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Dúvida sobre a Anastrozol

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9 hours ago, Bravo Costa said:

O pior que o caso do nosso amigo é que nem sabemos se é TRT... Ele tem apenas 24 anos. Se começar uma TRT vai complicar bastante, vai ter q usar HCG até não querer mais ter filhos.

Penso que o problema pode estar na origem: pituitária. E requer uma atenção para descartar um tumor... Se for genética, é só investigar quais dos 8 hormonizado da pituitária estão sendo subproduzidos e aí sim, dar vida nova ao jovem.

Sem dúvidas. Antes de qualquer droga e protocolo, a atenção deve ser voltada para a causa da sub produção.

@Gbrieo Chegou a fazer outros exames?

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  • O problema é que o esteroide suprime ainda mais o eixo. Deveria ele ter tentado recuperar o eixo ao invés de suprimi-lo ainda mais com o ciclo. Poste as referências dos seguintes exames: LH, FSH e pro

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On 1/26/2019 at 8:53 PM, Bravo Costa said:

Em vc mora a chama do conhecimento e profissionalismo... tens tudo para ser um profissional do quilate do @Apollo Galeno... o mundo precisa! Que Deus continua abençoando sua mente.

Agradeço as palavras. Sou um mero estudante e entusiasta desse mundo ainda. Espero aprender muito até me tornar um profissional.

  • 7 anos depois...

@Gbrieo, respondendo primeiro a pergunta do tópico: 1 mg de anastrozol por dia, que é 0,5 mg de 12 em 12 horas, é muito para 200 mg de testosterona por semana, ainda mais com oxandrolona e stanozolol, que não aromatizam. A queda de libido que você descreveu é um dos sinais mais típicos de estradiol baixo demais, junto com articulação seca, desânimo e ereção pior. Antes de mexer, o ideal é dosar o estradiol agora, de preferência por método sensível, para ter o número em vez de chutar. Sobre o medo de rebote: reduzir o anastrozol não provoca um efeito rebote perigoso. O estradiol só volta a subir até o nível que essa dose de testosterona produz. @Bruce Slajvic disse o mesmo, e eu concordo. A ideia de @Kami Back, de usar inibidor só com sintoma ou exame alterado, é a lógica certa.

Agora o ponto maior. Pelo que você contou, o objetivo era tratar uma testosterona baixa, e o que foi prescrito é um ciclo. Para quem quer reposição, oxandrolona e stanozolol não acrescentam nada ao objetivo e somam risco ao fígado e ao colesterol, principalmente o HDL. Juntos, 60 mg de oxandrolona por dia e o stano injetável já são uma carga relevante. Isso não precisa esperar até março. Vale ligar no consultório ou buscar uma segunda opinião antes, de preferência com endocrinologista ou urologista que trabalhe com andrologia.

Sobre o diagnóstico, os seus números contam uma história mais calma do que alguns posts sugeriram:

Testosterona total de 286 com SHBG de 14,8. A SHBG está no limite inferior, e SHBG baixa derruba a testosterona total sem que a fração ativa caia na mesma proporção. Por isso a livre é o dado mais útil, e as diretrizes pedem duas dosagens pela manhã, em jejum, antes de fechar o diagnóstico. Uma medida isolada não basta.

LH e FSH dentro da referência, mas baixos para quem tem testosterona baixa. @Foston pediu esses exames exatamente por isso: o padrão sugere que o problema está no comando, hipófise ou hipotálamo, e não no testículo. Na sua idade, as causas mais comuns são funcionais: sono ruim ou apneia, excesso de gordura, estresse, treino ou dieta muito restritiva, uso prévio de algum hormônio ou suplemento com pró-hormônio, opioides e alguns remédios.

Prolactina e TSH normais. Isso afasta boa parte das causas que exigiriam investigação urgente. As diretrizes de endocrinologia indicam ressonância da hipófise quando a testosterona total está abaixo de 150, a prolactina está alta ou há sintomas de massa, como dor de cabeça forte ou alteração de visão. Não é o seu quadro, então não há motivo para pânico com tumor.

Esse padrão importa porque abre opções que preservam a produção própria e a fertilidade, como o citrato de clomifeno ou o HCG, que costumam ser discutidas antes de uma reposição para o resto da vida em quem tem 24 anos. Mas agora a avaliação está contaminada: com testosterona exógena, LH e FSH vão a zero, e nenhum exame hormonal novo reflete o seu eixo. A decisão de parar, fazer TPC ou seguir em reposição precisa ser tomada com o médico, olhando esse cenário.

Parar a testosterona de uma vez não é uma emergência como parar corticoide. O que acontece é o cansaço voltar, provavelmente pior por algumas semanas, até o eixo se recuperar. Por isso a saída precisa ser planejada, e não abrupta por medo.

Para levar à consulta: estradiol, hemograma com hematócrito, TGO, TGP, GGT, perfil lipídico e glicemia, além do histórico completo do que você usa.

Como cansaço o dia todo, libido baixa e testosterona baixa com LH baixo também combinam com apneia do sono, vale fazer o teste de risco do site: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/apneia/

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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