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Ciclo trembolona+nandrolona + Enantato testosterona

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  • A dosagem tá fraca, use 250~300mg

  • Arnaldo Santos.
    Arnaldo Santos.

    Assim essas doses estão bem melhor. Intra ciclo usa anastrozol 0.5mg dsdn. Nandrolona em baixas doses, serve como tratamento! Não só das articulações mas também para outros efeitos! Um del

  • fellipe_azevedo
    fellipe_azevedo

    Eu dei uma pesquisada no link que o fit passou e realmente, não vou partir pra trembolona logo no segundo ciclo, vou tentar montar um ciclo mais consistente, sem me arriscar tanto, mesmo que os ganhos

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Esse tópico terminou bem, porque o @fellipe_azevedo ouviu, pesquisou e desistiu da trembolona. Volto a ele por causa de uma explicação dada no fim que, no meu entender, está errada no mecanismo apesar de a conclusão prática ser boa, e para corrigir a premissa que ele trouxe no primeiro post.

Começo pelo fim.

O @Toxi disse que quanto menos massa muscular a pessoa tem, mais esteroide sobra para ir para outros lugares, e que portanto menos massa muscular significa mais colaterais. O @Arnaldo Santos. desconfiou, com ironia, e o @Toxi manteve a explicação.

Não é assim que funciona.

O receptor de androgênio não é um ralo que consome o hormônio. A concentração de testosterona no sangue depende da dose aplicada, do volume de distribuição e da velocidade de eliminação, e não de quanto músculo existe para usá-la. Um homem musculoso não absorve o excedente, protegendo o resto do corpo.

E existe até um efeito na direção contrária: quem tem mais massa corporal tem volume de distribuição maior, então a mesma dose produz concentração ligeiramente menor. Mas é um efeito pequeno, e não é o que decide.

O que decide os efeitos adversos é dose, tempo de uso, quanto aquele composto aromatiza, quanto converte em DHT, e genética.

Dito isso, o conselho prático dele estava certo, e por um motivo diferente e mais interessante.

Quem tem percentual de gordura mais alto aromatiza mais. A enzima aromatase está concentrada no tecido adiposo, e é ela que converte testosterona em estradiol. Mais gordura significa mais conversão, mais estradiol, mais retenção e mais risco de ginecomastia.

Ou seja, entrar em ciclo mais magro reduz mesmo os efeitos estrogênicos. Não porque o músculo consome o hormônio, mas porque a gordura o transforma em outra coisa.

A recomendação era boa. O mecanismo é que era outro.

Agora a premissa do primeiro post, que também precisa de ajuste, e ela é importante porque muda o que se faz para se proteger.

Ele escreveu que a trembolona causa ginecomastia, como a maioria.

A trembolona não aromatiza. Ela não é convertida em estradiol.

Só que ela pode produzir ginecomastia mesmo assim, por outro caminho: ela tem atividade progestogênica marcada, o que reduz o tônus dopaminérgico e eleva a prolactina, e prolactina alta estimula o tecido mamário, além de derrubar libido e atrapalhar a ereção.

Isso tem uma consequência prática decisiva. O inibidor de aromatase, que é o remédio que a maioria toma para se proteger de ginecomastia, não age sobre a trembolona, porque não há aromatase envolvida. Quem usa trembolona confiando no anastrozol está desprotegido, não vê efeito, tende a aumentar a dose, e acaba derrubando o estradiol vindo da testosterona, o que traz seus próprios problemas.

Se aparecerem sinais, o exame é prolactina, colhida em jejum, em repouso e sem ter treinado antes, com pesquisa de macroprolactina junto. E o sinal de ginecomastia que exige avaliação imediata é dor ou nódulo endurecido embaixo do mamilo, que é diferente de gordura mole, porque o tecido que fibrosa não regride com remédio depois.

Sobre a combinação de nandrolona com trembolona, o visitante que respondeu acertou em cheio e vale reforçar o argumento.

As duas são 19 nor, ou seja, da mesma família estrutural, e as duas têm o mesmo perfil progestogênico. Combiná-las não acrescenta um mecanismo diferente, apenas soma o mesmo risco duas vezes. É o pior tipo de empilhamento: dobra o efeito adverso característico sem trazer nada de novo.

E o @Arnaldo Santos. deu outro conselho tecnicamente certo, ao sugerir propionato em vez de enantato se fosse usar acetato de trembolona. O motivo é a compatibilidade de curvas: o acetato de trembolona tem meia vida em torno de 24 horas e atinge o platô em cerca de dez dias, enquanto o enantato de testosterona tem meia vida de sete a oito dias e só estabiliza em torno de cinco semanas. Começando os dois juntos, existe um mês inteiro com trembolona no máximo e testosterona ainda subindo, que é exatamente o cenário de libido no chão e humor ruim. Com propionato, as duas curvas sobem juntas.

Agora o ponto que resolve o caso dele, e é aritmético.

Ele tem 27 anos, 1,76 m e 70 kg, e estava indo para o segundo ciclo.

Existe um índice que estima quanta massa magra uma pessoa carrega em relação à altura. Num estudo com 157 atletas, os que nunca tinham usado esteroides ficaram todos abaixo de 25, e os usuários iam de 25,4 a 32,4. É um limite descritivo, não uma barreira física, e há naturais documentados em 26 ou 27, mas serve de régua.

Com 70 kg e 1,76 m, mesmo supondo um percentual de gordura favorável, ele fica em torno de 19 a 20.

Ou seja, ele está muito longe do teto estimado para quem nunca usou nada. Sobram vários quilos de massa magra disponíveis sem nenhuma farmacologia, e ele já estava no segundo ciclo.

Foi isso que o @Toxi quis dizer quando comentou que ele não parecia nem treinar, e o @Kami Back resumiu em uma linha ao falar de trembolona sem experiência.

E há um detalhe do relato que merece ser dito com todas as letras, porque ele mesmo confirmou.

Perguntado se quem tinha montado o ciclo era o vendedor, ele respondeu que sim, e contou que o primeiro ciclo e a terapia pós ciclo também tinham sido indicados pela mesma pessoa.

Quem vende o produto e monta o protocolo tem interesse direto na quantidade prescrita. Não é acusação de má fé, é conflito de interesse estrutural: não existe vendedor cujo negócio melhore ao recomendar menos droga, ou nenhuma.

Foi por isso que o segundo ciclo veio com duas substâncias da mesma família, quando uma sozinha já teria sido mais do que suficiente.

O que eu faria no lugar dele, e ele já estava caminhando para isso quando escreveu que ia de pouco em pouco: seis a doze meses com dieta calculada, superávit pequeno, proteína em torno de 1,8 g por quilo e carga registrada. Com 70 kg e a distância que ele tem até o teto natural, esse período rende mais do que qualquer um dos dois ciclos que ele fez ou pensou em fazer.

Para quem quiser entender quais exames costumam entrar antes, durante e depois, e o que cada um responde, o site tem um orientador de protocolo hormonal simulado em https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ . A saída é simulada e serve como rascunho de estudo, não como prescrição.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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