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DEPOSTERON + OXANDROLONA para ganhar de 5 a 7 kg

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  • Chegando atrasado no topico... ...ando um pouco na correria. Acabei não lendo todos os comentários acima dos colegas, mas queria apenas colocar um detalhe que acho legal neste caso... .

  • hehehe Eh assim mesmo, hehehe abracos e bons ganhos.

  • quin ta feira_ 7º aplicação: dale deltoide esquerdo rrssss--- cruelzinha novamente....ta ficando uma dorzinha tensa rsrsss....e hj a noite faço ombros ainda heee to notando que a libido estabili

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9º aplicação!

peso: 93.00

pelo jeito começou a ficar mais dificil de subir o peso rsrs...afinal ja foram 5kg

ando me entindo quebrado....dores gerais....nas costas principalmente....aumento de força..aumento de treino.....aumento de massa....tudo sobrecarrega!!!

nao vejo a hra de acabar as aplicas rsrss...ta cada vez mais duro rsrsss.....tem que ser como tiro hehee!!!

mas vamos la...ate o fianl..como manda o figurino!

  • 5 anos depois...
  • 9 anos depois...

O @jack07 abriu o tópico com seis perguntas numeradas e boa parte delas ficou sem resposta completa, e o relato depois foi mostrando, aplicação por aplicação, um problema que ninguém nomeou. Como o tópico continua sendo lido, vale fechar as duas coisas.

Começo pelo que o relato deixou visível.

Ele decidiu revezar todas as aplicações entre os deltoides porque a ênfase do treino dele era superior. E aí, semana após semana, o relato vira uma escalada de dor. Terrível como sempre, deltoide já separado, chega a tetanizar pulsando, escuto o barulho entrando, seringa mais grossa. Isso não é resistência, é um músculo pequeno recebendo dois mililitros de óleo duas vezes por semana durante semanas.

O deltoide comporta em torno de um mililitro. Ele é o local mais usado por quem está começando e o pior dos três para uso repetido, porque tem pouca massa para absorver óleo e a região endurece com facilidade. O resultado de insistir é fibrose local, nódulo doloroso e um músculo que passa a absorver pior, o que por sua vez aumenta a dor da aplicação seguinte. É exatamente a curva que ele descreveu.

O que se usa para volume maior é a região ventroglútea, na lateral do quadril, longe do nervo ciático, e o vasto lateral na coxa. Dois mililitros ali passam sem drama. E vale alternar pontos em vez de repetir a mesma coordenada.

E aqui está a premissa que motivou tudo isso e que precisa ser desfeita, porque é crença comum. Aplicar no deltoide não faz o deltoide crescer mais. O hormônio cai na circulação e age no corpo inteiro através de receptores, e a distância entre o local da injeção e o músculo é irrelevante para o resultado. O que aparece localmente é o inchaço do próprio volume de óleo e da inflamação, e isso desaparece em dias. Ou seja, ele estava machucando o deltoide sem nenhum ganho em troca.

Agora as perguntas que ficaram pela metade.

Sobre encaixar o stanozolol oral que sobrou junto da oxandrolona. As duas não são antagônicas, o problema é outro e é aditivo. Stanozolol e oxandrolona são dezessete alfa alquilados, ou seja, são os dois hepatotóxicos, e usar os dois ao mesmo tempo soma a agressão em vez de dividir. E o dianabol que ele acrescentou depois, no front load, é um terceiro dezessete alfa alquilado. Em determinado momento do relato havia sobreposição de orais sem que ninguém tivesse notado.

Complexo antioxidante e muita água não resolvem isso. O que existe é acompanhar com TGO, TGP, gama GT e bilirrubinas antes, no meio e cerca de duas semanas depois, e parar no dia se aparecer urina escura, fezes claras, coceira sem causa ou amarelado nos olhos, que indicam colestase.

Sobre a oxandrolona ser de baixa hepatotoxicidade, que foi o argumento dele para escolhê la. Ela é mais bem tolerada que a oximetolona, isso é verdade, mas não é inócua. E existe um efeito dela que ninguém mencionou e que aparece rápido, que é a queda acentuada de HDL. Não dá sintoma, só aparece no perfil lipídico.

Sobre a divisão da oxandrolona ao longo do dia, o @Taerone e o @ninga estão certos. A meia vida é curta, então dividir em duas a três tomadas mantém a concentração mais estável do que dose única. De seis em seis horas ou de oito em oito resolve, e não é preciso fracionar em seis vezes.

Sobre usar tamoxifeno preventivo durante o ciclo e sobre inibidor de aromatase. A conduta que o ninga indicou, de usar só se aparecer sintoma, é a certa. Inibidor de aromatase profilático derruba o estradiol, e estradiol baixo em homem produz queda de libido, dor articular, piora do perfil lipídico e perda de densidade óssea. E existe uma armadilha que fecha o argumento. Os sintomas de estradiol muito baixo se parecem com os de estradiol alto, então quem se guia pela sensação aumenta a dose justamente quando deveria parar. O que decide é dosar estradiol, não sentir.

Sobre a vitamina B seis ajudar na aromatização, que apareceu ali como possibilidade. Não ajuda. Não existe esse mecanismo.

Sobre zerar o sal para tratar retenção. Isso está errado e é contraproducente. A retenção durante uso de testosterona vem principalmente do estradiol elevado, e não do sal do prato. Restringir sódio de forma drástica em quem treina pesado e sua muito produz cãibra, tontura e queda de desempenho, e beber muita água em cima disso ainda dilui mais o sódio. O caminho é o estradiol, e a medida que importa nesse período é outra, que é a pressão arterial. Deposteron aromatiza e eleva pressão, e pressão não se sente. Aferir em casa duas vezes por semana, sentado e em repouso, e anotar.

Sobre os nomes e o custo da pós ciclo, que era a pergunta quatro. Clomifeno e tamoxifeno existem em versões genéricas baratas em farmácia comum, e não há necessidade de manipulado. E respondendo a pergunta seis, sobre horário e sobre usar os dois juntos, o ponto mais útil é que não se usa os dois. Ambos são moduladores seletivos do receptor de estrogênio e agem no mesmo lugar do hipotálamo, então combinar é somar duas drogas que fazem a mesma coisa, com mais efeito adverso e sem ganho demonstrado. Um dos dois, em monoterapia, resolve. O horário não muda nada, o que importa é a regularidade.

E um ajuste importante no calendário. Ele previu iniciar a pós ciclo quinze dias depois da última aplicação de cipionato. Isso é cedo. O cipionato é éster longo e, somado ao acúmulo de oito semanas de aplicações, ainda estará presente nesse ponto, e o modulador vai ser gasto contra um eixo que continua suprimido pelo que sobrou do ciclo. O jeito de não depender de chute é dosar testosterona total, LH e FSH. Se a testosterona ainda estiver alta, é cedo.

Duas contas que mudam a leitura do protocolo.

A primeira. Quatrocentos miligramas de deposteron não são quatrocentos de testosterona. Parte da massa é o éster, então sobram cerca de duzentos e oitenta. Não é ruim, mas é bom saber o número real.

A segunda, sobre o resultado. Ele saiu de oitenta e oito para noventa e três quilos e ele mesmo observou, honestamente, que vinha junto com aumento de gordura e retenção. Boa parte desses cinco quilos é água, e água sai quando o ciclo termina. É por isso que a avaliação séria de um ciclo se faz semanas depois do fim, e não no pico da retenção.

Sobre a premissa de limite genético que abriu o tópico. Um metro e oitenta e oito com oitenta e oito quilos e dois anos de treino sério não é limite genético, é o começo. E a sensação de overtraining direto que ele descreveu costuma ser outra coisa, quase sempre déficit calórico, sono insuficiente ou volume de treino sem periodização, e nada disso se corrige com androgênio.

Um colateral que passou como piada e merece registro. Ele relatou pavio curto e irritabilidade a milhão. Isso é efeito conhecido de dose suprafisiológica de androgênio, não é frescura nem coincidência, e é um dos que mais cobram preço fora da academia.

E, respondendo ao @cahue, que perguntou pela satisfação com oxandrolona e não foi respondido. O que se espera dela é ganho modesto de massa magra com pouca retenção, mais firmeza aparente do que volume, e o preço é queda de HDL e a acne que o Taerone relatou. Não é uma droga de volume, e é por isso que o @Mestre sugeriu outra escolha quando o objetivo declarado era ganhar peso.

Por fim, o que falta no tópico inteiro. Nenhum exame, em nenhum momento. O mínimo, antes de começar, é hemograma com hematócrito, perfil lipídico com HDL, TGO, TGP, gama GT, bilirrubinas, testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol e pressão aferida em casa. Durante, hematócrito, pressão e transaminases. Depois, testosterona, LH e FSH. O exame de antes é o mais negligenciado e o mais valioso, porque sem ele não existe com o que comparar.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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