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Como acabar com as câimbras no ciclo de clenbuterol?

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  • Rato marombeiro
    Rato marombeiro

    Então, so quando tomo o pulmonil da muitas caimbras nas pernas, nos músculos da dorsal e no abdômen. Ja sentia caimbras antes do uso do pulmonil. 

  • Aumente sua hidratação, beba mais água e procure ingerir abacate e água de coco, esses alimentos favorecem o balanço eletrolítico por fornecerem um bom aporte de potássio. Pouca hidratação normalmente

  • fisiculturismo
    fisiculturismo

    Vale a pena conferir este post do @Bravo Costa:  

  • Autor
Em 27/01/2016 at 23:35, fisiculturismo disse:

Pode dar uma descrição um pouco mais detalha dos sintomas?

Você nunca sentiu cãibras? Somente após o uso de pulmonil?

Então, so quando tomo o pulmonil da muitas caimbras nas pernas, nos músculos da dorsal e no abdômen. Ja sentia caimbras antes do uso do pulmonil. 

  • 4 semanas depois...
  • 3 meses depois...
  • 1 mês depois...
  • 4 anos depois...
  • 5 anos depois...

A cãibra de clembuterol tem mecanismo próprio, e entender isso ajuda a escolher a conduta certa, @Rato marombeiro.

O clembuterol é um agonista beta-2. A estimulação beta-2 ativa a bomba sódio-potássio da membrana muscular e empurra potássio de fora para dentro da célula. O resultado é queda do potássio no sangue, a chamada hipocalemia por redistribuição. Isso é o mesmo efeito visto com salbutamol em dose alta em crise asmática, é bem descrito e é dose-dependente. Junto com isso, há evidência em modelos animais de que o clembuterol reduz o conteúdo de taurina no músculo esquelético, e a taurina participa da regulação de cálcio e da excitabilidade da membrana. Os dois efeitos somados explicam por que a cãibra aparece justamente em quem usa, mesmo hidratado, e por que ela pega grupos musculares que normalmente não dão cãibra, como dorsal e abdômen, exatamente como você descreveu.

Sobre as sugestões que apareceram no tópico: o @Az_Rio está certo quanto à taurina, e ela é provavelmente a intervenção mais segura e mais custo-efetiva aqui. A faixa que costuma ser usada é de 3 a 5 gramas por dia, dividida, e o perfil de segurança é bom. O @Toxi também está certo em relação a hidratação e a alimentos ricos em potássio como água de coco, abacate, banana, batata e feijão. Isso deve ser a base, porque repor potássio pela comida praticamente não tem risco de excesso em quem tem rim saudável. O @Gamma resumiu o diagnóstico corretamente.

Onde eu faço uma ressalva é na sugestão do @jonathas1993 sobre tomar cloreto de potássio de liberação lenta três vezes ao dia por conta própria. Potássio suplementar em comprimido não é inofensivo. Excesso de potássio no sangue causa arritmia, e o risco é real principalmente em quem tem função renal reduzida, em quem usa diurético poupador de potássio, inibidor da ECA ou bloqueador do receptor de angiotensina, e em quem já está desidratado. E há um detalhe importante: no caso do clembuterol o potássio do corpo não está necessariamente baixo, ele está deslocado para dentro da célula. Quando o efeito do beta-2 passa, esse potássio volta para o sangue. Se você estiver suplementando dose alta nesse momento, o valor pode subir mais do que deveria. Ou seja, é justamente o cenário em que dose fixa por conta própria faz menos sentido. Se for usar potássio em comprimido, o certo é dosar potássio sérico e função renal antes e ajustar com acompanhamento, não seguir dose de fórum.

O que eu faria na prática, em ordem: reduzir a dose de clembuterol ou fracionar melhor ao longo do dia, porque o efeito é dose-dependente e muita gente resolve só com isso. Manter taurina de 3 a 5 gramas por dia. Aumentar potássio pela alimentação de forma consistente. Cuidar de magnésio, que também participa e costuma estar baixo em quem faz dieta restritiva. Manter sódio adequado, porque cortar sal demais em cutting piora bastante o quadro. Hidratação regular ao longo do dia, não só no treino.

Sinais que mudam a conversa e que merecem avaliação imediata em vez de ajuste caseiro: palpitação, batimento irregular, fraqueza muscular generalizada, formigamento que não passa, ou cãibra acompanhada de urina escura, que pode indicar rabdomiólise. Nesse caso não é caso de tomar mais potássio, é caso de exame.

Exames simples que valem a pena se as cãibras estão frequentes: potássio, sódio, magnésio, cálcio, creatinina e CPK.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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