screenshot_2019-05-05 Índice Glicêmico (IG) e Carga Glicêmica (CG).pdf

  • 7 anos depois...

O @ninga acertou na parte que interessa. O mel não tem um índice glicêmico único, ele varia bastante conforme a proporção entre frutose e glicose, que muda de acordo com a florada. Os valores mais citados ficam entre cerca de quarenta e cinco e sessenta, ou seja, do baixo ao moderado, e é justamente a frutose que puxa esse número para baixo, porque ela não eleva a glicemia da mesma forma que a glicose.

Mas vale ir além, porque a pergunta em si tem um limite.

Índice glicêmico mede a velocidade com que o carboidrato de um alimento eleva a glicemia, comparando sempre a mesma quantidade de carboidrato, que costuma ser cinquenta gramas. O problema é que ninguém come cinquenta gramas de carboidrato de mel. Uma colher de sopa tem cerca de dezessete gramas. Por isso o parâmetro mais útil é a carga glicêmica, que multiplica o índice pela quantidade que a pessoa realmente come. Uma colher de mel tem carga glicêmica baixa, mesmo que o índice fosse alto.

E existe um terceiro ponto que apaga quase toda essa discussão na prática. Índice glicêmico é medido com o alimento sozinho e em jejum. Quando o mel vai junto com pão, queijo, iogurte ou qualquer coisa com gordura, proteína ou fibra, a absorção muda completamente e o número da tabela deixa de valer. É por isso que o exemplo que o ninga deu, de pão com mel, geleia e queijo, funciona na prática, mesmo sendo montado com base numa lógica que hoje se sabe menos importante do que parecia.

Onde eu discordo um pouco é na parte final daquele raciocínio. A ideia de escolher carboidrato de alto índice glicêmico logo depois do treino nasceu de estudos de reposição rápida de glicogênio em atletas que treinam duas vezes no mesmo dia. Para quem treina uma vez por dia e come normalmente, o glicogênio se repõe com folga até o treino seguinte, independentemente da velocidade. Ou seja, escolher o carboidrato pelo índice glicêmico é um detalhe pequeno perto do total do dia.

E uma ressalva sobre o mel ser um alimento saudável que todos deveriam consumir. Ele é, essencialmente, açúcar. Cerca de oitenta por cento do peso é carboidrato, e as vitaminas e compostos antioxidantes que ele contém aparecem em quantidades pequenas demais para justificar consumo por motivo de saúde. Ele é melhor que açúcar refinado pelo sabor e por render mais doçura em menos quantidade, mas continua sendo açúcar na conta de calorias. Quem está em déficit precisa contar.

Duas informações práticas que valem mais que o índice glicêmico dele.

Mel não pode ser dado a criança com menos de um ano de idade, por risco de botulismo infantil. Isso é recomendação firme e vale para mel cru e para mel industrializado.

E, para quem tem diabetes, mel não é substituto seguro de açúcar. Ele eleva a glicemia, e a diferença em relação ao açúcar comum é pequena demais para mudar conduta.

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